quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
HISTÓRIA DA FILMADORA
Toda vez que se fala em história todo mundo costuma torcer o nariz porque, infelizmente, normalmente na escola não se aprende a criar esse link entre passado e presente para se construir algo futuro. Saber de onde vem algo pode, no mínimo, ajudar a prevenir que erros sejam repetidos infinitamente e, quem sabe, pode gerar a oportunidade de se criar algo realmente novo a partir do velho.
Bom, já dei a minha bronca (rs) então vamos ao que interessa. Hoje em dia, a filmadora se tornou uma coisa minúscula, prática e bem intuitiva. Mas no começo, mais ou menos na década de 50, quando surgiu a primeira máquina que capturava em fita magnética as imagens de vídeo ao vivo criada pela Ampex Corporation. Até então as pessoas podiam contar com as pequenas filmadoras com filme de 16mm e 8mm.
A Ampex vendeu uma de sua primeiras câmeras de vídeo (VTR) por 50 000 dólares para a Central Broadcasting System - mais conhecida como rede de televisão ABC dos EUA - que exibiu programa Douglas Edwards and the News no dia 30 de novembro de 1956.
Esse foi o primeiro programa de TV a exibir imagens em videotape. Apesar de os aparelhos serem grandes, complexos e frágeis, esse foi um avanço incrível. Em vez de fazer TV ao vivo, os produtores poderiam gravar os programas para serem exibidos mais tarde. Os enormes rolos de fita magnética eram produzidos pela 3M Company e custavam pouco mais de 300 anos cada um.
Levou 20 anos para a tecnologia dos tapes. Isso aconteceu em 1975 com a chegada de um tipo de videocassete chamado Betamax.
Hoje em dia ainda se esbarra em alguns seriados com esta idéia de que só os perdedores tinham um Beta. Isso aconteceu porque quando o Beta saiu todo mundo ficou muito entusiasmado com a idéia de gravar e assistir seus vídeos quando bem entendesse. Mas um ano depois surjiu um concorrente para o Beta com o VHS produzido pela JVC, muito mais compacto.
Por um tempo as duas marcas brigaram pelo mercado de consumo e por fim o VHS venceu, deixando os proprietários dos Beta com um trambolhão em casa. A Beta ainda lançou uma filmadora portátil em 1983 que andou deslocando o ombro de muito cineasta por aí pois era um trambolhão do tamanho de uma mala, mas 2 anos depois a Sony lançou uma filmadora com fita de vídeo de 8mm bem menor e mais intuitiva.
Estas câmeras eram populares, fáceis de manusear mas tirando a função divertida de registrar os momentos de lazer da família tinha uma qualidade de imagem muito ruim.
Outra coisa que ocorria com as fitas magnéticas é que conforme se regravava uma fita (gravava por cima) a qualidade da imagem ia ficando cada vez pior. Sem falar que a fita desgastava com o tempo. Por isso, quando a tecnologia do vídeo digital chegou em 1996, ela inovou de várias formas. Primeiro, porque o arquivo digital não se deteriorava com o uso. Segundo porque você podia gravar várias e várias vezes sem ficar se preocupando com os custos do filme e também da revelação do mesmo. Restava ainda trabalhar com relação à qualidade de imagem, o que está sendo feito nos últimos anos a ponto de finalmente a imagem digital estar conseguindo chegar ao cinema. Então, quando você sacar o seu smart fone e sair gravando aquela cena inesquecível ou engraçada, saiba que essa é uma facilidade impossível de ser pensada há cerca de vinte anos atrás.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
THE CYCLOTROPE
O ciclotrópio é um círculo com 18 imagens que é girado a uma certa velocidade para criar a sensação de movimento e consequentemente gerar uma animação. Esta é a primeira experiência feita por Tim Wheatley.
Siga o projeto dele aqui: thecyclotrope.blogspot.com/
sexta-feira, 29 de abril de 2011
HISTÓRIA EM QUADRINHOS PARA TABLETS E CELULARES
Para quem gosta de tecnologia e quadrinhos, uma reportagem interessante:
Publicados em dispositivos móveis, os quadrinhos clássicos estão voltando e incorporando recursos multimídias
ÉPOCA 17 abr. 2011
André Sollitto
Conhecer o passado de seus heróis favoritos sempre foi uma tarefa difícil para os fãs de histórias em quadrinhos. Para saber o que personagens famosos como o Batman e o Homem-Aranha faziam nas décadas anteriores, era necessário passar horas procurando revistas raras em sebos e lojas especializadas, acumular uma coleção enorme... e estar disposto a pagar caro por ela. A nova geração de fãs de quadrinhos, aparentemente, não precisará enfrentar esse problema. Com a chegada das HQs aos tablets e celulares, novos programas tornaram as histórias do passado mais acessíveis. E, com a possibilidade de incorporar recursos multimídias aos quadrinhos, podem revolucionar o gênero.
