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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

CENAS INESQUECÍVEIS DO CINEMA

QUERO SER GRANDE com TOM HANKS
Essa é uma cena antológica das sessões da tarde. A fórmula já é antiga e velha conhecida dos filmes norte americanos. A cada geração uma nova versão da criança que acorda adulta é filmada nas telonas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

THE BEATLES

Considerada a maior banda de rock de todos os tempos, surgiu em 1957, estourando nos anos 60, já com sua formação final. John Lennon, Paul MaCartney, George Harrison e Ringo Starr começaram no estilo certinho, mas logo tornaram-se ícones da contracultura mundial, com uma postura mais crítica e letras contestadoras. A beatlemania varreu o mundo e nunca a idolatria e a histeria estiveram tão presentes. Destacam-se entre suas canções:
HELP

TWIST AND SHOUT

Essa aí ficou famosa na minha geração pelo filme Curtindo a Vida Adoidado. Para quem ainda não viu uma ótima sessão da tarde.

LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS
Essa música se tornou polêmica pelas iniciais de suas palavras: LSD, a tal droga alucinógena tão em voga na época. Os Beatles fizeram tanto sucesso na época que chegaram a ter séries animadas como a que você vê nesse clip. Eu me lembro particularmente dessa música por conta da cena de um ótimo filme. Não me lembro muito bem como ficou o título desse filme mas acho que é Meu nome é Sam.

YESTERDAY

LET IT BE

E centenas de outras que até hoje tocam frequentemente. O grupo se desfez em 1970, e as esperanças de seus fãs de um retorno acabaram com o assassinato de John em 1980. Em 2001, morre George.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

WILLIAN SHAKESPEARE

O dramaturgo mais encenado do planeta nasceu em Stratford-upon-Avon em 1564. Suas peças abordam a complexidade da natureza humana, entre comédias:
SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO

A MEGERA DOMADA
que já chegou até as nossas novelas...

O MERCADOR DE VENEZA

Tragédias
ROMEU E JULIETA

HAMLET (alguns dizem que o Rei Leão da Disney seria uma versão de Hamlet)

REI LEAR

OTELO

MACBETH

e dramas históricos.
HENRIQUE V

RICARDO III

Com uma biografia um pouco obscura e um vasto número de obras publicadas, já levantou-se a hipótese que alguns de seus textos teriam sido escritos por outras pessoas. Sem maiores provas, Shakespeare continua a ser o maior nome da dramaturgia de todos os tempos, e até hoje matéria -prima do cinema.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

FAMILIA ADAMS

Esta postagem foi inspirada por Giovana que informou que a famosa obra do Escher também foi utilizada na abertura do desenho (essa eu nem sabia). Mas é verdade, taí a prova:

Na verdade tem um bom tempo que eu estou querendo postar algo sobre a Familia Adams, um de meus desenhos prediletos. Na verdade, quase todas as criações televisivas e cinematográficas que eu vi com a Familia Adams foram muito boas. A Família Adams é bem velhinha, nasceu de um cartoon criado em 1930 por Charles Adams. A graça dessa família bizarra é que, muitas vezes, dentro de todas as suas excentricidades, eles parecem muito mais confiáveis que os ditos "normais". Suas histórias fizeram muito sucesso e acabaram gerando a cult minisérie Familia Adams:

E logo depois a série Os Monstros

Os dois filmes que foram gravados mais recentemente com a Família Adams utilizaram muitos dos cartoons criados por Charles, como essa cena em que Mortícia tricota a roupinha do bebê Adams.




Este idéia do esquiador que deixa a sua marca dos dois lados da árvore, muito copiada ao longo dos anos, também foi uma criação de Charles Adams.

Outra cena aproveitada no filme, bem na abertura do Família Adams 2.

