sexta-feira, 9 de julho de 2010

MARPLE GIRL


Andaram pedindo alguns desenhos meus então vou ir mostrando aos poucos alguns. Esse aqui ja tava digitalizado mesmo então estou mandando. Sei que tenho ele colorizado em algum lugar quando achar eu coloco aqui. Marple Girl foi uma personagem que criei quando estava indo fazer intercâmbio no Canadá. Como estava tentando criar um produto com o que aprendesse por lá acabei usando a única coisa que encontrei por lá que todo canadense adora, a tal das folhas Marple. Esta é uma personagem com um pé no Canadá e um pé no Brasil. Eu a fiz ser filha de uma brasileira com um canadense que vivem na região de Ontário. Na história, Anya, a garota acima, recebe a visita de um primo brasileiro que insiste em ir fazer um pic nic. Inusitadamente, pela primeira vez na vida Anya tira os sapatos e coloca os pés em contato com a terra crua e aí ela sofre uma estranha transformação que deixa todo mundo da família estarrecido: ela se transforma em uma árvore. Como dá pra ter uma idéia esta é uma história com um fundo ecológico.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DEUSES EGÍPCIOS


ANÚBIS
Deus dos mortos, com cabeça de chacal, Anúbis foi suplantado por Osíris. Costumava ser esculpido em pedras tumulares, para proteger os mortos.
AMON-RÁ

O deus criador Amon se fundiu com Rá, deus sol, formando Amon-Rá. Conhecido como "o oculto", ele era o poder do vento invisível e a alma de todas as coisas. Nem os outros deuses conseguiam penetrar sua natureza misteriosa.

















NUT, DEUSA DO CÉU

Na mitologia egípcia, Nut era a deusa do céu. Costumava ser representada tocando a terra com os dedos das mãos e dos pés, com o corpo curvado a retratar o arco do céu. As estrelas em seu corpo eram a via láctea; às vezes era rodeada por signos astrológicos.







OSÍRIS

Originariamente um poderoso deus da fertilidade, Osíris foi afogado no rio Nilo. Seu corpo foi desmembrado e espalhado pelo vale do rio, propiciando boas colheitas de plantas que nasceram de sua carne. Mais tarde, voltou à vida e se tornou símbolo da ressurreição e deus dos mortos. Costumava ser representado em forma de múmia.















THOT
Sua forma é a de um homem com cabeça de íbis, ou a de um babuíno (ambos animais consagrados a ele). Thot era o senhor da lua e do tempo, o controlador dos anos. Também ajudava os mortos e protegia Osíris, senhor do mundo subterrâneo.













ISIS E HÓRUS

Irmã e esposa de Osíris, Ísis era a deusa mãe. Nesta imagem, ela amamenta o filho Hórus. Sua coroa tem forma de trono - por isso, supõe-se que Ísis era no princípio a personificação do assento real dos faraós.
















Os deuses do antigo Egito foram criados a partir de duas culturas mais antigas: uma os venerava em forma humana e a outra, em representação animal. Gradualmente se desenvolveu uma religião complexa, focada no culto aos mortos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O LÁPIS E O DESENHO


É lógico para se desenhar basta o lápis e o papel. Mas se você quer ir aos poucos ampliando os seus equipamentos de desenho para ter mais recursos e possibilidades de criação, então dê uma olhada nesta listinha básica.


LÁPIS


Dã!? É claro que precisa do lápis. Mas a verdade é que bem pouca gente se dá ao trabalho de experimentar as diferentes graduações do grafite que vão do 6H (mais duro e claro) até o 6B (mais macio e escuro). Normalmente os mais utilizados são o H para o esboço inicial e o 2B para a definição do traço. Eu acabo sempre usando o 6B na definição do traço por que fica mais facil de escanear e tratar a linha no computador sem ter de ser preocupar muito em passar o nanquim mas aí é um gosto meu. Tem gente ainda que prefere fazer o esboço com lapis de cor azul claro e depois passar o grafite por cima para finalizar. Isso porque é possível, na hora de escanear, mandar ignorar os traços azuis o que facilita muito na hora de tratar.


A grafite do lápis é basicamente uma mistura de grafite e argila. É justamente essa combinação que vai definir se ele é mais ou menos duro. Quanto menor a proporção de argila, mais macia e escura é a tonalidade. Quanto maior a proporção de argila, mais duro e claro ela será. Não se esqueça:



  • Os lápis com final "B" são os mais escuros.


  • Os lápis com final "H" são os mais claros.


  • Utilize lápis "H" para esboço e lápis "B" para definir.

ESPAÇO TROCA LIVRO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO

O Espaço Troca Livro é um lugar onde você pode efetuar gratuitamente troca de livros, revistas, CDs e DVDs. Ele fica no Espaço Troca Livro, Av. Francisco Prestes Maia, 624, Centro - SBC, fone 4122-5983. Horário de Funcionamento de segunda a sexta das 9h às 17h30 e sábados das 8h às 13h30, E-mail: trocalivro@gmail.com.
Critérios para troca:
01 livro adulto por um livro adulto (dentro da mesma linguagem)
01 livro juvenil por 01 livro juvenil
01 livro infantil por 01 livro infantil
01 livro didático por 01 livro didático (somente volume único, não são aceitos livro do professor)
01 revista por 01 revista
01 vinil por 01 vinil
01 CD (original) por 01 CD (original)
01 DVD (original) por 01 DVD (original)
01 VHS (original) por um VHS (original)
* Será considerado o tipo de encadernação para a troca (capa dura, papel jornal e outros).
* Não são aceitos para troca revistas e/ou livros rasgados, rabiscados, sujos, destualizados e reproduções. Será observada mudança ortográfica.
* O limite é de 06 documentos por pessoa, em cada troca realizada.
* Títulos identificados por carimbo no corte superior, inferior e frontal não são disponíveis para troca.
O Espaço Troca Livro tem autonomia para encaminhar a doação recebida para o espaço onde melhor puder ser aproveitada, ou seja, o próprio Espaço, Bibliotecas Públicas, Bibliotecas Escolares, Serviço de Ação Descentralizada de Apoio à Leitura ou Instituições Assistenciais.
Casos omissos neste regulamento serão resolvidos pelo Bibliotecário de Referência e/ou Seção de Bibliotecas Públicas, de acordo com Regimento Interno.