Com os programas, é possível obter grandes sagas clássicas fora de catálogo nas lojas e bancas de jornais. Enquanto as revistas chegam a custar pequenas fortunas em sebos e sites de leilão, suas versões digitais podem ser baixadas por preços acessíveis ou até de graça. E não é preciso se preocupar com manchas, páginas rasgadas e outros problemas comuns às versões em papel. É possível baixar os 12 capítulos de Crise nas infinitas terras, série lançada pela DC em 1985, ou comprar os encadernados da série The walking dead.
As coleções digitais ocupam obviamente menos espaço que suas versões físicas. Em média, as edições avulsas preenchem de 20 a 40 megabytes, e álbuns encadernados que compilam histórias completas chegam a 120 megabytes. Em um iPad de 64 gigabytes, dá para guardar o equivalente a uma garagem inteira de revistas de papel, sem correr o risco de ver as pilhas devoradas por insetos.
Também não é preciso procurar muito para encontrar histórias raras ou mesmo produções de artistas independentes. Em aplicativos como o Comixology, disponível para iPad, iPhone e Android (leia o quadro abaixo), publicações de grandes editoras como a Marvel e da DC dividem espaço com a cultuada Dark Horse e histórias de quadrinistas desconhecidos.
Como a variedade de títulos é enorme, fica difícil escolher o que vale a pena ler. Por isso, as próprias editoras oferecem aperitivos de histórias. Em geral, a primeira edição de uma aventura pode ser baixada gratuitamente. Depois de conhecer o começo, o leitor escolhe se continua a comprar o resto. Também há edições especiais gratuitas, como Umbrella academy 0. Escrita por Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance, e desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá, a pequena HQ serve como prólogo para uma série que já tem 12 edições. Foi lançada no Free Comic Book Day, evento em que os fãs de quadrinhos não precisam pagar por seus objetos do desejo.
Os quadrinhos brasileiros já começam a chegar aos dispositivos portáteis. A primeira história lançada foi Sábado dos meus amores, escrita e desenhada por Marcello Quintanilla. A editora Conrad, que lançou o álbum, prepara ainda uma versão digital de Chibata! , escrita por Olinto Gadelha Neto e desenhada por Hemeterio. “O iPad reúne condições para virar o suporte ideal para divulgar autores e ideias”, diz Rogério de Campos, diretor da Conrad.
A maioria das revistas em tablets e celulares é versão digital das histórias de papel. Embora seja possível ampliar as páginas, dar zoom em cenas específicas e ler quadro a quadro, quase como uma animação, poucas edições aproveitam o potencial tecnológico dos tablets.
Uma das mais inovadoras é The first witch. Escrita por Karrie Fransman, que publica tiras no The Times e no The Guardian, ela retrata as aventuras de uma dona de casa que foge de sua rotina e vira bruxa. A diferença está no modo como ela deve ser lida: o desenho completo só aparece se o tablet ou o celular forem movimentados para cima e para baixo, ativando o sensor de movimento. “É um novo modo de ler, como se os dispositivos digitais fossem uma janela para outro mundo”, diz Karrie. Os aplicativos foram feitos por Jonathan Plackett. A dupla prepara novos quadrinhos para tablet. “As funções do iPad, como o sensor de movimento, de posicionamento global, as câmeras, a bússola e o gravador, podem ser usadas para criar histórias impossíveis no papel”, diz Plackett.
Para que todas as HQs aderissem às novidades, porém, seria necessário gastar muito com equipamentos, programas e equipes específicas. A solução seria aproveitar alguns efeitos, sem transformar as histórias em animações. Youssef Mourad, presidente da Digital Pages, empresa especializada em transpor revistas e jornais para aparelhos portáteis digitais, acredita que é possível surpreender sem gastar muito. “Basta investir em uma linguagem mais próxima das inovações digitais do que das limitações do papel, sem transformar a editora em um estúdio hollywoodiano”, diz.
