segunda-feira, 4 de julho de 2011

FAMILIA ADAMS

Esta postagem foi inspirada por Giovana que informou que a famosa obra do Escher também foi utilizada na abertura do desenho (essa eu nem sabia). Mas é verdade, taí a prova:

Na verdade tem um bom tempo que eu estou querendo postar algo sobre a Familia Adams, um de meus desenhos prediletos. Na verdade, quase todas as criações televisivas e cinematográficas que eu vi com a Familia Adams foram muito boas. A Família Adams é bem velhinha, nasceu de um cartoon criado em 1930 por Charles Adams. A graça dessa família bizarra é que, muitas vezes, dentro de todas as suas excentricidades, eles parecem muito mais confiáveis que os ditos "normais". Suas histórias fizeram muito sucesso e acabaram gerando a cult minisérie Familia Adams:

E logo depois a série Os Monstros

Os dois filmes que foram gravados mais recentemente com a Família Adams utilizaram muitos dos cartoons criados por Charles, como essa cena em que Mortícia tricota a roupinha do bebê Adams.




Este idéia do esquiador que deixa a sua marca dos dois lados da árvore, muito copiada ao longo dos anos, também foi uma criação de Charles Adams.

Outra cena aproveitada no filme, bem na abertura do Família Adams 2.

E por último uma das cenas que eu mais gostei da Família Adams 2. Não sabia que sorrir doia tanto.

HERAKLES

Potência, força e energia tensamente concentradas parecem prestes a irromper da forma impressionante de Hércules. O escultor utilizou formas musculares e feições nítidas e expressivas para criar uma sensação de vitalidade. A tensão é clara no arco, que está sendo puxado para trás por uma mão imensa e forte. Mais um foco de tensão é criado pela perna do arqueiro, que, com seus tendões salientes, faz pressão contra um rochedo. Antoine Bourdelle (França 1861-1929) era aluno de Rodin. No entanto, em vez de seguiro estilo do mestre, Bourdelle estudou a escultura gótica e a da Grécia antiga. Inspirado pelas imagens da Antiguidade, o objetivo de Bourdelle era criar uma impressão de densidade e volume. Nisso, diferia bastante da escultura da época, em geral mais preocupada com formas graciosas. Tensa e heróica, esta escultura sintetiza a busca de Bourdelle pelo monumental em sua arte.

domingo, 3 de julho de 2011

PRIMAVERA

As túnicas diáfanas das Três Graças, as mãos elegantes da Vênus e o vestido florido da Flora contribuem para fazer deste quadro um dos mais belos da Renascença italiana. Ele reflete a primorosa habilidade de desenhista que era fundamental para a arte florentina da época, e as linhas graciosas de Sandro Botticelli (Itália1445-1510) criam uma atmosfera de sensibilidade, quase feminina. Botticelli iniciou sua formação com Fra Filippo Lippi e passou a circular nos meios intelectuais florescentes durante a "época áurea" de Florença. Muitas de suas pinturas envolvem significados filosóficos e alegóricos. Mais tarde, ele se colocou sob a influência de um padre carismático chamado Savonarola, e passou a abordar com menos frequência os temas mitológicos. Botticelli morreu na obscuridade. Foi redescoberto no século XIX, pelos pré-rafaelitas, que admiravam particularmente as linhas delicadas do artista renascentista.

sábado, 2 de julho de 2011

COMBATE DE CENTAUROS

Neste quadro há uma sugestão de horror, mais do que sua realidade explícita. Tendo como cenário uma paisagem do além-mundo, as figuras heróicas e enérgicas dos centauros dominam a tela com sua coreografia dramática. Grande parte da tensão dessa pintura deriva das posturas contorcidas e expressões arrebatadas dos centauros, representadas vagamente, em tonalidades intensas, transmitindo uma sensação de grande dramaticidade e emoção. Arnold Böcklin (Basiléia1827-Itália1901) viveu grande parte de sua carreira na Itália, o que lhe inspirou temas clássicos e mitológicos, que ele interpretou à maneira poética do Romantismo, influenciado por Delacroix e Théodore Géricault. Os cenários oníricos do artistas, os tons ameaçadores e as conotações persistentemente emocionais tornaram-no popular em sua época e, mais tarde, inspiraram as obras dos expressionistas alemães e dos simbolistas franceses. Suas pinturas alegóricas eram particularmente admiradas por seu forte impacto e sua provocação constante das emoções.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

JUNO RECEBE A CABEÇA DE ARGOS

O povo deve estar estranhando ver tanta mitologia junta. Ultimamente tenho trabalhado muito em um livro que usa como tema de fundo a mitologia grega, então estou acumulando muita informação sobre o assunto. Por isso, este mês pelo menos, se prepare para ter uma overdose mitológica.

