quarta-feira, 14 de julho de 2010

MODELO DE FICHA DE PERSONAGEM


DITADOS POPULARES

Os ditados populares estão sendo utilizados como material de criação para os personagens dentro das aulas de desenho animado. Se você não lembra, é preciso escolher um ditado, depois desenvolver um personagens com habilidades que estejam relacionados tanto ao sentido literal, quando ao significado.

Exemplo: Cão que ladra não morde. No sentido literal não se precisa muitas explicações. Com relação ao seu significado, implica no fato que aquele que faz muito barulho geralmente não parte dessas palavras para a ação. Ou seja, se uma pessoa fica a toda hora dizendo que irá fazer algo é mais provável que ela não o faça.
Para quem está sem idéias segue abaixo alguns ditados. Mas o melhor é que você fique atento às conversas de amigos e parentes. Os ditados populares estão sempre presentes nas falas diárias dos brasileiros. Se você descobrir algum que não está na lista é só enviar.
Quem ri por último ri melhor.
Respeito é bom e conserva os dentes.
Cigarra cantou, calor chegou.
Quem tem telhado de vidro não atira pedra no vizinho.
Homem prevenido vale por dois.
De pequenino se torce o pepino.
Águas passadas não movem o moinho.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Quem não te conhece que te compre.
Filho de peixe, peixinho é.
Não conte com o ovo dentro da galinha.
De grão em grão a galinha enche o papo.
Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.
Olho por olho, dente por dente.
Cavalo dado não se olham os dentes.
Comer o pão que o diabo amassou.
Quem fala o que quer, ouve o que não quer.
Quem tudo quer, tudo perde.
Em terra de cego quem tem um olho é rei.
Macaco velho não põe a mão em cumbuca.
A ocasião faz o ladrão.
A mentira tem pernas curtas.
Cada macaco no seu galho.
A César o que é de César.
Em cada de ferreiro o espeto é de pau.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Mais vale um pássaro na mão, do que dois voando.
Quem tem boca vai a Roma.
A quem ama o feio, bonito lhe parece.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Quem não arrisca não petisca.
Quem canta seus males espanta.
Antes só do que mal acompanhado.
O Brasil é o país do futuro.
Esperança é a última que morre.
Quem canta seus males espanta.
Dinheiro não traz felicidade.
Deus dá o frio conforme o cobertor.
Dias melhores virão.
A gente ganha pouco mas se diverte muito.
Quem tem fama deita na cama.
Pra afogado, jacaré é tronco.

terça-feira, 13 de julho de 2010

ARTE NA CHINA

A história da China se iniciou em tempos muito longínquos: dela já foram encontradas peças de cerâmica pertencentes a culturas neolíticas, que existiram por volta de 8000 a 2000 a.C. Vamos conhecer, porém, duas impressionantes obras da cultura chinesa produzidas em um tempo já próximo do período helenístico grego: a Muralha da China e os Guerreiros de Xi'an. Ambas relacionadas ao reinado do imperador Qin Shi Huangdi, da dinastia Qin (221 a 207 a.C.).

A construção da Muralha da China iniciou-se por volta de 220 a.C., sob ordem do imperador Qin Shi Huangdi, e estendeu-se por muitos séculos. Foi concluída durante a dinastia Ming (1368-1644), que dominou a China em um período simultâneo ao Renascimento, vivido pelo Ocidente.

Nessa obra, destinada à defesa militar da região, foram superadas muitas dificuldades de engenharia, uma vez que ela se estende por muitos quilômetros, com alguns trechos bastante íngremes e inclinados. A altura média dos paredões é de cerca de 7 metros, e sua largura vaira de 4 a 9 metros. Desde 1987, a Muralha da China é considerada um bem do patrimônio cultural da humanidade.