terça-feira, 6 de julho de 2010

DICAS: FOTOGRAFANDO PESSOAS

Todo mundo vive me perguntando como é que se melhora a qualidade das imagens de pessoas. Então vou dar algumas dicas básicas tanto para as câmeras digitais como para as reflex.
FOTOS DE CRIANÇAS
  • Bater foto de criança muito pequena dá trabalho por que ou elas não colaboram ou o fazem de forma forçada. Saem com aquela cara de "engole o choro" quando você manda ela sorrir. Uma boa dica para quem está fotografando bebês é pedir para um dos pais ficar logo atrás de você na diagonal, ou seja, logo atrás à sua direita, ou logo atrás à sua esquerda. Tenha o cuidado de que o rosto desse pai fique na mesma altura que a câmera. A tendência de toda criança é procurar pelo rosto do pai ou da mãe de tempos em tempos de modo que quando isso ocorrer vai parecer que a criança está olhando direto para a câmera. Tenha sempre brinquedos e jogos quando lidar com as crianças e procure usar o recurso de disparos contínuos para dar mais margem de acerto para suas fotos.
RETRATOS EM GERAL
  • Os olhos são de longe a parte mais importante em um retrato, por isso é importante focar bem os olhos de uma pessoa.
  • Se estiver escuro, as pupilas dilatam-se. Se você usar o Flash é mais provável que esta luz invada a retina e reflita o tom das veias de sangue que correm por ali dando aquele efeito chamado de olhos vermelhos. As cameras digitais novas costumam ter o recurso chamado de redução de olhos vermelhos que normalmente fica no menu standard. Com esse efeito a câmera emite um pequeno flash antes de bater a foto com o flash definitivo forçando as pupilas a se contrairem antes da imagem ser batida reduzindo ou eliminando o efeito.
  • Quer que a pessoa se destaque na foto leve sempre em conta o plano de fundo. O cenário influencia toda a fotografia. Quando deseja um retrato que exprima tranquilidade e deixe o fotografado em destaque, opte pelo fundo calmo e indefinido desfocando o fundo.
  • A sombra que se projeta nos rostos em ambientes escuros ou as provocadas pelo sol a pino são inimigas da maioria dos retratos pois destacam imperfeições do rosto nem sempre desejáveis. Se for esse o caso, procure rebater uma luz utilizando um isopor, um rebatedor ou tela com superfície branca para reduzir ou eliminar as sombras. Existe também a possibilidade de se usar o flash que aqui é chamado de flash de preenchimento. Você pode utilizá-lo, por exemplo, quando o seu modelo está na contraluz e você deseja que suas feições fiquem nítidas.
  • Ajustar manualmente a focagem exige alguns cuidados. A menor abertura de foco irá dar uma maior profundidade de campo. Utilize uma abertura maior para bater uma foto individual (F8 por exemplo) e se quiser bater a foto de um grupo em que cada um esteja bem focado deixe com F16. Como a capacidade de cada câmara varia o melhor é que você experimente as capacidades de focagem de sua câmera tendo o cuidado de analisar especialmente a profundidade e a desfocagem.
  • No final das contas, é a luz que determina a atmosfera de uma fotografia. Por isso, também é interessante aprender a controlar o obturador. Pra quem não sabe, obturador é a peça que controla o intervalo de tempo que a luz tem para afetar o sensor ou a película (para quem ainda usa uma máquina analógica). Para você ter uma referência, com intervalos 1/30s ou mais longos utilizando tanto luz do flash e a luz ambiente, luzes numa discoteca ou uma vela acesa tem a oportunidade de atingir a película ou o sensor. Nos intervalos de disparo do obturador mais curtos (1/60s ou mais curtos), o flash determina a luz e a iluminação ambiente do local é omitida. Por isso, se quiser fotografar um retrato durante um agradável jantar, vai ter de usar intervalos de tempo de disparo do obturador mais lentos
  • Uma das primeiras coisas que o fotografo amador tem que aprender a dominar é o obturador. Se você aprende a dominar a velocidade do obturador de sua câmera (TV)(o tempo que ele leva para abrir e fechar a lente) e a abertura (qual será o tamanho dessa abertura) (AV) você já estará dominando o princípio fundamental da fotografia.
  • Na fotografia, a luz é a alma do negócio. rs. Normalmente, sobreexpor uma pele muito branca e subexpor uma pele escura melhora a qualidade das imagens. Para compreender a lógica de sobreexpor ou subexpor você vai ter de fazer as oficinas de revelação, mas, em resumo, significa que ao sobreexpor uma imagem utilizando as ferramentas de sua câmera digital você irá conseguir escurecer as áreas de impressão ocorrendo o contrário na subexposição.
  • Normalmente, para bater fotos de retratos você irá precisar dos seguintes equipamentos: cartões de memória, bateria recarregável extra, carregador, uma lente objetiva para retratos se possuir uma câmera reflex, um flash auxiliar e um tripé.

ANDY WARHOL - MR. AMERICA

Hoje vamos visitar a exposição Andy Warhol, Mr. America, uma retrospectiva abrangente da produção do artista norte-americano Andy Warhol (Pensilvânia/1928 - Nova York/1987). Ao lado Self-Portrait (Fright Wig), 1986 (Auto retrato - Peruca Arrepiada) feito com uma Polaroid Polacolor ER - 10,8 x 8,6 cm.

Sua vida e obra são consideradas por muitos um reflexo das tensões e contradições que construíram e caracterizaram a imagem pública dos Estados Unidos da América, ao longo do século XX.

Como um convite para investigar as ideias e práticas de Andy Warhol, o curador Philip Larrat-Smith selecionou trabalhos realizados desde o início da produção do artista, destacando o período entre 1961 e 1968, no qual foram produzidas obras bastante conhecidas, como os retratos da atriz Marilyn Monroe, da primeira-dama dos Estados Unidos Jacqueline Kennedy e do revolucionário e controverso líder chinês Mao Tsé Tung.

Organizada em colaboração com o Museu Andy Warhol, de Pittsburgh (EUA), a mostra já foi apresentada no Museu do Banco da República (em Bogotá, Colômbia) e no Malba - Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Argentina) antes de ser exibida na Estação Pinacoteca de São Paulo.

