segunda-feira, 6 de junho de 2011

CHARACTER DESIGN

Hoje vamos começar a falar sobre a construção visual de personagens. Normalmente, toda animação começa a partir de um argumento ou história roteirizado. No entanto, nada o impede de criar primeiro um personagem para depois pensar na história. Walt Disney já era expert em desenhar camundongos antes de sequer pensar em um personagem chamado Mickey, porém, ao menos visualmente, a figura do Mickey já existia e sua personalidade foi sendo construida ao longo das animações. Por isso, vamos fazer um caminho inverso hoje, já que já iniciamos a construção de roteiros na primeira proposta. Vamos nos concentrar primeiramente no Character Design do personagem sem nos deter precisamente à história. Um personagem animado pode pertencer a diversas realidades. Diferente do que acontece no cinema ou na televisão, ele não precisa existir de fato visualmente. Ele pode ser uma criação compretamente aleatória, deformada e inverossímel. Ou pode ser apenas o mais banal dos humanos. Por mais criativo que você seja, invariavelmente, todo personagem passa por uma pessoa ou um conjunto de pessoas que você conheceu. Você junta um pouco de um tio com o de um amigo e voilá, surge um novo personagem. Uma das piores combinações é criar com base em outros personagens, já que você estará apenas reciclando. Se fizer isso, trate de colocar dentro dele estas caracteristicas que você percebe nas pessoas à sua volta. Seja um observador da natureza humana. Não se torne mais um criador de esteriótipos clonados contando sempre as mesmas histórias. Um bom exercício para se fazer é tentar recriar-se enquanto personagem. Este exercício acaba sendo mais fácil já que você já conhece o seu personagem a fundo.
Inicie fazendo um esboço de si mesmo. Geralmente, podemos pegar aquilo que mais odiamos em nós mesmos e colocar em uma caricatura para ter efeitos comicos. Ou exageramos em algumas características que consideramos marcantes para tornar este personagem visualmente mais interessante. Eleja algums das características que considera fundamentais. Por exemplo, nesta minha caricatura, os cabelos, o queixo duplo, sobrancelha grossa, nariz largo, olhos miudos e a gordurinha extra são os três elementos que considero fundamentais para não descaracterizar o personagem.


Agora vamos sair um pouco das formas humanas e brincar com outras formas de pensar um personagem. Iniciamos tentando refazê-lo como um integrante do reino NATURAL. No reino natural estão presentes os vegetais, a água, o fogo, o vento, a pedra, a terra. Mas não os animais. Estes vão ser tratados à parte. Quando você transporta um personagem de um elemento para outro você pode brincar e ignorar um ou dois dos traços que considerou fundamental a princípio. Mas não elimine a maioria dos traços para que ele não fique totalmente irreconhecível. Neste vegetal mantive a alusão aos cabelos enrolados com a penugem que sai do rosto, os olhos miudos, a sobrancelha grossa, o queixo duplo e o caule com uma leve protuberância para indicar a barriguinha (que depressão rs). O nariz foi tirado para dar mais ênfase ao lado vegetal e outros elementos foram acrescentados como: folhas, caule, raiz.
No reino das MÁQUINAS, você deve se ater normalmente a formas mais estilizadas e simétricas. Confesso que não sou uma grande fã do desenho mais técnico, por isso perdoem esta imagem tão pouco trabalhada. Em geral as figuras mecânicas tem de ter todo um cuidado com detalhes matemáticos, com encaixes verossímeis, com uma dinâmica de movimentação que seja capaz de indicar ao espectador uma lógica de movimentação. Para não descaracterizar, de novo, apesar das formas simples (retangulos, círculos e triângulos), foi mantida a alusão ao cabelo enrolado, ao queixo duplo e a forma arredondada da personagem inicial. O nariz foi adaptado para o formato de formas geométricas simples mas continuou a ocupar o mesmo espaço do original.
O OBJETO é aquele que trata de tudo aquilo que não se encaixa em nenhuma das demais categorias. No caso da vela derretendo, um pouco da "personalidade", mais alegre nas anteriores foi adaptada para a realidade do objeto. Isso ajuda a dar essa sensação de "derretendo" ao personagem e a compor a sensação de continuidade, mesmo para um objeto estagnado. Busque adaptar a personalidade do personagem à natureza do objeto. Isso ajuda na hora do espectador identificar e compreender as razões do personagem.
Bom, após essa visão do inferno (rs, fadinha, ninguém merece), chegamos nos seres de FANTASIA. Neste caso podemos usar qualquer criatura fictícia que tenha surgido em alguma lenda ou mito. Você vai perguntar, ah, posso fazer o Super Homem então? Na verdade não. Você percebe, o Super Homem é um personagem HUMANO com roupas que lhe são características. E ainda não estamos falando de roupas.
As formas ALIENÍGENAS são aquelas que dão mais margem para a imaginação já que ninguém, até hoje, viu a tal forma. É comum que os desenhistas vão buscar inspiração na natureza e experimentem fusões. HUMANO com NATURAL. ANIMAL com MÁQUINA e por aí vai. Em termos gerais, os personagens que dão mais liberdade para as formas são os ALIENÍGENAS.
O personagem ANIMAL é o último sobre o qual irei falar aqui. Normalmente, este tipo de personagem é muito eficaz com crianças e menos eficiente com adolescentes e adultos, apesar de ocorrerem suas excessões. Normalmente quando o ANIMAL é apresentado para adultos e adolescentes, é mais comum que ele seja apresentado como uma junção HUMANO+ANIMAL. Em regra, os animais se dividem em subespécies: RÉPTEIS, MAMÍFEROS, PEIXES, INSETOS e AVES e carregam consigo um pouco da característica animal à qual pertencem.



