terça-feira, 22 de março de 2011

ESTRELAS DE BIKE

Encontrei esses dias esse blog que mostra grandes astros de hollywood andando de bicicleta. A iniciativa de unir todas estas imagens em um único lugar busca estimular as pessoas a trocar o carro pela bike, um movimento que está se tornando forte mundialmente, tendo em vista que a bicicleta é o único veículo onde 90% da energia humana é aproveitada gerando 0% de poluição. Pra quem gostar, a coletânea na íntegra está em ridesabike.tumblr.com

Elvis nao morreu. Saiu de bike pelo mundo distribuindo autógrafos.

Alfred Hitchcock

Essa é classica. Julie Andrews em cena de "Noviça Rebelde"

Tá achando que a Maísa é a primeira menina de cachinhos a fazer sucesso na mídia?
Muito antes dela Shirley Temple já era famosa.

Ele é cínico, feio e mal humorado. Bill Murray realmente tem mais cara de assaltante de bike do que de ciclista.

segunda-feira, 21 de março de 2011

CANTORES VIRTUAIS

Isso não chega a ser bem uma novidade. Já existiram muitos cantores virtuais. Mas apenas agora a tecnologia tem permitido a estes personagens "pularem" para fora da tela e darem shows ao vivo. No Japão, a cantora Miki conseguiu a proeza de juntar uma multidão para assistir aos seus shows onde se apresenta como um holograma sólido. Antes de Miki causar o furor na terra do sol nascente, porém, não podemos nos esquecer do projeto Gorillaz que iniciou este movimento de shows "ao vivo" de criaturas virtuais.

domingo, 20 de março de 2011

O TEMPO E O VENTO de ÉRICO VERÍSSIMO

Ana Terra é uma heroína brasileira criada por Érico Veríssimo (1905-1975) em sua trilogia O TEMPO E O VENTO. Episódio crucial da obra máxima desse escritor gaúcho, Ana Terra narra a história da filha do pampa que, nas ermas terra do pai, encontra o ferido Pedro Missionero, índio valente, sonhador e sensível. Irrompe a paixão, fatal para ele. Quando Ana engravida, o pai e dois irmãos cumprem o código do colono branco: Pedro é morto, como Ana previra em sonho. Da união nasce o menino Pedro Terra. São dias sem calendário, em algum ano do século 18. Vêm os castelhanos invasores. Ana esconde o filho, a cunhada, a sobrinha: finge ser a única mulher da casa. O pai e os irmãos morrem. Os sobreviventes partem para a recém-fundada Santa Fé. Lá Ana ergue seu rancho e torna-se parteira. Vêm as guerras platinas. Pedro Terra, já moço, é convocado. Volta vivo, mas é chamado outra vez. Ana, mãe da terra, novamente o aguarda num silêncio que encerra o episódio, com força imensa. Ana tem as virtudes da Mãe Terra: procriadora, protetora, invencível. E, não por acaso, parteira, pois, como a própria vida, renasce sempre. Se você já tem uma pequena vivência de épicos na literatura e no cinema talvez esteja tendo um dejavú ao ler essas frases. Este tipo de épico que narra, através de um personagem, a história de uma nação já se tornou um estilo inerente às culturas ocidentais e orientais. Talvez tenha nascido lá atrás com Homero. É um patrimônio mundial que já foi consagrado em épicos como E o vento levou..., Indochina, A casa das sete mulheres, etc.
Deixo aqui o trecho histórico em que Scarlet O'hara faz o seu juramento:
Tem também um trechinho da minissérie feita pela Globo. É engraçado de perceber que as novelas de época, especialmente que retratam a região sul, sempre vão buscar suas referencias nos romances de Veríssimo. Ele impôs uma marca que virou um esteriótipo de gaucho que parece irá se perpetuar eternamente nas séries novelescas brasileiras.