E por último uma das cenas que eu mais gostei da Família Adams 2. Não sabia que sorrir doia tanto.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

ALFRED HITCHCOCK - Parte 1


Alfred Hitchcock, considerado o mestre do cinema de suspense, nasceu em Londres em 1899 e morreu em 1980. Filho de um feirante, Hitchcock galgou aos poucos sua posição de diretor, estreiando seu primeiro sucesso em 1926, com o Inquilino que foi baseado no personagem Jack, o estripador. Foi aqui que Sir Alfred iniciou seu hábito de aparecer em uma cena como um coadjuvante, uma de suas marcas registradas. Ao longo dos anos esta sua aparição repentina começou a gerar tanta ansiedade nos espectadores que para não comprometer o interesse pela trama, o diretor começou a surgir logo nos primeiros minutos.

Em 1929 fez o primeiro filme sonoro britânico que no Brasil recebeu o nome de Chantagem e Confissão. Inicialmente esse filme havia sido concebido para ser mudo.
Em 1934 fez O Homem que Sabia Demais que acabou sendo regravado com outros atores em 1956.

Esse filme influenciou gerações. Tem até uma música que recebeu o mesmo título do filme feita pelo Skank.
Em 1935 fez outro filme chamado Os 39 Degraus. Aqui ele usa pela primeira vez uma técnica chamada MacGuffin que é uma desculpa argumental que motiva os personagens a desenvolver uma história que não tem importância para a trama em si. É algo semelhante ao que a Agatha Christie faz em suas histórias para ir enganando o leitor de modo a manter o suspense sobre o suspeito até o final. Este também foi o primeiro filme onde se vê a fuga de um inocente.
Em 1938 ele lança A Dama Oculta que conta a história de uma intriga internacional.
Estes filmes chamaram a atenção de Hollywood para o diretor tanto que o produtor David O. Selznick chamou-o para trabalhar. Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1955. Seu primeiro filme americano foi Rebecca, que rendeu ao cineasta sua primeira indicação ao Oscar. Rebecca ganhou o Oscar de melhor filme, mas Hitchcock perdeu na disputa de diretor. Hitchcock era um grande fã dessa escritora inglesa, a Daphne du Maurier, e além de Rebecca, filmou outros dois livros dela.
Em 1940 (durante a segunda guerra) gravou Correspondente Estrangeiro que também foi indicado ao Oscar e não ganhou.
Em 1941 Hitchcock também produziu uma comédia chamada Um Casal do Barulho, o filme noir chamado A sombra de uma dúvida em 1943 e a ficção sobre leis chamada Agonia de amor em 1947 (seu primeiro filme colorido). Esse "A sombra de uma dúvida" foi tido por Hitchcock como um de seus favoritos e conta a história de uma garota que aos poucos vai desvendando o passado de um vilão que é o seu próprio tio.
Nesse interim de experimentações fora do gênero que o consagraou, Hitchcock fez em 1945 o filme Quando Fala o Coração (quem traduzia esses títulos deveria receber um tiro) com Ingrid Bergman e Gregory Peck. Recebeu indicação ao Oscar. O produtor David O. Selznick utilizou as suas experiências na psicanálise, e até levou aos estúdios sua terapeuta, para servir de consultora. Hitchcock fez algumas cenas baseadas no artista plástico Salvador Dalí para ilustrar certas cenas de confusão mental.

Em 1946 lança Interlúdio o primeiro filme produzido e dirigido por Hichcock.
Em 1948 usa a peça teatral de Patrick Hamilton para criar o seu Festim Diabólico. É um filme que é considerado como tendo um conteúdo homossexual.

Em 1949, Hitchcock lançou o filme Sob o Signo de Capricórnio, em uma co-producção com Sidney Berstein e estrelado por Ingrid Bergman. O filme fracassou, em parte pela publicidade negativa sobre o relacionamento extraconjugal que Ingrid Bergman estava tendo com o diretor italiano Roberto Rossellini.
Em 1951 veio Pacto Sinistro, baseado em um romance escrito por Patricia Highsmith que também escreveu o Talentoso Ripley. Nesse filme a filha de Hitchcock aparece em um pequeno papel. Mais tarde, em 1987, iria inspirar a comédia Jogue a Mamãe do Trem.

