sexta-feira, 5 de novembro de 2010

UMA MANHÃ ELEGANTE EM STOP MOTION

ARNALDO ANTUNES E A CHUPETA

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA COM PAULO SCOTT

A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) da Prefeitura de São Caetano do Sul está com inscrições abertas para uma oficina de criação literária, que será realizada no dia 12 de novembro, às 18h, no Centro de Referência da Juventude – Estação Jovem (Piso superior do módulo 2 do Terminal Nicolau Delic, Rua Serafim Constantino, Bairro Centro). A oficina faz parte do projeto Viagem Literária, desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo, e tem inscrições gratuitas.

Paulo Scott vai ministrar a oficina Autor Versus Narrador, abordando o processo criativo do conto, a partir da análise de textos e autores brasileiros contemporâneos. Este ano o escritor foi contemplado com a Bolsa Petrobrás de Criação Literária. O escritor e roteirista é colunista semana do Portal Terra e escreve para várias revistas de cultura do país, além de ser autor de diversos livros.

As inscrições podem ser feitas até o dia 11, pelo e-mail cultura@saocaetanodosul.sp.gov.br. Os interessados devem informar nome completo, idade, profissão e telefone para contato. Mais informações, na Secult, pelos telefones 4232-1237 ou 4232-1294.

Viagem Literária - O objetivo do projeto Viagem Literária é estimular o prazer pela leitura e pela escrita. Essa é a terceira edição do projeto que, em 2010, está levando cultura, arte e lazer a 72 municípios do Estado.

SP É CULTURA

Pois é, em Outubro entrei de férias e tive a idéia genial de ao invés de viajar, dar um upgrade na máquina e comprar uma máquina fotográfica. Depois de muitas ponderações preferi um computador melhor e uma máquina fotográfica mais simples. Foram muitas idas e vindas pela Santa Efigênia, muita discussão, muito chororô e finalmente meu turismo de consumo resultou em frutos e voltei toda feliz pra casa. Até aprendi a ir pra lá dirigindo. Aí, com todos aqueles dias sobrando e o dinheiro faltando pensei: podia pelo menos fazer turismo em São Paulo. Aí procurei no Baú aquele guia de viagens, fiz muita pesquisa e decidi fazer um especial cultural em SP. Passeei em muitos lugares, perguntei sobre várias coisas e, principalmente, estreei a minha maquina fotográfica com zilhões de fotos. Findado o mês era só separar as melhores cenas, as histórias mais interessantes e deixar um monte de postagens aqui mas... tchan tchan tchan eis que quando cheguei na minha casa no último dia de férias lá estava aquela mensagem que informa quando um sistema operacional não é la muito dentro da legalidade. Tinham usado o computador novo e atualizado e ai já viu. Bom eu tive a idéia genial de reinstalar o sistema operacional novo e que termina com 7. Já havia feito isso com um que termina com p e tinha dado certo. Ele fez tudo bonitinho e quando finalmente abriu... apagou tudoooo! Todas as fotos foram para o beleléu. As últimas que restaram foram as que eu havia enviado para uma certa amiga ver, um total de 10 fotinhas. Por isso peço encarecidamente que perdoem essa minha ausência de imagens. O grande deus dos fotógrafos (seja ele quem for) não está indo muito com a minha cara. Pelo menos as da Bienal de Arte de SP ficaram. Então logo logo eu posto o material que sobrou.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PRECISA-SE DE ATORES

Pessoal, estão recrutando atores (qualquer idade, gênero, etc) para um filme do Eduardo Coutinho, a filmar em dezembro. Quem estiver interessado, envie fotos, currículo (importante dizer se fala algum idioma) e link para video, casa haja, para o endereço elencocoutinho@gmail.com. Boa sorte!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

