segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MINICASAS

Elas são pequenas, mas nem por isso precisam ser minimalistas. Costumam ser erguidas com materiais sustentáveis. Isso sem falar que o próprio espaço que elas ocupam, bem menor que o habitual, já é um sinal de seu potencial verde: geram menos energia, desperdiçam bem menos, oferecem muito menos espaço para a habitual acumulação de pilhas, tralhas e outras inutilidades. E são baratas: ninguém vai passar os próximos 30 anos pagando hipoteca por elas, tampouco haverá a explosão de outra bolha imobiliária por sua causa. A tendência das minicasas, que se alastra pelo mundo a partir dos Estados Unidos (atente ao paradoxo: o país do desperdício é ao mesmo tempo o terreno de uma nova consciência ecológica), é a grande novidade arquitetônica e imobiliária dos últimos anos. Com dimensões próximas às das casas de bonecas - há modelos que começam em míseros 5 m² até "mansões" de 78 m² -, as minicasas têm no designer norte-americano Jay Shafer um de seus masi famosos apóstolos. Autor do livro The Small House Book ("O livro de minicasa", ainda sem edição brasileira), Shafer percorre seu país fazendo o catecismo das pequenas dimensões em palestras e workshopes. Ele mesmo, como não poderia deixar de ser, mora em uma dessas casas mínimas.

domingo, 30 de janeiro de 2011

FOTOGRAFISMO

O fotógrafo francês JR é um adepto da grandiloquência. É através de enormes painéis e fotos gigantes espalhadas por cidades do mundo inteiro que ele mostra seu trabalho - e dá o seu recado. Ao reproduzir, por exemplo, retratos de mulheres que lidam todos os dias com os efeitos da guerra, pobreza e opressão nos muros das periferias de Paris ou nas escadarias do morro da Previdência, no Rio de Janeiro, ele cria um manifesto-homenagem para que as pessoas possam enxergar (e se conscientizar) que essas Mulheres São Heroínas, como diz o nome da sua última mostra a céu aberto. JR omite sua identidade e gosta de ser chamado de "photograffeur" - palavra em francês composta da mistura entre fotógrafo e grafiteiro. Ele, que ganhou o TED PRIZE 2011, acredita que a arte precisa estar mesmo é nas ruas, bem mais aos olhos das comunidades.








sábado, 29 de janeiro de 2011

FRANK LLOYD WRIGHT

Frank Lloyd Wright (1867-1959) foi um famoso arquiteto norte americano que permeou sua arquitetura com sensibilidade e valores humanos.

Ele é o autor do projeto do Museu Guggenheim de Nova York, de cujas rampas espiraladas se contemplam as obras de arte caminhando em procissão, como em um ritual religioso.


Projetou a famosa Casa da Cascata (Pensilvânia, Estados Unidos), que se precipita sobre um rio. Criou arranha-céus em forma de árvore, casas arredondadas como conchas, colunas em forma de cogumelos, soluções que mudaram os rumos da arquitetura mundial.

Sua arquitetura é orgânica, ou seja, se integra ou se inspira na natureza. Para ele a casa, a natureza e o homem são partes de uma única realidade.


Um edifício orgânico deve crescer naturalmente do lugar, dialogar com o entorno. Para a planície, ele sugeria uma casa
baixa, com telhados suaves e silhueta tranquila, para acentuar a beleza da pradaria. Frank acreditava que, valorizando o mundo natural, o homem se regenera física e espiritualmente. Para ele, as formas da natureza não são fixas, mas fluidas e, por isso, o desenho de suas casas não se restringe a uma forma retangular rígida, mas abuasa do irregular, por meio de curvas, recantos e recortes, que possibilitam um maior intercâmbio com a paisagem.

Para Frank Lloyd, a verdadeira função da arquitetura é elevar a vida humana buscando sempre a beleza da natureza. O feio, o poluído e o degradado não constituiriam apenas uma violação dos valores estéticos, mas seriam ofensas contra a natureza. As obras deste arquiteto são um testemunho do que existe de mais belo e profundo no ser humano. Por isso irradiam esperança e sinalizam um futuro positivo para todos nós.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

GIBI - ON LINE

Quem acompanha esse blog já deve ter percebido o surgimento de uma nova página com esse título que ainda se encontra vazia (estou estudando qual a forma mais prática de ir inserindo as páginas). Eu explico. Este ano irei começar a postar algumas histórias em quadrinhos minhas que estão perdidas no baú faz um tempão. Como o processo aqui é lento, vou criar um sisteminha de chamadas para quem quiser ir acompanhando. Eu tinha pensado em ir postando animações mas não adianta. Eu ainda tenho de investir em algum equipamento antes de conseguir fazer as coisas do jeito que eu quero. Então vou me dedicar ao desenho por enquanto. Vamos ver no que dá.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ARTE NA FAIXA

Em Curitiba, um consórcio de artistas e designers utiliza a faixa de pedestres como suporte artístico. A ação, batizada de Arte na Faixa, foi realizada por 20 artistas da capital paranaense. São ilustrações, grafites e pinturas que buscam a paisagem urbana como "tela" - e o melhor, tudo com o apoio da própria prefeitura. Se quiser saber mais é só visitar o site http://www.artenafaixa.com.br/

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

MUTO

O dia em que o grafite e a animação se encontraram:

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ANIMAÇÃO COM FLASH

Essa, provavelmente, foi uma das primeiras animações em Flash a ser despejada na internet. Isso só prova que quando a idéia é boa ela nunca sai de moda. Sem falar que essa música é um clássico. O boato que rolou na época em que baixei essa animação é que ela teria sido criada por um professor que queria estudar os estados da água de uma maneira divertida.

domingo, 23 de janeiro de 2011

FERNANDO PESSOA

Está acontecendo no Museu da Língua Portuguesa (que fica ao lado da estação da Luz e aos sábados é de graça) a exposição do Fernando Pessoa. Fiel ao lema "Navegar é preciso; viver não é preciso", que ele adaptou para "Viver não é necessário, o que é necessário é criar", Fernando Pessoa consagrou sua vida à criação literária, movido por um constante interrogar(-se), em que a investigação filosófica ligava-se à emoção. Desde cedo, ele se definiu: "um poeta impulsionado pela filosofia, não um filósofo dotado de faculdade poéticas". Gesto lírico impregnado de raciocínio, cada poema seu é palco de certo teatro, onde ele encena a interminável busca da sua identidade. "O poeta é um fingidor", dizia ele. Aproveite para depois dar uma passada pela estação da Luz e na Pinacoteca que fica em frente e também é gratuita aos sábados.





sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MAX WANGER

Eu estava folheando uma revista outro dia e encontrei uma foto deste norte americano. Max Wanger vem se tornando conhecido por suas fotografias sociais, especialmente, fotos de casamento. Ele consegue fugir dos clichês utilizando ângulos e enquadramentos inusitados além de dar um tratamento em tons pastéis em suas fotos que tornam as imagens mais delicadas e com ar de antigas reforçando a idéia do amor romântico.







A VERDADE

Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margaridas. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:
- Agora me lembro, não era um homem, eram dois.
E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem, e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:
- Então está com o terceiro!
Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram, e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.
- Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo, e a deixou desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!
- Esperem! - gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. - Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!
E apontou a donzela, diante do escândalo de todos.
O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo: "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor." E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.
Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.
Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:
- A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?
O pescador deu de ombros e disse:
- A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.

Luis Fernando Veríssimo

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

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