Descobertos em 1974 por camponeses que escavavam um poço de água, os Guerreiros de Xian formam um conjunto escultórico que impressiona o observador. Trata-se de um exército composto de quase 7 mil estátuas, esculpidas em terracota, que representam guerreiros em tamanho natural com seus uniformes e armas, cavalos e carruagens. Cada guerreiro tem traços fisionômicos individualizados, além dos detalhes das vestes que indicam seu posto na hierarquia militar. Esse gigantesco exército foi encomendado pelo imperador Qin Shi Huangdi - o mesmo que deu início à construção da Muralha da China - para guardar seu túmulo.
Guerreiros de Xi'an, estátuas de terracota da dinastia Qin (221 a 207 a.C.). Vista do sítio com as escavações onde foi encontrado o grande grupo de estátuas de guerreiros distante aproximadamente 1,5 km do mausoléu do imperador Qin Shi Huangdi.

FOTOGRAFIA PINHOLE

Pinhole - do inglês, buraco de alfinete - é o nome dado à técnica que irá permitir que o fenômeno fotográfico se dê em um ambiente sem a presença de lentes (componente das máquinas fotográficas convencionais). Um furo é o que permite a formação da imagem em um recipiente ou espaço vedados da luz. A projeção de imagens por este método é uma lei física, e já é conhecida pelo homem desde a Antigüidade. Antes do advento da fotografia (séc.XIX), as projeções pinhole eram instrumento científico de visualização de eclipses e no estudo das estrelas; nas artes, as imagens pinhole serviam de molde para os pintores paisagistas.

A princípio, qualquer espaço protegido da luz pode servir como câmara escura: de latas e caixas das mais distintas proporções até espaços menos convencionais, mas com entrada de luz que possa ser controlada, como um refrigerador, um baú, um armário, uma sala, ou um automóvel. Em cada caso existe um tamanho de furo apropriado para que a projeção se dê de forma nítida, pois é por este princípio que a projeção, e por conseqüência a fotografia pinhole, são possíveis. Este furo pode ser determinado através de uma fórmula matemática relacionada às dimensões do recipiente escolhido. O recipiente furado passa então a ser uma câmara escura, com a qual podemos produzir fotografias ao colocar filme ou papel fotográfico no seu interior.

Um furo bem calculado e executado garante às imagens uma nitidez indiscutível, que caracteriza as imagens pinhole. O furo é sempre minúsculo se comparado à dimensão da câmara escura; como conseqüência, requer obtenções fotográficas de tempos relativamente longos, se comparados ao click da câmara fotográfica. As imagens, também, sofrerão distorções se o recipiente onde o papel fotográfico é colocado não possuir paredes planas (pode ser um recipiente cilíndrico, como é o caso de muitas latas).

Nas oficinas da Usina temos utilizado latas de leite, panetone e caixas de sapato, incluindo-se uma caixa de camisa nas experimentações. Tais recipientes são forrados ou pintados de preto e depois furados. No caso da caixa de sapato, o furo é feito em uma folha de alumínio com um alfinete, e esta folha é fixada com fita isolante na caixa. No caso da lata, é feito um furo utilizando prego e martelo e depois é feito um pequeno orifício com agulha de costura no papel escuro que reveste o interior da lata onde é colocado papel fotográfico preto-e-branco recortado pelos alunos de forma a caber no invólucro o que acarreta imagens de diversos tamanhos. Com este tipo de câmara, e utilizando papel, o tempo necessário para fotografias feitas de assuntos externos, sob a luz do sol, varia entre 30 segundos a poucos minutos, dependendo da intensidade luminosa. Para situações pouca luz (iluminação artificial, fotos noturnas e fotos internas) os tempos se estendem por horas. As imagens obtidas são reveladas normalmente (processo de revelação de papel fotográfico preto-e-branco), e a partir deste negativo são feitas as cópias positivas.