É lógico, essa classificação aqui feita serve apenas como um ponto de partida já que não existe de fato uma regra para a imaginação humana. Eventualmente, você pode encontrar novas formas de manifestar o seu personagem. No entanto, para um exercício inicial, podemos começar por aqui.

sábado, 4 de junho de 2011

ELLIOTT ERWITT

Para quem estuda Fotografia, o nome da agência Magnum e seus ilustres fundadores são velhos conhecidos por sua importância na história. Hoje vamos falar a respeito de Elliott Erwitt, conhecido por suas fotos irônicas e absurdas que retratavam o cotidiano humano sempre com muito bom humor. Elliott nasceu em Paris em 1928 e passou a infância na Italia. Em 1938 foi levado pelos pais russos para os EUA. Naturalizou-se norte americano em 1947. Entrou na agência Magnum convidado por um de seus fundadores, Robert Capa (iremos ver mais a respeito dele numa próxima aula) em 1953. Em 1960 perdeu todas os negativos em um incêndio.


Califórnia, 1955

Por influência de Henri Cartier-Bresson, seu contemporâneo, Elliot tinha


uma preocupação com a harmonia das formas.




A presença de cães e outros animais é uma constante nas fotos de

Elliott.

Os animais se apresentam mais como observadores indiscretos
do comportamento banal dos seres humanos.




Foi fotógrafo da Casa Branca tendo registrado um período

memorável da história dos EUA, como essa foto que

mostra Jackeline Kennedy no funeral do presidente assassinado.


O humor de Elliott é aquele que busca por momentos indiscretos como

esse batido em um campo de nudismo.




Ele busca as dúvidas no meio das verdades estabelecidas, como nesta

foto que mostra bem o racisto existente na época nos EUA, onde

até o uso dos bebedouros era segregado.



Acredite ou não as patas da esquerda pertencem a um outro cão.



Viajou por todo mundo e chegou a visitar o Brasil em 1961.



O profano dentro daquilo que é solene é algo sempre trabalhado.





O nome real de Elliot era Elio Romano Ervitz, um judeu de origem russa.









Ele procurava a graça dentro do proibido.





Suas fotografias em série, herança de sua formação também como cineasta,

geraram várias imagens memoráveis. Marylin Monroe foi uma

das pessoas famosas capturada por suas lentes.






Colorado, EUA, 1955




Elliott entra para a história da fotografia como um dos poucos interessados em buscar o sorriso na fotografia.