Em 1954, o filme Disque M Para Matar. Foi o primeiro filme em que Hitchcock trabalhou com Grace Kelly, baseado na peça escrita por Frederick Knotte, pela primeira vez, o diretor usou a técnica 3D.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CENAS INESQUECÍVEIS DO CINEMA

BOM DIAAA VIETNÃA!!! Pra quem não assistiu a esse filme que tem uma trilha sonora ótima e um roteiro muito bem feito um piteco de uma das melhores cenas.

domingo, 24 de abril de 2011

A GAROTA DA CAPA VERMELHA


O que me fez assistir esse filme à princípio, foi a fotografia - que a meu ver, é um dos pontos mais fortes dele, e também dar uma segunda chance pra Catherine Hardwicke, (ninguém vai me lixar aqui se eu disser que não gosto de Crepúsculo, né? :P) queria ver se ela ia destruir Chapéuzinho Vermelho.
Achei desde o início a trama incrivelmente familiar com o filme de Shyamalan, A Vila, (quem nunca viu, veja! É um ótimo filme e sim, sou muito suspeita pra falar de Shyamalan. :P) por diversos motivos.
Em um vilarejo no meio de uma floresta assombrada por um lobo vive Valerie, prometida em casamento pelos pais a Henry, mas apaixonada pelo forasteiro Peter. Tudo o que lhes resta é fugir. Seus planos são interrompidos com a chegada do pastor meio psicopata Padre Solomon, que trás terror à vila ao declarar que o lobo é um de seus moradores, e em nome de Deus pretende livrar aquela vila do temido lobo mau usando métodos nada ortodoxos. A parte mais bacana do filme é o final, que foi imprevisível, e lógico que não vou contar. Eu ainda não sei se está dando muito certo essa nova moda de Hollywood em filmar contos de fadas "para adultos", misturando terror com uma carga sexual. Não tem nada de extraordinário, mas é um bom filme pra quem gosta dessas releituras meio dark desses clássicos. Tá no cinema, enjoy it! :-)

P.S.: Não deu pra incorporar o vídeo, então quem quiser ver o trailer é só clicar aqui.

domingo, 20 de março de 2011

O TEMPO E O VENTO de ÉRICO VERÍSSIMO

Ana Terra é uma heroína brasileira criada por Érico Veríssimo (1905-1975) em sua trilogia O TEMPO E O VENTO. Episódio crucial da obra máxima desse escritor gaúcho, Ana Terra narra a história da filha do pampa que, nas ermas terra do pai, encontra o ferido Pedro Missionero, índio valente, sonhador e sensível. Irrompe a paixão, fatal para ele. Quando Ana engravida, o pai e dois irmãos cumprem o código do colono branco: Pedro é morto, como Ana previra em sonho. Da união nasce o menino Pedro Terra. São dias sem calendário, em algum ano do século 18. Vêm os castelhanos invasores. Ana esconde o filho, a cunhada, a sobrinha: finge ser a única mulher da casa. O pai e os irmãos morrem. Os sobreviventes partem para a recém-fundada Santa Fé. Lá Ana ergue seu rancho e torna-se parteira. Vêm as guerras platinas. Pedro Terra, já moço, é convocado. Volta vivo, mas é chamado outra vez. Ana, mãe da terra, novamente o aguarda num silêncio que encerra o episódio, com força imensa. Ana tem as virtudes da Mãe Terra: procriadora, protetora, invencível. E, não por acaso, parteira, pois, como a própria vida, renasce sempre. Se você já tem uma pequena vivência de épicos na literatura e no cinema talvez esteja tendo um dejavú ao ler essas frases. Este tipo de épico que narra, através de um personagem, a história de uma nação já se tornou um estilo inerente às culturas ocidentais e orientais. Talvez tenha nascido lá atrás com Homero. É um patrimônio mundial que já foi consagrado em épicos como E o vento levou..., Indochina, A casa das sete mulheres, etc.
Deixo aqui o trecho histórico em que Scarlet O'hara faz o seu juramento:
Tem também um trechinho da minissérie feita pela Globo. É engraçado de perceber que as novelas de época, especialmente que retratam a região sul, sempre vão buscar suas referencias nos romances de Veríssimo. Ele impôs uma marca que virou um esteriótipo de gaucho que parece irá se perpetuar eternamente nas séries novelescas brasileiras.