Este quadro foi pintado por Jacopo Amigoni (1685-1752), um italiano que passou seus últimos dias na Espanha. Juno a esposa de Zeus, pediu a Argos, gigante de cem olhos, que vigiasse Io, que ela suspeitava com razão ser amante do marido. Argos foi morto por Mercúrio, a mando de Zeus. Em memória de Argos, Juno engastou os olhos dele na cauda de seu pavão. Este quadro mostra Juno recebendo a cabeça de Argos. O estilo suave e sensual, as cores claras e linhas graciosas são características do Rococó. Amigoni fez muito sucesso em seu tempo como pintor de retratos e cenas históricas. Como muitos artistas do Rococó, trabalhou em toda a Europa, particularmente na Inglaterra. Provavelmente foi ele que, retornando de Veneza após uma viagem proveitosa a Londres, persuadiu Canaletto a ir à Inglaterra em 1746. Na Inglaterra, pintou decorações para o Covent Garden e para o Moor Park. A partir de então, viveu confortavelmente, pintando retratos da família real e da nobreza.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MITOLOGIA - A TERCEIRA GERAÇÃO

Esta é a geração mais importante de Deuses cujas peripécias encantam o mundo até hoje. Tudo começou com Zeus, o pai dos Deuses. Zeus era filho de Réia e Cronos. Para salvá-lo do mesmo destino que o de seus irmãos, que eram devorados pelo pai assim que nasciam, Réia, com a ajuda de Gaia, entregou ao deus glutão uma pedra, preservando a vida de seu caçula. Quando ficou mais velho Zeus travou uma batalha contra o seu pai e seus aliados, os titãs. Esta guerra ficou conhecida como Titanomaquia. Durante esta guerra, com a ajuda de Métis, filha do titã Oceano, único que não se envolveu na guerra, Zeus entregou uma poção para o pai e este regurgitou cada um dos filhos que havia engolido: Poseidon, Hades, Hera, Deméter e Héstia. Com a ajuda dos irmãos Zeus finalmente derrotou Cronos. Esta é a parte mais complicada. Cronos era o deus do Tempo. Quando Zeus derrotou Cronos, ele próprio se tornou o tempo. Com isso ele se tornou o pai de TODOS os deuses, inclusive os que haviam nascido antes dele. Zeus era um deus fertilizador. Teve inúmeros filhos com imortais e mortais.