CURSOS EM ABERTO

DESENHO ANIMADO
ANIMAÇÃO COM FOTOMONTAGEM
Horário: 08:00 – 10:00
Início: 03/08/2010 – Terça-feira
Término previsto: 21/09/2010
6 vagas
Programa:
• Roteiro e fotografia
• Animatic
• Cenários e Photoshop
• Personagens e Photoshop
• Edição e Flash
• Sonoplastia e dublagem

FOTOGRAFIA
MÁQUINA FOTOGRÁFICA I
Horário: 15:30 – 17:30
Início: 30/07/2010 – Sexta-feira
Término previsto: 10/09/2010
6 vagas
Programa:
• Foco
• Exposição
• Obturador e diafragma
• EV e luz
• Macro e lentes

FOTOGRAFIA
MÁQUINA FOTOGRÁFICA I
Horário: 08:00 – 10:00
Início: 22/07/2010 – Quinta -feira
Término previsto: 09/09/2010
6 vagas
Programa:
• Foco
• Exposição
• Obturador e diafragma
• EV e luz
• Macro e lentes

DESENHO ANIMADO
ANIMAÇÃO 2D
Horário: 15:30 – 17:30
Início: 20/07/2010 – Terça-feira
Término previsto: 31/09/2010
6 vagas
Programa:
• O que é Persistência Visual
• Desenvolvendo a matriz a ser animada
• Animatic e mesa de luz
• Digitalização e arte-final
• Edição e fechamento de vídeo

STOP MOTION CIDADE DAS CRIANÇAS

Vídeo montado com a ajuda dos oficinandos na reabertura da Cidade das Crianças em São Bernardo do Campo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A ARTE NA GRÉCIA

Dos povos da Antiguidade, os que apresentaram produção cultural mais livre foram os gregos. É verdade que, ao estabelecer relações com o Egito e o Oriente Próximo, os gregos sentiram grande admiração pela produção artística desses povos. Mas, se inicialmente eles imitaram os egípcios, com o tempo criaram uma arquitetura, escultura e pintura próprias, movidos por concepções muito diferentes das egípcias, tão ligadas à religiosidade.

Convictos de que o ser humano ocupava especial lugar no Universo, os gregos não se submeteram a imposições de reis ou sacerdotes. Para eles, o conhecimento, expressado pela razão, estava acima da crença em qualquer divindade.

Do ponto de vista de sua produção artística, são relevantes os seguintes períodos históricos da Grécia antiga:

  • Período arcaico - da formação das cidades-Estados, em meados do século VII a.C., até a época das Guerras Grego-Pérsicas, no século V a.C.

  • Período clássico - das Guerras Greco-Pérsicas até o fim da Guerra do Peloponeso (século IV a.C.).

  • Período helenístico - do século IV a.C. até o século II a.C.

Em 146 a.C., a Grécia viria a ser dominada por Roma.

A ARTE NOS PERÍODOS ARCAICO E CLÁSSICO

Do período clássico merece destaque o século V a.C., chamado Século de Péricles (ou "Idade do Ouro da Sociedade Grega", segundo alguns historiadores), época em que a atividade intelectual, artística e política refletiu o esplendor da cultura helênica.

A EVOLUÇÃO DA ESCULTURA

Aproximadamente no fim do século VII a.C., os gregos começaram a esculpir grandes figuras masculinas em mármore. Nelas ainda era evidente a influência da cultura egípcia, tanto nas formas como na técnica de esculpir em grandes blocos. O artista grego, porém, já acreditava que a escultura não deveria apenas se assemelhar a seu modelo: ela teria de ser também um objeto belo em si mesmo.

Tanto quanto o escultor egípcio, o escultor grego do período arcaico apreciava a simetria natural do corpo humano. Para deixar clara ao observador essa simetria, ele esculpia as figuras masculinas nuas, eretas, em rigorosa posição frontal e com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. Veja ao lado. Esse tipo de estátua é chamado kouros, palavra grega que significa "homem jovem".

Diferentemente da arte egípcia, cuja produção tinha uma função religiosa, a arte grega não estava submetida a convenções rígidas; por isso, pôde evolir livremente. Assim, com o tempo, para o escultor grego a postura rígida e forçada do kouros passou a ser insatisfatória. Esta estátua conhecida como Efebo de Crítios, por exemplo, mostra mudanças nesse sentido. Nessa escultura, em vez de olhar bem para a frente, o modelo tem a cabeça ligeiramente voltada para o lado; em vez de apoiar-se igualmente sobre as duas pernas, seu corpo descansa sobre uma delas, que assume uma posição mais afastada em relação ao eixo de simetria, e mantém o quadril desse lado um pouco mais alto.