Observe esta foto ao lado. Embora exista uma alteração de luz e sombra que torna umas imagens sutilmente mais claras que outras, nesta série de trabalhos Warhol costumava reunir várias impressões de uma mesma imagem de seu arquivo.
Para ampliar o conhecimento sobre o contexto emque o trabalho foi feito, é importante mencionar que, após ter ganho uma câmera fotográfica em 1976, Andy Warhol passou a registrar cada instante de sua vida, com foco nas pessoas que conhecia e em elementos dos lugares por onde passava. As imagens captadas era arquivadas para uso posterior e davam origem a trabalhos feitos a partir de diferentes técnicas e linguagens.
A imagem deste monumento já foi bastante explorada pelo cinema e pela publicidade. Baseando-se nas maneiras que esta imagem nos foi apresentada que idéias podemos associar a esse monumento?
Nesta obra vemos a imagem da Estátua da Liberdade. Reconhecida em todo o mundo como um símbolo dos Estados Unidos, foi inaugurada em 1886 para comemorar o centenário da Declaração de Independência. Sua imagem é uma das mais fotografadas, estampadas e reproduzidos no mundo, em geral aludindo à América e ao chamado "sonho americano", ou seja, à ideia de que os Estados Unidos são o país das oportunidades, em que qualquer um, por meio de seu talento e capacidades pessoais, pode ascender socialmente. (Er... sem comentários.)
O monumento representa também a ideia de que "a liberdade ilumina o mundo" e de que todas as pessoas são livres para viver seus direitos e deveres. (O que é isso? Estados Unidos versão Walt Disney? Eu só copiei isso hein gente. Eu juro!)
Warhol sempre pesquisou os limites das tecnologias. Neste trabalho aliou os mecanismos fotográficos aos procedimentos artesanais da costura. Observar as "fotografias costuradas" de Warhol nos leva a pensar no fazer do artista como uma prática que reside no limite entre o "feito à mão" e o "feito por máquinas".
Para realizar os trabalhos desta série, o artista escolhia uma fotografia de seu arquivo e fazia algumas ampliações da imagem. Depois, elas eram costuradas sobre um suporte, gerando imagens combinadas.

A série com reproduções de enlatados como esta ao lado chamada Campbell's Soup I: Tomato, 1968 (Sopa Campbell's I: tomate) serigrafia sobre papel - 88,9 x 58,9 cm trata da imagem de diferentes tipos de lata de sopa Campbell, comercializadas nos Estados Unidos durante todo o século XX a custos acessíveis - o que as tornou um produto bastante conhecido entre os estadunidenses, em especial entre as décadas de 1930 e 1950. Entre os inúmeros estímulos visuais, é forte a sensação de repetição e acúmulo. De certo modo nos fazem lembrar de produtos dispostos numa prateleira de supermercado, ao mesmo tempo que nos levam a pensar em seriação de um mesmo padrão.

A técnica utilizada é um tipo de gravura denominado serigrafia. Trata-se de um processo de impressão no qual o artista cria uma matriz, ou seja, um tipo de máscara da imagem que deseja reproduzir, possibilitando, com uma única matriz, realizar várias imagens semelhantes. A escolha dessa técnica não foi aleatória: entre suas características podemos destacar o fto de ser um processo de impressão amplamente utilizado na indústria em geral, até os dias atuais, contribuindo, assim, para a temática explorada pelo artista por reforçar a analogia com a sociedade de consumo e, consequentemente, ao sonho americano.


Observe as imagens. Elas mostram exatamente o mesmo produto? Durante toda a década de 1960, Andy Warhol explorou as imagens e embalagens dos diferentes tipos de sopas Campbell.

À primeira vista podemos perceber as latas como sendo todas iguais. Entretanto, aos poucos percebemos a variação das imagens, tanto no que diz respeito às cores quanto em relação aos textos dos rótulos. Podemos pensar nestas imagens omo metáforas que convidam o público a questionar os limites da individualidade em meio à sociedade de massa. Ao evidenciar os rótulos das embalagens como único indício de diferenciação entre os produtos, Warhol nos convida a refletir: o que temos em comum com os outros seres humanos, e o que nos torna únicos?

A semelhança das latas e a diferenciação dos rótulos também podem nos levar a pensar sobre a relação entre forma e conteúdo, ou seja, essência e aparência. Assim, também nos conduz a pensar: Quem somos realmente e como nos apresentamos ao mundo?

Ao lado temos Hammer and Sickle, 1975-1976 (Foice e Martelo) feito com Polaroid Polacolor - 108,10,8 x 8,6 cm.

Warhol realizou diversas imagens do martelo com a foicem explorando diferentes formas de abordar e exibir estes que são símbolos do trabalhador do campo e do operário utilizados na difusão dos ideais comunistas. A sobreposição desses objetos é símbolo do comunismo e passa a ser utilizado a partir da Revolução Russa em 1917, sendo amplamente difundido durante todo o século XX.

Após observar a imagem, pode-se questionar: qual seria o interesse de Warhol, assumidamente orgulhoso de ser "norte americano", em criar imagens ligadas ao imaginário comunista?



Após ter realizado o retrato do líder Mao Tse-tung, Andy foi bombardeado de perguntas. A partir de então, passou a dar depoimentos de que quando falasse de comunismo faria martelos e foices. Não se trata de propaganda política, mas sim de explorar os símbolos das ideias políticas e econômicas do comunismo, assim como o fez com os símbolos da América e do capitalismo.
Warhol, ao longo de sua trajetória, retratou-se por diversas vezes e de diferentes maneiras. O ato do artista, de retratar a si mesmo, passa a ser comum a partir do século XV, momento em que as práticas comerciais são retomadas após o período medieval e o sistema de produção feudal. Ser retratado - antes da invenção da fotografia - era motivo de honra e sinal de relevância social. Demonstrava o interesse pela permanência histórica da imagem do retratado, perpetuando sua memória, ao perenizar sua imagem.