sexta-feira, 18 de março de 2011

MISS MARPLE de AGATHA CHRISTIE

Agatha Christie quando jovem

Célebre autora de romances policiais, a inglesa Agatha Christie (1890-1976) tem, entre suas personagens, miss Jane Marple. Apesar de ser a típica solteirona do interior, frágil, vestida à moda antiga, amando tricô e fofocas, ela é hábil em decifrar crimes. Sua inteligência sagaz olha os humanos sem se espantar com nada. Seu estilo muito doméstico de resolver os mistérios pode ser conferido em mais de 20 livros, escritos entre 1932 e 1976. O prolongado sucesso dos livros de Marple, e suas inúmeras aparições em cinema, TV e teatro, prova que ela cativou os leitores. Talvez porque expresse a superioridade da mente sobre o corpo. Jane Marple é velha, sujeita a achaques, incapacitada para perseguições e artes marciais. Mas, com poder dedutivo, atenção para detalhes, mente alerta, inteligência e intuição, derrota os mais astutos e cruéis. Uma metáfora inspiradora. Livros recomendados: A maldição do espelho, Três ratos Cegos e outras histórias, Cem gramas de Centeio, Mistério no Caribe, Nemesis e Os últimos casos de miss Marple.



Algumas das dezenas de Miss Marple que

já existiram no cinema



terça-feira, 15 de março de 2011

AS BRUMAS DE AVALON de MARION ZIMMER BRADLEY

Esta é uma sugestão para quem gosta das histórias do rei Artur e da Távola Redonda. É lógico, existem vários livros do gênero. Mas este é particularmente interessante pois narra a história a partir do ponto de vista de Morgana. Como, em uma análise mais detalhada, a lenda de Artur foi forjada quando o cristianismo foi suprimindo o mito pagão que tinha na figura feminina sua representação máxima, acaba sendo também uma história universal. A mais famosa feiticeira da literatura ocidental vem da saga do rei Artur, contada desde a Idade Média em obras como A Morte de Arthur, de Thomas Malory, e Parsifal, de Wolfram von Eschenbach. No livro, na Bretanha governada por Artur, prospera a religião patriarcal dos cristãos. Mas a misteriosa Avalon, onde Morgana, meia-irmã do rei, preside os ritos ancestrais, veneram-se a Deusa Mãe e a crença pré-cristã das feiticeiras e do saber oculto. Sua grande sacerdotisa é chamada Morgana das Fadas. A ilha de Avalon, porém, está se afastando do mundo real, envolta numa bruma que só as iniciadas podem cruzar. Morgana é a imagem da iniciada. Só à sua intuição ela é fiel e responde. Como maga, nos inspira o saber: o saber da natureza, da magia, dos mistérios. Sabedoria, fé e coragem são suas virtudes, e seu desafio é superar a arrogância, como ocorre com todos os que sabem. Muitas foram as adaptações das lendas arturianas para as novas mídias, mas essa também é uma daquelas histórias que aguarda uma adaptação à altura. Os livros de Marion deram origem a um filme em 2001 com Anjelica Huston no papel, mas parece que ainda não foi dessa vez.

Me lembro também de um gibi que saiu por aqui na década de 80/90 chamado CAMELOT 3000. É contado nas lendas de Camelot que Artur na verdade não teria morrido e sim estaria adormecido, esperando pelo momento em que os valores defendidos por CAMELOT se tornem necessários novamente. Este gibi parte do pressuposto que no ano 3000 a presença do rei lendário se faz necessária por obra da perfídia de Morgana (olha ela aí de novo). Além do atormentado e infeliz Artur tentando soprepujar todos os problemas em sua vida, ainda podemos contar com Merlim e todos os outros personagens das lendas arturianas reencarnados. O detalhe que causou furor na época é que Tristão e Isolda (os primos que não podiam se casar) reencarnam ambos... mulheres! É sacanagem ou alguém lá em cima realmente os odeia! Rs. Fica a história inteira com estas duas tensões romanticas: o triângulo Lancelot, Artur e Guinevere de um lado (será que eles vão trair o Artur de novo?) e Tristão e Isolda (será que ficam ou não ficam juntos?). Tristão é um cara tão zicado que no dia que está no altar para se casar com seu belo vestido de noiva Merlim aparece e devolve para ele todas as suas lembranças de sua vida passada. É ou não é perseguição? Pra quem gostou do argumento corra para a gibiteca ou o sebo mais próximo. Se alguém souber se já tem disponível na net dá um toque.