Na busca do artista grego pela superação da rigidez das estátuas, o mármore mostrou-se um material inadequado: pesado demais, quebrava-se sob seu próprio peso, quando determinadas paredes do corpo não estavam apoiadas. Os braços estendidos de uma estátua, por exemplo, corriam sério risco de se quebrarem.

Para solucionar o problema, os escultores começaram a trabalhar com bronze, liga metálica que, além de mais resistente que o mármore, permitia criar figuras que expressassem melhor a idéia de movimento. Vemos um exemplo disso na escultura Zeus de Artemísia (c. 470 a.C. altura: 2,09 m. Museu Arqueológico Nacional, Atenas).



Proveniente de uma localidade próxima ao cabo de Artemísio, na Grécia, essa figura de bronze é uma provável representação de Zeus. Seus braços e pernas mostram uma atividade vigorosa. Seu tronco, porém, traduz imobilidade.

O problema da imobilidade do tronco persiste também na famosa estátua Discóbolo (c. 450 a.C. Altura: 1,55m. Museu Nacional Romano, Roma), de Míron, produzida na mesma época do Zeus de Artemísio.

A escultura original de bronze dessa obra foi perdida, mas podemos observar, em sua cópia romana de mármore, a oposição entre a intensa atividade dos membros e a estrutura estática do tronco.

A solução para o problema da imobilidade foi encontrada por Policleto. Sua escultura Doríforo (440 a.C. Altura: 1,99m. Museo Archeologico Nazionale, Nápoles) representa um homem caminhando, pronto para dar mais um passo.


Nesse trabalho - também conhecido graças a uma cópia romana de mármore -, a figura apresenta alternância de membros tensos e relaxados. A alternância de curvas suaves à direita e à esquerda percorre o corpo do lanceiro, evita uma postura estática e pouco real do ser humano e apóia a sugestão de movimento do corpo. A perna direita, tensa, sustenta o corpo; a esquerda, aliviada do peso e deslocada para trás, apóia-se apenas na ponta do pé. Essa postura garante a sugestão de que esse jovem está pronto para dar um passo e sair caminhando.




PÉRICLES, UM HOMEM QUE DEU NOME A UM SÉCULO

O ateniense Péricles (495 a.C.-429 a.C.) governou a cidade-Estado de Atenas por 15 anos, de 446 a 431 a.C. Nesse período, promoveu a reconstrução da cidade, que havia sido destruída nas Guerras Greco-Pérsicas.

Para a tarefa de reconstrução, Péricles contratou os mais destacados arquitetos e escultores de sua época, que ergueram templos (como o Partenon, na Acrópole grega que você viu logo no topo), teatros e outras edificações. Grande incentivador das artes e do teatro, ele transformou a cidade de Atenas em um verdadeiro pólo cultural.

Também sob a inspiração de Péricles, deu-se o aperfeiçoamento da democracia, surgiram os primeiros relatos históricos e a filosofia ganhou destaque.

O BRONZE NA ESCULTURA

O bronze (do persa biring, cobre) é uma liga metálica que tem como base o cobre e proporções variáveis de estanho, além de outros elementos, como zinco e alumínio. É de fácil fundição e, quando polido, adquire cor e brilho semelhantes ao ouro, o que o torna muito apreciado para a confecção de diferentes peças. Além disso, apresenta boa resistência a impactos e à corrosão atmosférica, o que o torna adequado para peças expostas ao ar livre.

A ARQUITETURA: AS ORDENS DÓRICA E JÔNICA

Na arquitetura grega, as edificações que despertam maior interesse são os templos, construídos não para reunir pessoas em seu interior para o culto religioso, mas para proteger da chuva ou do sol as esculturas de suas divindades.

A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico da entrada - o pronau - e o dos fundos - o opistódomo.