Neste sentido, um auto retrato é um símbolo de status e da necessidade de ser reconhecido. Entretanto, na obra ao lado a face do artista aparece de maneira confusa, nossa atenção é desviada por outros elementos. Podemos ver as marcas da tinta sobre a tela e a face do artista, que parece surgir de forma perturbadora de dentro da escuridão. Embora os tons que emergem de sua cabeça sejam mais claros que o fundo, a observação de detalhes do rosto se torna difícil em razão dessas interferências visuais.

A estampa de camuflagem militar foi originalmente desenvolvida como estratégia para proteger os soldados, dificultando que fossem avistados por seus inimigos em meio à paisagem do entorno onde aconteciam as batalhas.

Entre os sentidos possíveis da escolha desta estampa pelo artista, talvez ele se coloque como alguém que precisa de proteção dos olhares dos outros. Entretanto, como trata-se de um auto retrato, e portanto de uma opção pela exposição de si mesmo, poderíamos perguntar do que ele se esconde e para quem ele se expõe?

A camuflagem apresenta aspectos simbólicos interessantes, que provavelmente motivaram o artista, como o fato de ser atribuída a um grupo específico; sua propriedade de oferecer invisibilidade, mesclando quem a usa com a natureza, além de ser, ela própria, uma simplificação deste ambiente natural; a maneira como, em sua época, a moda já se apropriara desta padronagem, utilizando-a como produto, oferece um sentido bem distinto do proposto no uso militar.

Você já deve ter percebido que o autor utilizou muito a Polaroid para a captura de suas imagens. A Polaroid é um tipo de máquina fotográfica instantânea que registra a imagem diretamente no papel fotográfico, possibilitando ao fotógrafo ver a foto tirada em poucos segundos. Para você que vive na era digital isso pode parecer bobagem mas na época era a única forma de ter um resultado imediato para as fotografias batidas. A Polaroid fez muito sucesso durante as décadas de 1970 e 80, pois tratava-se de um grande avanço no processo fotográfico, ideal para uma sociedade que supervalorizava as inovações que contribuíam na otimização do seu tempo, oferecendo mais comodidade.

Vamos observar agora outra fotografia que compõe o acervo de auto retratos entitulada Self-Portrait in Drag, 1980 ( Auto retrato como drag queen) Polaroid Polacolor 2 - 10,8 x 8,6 cm.


Apesar dos adornos femininos, é possível reconhecer a face masculina. Uma das estratégias artísticas de Andy Warhol era construir personagens e, neste caso, ele mesmo se traveste como mulher e encena poses para a máquina fotográfica.

Considerando os cabelos, a maquiagem e a sugestão do elegante decote que deixa os ombros à mostra, num intenso contraste com a pele clara, podemos pensar que Warhol inspirou-se aqui na imagem de uma mulher sofisticada, como as divas americanas de Hollywood que tanto admirava e para quem costumava enviar cartas durante sua adolescência.

O ato de travestir-se foi explorado por Warhol, tanto em sua produção artística como em sua vida, como estratégia para pesquisar os temas da identidade e da sexualidade.


Para ele, a atitude de vida dos "garotos que se transformavam em garotas" era arte: para o artista, eles dedicavam horas de trabalho árduo para criar uma nova imagem, motivados pela profunda identificação com a imagem feminina, principalmente das "estrelas".

A estratégia de personificação é recorrente no trabalho do artista, e podemos relacioná-la com a ideia de que qualquer pessoa poderia reinventar-se e colocar-se no mundo de forma totalmente intencional, exibindo suas fragilidades e forças, ideias e posturas.


Para ir além, confrontando a fotografia com os tempos atuais, podemos nos perguntar: por meio de quais elementos é construída a ideia de feminilidade, elegância ou beleza da mulher de hoje?


Warhol também se dedicou a representar aspectos da morte através das imagens de cadeiras elétricas, como nessa serigrafia ao lado feita no ano de 1967. A cadeira elétrica era um dos métodos adotados pelo sistema judicial americano para o cumprimento da pena de morte e de retratos de pessoas procuradas pela polícia.















Com uma sequência de retratos de Jackie Kennedy, temos imagens de um dos momentos mais dramáticos da história política norte-americana: o assassinato do presidente John F. Kennedy, seu marido, ocorrido em 1963. Esse e outros temas políticos como os embates ocorridos durante o movimento de luta pela igualdade de direitos civis para a população negranos Estados Unidos foram muito retratados por Warhol.


Com a obra Nuvens prateadas, trabalho criado em 1966, o artista anunciou sua despedida da pintura para uma dedicação praticamente integral que pretendia dar ao cinema.

Andar em meio aos balões retangulares prateados, cujo formato nos remete a travesseiros, nos evoca sensações de diversão. Vendo nossa própria imagem refletida nos balões, que assim podem funcionar como espelhos, temos a ideia de superação da lei da gravidade, vendo fragmentos de nossa imagem flutuar.


Outro fato que salta à vista são as diversas perspectivas distorcidas que se apresentam aos nossos olhos conforme os balões mudam de posição.


O prateado atraiu sensivelmente a atenção de Andy Warhol ao ponto de, em seu famoso estúdio de produção, a Factory, ou simplesmente, "Fábrica", as paredes serem completamente revestidas de papel prateado.


Nas palavras do artista, "Prata era o futuro... era o espacial... prata era também o passado - a tela prateada... e talvez mais do que qualquer coisa, prata era o narcisismo".


Warhol começou a realizar obras com a imagem de Marilyn em 1962, logo após a misteriosa morte da atriz.


Muitas questões mobilizaram a atenção de Andy Warhol durante a realização destas gravuras. Dentre elas podemos destacar a evocação da beleza da diva pop como algo que poderia sobreviver e desafiar o tempo como um ideal de glamour.


Outra possibilidade é a inevitável comparação de sua imagem com aquelas mesmas dos produtos eternizados em suas obras, a exemplo das latas de sopa Campbell, colocando ambas num mesmo patamar, como objetos de consumo da sociedade.


Em termos plásticos, a seriação permitiu que o artista pesquisasse as relações entre as cores e formas, uma vez que cada gravura tornava-se única devido ao trabalho artesanal de seleção e aplicação das camadas de tinta que dariam forma e volume aos detalhes do rosto da atriz.