LEWIS CARROLL



Como estou de férias, venho devorando alguns livros que haviam formado uma mini torre em meu quarto e acabei esbarrando em um livro de Alice no País das Maravilhas. Ao invés de colocar aqui o início da história que é igualzinho ao desenho da Disney vou transcrever o que foi escrito sobre o autor. Imagino que Lewis seja no século dezenove o mesmo que Michael Jackson é nos dias de hoje. É lógico, não sei se a obra de Michael Jackson vai durar tanto nem ser tão significante quanto a de Lewis, porém, a mesma dúvida de pedofilia e o mesmo comportamento estranho estão presentes nos dois. O que acham?
Charles Lutwidge Dodgson nasceu na pequena cidade de Daresbury, condado de Chesire, perto de Manchester, Inglaterra, em 1832. Filho mais velho de uma família relativamente abastada, divertia seus sete irmãos com jogos e passatempos criados por ele mesmo. Charles formou-se com louvor na Universidade de Oxford, a contragosto de seu pai, que o orientara para ser membro do clero da Igreja da Inglaterra.
Professor de matemática dessa mesma universidade, publicou pela primeira vez poemas e contos na revista The Train, sob o pseudônimo de Lewis Carrol, adotado por sugestão de seu editor.
Tornou-se amigo de um dos decanos de Oxford, o reverendo Henry Liddell, e, assim como fazia com seus irmãos, entretinha as três filhas dele contando histórias inventadas na hora. Gago, tímido e retraído entre eadultos, ficava sempre à vontade no meio das crianças. Durante um passeio de barco com elas, em 4 de julho de 1862, Carroll improvisou uma história fantástica em que Alice, a sua preferida entre as irmãs, era a principal. No final daquele mesmo ano, a história da menina que caía em um buraco se transformou em livro, atendendo ao pedido dela. Mas se tratava de uma edição muito especial, de um único exemplar manuscrito e ilustrado pelo próprio autor. "As aventuras de Alice debaixo da terra" era o título do precioso livrinho que Alice recebeu como presente de Natal e que se tornou a leitura mais disputada dentre seus amigos e familiares.
Em 1865, o autor resolveu publicá-lo ampliado, com o título "Alice no País das Maravilhas", ilustrado por um famoso artista da época, John Tenniel. Ambos recolheram essa edição (por considerá-la mal impressa) e, em 1866, a Oxford Press fez uma nova tiragem. Dois anos depois, Carroll escreveu "Através do espelho e o que Alice encontrou lá", também ilustrada por Tenniel. Nas duas histórias, Alice vive aventuras em seus sonhos.
Carroll foi um dos primeiros autores a dar forma escrita às peculiaridades do mundo onírico, onde tudo é possível e os acontecimentos são sempre imprevisíveis. Nele, o Tempo pode adiantar a hora do almoço, a Rainha condena as criaturas à morte mas ninguém é executado, os animais convivem em condições de igualdade com os humanos.
Desde sua publicação, filósofos, psicólogos e estudiosos de literatura têm se dedicado a analisar a obra-prima de Lewis Carroll. E, embora as conclusões sejam muito diferentes entre si, admira-se o talento original e sensível do criador de Alice, que procurava na linguagem convencional novas e desconcertantes possibilidades de expressão. "Cuide do sentido e os sons das palavras cuidarão de si mesmos", diz a Duquesa à Alice, numa das passagens do livro, exprimindo, possivelmente, um ponto de vista do próprio autor.
Carroll publicou com seu nome verdadeiro obras didáticas sobre matemática e lógica, tratando essas ciências frequentemente sob o prisma do humor. Escreveu também artigos apaixonados em defesa dos direitos dos animais. Como passatempo, pintava e fotografava. Chegou a fazer uma série de retratos de Alice, que revelam a proximidade que tinha com a menina.
Morreu em Guildford, no sul da Inglaterra, em 1898, feliz com a montagem teatral das aventuras de "Alice no País das Maravilhas".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

VOCÊ COMERIA?