O núcleo do templo grego era formado pelo pronau, pelo naos (recinto onde ficava a imagem da divindade) e pelo opistódomo. Esse núcleo era cercado pelo peristilo (colunata, ou série de colunas). Em cidades mais ricas, o peristilo chegou a ser formado por duas séries de colunas em torno do núcleo do templo.

O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas do peristilo e as paredes do núcleo do templo.

As colunas do templo sustentavam um entablamento horizontal, formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e o entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica ou da ordem jônica.

A ordem dórica era simples e maciça (veja esquema ao lado). Os fustes das colunas eram grossos e firmavam-se diretamente no estilóbata. Os capitéis, que ficavam no alto dos fustes, eram muito simples. A arquitrave era lisa e sobre ela ficava o friso que era dividido em tríglifos - retângulos com sulcos verticais - e métopas - retângulos que podiam ser lisos, pintados ou esculpidos em relevo.

A ordem jônica sugeria mais leveza e era mais ornamentada que a dórica. As colunas apresentavam fustes mais delgados e que não se firmavam diretamente sobre a estilóbata, mas sobre uma base decorada. Os capitéis eram ornamentados e a arquitrave, dividida em três faixas horizontais. O friso também era dividido em partes ou então decorado por uma faixa esculpida em relevo. A cornija era mais ornamentada e podia apresentar trabalhos de escultura.

Embora as formas gerais das duas ordens fossem constantes, seus elementos podiam ser alterados. Em geral, a ordem jônica tinha um tratamento mais livre que a dórica. Um exemplo disso pode ser visto ao lado. Esse capital, criado no fim do século V a.C, passou a ser muito utilizado no lugar do capitel jônico, como um modo de variar e enriquecer as colunas dessa ordem.

Os templos gregos eram cobertos por um telhado descendente no sentido das laterais. Dessa posição do telhado resultava um espaço triangular sobre a cornija, tanto no pórtico de entrada quanto no dos fundos. Esse espaço triangular, denominado frontão, era ricamente ornamentado com esculturas.


O frontão, localizdo na fachada leste do templo de Zeus (465-457 a. C.), em Olímpia, é especialmente notável enre os frontões gregos, pela forma harmoniosa como suas esculturas ocupam o espaço.
Além dos frontões, as métopas e os frisos também eram decorados com esculturas. Por serem quase quadradas, as métopas não ofereciam maior dificuldade na composição da cena a ser representada.

Visão geral do templo de Hefaísto na ágora grega. No detalhe, as métopas e os tríglifos.