O fato de esta série ter sido realizada logo após a morte da atriz também não deve ser considerada coincidência. A constatação da morte como inevitável foi tema de outras obras do artista, como nas séries Desastres de carros e Cadeiras elétricas, ambas realizadas à mesma época.


Neste sentido é inevitável compararmos estas cenas relacionadas à morte, as escolhas de Warhol em exibi-las em contraste com intenso colorido das telas. Este constraste pode ser pensado porque as cenas são, para o artista, o fruto de um certo modo de vida americano, voltado ao consumo, até mesmo das imagens da morte.



Tendo realizado fotografias polaróides de várias celebridades como Liza Minnelli e Sylvester Stallone, vamos dar uma olhada na imagem ao lado chamada Arnold Schwarzenegger, 1977, Polaroid Polacolor 108 - 10,8 x 8,6 cm.

Considerando suas origens e o desenrolar de sua vida, ninguém melhor que Schwarzenegger exemplifica a realização do "sonho americano" que permeia toda a produção de Warhol.

Nascido na Áustria, fez fama nos Estados Unidos como o maior fisiculturista de todos os tempo, ao mesmo tempo em que investia em sua carreira em Hollywood. Warhol percebeu o potencial do fisiculturista/ator que - posteriormente -, graças à forma física, conseguiu fama por atuar em filmes de ação, e com o tempo galgou posições políticas, sendo eleito governador do Estado da Califórnia.


Para finalizar vamos falar da imagem que retrata Pelé, Pele, serigrafia sobre papel Curtis Rag - 114,3 x 88,9 cm. Ela foi realizada na época em que o jogador de futebol morava nos Estados Unidos com sua família e jogava no New York Cosmos, onde encerrou sua carreira exportiva.

Pelé é brasileiro, negro, uma celebridade latino-americana que, devido ao seu desempenho brilhante como esportista, foi convidado a atuar profissionalmente e viver nos Estados Unidos da América. Viveu uma história de superação das condições humildes em que nasceu e cresceu em seu país de origem, o que, de certa forma, o alinha à ideia de sucesso e reinvenção.
Na gravura, Pelé, sorridente, ostenta uma bola de futebol com a qual toca a cabeça, mimetizando ua "cabeçada". Na bola podemos ver estampados seu nome e ua estrela, compondo uma imagem que sugere sucesso e satisfação ao mesmo tempo.
Controverso, Andy Warhol se apresenta, apesar de ter sempre utilizado os recursos da fotografia, como um artista que ajudou a construir essa imagem do norte americano que se tem hoje. Para o bem ou para o mal, suas criações continuam influênciando gerações.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A ARTE NA CIVILIZAÇÃO EGÉIA

A descoberta dos povos que habitavam as ilhas do mar Egeu antes do desenvolvimento da civilização grega é relativamente recente: ocorreu em 1870, quando o pesquisador alemão Heinrich Schliemann (1822-1890) encontrou vestígios de antigas cidades. Mais tarde, em 1900, o arqueólogo inglês Sir Arthur Evans (1851-1941) localizaria o que ainda restava do Palácio de Cnossos, na ilha de Creta. O conhecimento que temos dessa civilização, entretanto, é ainda pequeno.

Sabe-se, por exemplo, que por volta de 2500 a.C. a ilha já possuía cidades com construções de pedra e tijolo. Além disso, havia uma elaborada produção de jóias e outros objetos de metal. Os cretenses contavam com uma desenvolvida marinha mercante, o que lhes permitiu dominar o comércio no Mediterrâneo e entrar em contato com diferentes povos, como os mesopotâmicos e os egípcios. A prosperidade daí resultante traduziu-se em grande desenvolvimento urbanístico.

O que sabemos sobre essa civilização, também chamada minóica, resulta sobretudo do estudo e da cuidadosa observação de suas manifestações artísticas.

A ARTE CRETENSE

Com as descobertas arqueológicas de Creta, tornou-se claro que a cultura egéia teve origem nessa ilha, pois a arte desenvolvida em muitas regiões do mar Egeu e mesmo no continente era nitidamente influenciada pela arte cretense.
O estudo das ruínas do Palácio de Cnossos revelou que sua construção data do segundo milênio antes de Cristo (1700 a 1500 a.C.).
A planta arquitetônica desse palácio é bastante evoluída: em torno de um pátio central estão dispostas muitas salas, alguma delas agrupadas de forma que uma conduza à outra, segundo uma ordem bem planejada. A construção tinha pelo menos dois andares, mas é possível que originalmente tivesse até três ou quatro - detalhe muito importante, pois os construtores da época precisaram resolver problemas como posicionamento de escadas, iluminação e colunas de sustentação. Tudo isso revela uma arquitetura avançada para a época.

É na pintura, porém, que se revela com mais clareza o espírito dinâmico do povo cretense. Ela mostra menos rigidez e imobilidade que a pintura egípcia. Supõe-se, entretanto, que não só a mobilidade tenha sido alvo de preocupação do artista cretense, mas também o efeito causado pela combinação das cores, pois ele utilizava cores vivas e contrastantes: tons de vermelho, azul e branco, bem como marrom, amarelo e verde.


Na ourivesaria, os artistas cretenses também revelaram grande domínio técnico, como pode ser constatado nos Copos de Vafió. Essas peças, muito delicadas, foram encontradas na cidade de Vafió, daí o seu nome. Nelas estão representados, em baixo-relevo, touros e elementos da natureza.


Já no que se refere à escultura, somente pequenas peças dessa civilização foram encontradas, como a série denominada Deusas com as serpentes. Essas escultura, uma de várias versões do mesmo tema, é feita de marfim, com ouro nos mamilos, nas serpentes que a deusa empunha e nos detalhes de sua saia.

O domínio de Creta e a influência de sua cultura e sua arte sobre várias ilhas do mar Egeu perduraram até cerca de 1400 a.C., quando foi invadida e dominada pelos aqueus, que vieram do norte e haviam fundado a cidade de Micenas.

A ARTE MICÊNICA




Da arte que se desenvolveu na cidade de Micenas merece destaque a arquitetura, que apresentou traços próprios. Um exemplo é a Tumba dos Átridas. O nome dessa construção de pedra está ligado à família mais célebre entre os aqueus. Feita no interior de uma colina, ela exibe uma imponência severa. Um corredor conduz a uma sala circular coberta por uma grande cúpula de 14 metros de diâmetro e 13 metros de altura. A sala comunica-se com o compartimento retangular onde ficavam os restos mortais dos príncipes micênicos.