As HQs no tablet vão vingar apenas se conseguirem atrair os fãs tradicionais. “O leitor de gibis precisa ser convencido de que há vantagem em acumular arquivos digitais em seu tablet”, diz Mourad. Não deve ser tão difícil. A venda de gibis em bancas vem caindo desde o início do século – mas os álbuns e os encadernados vêm fazendo sucesso. O tablet é uma oportunidade de lançar álbuns mais baratos (ou gibis com o luxo do álbum). Além de manter a praticidade da revistinha (algo que a onda de HQs na internet pelo computador não consegue fazer), os tablets e celulares têm cores mais vistosas e maior nitidez. Também resistem melhor ao tempo.
“Está havendo uma transição do colecionador de revistas em papel para o colecionador digital – que tem interesse em guardar vários megabytes de histórias para mostrar para os amigos”, diz Mourad. É uma espécie de recomeço da saga dos quadrinhos.
Publicados em dispositivos móveis, os quadrinhos clássicos estão voltando e incorporando recursos multimídias
ÉPOCA 17 abr. 2011
André Sollitto
Conhecer o passado de seus heróis favoritos sempre foi uma tarefa difícil para os fãs de histórias em quadrinhos. Para saber o que personagens famosos como o Batman e o Homem-Aranha faziam nas décadas anteriores, era necessário passar horas procurando revistas raras em sebos e lojas especializadas, acumular uma coleção enorme... e estar disposto a pagar caro por ela. A nova geração de fãs de quadrinhos, aparentemente, não precisará enfrentar esse problema. Com a chegada das HQs aos tablets e celulares, novos programas tornaram as histórias do passado mais acessíveis. E, com a possibilidade de incorporar recursos multimídias aos quadrinhos, podem revolucionar o gênero.
Com os programas, é possível obter grandes sagas clássicas fora de catálogo nas lojas e bancas de jornais. Enquanto as revistas chegam a custar pequenas fortunas em sebos e sites de leilão, suas versões digitais podem ser baixadas por preços acessíveis ou até de graça. E não é preciso se preocupar com manchas, páginas rasgadas e outros problemas comuns às versões em papel. É possível baixar os 12 capítulos de Crise nas infinitas terras, série lançada pela DC em 1985, ou comprar os encadernados da série The walking dead.
As coleções digitais ocupam obviamente menos espaço que suas versões físicas. Em média, as edições avulsas preenchem de 20 a 40 megabytes, e álbuns encadernados que compilam histórias completas chegam a 120 megabytes. Em um iPad de 64 gigabytes, dá para guardar o equivalente a uma garagem inteira de revistas de papel, sem correr o risco de ver as pilhas devoradas por insetos.
Também não é preciso procurar muito para encontrar histórias raras ou mesmo produções de artistas independentes. Em aplicativos como o Comixology, disponível para iPad, iPhone e Android (leia o quadro abaixo), publicações de grandes editoras como a Marvel e da DC dividem espaço com a cultuada Dark Horse e histórias de quadrinistas desconhecidos.
Como a variedade de títulos é enorme, fica difícil escolher o que vale a pena ler. Por isso, as próprias editoras oferecem aperitivos de histórias. Em geral, a primeira edição de uma aventura pode ser baixada gratuitamente. Depois de conhecer o começo, o leitor escolhe se continua a comprar o resto. Também há edições especiais gratuitas, como Umbrella academy 0. Escrita por Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance, e desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá, a pequena HQ serve como prólogo para uma série que já tem 12 edições. Foi lançada no Free Comic Book Day, evento em que os fãs de quadrinhos não precisam pagar por seus objetos do desejo.
Os quadrinhos brasileiros já começam a chegar aos dispositivos portáteis. A primeira história lançada foi Sábado dos meus amores, escrita e desenhada por Marcello Quintanilla. A editora Conrad, que lançou o álbum, prepara ainda uma versão digital de Chibata! , escrita por Olinto Gadelha Neto e desenhada por Hemeterio. “O iPad reúne condições para virar o suporte ideal para divulgar autores e ideias”, diz Rogério de Campos, diretor da Conrad.
A maioria das revistas em tablets e celulares é versão digital das histórias de papel. Embora seja possível ampliar as páginas, dar zoom em cenas específicas e ler quadro a quadro, quase como uma animação, poucas edições aproveitam o potencial tecnológico dos tablets.