domingo, 13 de março de 2011

ULISSES na ODISSÉIA e ILÍADA de HOMERO

Em grego Odisseu ou do latim Ulisses, o protótipo do rebelde é o herói da Guerra de Tróia imortalizado por Homero, maior poeta da Antiguidade. A maior arma - e o maior tormento - desse guerreiro foi a sua inteligência. Atena, deusa grega do juízo claro, era sua protetora. Foi Ulisses que imaginou o truque do Cavalo de Tróia (feito de madeira e ofertado aos troianos, dentro deles os gregos se esconderam para vencer a guerra). Quando Ulisses viu que a vitória tinha sido o resultado de sua idéia, e não do poder dos deuses, ficou arrogante. Ignorou os sinais para ser mais humilde e voltou para sua terra, a distante Ítaca. Dez anos de tempestades e obstáculos depois, Ulisses ainda não tinha chegado à casa e a mulher e o filho sofriam o assédio dos pretendentes ao trono, que o julgavam mortos. Ulisses é fascinante porque é complexo. Não é mau ou bom, mas humano. Seu orgulho é compreesível. Ele aprende, duramente, que há forças maiores que nós, que não toleram a arrogância. Por isso inspira e emociona a humanidade há 3 mil anos.
A história de Ulisses já foi muitas vezes representada pelo cinema ou para a televisão. Provavelmente, o filme que até agora contou com atores mais famosos como Isabella Rosselini e Irene Papas foi o Odisséia gravado em 1997, época em que a computação gráfica ainda não tinha causado aquela grande revolução nos efeitos visuais do cinema. Quem sabe agora, com as facilidades proporcionadas pela tecnologia, cheguemos a ver uma representação mais interessante dos deuses e monstros da mitologia já que, uma coisa é certa, a saga de Ulisses é uma daquelas histórias que sempre serão recontadas a todas as gerações.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CENAS INESQUECÍVEIS DO CINEMA

Eu era fã do Harrison Ford quando era mais nova e existem vários filmes dele que tem algumas passagens memoráveis, apesar dele ter se tornado um ator de papéis fracos na velhice. Este trecho é tirado do excelente filme A TESTEMUNHA. Pra quem não assistiu tá aí a dica.



Infelizmente não achei nenhum trecho do filme traduzido. Então deixo esse que passou no programa do Zoom. Acabei me lembrando, sem querer, de um outro filme muito mais antigo. O musical 7 noivas para 7 irmãos. Para quem não acha estranho que no meio da história as pessoas saiam dançando e cantando (tem de se respeitar a concepção da época) é uma comédia romantica bem leve e divertida. Nela, sete irmãos que vivem nas mais inóspitas montanhas estão atrás de sete noivas e não importam muito os meios para conseguirem obter o que desejam. Segue meio a linha "os brutos também amam". rs. Curiosidade sobre o filme: ao invés de contratar atores famosos, todos os rapazes tirando o irmão mais velho são dançarinos, atores de circo ou atletas que aprenderam a atuar justamente para esse filme. Não se deixe enganar pelas piruetas e rodopios dessa cena. Eles estão, na realidade, brigando. É que na decada de 50 não se podia ter cenas de violência que chocassem a sociedade então era necessário se resolver tudo na coreografia. Os fundos era cenários pintados à mão e as gravações eram feitas em estúdios.