O aspecto mais interessante da construção é, sem dúvida, a cúpula, uma vez que, para sustentá-la, não foram usados arcos: as pedaras foram dispostas horizontalmente, ficando cada bloco um pouco desalinhado em relação ao anterior, de modo a provocar um afunilamento até o encontro total das fileiras concêntricas de pedra.

Na escultura micênica, destaca-se a Porta dos Leões, dois leões esculpidos acima da entrada principal da muralha que cercava Micenas.

A entrada monumental, feita com enormes blocos de pedra, sugere os valores principais da civilização micênica: a força e a agressividade.

Muitos pesquisadores acreditam terem sido os micênicos, ou aqueus, que fizeram a Guerra de Tróia, da qual temos conhecimento por meio dos poemas épicos Ilíada e Odisséia, atribuidos a Homero (c. século VIII a.C.). Para esses pesquisadores, os locais descritos nos poemas podem ser identificados com aqueles em que foi encontrado o maior número de vestígios da civilização micênica.

Também os objetos da ourivesaria micênica encontram paralelo nos objetos descritos nas obras homéricas. É o caso da expressiva máscara funerária de Agamenon.
Heinrich Schliemann, ao encontrar essa máscara, considerou-a como sendo de Agamenon, rei de Micenas, que teria participado da Guerra de Tróia.
A partir do século XII a.C., novos povos invadiram a região de Creta e Micenas: os dórios, os jônios e os eólios. Somente depois de muitos séculos, porém, esses povos iriam encontrar sua própria expressão artística, distinta das formas creto-micênicas.

A GUERRA DE TRÓIA: VERDADE OU LENDA?

Existem evidências arqueológicas de que Tróia de fato existiu, numa região onde hoje se localiza a Turquia. Entretanto, afora os poemas homéricos, não há comprovação de que a Guerra de Tróia tenha realmente ocorrido. Segundo se conta, ela teria sido travada por volta de 1200 a.C., entre gregos (ou aqueus, um dos povos que os originaram) e troianos, e teria durado dez anos. O poema Ilíada, atribuído a Homero, narra os acontecimentos dessa guerra, entre os quais o episódio que envolveu o famoso "cavalo de Tróia". Já a Odisséia conta as aventuras do herói Ulisses (ou Odisseu) em seu regresso da guerra.

sábado, 3 de julho de 2010

COFFEE PRINCE


Esta vai denegrir a minha imagem (rs). Se você gosta de comédias romanticas bem leves deve gostar dessa minissérie coreana. Pra quem é mais velhinho (lá vou eu me entregando de novo) ela segue a linha do filme Victor ou Victória. Um rico herdeiro mimado de uma família de empresários se apaixona por uma pessoa. O problema é que ele não sabe se essa pessoa é um homem ou uma mulher. Ai começa toda a comédia. Também é curioso ver um pouco da cultura coreana. Ao menos eles são bem melhores atores que os japoneses e não é a toa que dominam o mercado de minisséries por lá. Para quem quer uma diversão leve, eis aqui o Coffee Prince.
Episódio 1:
Episódio 2:
Episódio 3:
Episódio 4:
Episódio 5:
Episódio 6:
Episódio 7:
Episódio 8:
Episódio 9:
Episódio 10:
Episódio 11:
Episódio 12:
Episódio 13:
Episódio 14:
Episódio 15:
Episódio 16:
Episódio 17 (fim):

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A ARTE NO EGITO

Pintura em túmulo no templo de Luxor, no Egito

A ARTE NO EGITO

Desenvolvida às margens do rio Nilo, na África, a civilização egípcia foi uma das mais importantes da Antiguidade. De organização social bastante complexa e riquíssima em realizações culturais, produziu também uma escrita bem estruturada, graças à qual podemos, hoje, conhecer muitos detalhes dessa civilização.
A expressão artística egípcia refletiu com profundidade cada momento histórico dessa civilização. Nos três períodos em que se costuma dividir sua história - o Antigo Império, o Médio Império e o Novo Império -, o Egito conheceu um significativo desenvolvimento, em que a arte teve papel de destaque.
Entre todos os aspectos de sua cultura, porém, talvez a religião seja o mais relevante. Tudo no Egito era orientado por ela. Para os egípcios, eram as práticas rituais que asseguravam a felicidade nesta vida e a existência depois da morte. A religião, portanto, permeava toda a vida egípcia, interpretando o Universo, justificando a organização social e política, determinando o papel das classes sociais e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística.
Uma arte dedicada à vida depois da morte
A arte desenvolvida pela cultura egípcia refletiu suas crenças fundamentais. Segundo essas crenças, a vida humana podia sofrer interferência dos deuses. Além disso, a vida após a morte era considerada mais importante do que a existência terrana. Assim, desde seu início a arte egípcia concretizou-se nos túmulos e nos objetos, como estatuetas e vasos deixados junto aos mortos. Também a arquitetura egípcia realizou-se sobretudo nas tumbas e nas construções mortuárias.
As tumbas dos primeiros faraós eram réplicas da casa em que moraram. Já as pessoas sem posição social de destaque eram sepultadas em construções retangulares muito simples, as mastabas, que deram origem às grandes pirâmides, que viriam a ser construídas mais tarde.

Visão geral da mastaba, túmulo egípcio que deu origem às pirâmides.


A palavra mastaba provém do termo árabe maabba, que significa "banco", pois à distância esse tipo de túmulo lembra um banco de pedra ou lama. As mastabas podima ser construídas com pedra calcária ou tijolo de barro (adobe). A câmara mortuária, em geral, localizava-se bem abaixo da base, ligando-se a ela por uma passagem em forma de poço.

A IMPONÊNCIA DO PODER RELIGIOSO E POLÍTICO

O faraó Djoser, que deu início ao Antigo Império, exerceu o poder autoritariamente e transformou o Baixo Egito, com a capital em Mênfis, no centro mais importante do reino.