As métopas vistas no detalhe são um bom exemplo do tipo de trabalho escultórico que esse elemento arquitetônico pode receber. O Hephaisteion é um templo em estilo dórico dedicado a Hefaísto, deus do fogo, cujo nome latino é Saturno. Trata-se de um dos mais bem preservados de Atenas.
Para projetar as esculturas que ornamentariam o friso, porém, o artista enfrentava problemas, dada a dificuldade de encontrar um tema que ocupasse de modo satisfatório aquela estreita e longa faixa. A imagem (fragmento do Friso das Ergastinas que ornamentava o Paternon. O friso todo media 159m. Museu do Louvre, Paris) abaixo mostra um exemplo em que essa dificuldade foi superada.
O tema escolhido para esse friso do Paternon, templo dedicado à deusa Atena, é ideal para seu formato: ele retrata uma procissão em sua honra.
A PINTURA EM CERÂMICA
Na Grécia, como em outras civilizações, a pintura apareceu como elemento de decoração da arquitetura. A pintura grega, porém, encontrou também uma forma de realização na arte da cerâmica. Os vasos gregos são conhecidos não só pelo equilíbrio da forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação.
A princípio, além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos. À medida que passaram a revelar uma forma equilibrada e um trabalho de pintura harmonioso, tornaram-se também objetos artísticos.
As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. Inicialmente o artista pintava, em negro, a silhueta das figuras. A seguir, gravava o contorno e as marcas interiores com um instrumento pontiagudo, que retirava a tinta preta, deixando linhas nítidas.
O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. Uma de suas pinturas mais famosas mostra Aquiles e Ajax jogando damas (ânfora com figuras negras pintadas por Exéquias cerca de 540 a.C. Altura: 61 cm. Museu Gregoriano-Etrusco, Roma). Nesse trabalho, além da riqueza dos detalhes dos mantos e dos escudos dos heróis, vemos coincidir, de forma harmoniosa, a curvatura do vaso com a inclinação das costas dos personagens. As lanças também desempenham uma função plástica: sua disposição nos leva a dirigir o olhar para as alças da ânfora e, destas, para os escudos colocados atrás das figuras. Esses elementos criam um todo organizado e fazem a beleza dos vaso resultar do conjunto.
Por volta de 530 a.C., Eutímedes introduziu uma grande mudança na arte de pintar vasos: inverteu o esquema de cores, deixando as figuras na cor natural do barro cozido e pintando o fundo de negro. Teve início, com isso, a série de figuras vermelhas.
O efeito obtido com essa inversão cromática foi, sobretudo, uma maior vivacidade das figuras.
O PERÍODO HELENÍSTICO
Os historiadores modernos deram o nome de helenística à cultura iniciada sob o poder de Alexandre e seguida até o domínio da Grécia pelos romanos. Todas as transformações históricas do período, sobretudo o desaparecimento da independência das cidades-Estados (a pólis grega), dando lugar à formação de reinos imensos, interferiram a arte grega.
A ESCULTURA
A escultura do século IC a.C. apresentava traços bem característicos. Um deles era a representação, sob forma humana, de conceitos e sentimentos, como a paz, o amor, a liberdade, a vitória, etc.
Outro traço marcante foi o surgimento do nu feminino, pois, nos períodos arcaico e clássico, representava-se a figura feminina sempre vestida. Praxíteles, por exemplo, esculpiu uma Afrodite nua que acabou sendo sua obra mais famosa.
Essa escultura de Praxíteles foi comprada pela cidade de Cnido, por isso ficou conhecida como Afrodite de Cnido (370 a.C. Museu Pio-Clementino, Roma). Observa-se, nela, o princípio usado por Policleto (autor do Doríforo): opor os membros tensos aos relaxados, combinando-os com o tronco posicionado sem rigidez. Esse princípio, aplicado às formas arredondadas feminas, deu sensualidade à figura.
É também do século IV a.C. a Afrodite de Cápua (séc. IV a.C. Altura: 2,10m. Museo Nazionale, Nápoles). Esse trabalho foi muito apreciado e copiado, com variações, durante séculos. Assim, no século II a.C., aparece a célebre Afrodite de Melos, ou Vênus de Milo (Museu do Louvre, Paris), na designação romana.
Essa escultura representa a deusa com o tronco despido, mas com o quadril e as pernas envoltas em uma túnica, combinando a nudez parcial da Afrodite de Cápua com o princípio de Policleto aplicado à Afrodite de Cnido.