Por último a música que ficou mais famosa no filme. Essa melodia ja foi muito copiada então não estranhe se a achar familiar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PASSAGENS MEMORÁVEIS DO CINEMA

Existem alguns trechos de filmes que acabam ficando guardados na memória por um ou outro motivo. Este pedaço do filme Os fantasmas se divertem fez a alegria de muitos na década de oitenta e depois pelas sessões da tarde afora.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

MAHATMA GANDHI


O líder pacifista hindu e guia espiritual Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como Mahatma Gandhi, foi a principal personalidade na luta pela independência da Índia, país colonizado pela Inglaterra. Um longo jejum foi sua arma de resistência pacífica à dominação do império britânico. O fato comoveu o mundo e obrigou os ingleses a dar a independência aos hindus. A trajetória desse homem (1869-1948) pode ser compreendida em quatro períodos: 1) a infância e a adolescência em Porbandar, cidade litorânea no noroeste da Índia - casou-se aos 13 anos com uma menina da mesma idade com quem viveu por 62 anos; 2) Os quatro anos de estudos em Londres, onde se formou em direito; 3) O início das lutas contra o racismo na África do Sul (também colônia britânica na época); e 4) O retorno à terra natal em 1915. Na África do Sul, onde permaneceu por 20 anos, surgiram os primeiros sinais do que viria a ser o mais forte dos princípios defendidos por Gandhi: a não-violência. Lá conduziu marchas, foi preso e viu milhares de indianos serem escravizados na prisão. Mas, sempre defendendo a resistência sem luta, conquistou vitórias para a população hindo que vivia lá. De volta à Índia, ingressou no Congresso Nacional e liderou uma campanha nacional de não-cooperação com o governo britânico. De figura tímida a respeitado líder, de sujeito teimoso e cheio de manias ao mais amoroso ser humano, Gandhi mostrou como o homem pode se transformar internamente. Viveu de maneira muito humilde - tecia suas próprias roupas -, pregando o amor aos pobres e a necessidade de diálogo entre as religiões. Por causa dessa toler^nacia, foi assassinado em 30 de janeiro de 1948, aos 79 anos, por um fanático religioso hindo que discordava da união entre seu povo e os muçulmanos habitantes da multirreligiosa Índia. A luta entre os dois povos continua, mas os ideias de Gandhi foram imortalizadas e prosseguem levando as sementes da não-violência às mentes, palavras e ações em todas as partes do planeta.

SUAS CINCO PRINCIPAIS LIÇÕES
  • Princípio da não violência, ou ahimsa. Inclui a violência física e a provocada por meio das palavras e pensamentos. Não importa quem começou o conflito. Importa quem vai parar.
  • Eqüidade entre homens e mulheres. Sem ela perpetua-se o conflito. O homem maltrata a mulher, que maltrata o filho e assim o ciclo de violência ganha impulso e se perpetua.
  • Diálogo entre as religiões. Disse Gandhi: "Há tantas religiões quanto indivíduos". Ele fala de tolerância e reconhecimento. Nos ensina a acolher o diferente e colocá-lo em um estatuto tão legítimo como o nosso.
  • Simplicidade. O excesso de consumo era para Gandhi a principal causa da escassez dos recursos naturais do planeta. Evitar o desperdício, em todos os níveis, era uma de suas bandeiras.
  • Amor à verdade. É o único meio de nos tornarmos confiáveis aos olhos dos outros. Se não tenho um compromisso com ela e atendo apenas aos meus interesses não sou digno de confiança. Sem credibilidade, não há tecido social saudável e não há pacto coletivo.

Você pode baixar a obra completa de Gandhi em pdf no site: http://www.distefanoconsultoria.com/ebookgratis.htm