Eh laiá! De vez em quando eu esbarro em cada coisa que me faz ter muito medo da imaginação humana. Eu evito colocar coisas sobre comida aqui porque tem certos colaboradores que acham que a culinária não é arte mas dessa vez nao resisti. Olha só isso. As imagens que você vai ver aqui são de docinhos feitos com açúcar, água e anelina. Aparentemente está na moda na europa distruí-los como lembrancinhas de recém-nascidos e batizados. E você? Teria coragem de comer estes docinhos?









quarta-feira, 6 de outubro de 2010

xxxHolic

Aqui tá chegando quase nas 10.000 visitas... Que medo! Nossa, se cada visita fosse cobrada pode-se dizer que as pessoas viveriam de blog, o que seria uma maravilha! Rs.
Bem, hoje vou falar de xxxHolic. xxxHolic é um mangá criado pela CLAMP ligado à outro dos mesmos criadores: Tsubasa RESERVoir CHRoNiCLE.
Os dois mangás tratam do mesmo enredo, porém de pontos de vista diferentes, sendo planejados para começarem e terminarem simultaneamente. Por isso, é comum encontrar personagens de Tsubasa em Holic, e que vários eventos ocorram ao mesmo tempo nas duas histórias.

Watanuki Kimihiro, é um jovem estudante que tem o dom de ver e atrair fantasmas e espíritos (ayakashi). Um dia, ao ser atacado por uma ayakashi, acaba entrando em uma loja. A dona do lugar é Yuuko, uma mulher que diz que o fato dele ter entrado lá não foi coincidência. Aquela é uma loja onde se realiza desejos, e ele tinha um. Porém, para que seja concedido, é necessário pagar um preço equivalente. Watanuki então, deseja não ver mais os espíritos, e para poder pagar o preço, "aceita" (e forçado) a oferta de Yuuko para trabalhar em sua loja.
A partir desse momento, sua vida muda completamente. Watanuki passa a se envolver nas histórias misteriosas dos clientes de Yuuko, e com ela aprende não só sobre as situações mágicas que o cercam, mas também sobre si mesmo.

3 anos depois xxxHolic foi adaptado para anime (um dos melhores que já assisti e que instantaneamente foi pra lista dos prediletos), pelo Production I.G. Uma diferença notável é a cor do cabelo de uma das personagens, que é originalmente azul e no anime é vermelho. (muito importante isso :P) Além disso, no mangá, Yuuko parece nutrir um sentimento sutil de amor pelo personagem Watanuki, sentimento este que não é retratado no anime. Já aviso logo pra evitar o sofrimento de vocês.

Pra quem quiser assistir o anime: http://www.kanzenanimes.net/anime/xxxholic
Enjoy it! :-)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PRA QUEM GOSTA DE CHORINHO

Domingo, 10 de Outubro às 11h00 no Jabaquara estaremos novamente apresentando mais
uma edição do projeto musical Choro na Manhã.

Com quase quatro anos em andamento, desta edição de número 48, faremos uma
homenagem ao compositor de “Apanhei-te Cavaquinho”, o pianista e compositor
carioca Ernesto Nazareth.

Convidamos para este recital, a pianista, professora, cantora e compositora Deise
Trebitz que, com o Conjunto Retratos prepararam um programa especial repleto de
músicas de Ernesto Nazareth.

Domingo – 10 de Outubro às 11:00h
Entrada Gratuita
Centro Cultural do Jabaquara
Rua Arsênio Tavolieri n.º 45 – Vila Oriental (Próximo ao Metrô Jabaquara) – Tel.:
5011-2421

E o café é por nossa conta, venha e participe!!!

TATÁ, O TAMANDUÁ

Este desenho é o resultado de um trabalho em grupo de adolescentes com idade entre 12 e 18 anos em uma oficina de desenho animado ministrada em 2008. Produzir uma animação é um tanto quanto complicado pois demanda tempo, muitas habilidades e o trabalho de um grupo dedicado. Tatá foi um personagem criado pensando em crianças com idade de 5 a 6 anos. No final de 2009 tivemos uma perda de material ocasionada por um vírus e por conta disso o som desse desenho foi perdido. Por hora estou postando o desenho sem o áudio, mas já estamos trabalhando para recuperar o som. Tão logo fique pronto eu atualizo.