Os escultores do início do século III a.C. procuravam criar figuras de expressarem maior mobilidade e levassem o observador a querer circular em torno delas. Um belo exemplo dessa tendência é a vitória de Samotrácia (c. 190 a.C. Altura: 2,75 m. Museu do Louvre, Paris).
Supõe-se que essa escultura estivesse presa à proa de um navio que conduzia uma frota. De fato, as formas dadas à figura de mulher com asas abertas, que personifica o desejo de vitória, indicam isso: a túnica agitada pelo vento, as asas ligeiramente afastadas para trás, o drapeado das vestes, o tecido transparente e colado ao corpo. Todos esses elementos compõem uma figura que dá ao espectador uma forte sugestão de movimento.
Mas o grande desafio - e a grande conquista - da escultura do período helenístico foi a representação não de uma só figura, mas de grupos de figuras que sugerissem mobilidade e fossem belos de todos os ângulos. Assim é o grupo formado pelo soldado que acaba de matar a mulher e está prestes a suicidar-se. (Cópia romana de O soldado de gálata e sua mulher. O original grego data da primeira metade do século III a.C. Altura: 2,11 m. Museu fNazionale delle Terme, Roma).
Esse conjunto foi esculpido para uma monumento de guerra em Pérgamo, cidade helenística da Ásia Menor. Além da beleza, a obra transmite grande dramaticidade, de qualquer ângulo que seja vista: desafiador, enquanto segura por um dos braços o corpo inerte da mulher, o soldado olha para trás e está prestes a enterrar a espada no pescoço. O outro braço da mulher, já sem vida, contrasta com a perna tensa do marido, ao lado do qual ele pende. A dramaticidade é obtida justamente pelos contrastes: vida e morte, homem e mulher, nudez e vestes, força e debilidade. O original grego da obra perdeu-se e hoje existe uma cópia romana no Museo Nazionale delle Terme, em Roma.
A ARQUITETURA
Vivendo em vastos reinos e não mais em comunidades constituídas por cidades-Estados, os gregos do período helenístico substituíram seu senso de cidadania pelo individualismo.
Isso se refletiu imediatamente na arquitetura das moradias. Se, no século V a.C., as casas eram muito modestas e apenas os edifícios públicos eram suntuosos, a partir do século IV a.C., elas receberam maior cuidado e, com o tempo, ganharam mais espaço e conforto.
A substituição do espírito comunitário pelo sentimento individualista manifestou-se também no teatro: o coro, muito valorizado nas representações teatrais do período clássico por desempenhar a ação do povo ou de grupos humanos, passou para segundo plano. A ênfase maior deslocou-se para o desempenho dos atores.
Essa mudança refletiu-se na arquitetura dos teatros. Na Grécia clássica, eles eram divididos em três partes bem distintas: a orquestra, espaço circular onde o coro e os artistas representavam ou dançavam; uma espécie de arquibancada em semicírculo, construída na encosta de uma colina e reservada aos espectadores; e o palco, onde os atores se preparavam para entrar em cena e eram guardados os cenários e as roupas usadas nas representações. Um exemplo típico é o Teatro de Epidauro (séc. IV a.C.) composto de 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita.
Construído no século IV a.C., durante o período clássico, esse teatro era composto de 55 degraus, divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Acomodava cerca de 14 mil espectadores e tornou-se famoso pela perfeição da acústica.
Com o passar do tempo, os atores tornaram-se cada vez mais importantes para a ação dramática, e a arquitetura teatral teve de se adaptar a essa nova realidade. Isso pode ser observado na remodelação pela qual o Teatro de Priene passou no século II a.C, em Roma.
A adaptação na construção do palco foi a principal alteração desse teatro. No período clássico, havia na frente do palco uma fachada de um só andar chamada proscênio, onde eram apoiados os cenários. Toda a ação dramática ocorria no espaço circular. Somente alguém que representava um deus que interviesse na peça aparecia no telhado do proscênio. No século II a.C., os atores já se apresentavam mais isolados do público e sua ação ganhava destaque. A orquestra deixou de ser um espaço circular completo e o local destinado aos espectadores tornou-se mais concentrado.
A concepção do teatro como um espaço mais compacto e diferente do de Epidauro ganhou força e atingiu pleno desenvolvimento um pouco mais tarde, entre os romanos.