Desse período restaram importantes monumentos artísticos, erguidos para ostentara a grandiosidade e a imponência do poder político e religioso do faraó. A pirâmide de Djoser, por exemplo, foi construída pelo arquiteto Imotep na região de Sacará. Essa talvez seja a primeira construção egípcia de grandes proporções.




As obras arquitetônicas mais famosas, porém, são as pirâmides do deserto de Gizé, construídas por ordem de três importantes faraós do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos.

A maior dessas três pirâmides é a de Quéops: tem 146 metros de altura e ocupa uma área de 54300 metros quadrados. Esse monumento revela o domínio técnico da arquitetura egípcia: não foi utilizada nenhuma espécie de argamassa (mistura de areia e água com um aglutinante, como cal ou cimento, utilizada no assentamento de tijolos ou outros blocos de construção) entre os blocos de pedra que formam suas imensas paredes.

No Egito antigo eram também construídas esfinges, figuras fantásticas, por exemplo, com corpo de leão e cabeça humana, cuja finalidade era guardar os túmulos. Junto às pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos encontra-se a mais conhecida delas, a esfinge do faraó Quéfren. É outra obra gigantesca: tem 20 metros de altura e 74 metros de comprimento. Sua cabeça representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deu-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

UMA ARTE DE CONVENÇÕES

Como já foi dito, a arte egípcia estava intimamente ligada à religião, servindo de veículo para a difusão dos preceitos e das crenças religiosas. Por isso, obedecia a uma série de padrões e regras, o que limitava a criatividade ou a imaginação pessoal do artista. Assim, o artista egípcio criou uma arte anônima, pois a obra deveria revelar perfeito domínio das técnicas de execução, e não o estilo de quem a executava.

Entre as regaras seguidas pela pintura e nos baixos-relevos, destaca-se a lei da frontalidade, uma verdadeira marca egípcia. De acordo com ela,a arte não deveria apresentar uma reprodução naturalista, que sugerisse ilusão de realidade: pelo contrário, diante de uma figura humana retratada frontalmente, o observador deveria reconhecer claramente tratar-se de uma representação.

Na imagem ao lado, vêem-se as características determinadas pela lei da frontalidade: o tronco das figuras representadas de frente, enquanto a cabeça, as pernas e os pés vistos de perfil.

No antigo império, a escultura foi a manifestação artística que ganhou as mais belas representações. Embora também cheia de convenções, a escultura desenvolveu uma expressividade que surpreende o observador. Um bom exemplo é a conhecida imagem que mostra um escriba no exercício de sua função. Essa obra, encontrada em um sepulcro da necrópole de Sacará, representa bem a importância dada à escultura no Antigo Império: por meio dela, revelam-se dados particulares do retratado, como sua fisionomia, seus traços raciais e sua condição social. Trata-se de uma obra de autoria desconhecida, realizada entre 2620 e 2350 a.C., e que retrata, provavelmente, um escriba ou um príncipe. Essa dúvida é motivada pela qualidade da obra. Os cuidados com os detalhes não eram comumente dedicados pelos artistas na representação dos funcionários da burocracia do Império. A hipótese de que se trata de um escriba é reforçada pelos olhos fixos em um provável interlocutor e lábios cerrados do homem retratado, que, no momento, não está falando ou sorrindo, mas concentrado em ouvir para reproduzir por meio da escrita as palavras de quem lhe fala alguma coisa. As mãos completam a atitude de prontidão para a escrita.

Apesar da expressividade obtida na escultura do Antigo Império, no período seguinte, o Médio Império (2000 a 1750 a.C.) o convencionalismo e o conservadorismo das técnicas voltaram a produzir esculturas e retratos estereotipados (representações de acordo com o padrão fixo aceito como ideal e sem originalidade), que representavam a aparência ideal dos seres - principalmente dos reis - e não seu aspecto real.

O APOGEU DO PODER E DA ARTE

Foi no Novo Império (1580-1085 a. C.) que o Egito viveu o ponto alto de seu poderio e de sua cultura. Nesse período, os faraós reiniciaram as grandes construções, processo que havia sido interrompido por sucessivas crises políticas. Dessas construções, as mais conservadas são os templos de Luxor e Carnac, ambos dedicados ao deus Amon.



Construído por determinação de Amenófis III, por volta de 1380 a.C., o templo de luxor possui colunata composta de sete pares de colunas com cerca de 16 metros de altura. Esteticamente, seu aspecto mais importante é o novo tipo de coluna, com capitel (arremate superior) trabalhado com motivos tirados da natureza, como o papiro e a flor de lótus.

Entre os grandes monumentos funerários desse período, um dos mais importantes é o templo da rainha Hatshepsut, que reinou de 1511 a 1480 a. C. Essa construção imponente e harmoniosa deve sua beleza, em grande parte, à maneira como foi concebida: a montanha rochosa que lhe serve de fundo parece fazer parte do conjunto, o que cria uma profunda integração entre a arquitetura e o ambiente natural.

Na pintura do Novo Império surgiram criações artísticas mais leves e de cores mais variadas que as dos períodos anteriores. Abandonada a rigidez de postura das figuras, elas parecem ganhar movimento.

Tais alterações na expressão artística decorreram de mudanças políticas promovidas por Amenófis IV. Esse soberano neutralizou radicalmente o grande poder exercido pelos sacerdotes, que chegavam a dominar os próprios faraós. Com sua morte, porém, os sacerdotes retomaram o antigo poder e passaram novamente a dirigir o Egito ao lado de Tutancâmon, o novo faraó.

Tutancâmon, entretanto, viria a morrer com apenas 18 anos de idade. Em sua tumba, no Vale dos Reis, o pesquisador inglês Howard Carter encontrou, em 1922, um imenso tesouro.

O VALE DOS REIS

Localizado na margem ocidental do rio Nilo, próximo a Luxor, o Vale dos Reis iniciou sua tradição como grande necrópole quando o faraó Tutmés I, no Novo Império, decidiu que seu túmulo seria secretamente construído lá. O objetivo de Tutmés era que seus despojos ficassem a salvo dos saqueadores, que violavam os túmulos de reis e personalidades de destaque em busca dos tesouros lá guardados.