domingo, 3 de outubro de 2010

CONTOS DA PALMA DA MÃO


Hoje lhes apresento o escritor Yasunari Kawabara. Prêmio Nobel em 1968, ele é considerado um dos representantes máximos da literatura japonesa do século XX. Nascido em Osaka em 1899, após uma infância solitária e sofrida, interessou-se cedo pelos clássicos japoneses, que viriam a ser uma de suas grandes inspirações. Kawabara estudou literatura na Universidade Imperial de Tóquio e foi um dos fundadores da Bungei Jidai, revista literária influenciada pelo movimento modernista ocidental. Acompanhado de jovens escritores, defenderia mais tarde os ideais da corrente neo-sensorialista que visava uma revolução nas letras japonesas e uma nova estética literária, deixando de lado o realismo em voga no Japão em prol de uma escrita lírica, impressionista, atravessada por imagens nada convencionais. Sua obsessão pelo mundo feminino, sexualidade humana e o tema da morte (presente em sua vida desde cedo, sob a forma da perda sucessiva de todos os seus familiares) renderam-lhe antológicas descrições de encontros sensuais, com toques de fantasia, rememoração, inefabilidade do desejo e tragédia pessoal. Desgastado por excesso de compromissos, doente e deprimido,Kawabata suicidou-se em 1972. Deixo para vocês um pequeno conto retirado do livro que dá título a esta nota.

AMOR TERRÍVEL
(Osoroshii ai, 1927)
Ele amara a esposa de maneira extrema. Isto é, amara demais uma única mulher. Por isso, passou a acreditar que a morte prematura da esposa fora um castigo do céu ao seu modo de amar. Fora isto, não conseguia encontrar nenhuma explicação para a morte dela.
Desde a morte da esposa, ele se manteve a distância de todas as mulheres. Nem mesmo uma empregada admitiu em casa. Os serviços de cozinha e de limpeza eram feitos por um servo. Isso não quer dizer que ele odiasse as mulheres. Era porque toda mulher, qualquer que fosse, parecia-lhe a imagem da falecida esposa. Por exemplo, todas elas cheiravam a peixe como a esposa. E isto também seria um castigo por tê-la amado em demasia. Assim, resignado, aceitara viver sem companhia de uma mulher.
No entanto, não pudera evitar na sua casa a presença de uma mulher: sua filha. Era óbvio que, mais do que todas as mulheres do mundo, ela se parecia com a falecida esposa.
A filha chegou à idade de freqüentar um colégio feminino.
No meio da noite, acendeu-se a luz do quarto da filha. Ele espreitou pela fresta do fusuma. A garota segurava uma pequena tesora. Sentada no tatame, com os joelhos levantados, permanecia por muito tempo de cabeça pendida para frente, manuseando a tesoura. No dia seguinte, depois que a filha foi para o colégio, ele entrou no quarto dela, secretamente, e tomou a tesoura na mão. Analisando as lâminas brancas, sentiu calafrios e estremeceu.
No meio da noite, acendeu-se a luz do quarto da filha. Ele espreitou pela fresta do fusuma. A garota puxava para si um pano branco estendido sobre o leito, fez uma trouxa e, abraçando-o, saiu do quarto. Ouviu-se o ruído da água da torneira. Em seguida, ela acendeu o fogo no braseiro, cobriu-o com o pano branco e ficou sentada com um ar perdido. Depois, começou a chorar. Quando parou de chorar, começou a cortar as unhas sobre o pano. As unhas cortadas devem ter caído na brasa, pois quando retirou o pano ele sentiu náuseas com o cheiro de unhas queimadas.
Teve um sonho. A falecida esposa contava à filha que ele havia visto seu segredo.
A filha não olhava mais no rosto dele. Ele não a amava. Sentia arrepios ao pensar que mais um homem iria receber muitos castigos do céu por amar essa mulher.
Por fim, uma noite, enquanto ele estava deitado, a filha tentou acertar a garganta dele com um punhal. Ele sabia que isso aconteceria. Resignou-se, acreditando que era um castigo do céu por ter amado a esposa de maneira extrema, por ter amado demais uma mulher. Por isso, calmamente, permaneceu de olhos fechados. Sentindo que a filha executava a vingança da mãe, esperou a lâmina do punhal.

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

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