sábado, 19 de março de 2011

AS MIL E UMA NOITES

Scherazade é talvez a mais famosa mulher da literatura. É a heroína do conto "O Sultão Sanguinário", o primeiro do livro As Mil e Uma Noites, que inicia e liga todos os outros. O sultão Shanriar mata a esposa por tê-lo traído e passa a casar-se toda noite com uma virgem e a decapitá-la de manhã para que a traição não se repita. Scherazade pede ao pai para desposar o sultão e temia até conseguir.
Na alcova, após o amor, a noiva conta ao sultão uma história, mas antes do fim amanhece: é hora de a donzela morrer. Curioso sobre o fim, Shanriar concede mais uma noite. E tudo se repete, pois ela termina o conto anterior e começa outro, também detido pela manhã. E assim por mil e uma noites.
Um dia, Scherazade diz: "Meu senhor, não tenho mais histórias: dou-lhe agora a minha vida." Em lágrimas, o rei Shanriar responde... ops. Amanheceu. rs. Já deu pra ver como é que ela prendia a atenção do marido assassino. Difícil dizer qual das virtudes de Scherazade inspira mais: a coragem, inteligência, prodigiosa memória, sabedoria, fé, beleza, sensualidade.
Deixo aqui embaixo uma das histórias mais populares do livro, Aladin da Disney, de um trecho em que o herói se encontra com o gênio.

sexta-feira, 18 de março de 2011

MISS MARPLE de AGATHA CHRISTIE

Agatha Christie quando jovem

Célebre autora de romances policiais, a inglesa Agatha Christie (1890-1976) tem, entre suas personagens, miss Jane Marple. Apesar de ser a típica solteirona do interior, frágil, vestida à moda antiga, amando tricô e fofocas, ela é hábil em decifrar crimes. Sua inteligência sagaz olha os humanos sem se espantar com nada. Seu estilo muito doméstico de resolver os mistérios pode ser conferido em mais de 20 livros, escritos entre 1932 e 1976. O prolongado sucesso dos livros de Marple, e suas inúmeras aparições em cinema, TV e teatro, prova que ela cativou os leitores. Talvez porque expresse a superioridade da mente sobre o corpo. Jane Marple é velha, sujeita a achaques, incapacitada para perseguições e artes marciais. Mas, com poder dedutivo, atenção para detalhes, mente alerta, inteligência e intuição, derrota os mais astutos e cruéis. Uma metáfora inspiradora. Livros recomendados: A maldição do espelho, Três ratos Cegos e outras histórias, Cem gramas de Centeio, Mistério no Caribe, Nemesis e Os últimos casos de miss Marple.



Algumas das dezenas de Miss Marple que

já existiram no cinema



terça-feira, 15 de março de 2011

AS BRUMAS DE AVALON de MARION ZIMMER BRADLEY

Esta é uma sugestão para quem gosta das histórias do rei Artur e da Távola Redonda. É lógico, existem vários livros do gênero. Mas este é particularmente interessante pois narra a história a partir do ponto de vista de Morgana. Como, em uma análise mais detalhada, a lenda de Artur foi forjada quando o cristianismo foi suprimindo o mito pagão que tinha na figura feminina sua representação máxima, acaba sendo também uma história universal. A mais famosa feiticeira da literatura ocidental vem da saga do rei Artur, contada desde a Idade Média em obras como A Morte de Arthur, de Thomas Malory, e Parsifal, de Wolfram von Eschenbach. No livro, na Bretanha governada por Artur, prospera a religião patriarcal dos cristãos. Mas a misteriosa Avalon, onde Morgana, meia-irmã do rei, preside os ritos ancestrais, veneram-se a Deusa Mãe e a crença pré-cristã das feiticeiras e do saber oculto. Sua grande sacerdotisa é chamada Morgana das Fadas. A ilha de Avalon, porém, está se afastando do mundo real, envolta numa bruma que só as iniciadas podem cruzar. Morgana é a imagem da iniciada. Só à sua intuição ela é fiel e responde. Como maga, nos inspira o saber: o saber da natureza, da magia, dos mistérios. Sabedoria, fé e coragem são suas virtudes, e seu desafio é superar a arrogância, como ocorre com todos os que sabem. Muitas foram as adaptações das lendas arturianas para as novas mídias, mas essa também é uma daquelas histórias que aguarda uma adaptação à altura. Os livros de Marion deram origem a um filme em 2001 com Anjelica Huston no papel, mas parece que ainda não foi dessa vez.