No vale, as tumbas eram construídas no interior da montanha, às vezes até 200 metros abaixo da superfície, com acesso por meio de escadas e corredores. Isso, porém, não as salvou da profanação. Ao longo de milênios, bandos organizados procuravam e encontravam os tesouros dos faraós. Por isso, quando os arqueólogos europeus do século XIX deram início a escavações no local, apenas encontraram tumbas saqueadas. Daí a descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922, com seus tesouros ainda intactos, haver supreendido o mundo todo.

Hoje o Vale dos Mortos, descoberto recentemente, é um dos principais pontos turísticos do Egito. Encontram-se lá mais de sessenta tumbas, onde é possível apreciar belíssimas pinturas murais com cenas extraídas do Livro dos Mortos, que narra as alegrias e as tristezas da vida além da morte.

A pouco mais de um quilômetro dali fica o Vale das Rainhas, com cerca de oitenta tumbas, muitas delas destruídas.

Trono e sarcófago de ouro de Tutancâmon



O túmulo de Tutancâmon é uma grande construção formada por um salão de entrada, onde duas portas secretas dão acesso à chamada "câmara do tesouro" e à sala sepulcral. O tesouro era constituído por vasos, arcas, um rico trono, carruagens, esquifes e inúmeras peças de escultura, entre as quais duas estátuas de quase 2 metros, representando o jovem soberano.

Feito de madeira esculpida, esse trono é recoberto com uma lâmina de ouro e ornamentado com incrustrações multicoloridas de vidro, cerâmica esmaltada, prata e pedras. Trata-se de uma das obras mais esplêndidas do tesouro de Tutancâmon.
A múmia imperial estava protegida por três sarcófagos, um dentro do outro: um de madeira dourada, outro também de madeira, mas con incrustrações preciosas e, finalmente, o terceiro, em ouro maciço com aplicações de lápis-lazúli, coralinas e turquesas, e que guardava o corpo do faraó.

Os reis da dinastia que se seguiu ao reinado de Tutancâmon preocuparam-se em expandir o poderio político do Egito, o que foi conseguido por Ramsés II. Como consequência, toda a arte de seu reinado foi uma demonstração de poder. Isso pode ser observado, por exemplo, nas estátuas gigantescas e nas imensas colunas comemorativas dos feitos políticos desse soberano.
As quatro figuras que representavam o faraó na fachada do templo têm mais de 20 metros de altura. Não fosse por uma campanha internacional em sua defesa, a barragem de Assuã o teria deixado submerso pelas águas do Nilo. Em 1968, a parte escavada na rocha foi cortada em grandes blocos e transferida de local. Hoje, o templo repousa acima do nível das águas da represa.
Data também dessa época a utilização dos hieróglifos (unidade do sistema de escrita egípcio, de caráter figurativo, em que se representavam imagens de animais, objetos, etc.) como elemento estético. Com a intenção de deixar gravados para a posteridade os feitos de Ramsés II, eles começaram a ser esculpidos nas fachadas e colunas dos templos. Assim, passaram a fazer parte da ornamentação das obras arquitetônicas.

Após a morte de Ramsés II, o poder real tornou-se fraco e o Império passou a ser governado pelos sacerdotes. Com isso, houve uma estabilidade apenas aparente, e as ameaças de invasão acabaram tornando-se realidade. O Egito foi invadido sucessivamente por etíopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos. Aos poucos, essas invasões foram desorganizando a sociedade egípcia e, conseqüentemente, sua arte: influenciada pela cultura dos povos invasores, ela foi perdendo suas características e refletindo a própria crise política do Império.
Templo de Abu-Simbell dedicado à deusa Hator na Baixa Núbia.












O scanner e Rudyard Kipling

Você desenha, fotografa e eventualmente acaba tendo de esbarrar no scanner para digitalizar as suas imagens. Aí, em dado momento você esbarra da sigla TWAIN. Mas o que é isso? Trata-se de um padrão de captura de imagens lançado em 1992 que acabou se tornando popular desde então. Em resumo, o TWAIN quando ativado executa um conjunto de ações no computador que possibilitam a ele escanear a imagem e reconstrui-la com dados digitais dentro da máquina. Fácil não é? Difícil é descobrir a origem da sigla. Há quem diga que TWAIN significa 'Technology Without An Interesting Name - Tecnologia Sem Nome Interessante, mas na realidade o origem do nome TWAIN vem do poema de Rudyard Kipling a "The Ballad of East and West", onde a certa altura se pode ler: "...and never the twain shall meet...". Ao criarem uma norma comum a várias plataformas, os membros iniciais queriam com a escolha de TWAIN significar que haviam conseguido unir o Leste e o Oeste, contrariando o escrito no poema. Quando estudamos digitalização acabo sempre passando o poema Se de Kipling para o exercício por ser o mais popular.
SE
Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
e dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling
Tradução: Guilherme de Almeida

AKIRA, O FILME


Akira (em japonês: アキラ, Akira?) é um dos mais populares mangás japoneses de todos os tempos. Criado por Katsuhiro Otomo, é considerado um clássico do estilo cyberpunk. Acabou dando origem a um longa-metragem de animação com o mesmo nome, lançada em 1988, que também tem roteiro e arte de Katsuhiro Otomo. AKIRA (o filme) foi produzido entre em meados de 1987, um filme audacioso, longa metragem de 124 minutos tendo como principal mídia o cinema. Como não poderia ser mais comum, o filme foi baseado no mangá homônimo. O lançamento no Japão aconteceu no dia 16 de Julho de 1988, exatamente o mesmo em que Tokyo é destruída no filme. Akira foi um divisor de águas. Depois dele, as produções japonesas ganharam uma visibilidade e notoriedade nunca antes vista. Pode-se dizer que Akira, junto com Cavaleiros do Zodíaco, foram os animes que deram início à "febre" em torno das animações japonesas no Brasil. Houve uma publicação desastrosa do mangá Akira em formato americano aqui no Brasil. Desastrosa pois acabou sendo encerrada antes do término deixando vários fãs de mãos abanando.
O filme do Akira pode ser baixado nos links:
Você também encontra os mangás para baixar. Um dos links é:
http://www.skyanimes.com/index.php?page=Mangas/Akira
Bom divertimento.

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

https://coronabr.com.br/