Uma das mais inovadoras é The first witch. Escrita por Karrie Fransman, que publica tiras no The Times e no The Guardian, ela retrata as aventuras de uma dona de casa que foge de sua rotina e vira bruxa. A diferença está no modo como ela deve ser lida: o desenho completo só aparece se o tablet ou o celular forem movimentados para cima e para baixo, ativando o sensor de movimento. “É um novo modo de ler, como se os dispositivos digitais fossem uma janela para outro mundo”, diz Karrie. Os aplicativos foram feitos por Jonathan Plackett. A dupla prepara novos quadrinhos para tablet. “As funções do iPad, como o sensor de movimento, de posicionamento global, as câmeras, a bússola e o gravador, podem ser usadas para criar histórias impossíveis no papel”, diz Plackett.
Para que todas as HQs aderissem às novidades, porém, seria necessário gastar muito com equipamentos, programas e equipes específicas. A solução seria aproveitar alguns efeitos, sem transformar as histórias em animações. Youssef Mourad, presidente da Digital Pages, empresa especializada em transpor revistas e jornais para aparelhos portáteis digitais, acredita que é possível surpreender sem gastar muito. “Basta investir em uma linguagem mais próxima das inovações digitais do que das limitações do papel, sem transformar a editora em um estúdio hollywoodiano”, diz.
As HQs no tablet vão vingar apenas se conseguirem atrair os fãs tradicionais. “O leitor de gibis precisa ser convencido de que há vantagem em acumular arquivos digitais em seu tablet”, diz Mourad. Não deve ser tão difícil. A venda de gibis em bancas vem caindo desde o início do século – mas os álbuns e os encadernados vêm fazendo sucesso. O tablet é uma oportunidade de lançar álbuns mais baratos (ou gibis com o luxo do álbum). Além de manter a praticidade da revistinha (algo que a onda de HQs na internet pelo computador não consegue fazer), os tablets e celulares têm cores mais vistosas e maior nitidez. Também resistem melhor ao tempo.
“Está havendo uma transição do colecionador de revistas em papel para o colecionador digital – que tem interesse em guardar vários megabytes de histórias para mostrar para os amigos”, diz Mourad. É uma espécie de recomeço da saga dos quadrinhos.
terça-feira, 26 de abril de 2011
PETER GABRIEL
Depois que eu vi que a música My body is a cage era do Peter Gabriel acabei de me lembrar de um monte de coisa dele, apesar de não ser particularmente sua fã em minha adolescência. No auge do apartheid (alguém se lembra disso? Na África, negros e brancos eram separados, sendo os brancos donos de todos os direitos e os negros os não cidadãos. Vai estudar Mandela :p) acabaram levando a todos para uma sessão de cinema de um filme que ninguém pagaria para ver chamado Biko. Um desses filmes de fotografia horrível e história bem pouco cativante para os adolescentes. No entanto, eu gostei da música e fui pesquisar um pouco. Pesquisar naquela época era muito difícil.
Não tinha nada de internet. Na verdade não tinha nem o cd. A chance era a de entrar em uma dessas lojas empoeiradas com balconistas esquisitos que vendia disco de vinil ou, como no meu caso, conhecer alguém que fazia fitas cassetes piratas sobre encomenda. Pirataria é véi fio. Acabei descobrindo que Peter Gabriel era um antigo vocalista do grupo Genesis, muito famoso por conta deste videoclip onde o novo vocalista Phil Collins já era bem conhecido por aqui.
Não tinha nada de internet. Na verdade não tinha nem o cd. A chance era a de entrar em uma dessas lojas empoeiradas com balconistas esquisitos que vendia disco de vinil ou, como no meu caso, conhecer alguém que fazia fitas cassetes piratas sobre encomenda. Pirataria é véi fio. Acabei descobrindo que Peter Gabriel era um antigo vocalista do grupo Genesis, muito famoso por conta deste videoclip onde o novo vocalista Phil Collins já era bem conhecido por aqui.