OS MELHORES DO MUNDO

Eu tenho vários amigos atores que querem me lixar quando digo que não sou lá muito fã de teatro (rs). Mas como o objetivo aqui é falar de artes, vou lhes apresentar um grupo do qual gosto muito. E olha só como os caras são bons, conseguem fazer show até no escuro! Boas risadas com Os Melhores do Mundo.

Esta peça que faz uma paródia da saga de Moisés já está disponível em DVD.

MARPLE GIRL


Andaram pedindo alguns desenhos meus então vou ir mostrando aos poucos alguns. Esse aqui ja tava digitalizado mesmo então estou mandando. Sei que tenho ele colorizado em algum lugar quando achar eu coloco aqui. Marple Girl foi uma personagem que criei quando estava indo fazer intercâmbio no Canadá. Como estava tentando criar um produto com o que aprendesse por lá acabei usando a única coisa que encontrei por lá que todo canadense adora, a tal das folhas Marple. Esta é uma personagem com um pé no Canadá e um pé no Brasil. Eu a fiz ser filha de uma brasileira com um canadense que vivem na região de Ontário. Na história, Anya, a garota acima, recebe a visita de um primo brasileiro que insiste em ir fazer um pic nic. Inusitadamente, pela primeira vez na vida Anya tira os sapatos e coloca os pés em contato com a terra crua e aí ela sofre uma estranha transformação que deixa todo mundo da família estarrecido: ela se transforma em uma árvore. Como dá pra ter uma idéia esta é uma história com um fundo ecológico.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DEUSES EGÍPCIOS


ANÚBIS
Deus dos mortos, com cabeça de chacal, Anúbis foi suplantado por Osíris. Costumava ser esculpido em pedras tumulares, para proteger os mortos.
AMON-RÁ

O deus criador Amon se fundiu com Rá, deus sol, formando Amon-Rá. Conhecido como "o oculto", ele era o poder do vento invisível e a alma de todas as coisas. Nem os outros deuses conseguiam penetrar sua natureza misteriosa.

















NUT, DEUSA DO CÉU

Na mitologia egípcia, Nut era a deusa do céu. Costumava ser representada tocando a terra com os dedos das mãos e dos pés, com o corpo curvado a retratar o arco do céu. As estrelas em seu corpo eram a via láctea; às vezes era rodeada por signos astrológicos.







OSÍRIS

Originariamente um poderoso deus da fertilidade, Osíris foi afogado no rio Nilo. Seu corpo foi desmembrado e espalhado pelo vale do rio, propiciando boas colheitas de plantas que nasceram de sua carne. Mais tarde, voltou à vida e se tornou símbolo da ressurreição e deus dos mortos. Costumava ser representado em forma de múmia.















THOT
Sua forma é a de um homem com cabeça de íbis, ou a de um babuíno (ambos animais consagrados a ele). Thot era o senhor da lua e do tempo, o controlador dos anos. Também ajudava os mortos e protegia Osíris, senhor do mundo subterrâneo.













ISIS E HÓRUS

Irmã e esposa de Osíris, Ísis era a deusa mãe. Nesta imagem, ela amamenta o filho Hórus. Sua coroa tem forma de trono - por isso, supõe-se que Ísis era no princípio a personificação do assento real dos faraós.
















Os deuses do antigo Egito foram criados a partir de duas culturas mais antigas: uma os venerava em forma humana e a outra, em representação animal. Gradualmente se desenvolveu uma religião complexa, focada no culto aos mortos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O LÁPIS E O DESENHO


É lógico para se desenhar basta o lápis e o papel. Mas se você quer ir aos poucos ampliando os seus equipamentos de desenho para ter mais recursos e possibilidades de criação, então dê uma olhada nesta listinha básica.


LÁPIS


Dã!? É claro que precisa do lápis. Mas a verdade é que bem pouca gente se dá ao trabalho de experimentar as diferentes graduações do grafite que vão do 6H (mais duro e claro) até o 6B (mais macio e escuro). Normalmente os mais utilizados são o H para o esboço inicial e o 2B para a definição do traço. Eu acabo sempre usando o 6B na definição do traço por que fica mais facil de escanear e tratar a linha no computador sem ter de ser preocupar muito em passar o nanquim mas aí é um gosto meu. Tem gente ainda que prefere fazer o esboço com lapis de cor azul claro e depois passar o grafite por cima para finalizar. Isso porque é possível, na hora de escanear, mandar ignorar os traços azuis o que facilita muito na hora de tratar.


A grafite do lápis é basicamente uma mistura de grafite e argila. É justamente essa combinação que vai definir se ele é mais ou menos duro. Quanto menor a proporção de argila, mais macia e escura é a tonalidade. Quanto maior a proporção de argila, mais duro e claro ela será. Não se esqueça:



  • Os lápis com final "B" são os mais escuros.


  • Os lápis com final "H" são os mais claros.


  • Utilize lápis "H" para esboço e lápis "B" para definir.

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

https://coronabr.com.br/