“Quando uma foto é boa eu sou de acordo mas quando ela é muito boa, ela escapa à razão, é quase uma magia nada semelhante aquilo que o fotógrafo vê ou deseja conscientemente.
Quando a foto chega, ela vem facilmente como um presente, sem que se precise de análise. Como Napoleão dizia: - IREMOS, DEPOIS VEREMOS... ”.
Elliott Erwitt

sexta-feira, 3 de junho de 2011

TOSQUICES MUSICAIS DOS ANOS 80

Para a garotada que anda meio deprimida por não ter uma única banda descente que emplaque nas paradas por mais de uma semana como unanimidade nacional, estou aqui para dizer, não se desesperem. Nós da década de 80 também tivemos um longo período de sucessos toscos e únicos de bandas das quais nem sequer lembramos o nome. Esta postagem é em homenagem a esses esquecidos (graças aos deuses) da música popular brasileira.

MAMA MARIA


SERÃO EXTRA


BEAT ACELERADO


SOU BOY


AMANTE PROFISSIONAL


Bom, acho melhor eu parar por aqui que eu já tou passando vergonha. Rs.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

LOMBARDINO

História em quadrinhos de humor inédita feita por um novo talento chamado Reldson. Para quem quer se divertir um pouco, visite a nova página LOMBARDINO.

terça-feira, 31 de maio de 2011

ANIMAÇÃO VERDE

Em comemoração à semana do Meio Ambiente que está próxima...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ARTE EM CHEQUES













Essa eu recebi de um amigo então não sei de quem é. Mas a idéia é bem divertida.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

PET SHOP BOYS


Bom o que posso dizer do Pet Shop Boys? Na época, década de 80, essa banda inglesa era um escandalo com seus videoclipes ora espalhafatosos, ora provocantes. Isso, atrelado a uma novidade que era a música eletronica era o suficiente para assegurar o interesse dos aborrecentes da época. Por aqui, ironicamente, duas das músicas mais tocadas não foram compostas por eles. Essa Go West, fui descobrir bem depois, foi gravada pelo Village People. Visualmente, apesar de todas as cafonices e exageros para os padrões atuais, o videoclip tocava na ferida recém fechada da "Guerra Fria", sendo que o Pet Shop conseguiu gravar muitas cenas na praça vermelha de Moscou. Para quem não sabe, o fim do mundo para os adolescentes da década de 80 viria através de um botão vermelho que seria apertado ou nos EUA ou na União Soviética que varreria toda a humanidade da face da terra em uma nuvem radioativa. A outra da qual me lembro bem é uma regravação de uma música de Elvis Presley, Always Ow My Mind que foi exaustivamente repetida tanto nas rádios quanto na MTV brasileira.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O QUE SIGNIFICA MAGENTA?


Para faz criações visuais é importante sempre saber qual vai ser o resultado final de sua obra. Se for tinta (terminar impresso) você precisará se preocupar com as cores de impressão, abreviadas para CMYK (Cyan, Magenta, Yellow, Key), ou seja, azul, vermelho, amarelo e preto. O branco, toda impressora deduz, está no papel. Se a imagem for se transformar em luz (for exibida em vídeo, televisão, monitores, etc), ela será em RGB (Red, Green, Blue), as radiações primárias de luz. Toda vez que começamos a estudar sobre os modos de cor CMYK e RGB a palavra Magenta surge e todo mundo estranha. Afinal, na escola todo mundo aprende que as cores primárias são amarelo, azul e vermelho. Então, de onde vem o magenta? Pegando qualquer cartucho de tinta para impressoras você vê que as cores primarias que ali aparecem são o azul, o amarelo e uma espécie de rosa forte chamada magenta. Magenta se refere a uma cidade italiana do século 19 que ficou notória por conta de batalhas sangrentas. O termo magenta ficou associado à cor do sangue derramado nas batalhas e também a energia e ação. Daí o nome.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

SALVADOR SANZ





Encontrei este Graphic Novel numa estante do Sesc a achei muito boa a arte deste quadrinista argentino. Pesquisando um pouco foi possível ver que ele andou excursionando também pelo mundo da animação. Em 2005 foi o ganhador do COMICON em San Diego com esse Gorgonas (está em espanhol mas é perfeitamente compreensível).

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

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