Década de 80 nós eramos assim, tosquinhos mesmos. Esses arranjos eletronicos eram uma novidade que deixava todos os adolescentes de boca aberta pois era algo muito diferente do que estavamos habituados por aqui. Os programas de músicas eram bem poucos na televisão então acabavamos sabendo do que acontecia fora de forma bem fragmentada. Mais ou menos por essa época Peter Gabriel lançou um videoclipe com animação que acabou sendo exibido pelo Fantástico, tamanho era o sucesso da tal música. Eu desconfio que a inspiração para esse clipe foi um quadro mas ainda não consegui comprovar isso (rs). Outra curiosidade é que o nome desse clipe Sledgehammer foi o mesmo nome dado a uma série transloucada de comédia chamada Um Tira da Pesada que era muito engraçada. Bom foco, foco. Apesar de tudo, a verdade é que Peter Gabriel nunca parou de produzir, apesar de suas obras chegarem até nós de forma esporádicas e agora, com a Internet, eu pude ver que ele produziu muita coisa interessante e continua bem ativo em sua carreira musical.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
PRISCILA ZAMBOTTO
O SESI Santo André recebe de 2 a 16 de maio a mostra Bicicletas e Guarda-chuvas. A exposição é parte do trabalho da fotógrafa Priscila Zambotto que produziu imagens em três cidades brasileiras diferentes: Santos (SP), São Paulo (SP) e Paraty (RJ). Ao todo serão expostas 12 fotos coloridas que retratam os dois objetos, que aparecem ora juntos, ora separados nas composições contidas no ensaio. A mostra estará aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e a entrada é gratuita. O SESI Santo André fica à Praça Dr. Armando de Arruda Pereira, 100, Santa Terezinha. 
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domingo, 24 de abril de 2011
A GAROTA DA CAPA VERMELHA

O que me fez assistir esse filme à princípio, foi a fotografia - que a meu ver, é um dos pontos mais fortes dele, e também dar uma segunda chance pra Catherine Hardwicke, (ninguém vai me lixar aqui se eu disser que não gosto de Crepúsculo, né? :P) queria ver se ela ia destruir Chapéuzinho Vermelho.
Achei desde o início a trama incrivelmente familiar com o filme de Shyamalan, A Vila, (quem nunca viu, veja! É um ótimo filme e sim, sou muito suspeita pra falar de Shyamalan. :P) por diversos motivos.
Em um vilarejo no meio de uma floresta assombrada por um lobo vive Valerie, prometida em casamento pelos pais a Henry, mas apaixonada pelo forasteiro Peter. Tudo o que lhes resta é fugir. Seus planos são interrompidos com a chegada do pastor meio psicopata Padre Solomon, que trás terror à vila ao declarar que o lobo é um de seus moradores, e em nome de Deus pretende livrar aquela vila do temido lobo mau usando métodos nada ortodoxos. A parte mais bacana do filme é o final, que foi imprevisível, e lógico que não vou contar. Eu ainda não sei se está dando muito certo essa nova moda de Hollywood em filmar contos de fadas "para adultos", misturando terror com uma carga sexual. Não tem nada de extraordinário, mas é um bom filme pra quem gosta dessas releituras meio dark desses clássicos. Tá no cinema, enjoy it! :-)
P.S.: Não deu pra incorporar o vídeo, então quem quiser ver o trailer é só clicar aqui.
sábado, 23 de abril de 2011
MY BODY IS A CAGE
Estava assistindo a esse episódio de House e adorei essa música. Então fui pesquisar feliz por achar que os roteiristas da série finalmente estavam ficando mais criativos. A versão que aparece no seriado é de Peter Gabriel. No entanto, acabei encontrando um videoclip feito para a música da banda original. Ali você vê diversos trechos de filmes e a mesma idéia que foi usada pelo seriado.
Realmente nesse mundo nada se cria, tudo se copia. rs.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
DANGO CLANNAD
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terça-feira, 19 de abril de 2011
I'M DATING MYSELF
Não seria bacana namorar alguém que além de combinar nas idéias, fosse bonitão (ou bonitona) como você? Graças à Justin Johnson, esse fenômeno agora é possível. :P
"I'm Dating Myself" é um novo site, criado por Justin, onde photoshopeiros de plantão pegam aquela foto inesquecível do namoro e fazem um mashup para criar cenas românticas com pessoas namorando elas mesmas.
Divertido ou bizarro?