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

LIXO EXTRAORDINÁRIO







Eu sempre fico incomodada quando vejo a grande mídia explorando a miséria humana "em nome da arte". Não sei se acho memorável ou deplorável. Isso eu vou deixar para a consciência de cada um avaliar. No entanto, esta é no mínimo, uma iniciativa que deve ser discutida. O Jardim Gamacho, no Rio de Janeiro, é considerado o maior lixão a céu aberto do mundo. Ali, são despejadas 7 mil toneladas de lixo todos os dias - 70% de todo o detrito produzido na cidade. De seus resíduos sobrevivem muitos catadores, que dali tiram seu sustento - e até sua alimentação. Disposto a retratar essas pessoas usando o próprio lixo, o artista plástico brasileiro Vik Muniz passou uma temporada no Gramacho. O que era para ser apenas mais um de seus trabalhos se transformou, segundo ele, em um legítimo envolvimento do artista com a comunidade. As fotos que fez dos catadores foram vendidas em leilões de arte e revertidas para a recuperação do local. Toda essa história é relatada no documentário Wateland. Exploração mercadológica ou iniciativa humanizadora?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CASABLANCA DE LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Bom, quem não assistiu Casablanca e diz gostar de cinema está em falta. Esse filme despretencioso acabou virando um clássico justamente por ter sido, desde sua concepção, um filme despretencioso sem maiores intenções. Discussões e informações sobre este filme não faltam. O que vou fazer aqui é apresentar a continuação que foi dada por Luis Fernando Veríssimo em um conto. Para os que assistiram, uma chance de relembrar. Para os que não viram, uma oportunidade para conhecer um pouco sobre a obra.



As time goes by


Conheci Rick Blaine em Paris, não faz muito. Ele tem uma espelunca perto da Madeleine que pega todos os americanos bêbados que o Harry's Bar expulsa. Está com 70 anos, mas não parece ter mais que 69. Os olhos empapuçados são os mesmos, mas o cabelo se foi e a barriga só parou de crescer porque não havia mais lugar atrás do balcão. A princípio ele negou que fosse Rick.

- Não conheço nenhum Rick.

- Está lá fora. Um letreiro enorme. Rick's Cafe Americain.

- Está? Faz anos que não vou lá fora. O que você quer?

- Um bourbon. E alguma coisa para comer.

Escolhi um sanduíche de uma longa lista e Rick gritou o pedido para um negrão na cozinha. Reconheci o negrão. Era o pianista do café do Rick em Casablanca. Perguntei por que ele não tocava mais piano.

- Sam? Porque só sabia uma música. A clientela não aguentava mais. Ele também faz sempre o mesmo sanduíche. Mas ninguém vem aqui pela comida.

Cantarolei um trecho de As time goes by. Perguntei:

- O que você faria se ela entrasse por aquela porta agora?

- Diria: "Um chazinho, vovó?". O passado não volta.

- Voltou uma vez. De todos os bares do mundo, ela tinha que escolher logo o seu, em Casablanca, para entrar.

- Não volta mais.

Mas ele olhou, rápido, quando a porta se abriu de repente. Era um americano que vinha pedir-lhe dinheiro para voltar aos Estados Unidos. Estava fugindo de Mitterrand. Rick o ignorou. Perguntou o que eu queria além do bourbon e do sanduíche de Sam, que estava péssimo.

- Sempre quis saber o que aconteceu depois que ela embarcou naquele avião com Victor Laszlo e você e o inspetor Louis se afastaram, desaparecendo no nevoeiro.

- Passei 40 anos no nevoeiro - respondeu ele. Obviamente, não estava disposto a contar muita coisa.

- Eu tenho uma tese.

Ele sorriu:

- Mais uma...

- Você foi o primeiro a se desencantar com as grandes causas. Você era o seu próprio território neutro. Victor Laszlo era o cara engajado. Deve ter morrido cedo e levado alguns outros idealistas com ele, pensando que estavam salvando o mundo para a democracia e os bons sentimentos. Você nunca teve ilusões sobre a humanidade. Era um cínico. Mas também era um romântico. Podia ter-se livrado de Laszlo e ficado com ela, mas preferiu o grande gesto e se igualar a Laszlo aos olhos dela. Por quê?

- Você se lembra do rosto dela naquele instante?

Eu me lembrava. Mesmo através do nevoeiro, eu me lembrava. Ele tinha razão. Por um rosto daqueles, a gente sacrifica até a falta de ideais.

A porta se abriu de novo e nós dois olhamos rápido. Mas era apenas outro bêbado.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A PARTIDA

É um ótimo filme com um excelente roteiro, porém é um filme de arte. Proibido para fãs dos blockbusters e megaproduções hollywoodyanas.

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

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