Me lembro também de um gibi que saiu por aqui na década de 80/90 chamado CAMELOT 3000. É contado nas lendas de Camelot que Artur na verdade não teria morrido e sim estaria adormecido, esperando pelo momento em que os valores defendidos por CAMELOT se tornem necessários novamente. Este gibi parte do pressuposto que no ano 3000 a presença do rei lendário se faz necessária por obra da perfídia de Morgana (olha ela aí de novo). Além do atormentado e infeliz Artur tentando soprepujar todos os problemas em sua vida, ainda podemos contar com Merlim e todos os outros personagens das lendas arturianas reencarnados. O detalhe que causou furor na época é que Tristão e Isolda (os primos que não podiam se casar) reencarnam ambos... mulheres! É sacanagem ou alguém lá em cima realmente os odeia! Rs. Fica a história inteira com estas duas tensões romanticas: o triângulo Lancelot, Artur e Guinevere de um lado (será que eles vão trair o Artur de novo?) e Tristão e Isolda (será que ficam ou não ficam juntos?). Tristão é um cara tão zicado que no dia que está no altar para se casar com seu belo vestido de noiva Merlim aparece e devolve para ele todas as suas lembranças de sua vida passada. É ou não é perseguição? Pra quem gostou do argumento corra para a gibiteca ou o sebo mais próximo. Se alguém souber se já tem disponível na net dá um toque.

segunda-feira, 14 de março de 2011

LÁBIOS HYPER-REALISTAS

Fotografias de bocas podem até ser um clichê, mas que é sensacional o trabalho do artista coreano Sung Jin King, isso é. E o melhor, é que é difícil de acreditar que esses lábios são na verdade quadros e não fotografias! O foco que o artista dá para uma única parte do corpo humano, o detalhamento, e sua capacidade de capturar a sensualidade é sem precedentes.

domingo, 13 de março de 2011

ULISSES na ODISSÉIA e ILÍADA de HOMERO

Em grego Odisseu ou do latim Ulisses, o protótipo do rebelde é o herói da Guerra de Tróia imortalizado por Homero, maior poeta da Antiguidade. A maior arma - e o maior tormento - desse guerreiro foi a sua inteligência. Atena, deusa grega do juízo claro, era sua protetora. Foi Ulisses que imaginou o truque do Cavalo de Tróia (feito de madeira e ofertado aos troianos, dentro deles os gregos se esconderam para vencer a guerra). Quando Ulisses viu que a vitória tinha sido o resultado de sua idéia, e não do poder dos deuses, ficou arrogante. Ignorou os sinais para ser mais humilde e voltou para sua terra, a distante Ítaca. Dez anos de tempestades e obstáculos depois, Ulisses ainda não tinha chegado à casa e a mulher e o filho sofriam o assédio dos pretendentes ao trono, que o julgavam mortos. Ulisses é fascinante porque é complexo. Não é mau ou bom, mas humano. Seu orgulho é compreesível. Ele aprende, duramente, que há forças maiores que nós, que não toleram a arrogância. Por isso inspira e emociona a humanidade há 3 mil anos.
A história de Ulisses já foi muitas vezes representada pelo cinema ou para a televisão. Provavelmente, o filme que até agora contou com atores mais famosos como Isabella Rosselini e Irene Papas foi o Odisséia gravado em 1997, época em que a computação gráfica ainda não tinha causado aquela grande revolução nos efeitos visuais do cinema. Quem sabe agora, com as facilidades proporcionadas pela tecnologia, cheguemos a ver uma representação mais interessante dos deuses e monstros da mitologia já que, uma coisa é certa, a saga de Ulisses é uma daquelas histórias que sempre serão recontadas a todas as gerações.

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