segunda-feira, 18 de abril de 2011
TELEVISÃO - AULA 4 - ESTRUTURAS NARRATIVAS PARA COMERCIAIS
Hoje vamos estudar 4 tipos de estruturas narrativas para que vocês possam utilizar no exercício de montagem de um comercial. Comerciais, em função de sua limitação de tempo, precisam ser diretos. Como já foi explicado antes, a absorção de informações no ser humano arranca 70% de seus dados daquilo que vê. Por isso, a imagem é a ferramenta mais poderosa e é ela que deve ser explorada. Evite longas falas ou textos e procure se focar mais na construção da história através da imagem. Nos comerciais o texto é geralmente um reforço para uma narrativa que está sendo passada visualmente. Em geral o objetivo de todo comercial é gerar no espectador uma ação. Normalmente esta ação desejada é a compra. No entanto existem outros objetivos em todo meio de comunicação em massa que sempre estão embutidos na criação. Alguns desejam que essa ação seja capaz de mudar um comportamento. Outras que a ação seja justamente a de manter um tipo de comportamento. Todas, sem exceção, objetivam algum tipo de manipulação. Vou iniciar então esse nosso estudo através de um tipo de comercial que nunca seria veiculado dentro do Brasil por razões óbvias.
COMERCIAL 1
O produto aqui é uma idéia que no Brasil com sua maioria catolica ou evangélica causaria repudio imediato. No entanto a estrutura utilizada é uma que trabalha os valores e medos inerentes a todo o ser humano. Felicidade, Medo, Morte, Amor, Ódio... todos estes sentimentos que nos atingem enquanto seres humanos independente do gênero, opção sexual, opção religiosa, etnia, idade ou classe social são comerciais de valor. Este tipo de comercial é perigoso por geralmente ser capaz de causar o mais completo repúdio até a mais acentuada idolatria, por isso precisa ser tratado com cuidado, especialmente quando mexe com valores negativos como medo e morte. Neste tipo de estrutura você vai criando imagens de identificação para o espectador enquanto joga na narrativa todo um texto de reflexão ou de indução a uma reflexão. O importante é que estas imagens de identificação estejam pautadas na realidade e na rotina diária e que apresente a possibilidade de identificação geral levando-se em conta as diferenças. Por exemplo, todas as etnias são mostradas. É como uma argumentação intuitiva que busca convencer o espectador de um fato, ou de uma "verdade". A música geralmente serve para induzir a um estado de reflexão e no final, a verdade sempre é revelada, seja ela um tema, no caso o ATEÍSMO, ou a marca de um produto.
COMERCIAL 2
Conforme a civilização vai evoluindo e criando estruturas internas de narrativa que acabam se tornando até repetitivas (que o digam as novelas e os seriados norte americanos) vai se tornando possível fazer construções não lineares que brinquem com a percepção do espectador. No caso deste comercial, houve uma inversão da ordem da narrativa que partiu do fim e foi regredindo até o início permitindo ao espectador construir internamente a história. Este tipo de narrativa exige que o espectador esteja atento, por isso, é importante que a cena inicial (o desfecho que é apresentado) seja suficientemente interessante para manter o interesse até o fim. No caso, o apelo universal do sexo foi utilizado como indutor da construção narrativa. Deve-se tomar cuidado com este tipo de narrativa em função do público alvo. Crianças, Idosos, pessoas de baixa escolaridade ou de pouco convívio midiático provavelmente vão ter mais dificuldade em se interessar por este tipo de construção.
COMERCIAL 3
O comercial sensorial geralmente busca estimular um sentido e normalmente é utilizado em comerciais de alimentos. Ele é sensorial por que as imagens são pensadas para gerar uma ação ou reação física. No caso deste comercial que foi um grande sucesso na época, a construção visual unicamente estimulante dos sentidos que é absorvida de forma intuitiva é amarrada por uma música simples de fácil memorização que ajuda a fixar o estímulo sensorial. Em resumo, imitando as experiências de Pavlov, é só ouvir a música que já tinha muita gente salivando ou sentindo sede.
COMERCIAL 4
A construção visual permite a elaboração de imagens que induzam o espectador a falsas impressões. Geralmente este tipo de construção está muito ligado a situações de humor, apesar de nada impedir que seja utilizado em outras situações. Geralmente para este tipo de construção são utilizadas cenas do cotidiano e normalmente esta narrativa parte de uma situação tradicional, entra um elemento alterador (no caso o gato) e chega um terceiro a quem será entregue a falsa impressão.
Por hoje vamos explorar apenas estas estruturas narrativas e ver o que é possível para cada um construir com seu próprio produto. Então, escolham um dos tipos e tentem escrever uma pequena história tendo por base o seu produto, utilizando os elementos aqui estudados.
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