Quando Cronos foi destronado, Poseidon, Hades e Zeus dividiram seus reinos em três. Zeus ficou com o Olimpo, o céu e a terra. Hades com o mundo subterrâneo e Poseidon com os mares. Poseidon era um deus temperamental. Teve, como o irmão caçula, muitos casos fora do casamento. Chegou a se rebelar contar o irmão em uma guerra mas acabou derrotado. Como os gregos eram muito dependentes do mar em suas navegações, Poseidon se tornou um deus quase tão poderoso quanto Zeus.
Héstia era a deusa dos laços familiares. Foi a primeira filha de Cronos e Réia. Apesar de não contar com muitas histórias, Héstia era uma deusa muito respeitada, pois representava a estabilidade familiar. Sua chama sagrada brilhava continuamente em lares e templos. Solicitou e foi agraciada por Zeus o direito de permanecer virgem e viver eterna e placidamente em seu castelo.
Hera era irmã e também se tornou a esposa de Zeus. Uma tarefa inglória levando-se em conta os inúmeros casos extra conjugais do marido. Era a deusa do casamento. Por ciúmes, perseguia implacavelmente as amantes e os filhos dessas, sendo daí que saíram suas histórias mais memoráveis. Já que era comum aos deuses se unirem e se separarem, algo que pode ocorrer é o porque de Zeus nunca haver se separado de Hera. Existe uma lenda misteriosa que relataria que ela conheceria um segredo capaz de fazer o grande deus do Olimpo perder o seu trono.
Perto de seus irmãos, Hades é um deus até comportado. O deus da Morte teve poucas amantes. Apesar de ser conhecido por seu reino funesto também era muito reverenciado pois se acreditava que era ele quem controlava os tesouros que existiam sob a terra. Os gregos evitavam chamá-lo pelo nome, considerando o fato de mal augúrio. A história do casamento de Hades é o seu conto mais famoso. Deméter, sua irmã, a deusa da agricultura e das estações teve uma única filha chamada Perséfone. Dizem que Hades se apaixonou por ela a primeira vista e a raptou para o reino subterraneo. Deméter iniciou então uma peregrinação por todos os cantos da terra atrás de sua adorada filha. Enquanto isso, Hades se desdobrava em carinhos para sua cativa, desejando que ela se alimentasse de algo do mundo subterrâneo, pois assim ela ficaria para sempre ligada a ele. Perséfone, que não era de todo imune ao charme de Hades, acabou provando da semente de uma romã.
Deméter infligiu aos humanos, em seu desespero, um período de muito sofrimento e fome. O inverno finalmente chegava ao gregos. Por fim a fonte Aretusa informou a Deméter o paradeiro de sua filha. Indignada, Deméter solicitou a Zeus que obrigasse Hades a devolver-lhe a filha. Zeus diz a Deméter que ela poderá reaver a filha se esta não houver se alimentado de nada no mundo inferior. Como já sabemos, ela havia comido a tal da semente. Mas Deméter também era teimosa. Nenhum grão de colheita brotaria da terra se sua filha não fosse devolvida. O clamor dos mortais congelados chegou aos ouvidos de Zeus e este lavrou um trato entre Deméter e Hades. Por seis meses ela ficaria com a mãe e por seis meses com Hades. Assim quando Deméter está em companhia de sua adorada filha há abundancia (a primavera chega) e quando ela retorna ao submundo o inverno chega para os humanos.
Na próxima postagem vou falar um pouco dos filhos imortais de Zeus que acabaram formando o panteão olímpico dessa famosa geração.

domingo, 26 de junho de 2011

HOUROU MUSUKO

Hourou Musuko é uma histórinha bem estranha para os padrões brasileiros. Conta a história de um menino que gosta de se vestir de mulher que se apaixona por uma menina que gosta de se vestir de homem. Outros personagens vão se juntando a trama numa visível jornada de busca de identidade. Para quem gosta de histórias delicadas e sensiveis é uma boa pedida. Você pode baixar esta série animada no http://www.animes.adv.br/anime/hourou-musuko

quarta-feira, 22 de junho de 2011

LASANHA DE PANQUECA

Ao invés de usar a massa da lasanha você pode utilizar a massa da panqueca para montar a lasanha. A massa é bem fácil de se fazer. Para em média 6 panquecas grandes você precisa bater no liquidificador 1 ovo, 1 xícara de farinha de trigo, 1 xícara de leite, uma pitada de sal, uma pitada de fermento em pó. Unte a frigideira com óleo e coloque ela no fogo. Com a frigideira aquecida, use uma concha daquela de pegar feijão, despeje a panqueca, gire a frigideira para que o líquido cubra todo o fundo, espere a parte de cima ficar seca e gire. Se não conseguir girar movimentando a frigideira, apenas use uma escumadeira para ajudar. Depois que a massa estiver pronta é só intercalar com o presunto, o queijo e o molho de tomate.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A DIVINA COMÉDIA


Eu já havia lido A DIVINA COMÉDIA há muito tempo e por conta de um trabalho atual, acabei tendo de revisitar a obra. Cheguei a conclusão que este é um livro melhor aproveitado na vida adulta. Tem um bocado de coisas que não havia compreendido antes e que se tornam claras agora. A grande obra de Dante Alighieri não necessita recomendações, já é consagrada na literatura clássica como uma obra imortal e obrigatória para os que apreciam a boa literatura. Dante tornou-se órfão de pai e a mãe o abandonou logo após ter nascido, em Florença, em 1265. Criado por parentes, imaginativo e místico, já aos 9 anos de idade se apaixonou pela musa de sua obra, uma mulher casada: Beatriz. Poucas vezes a viu, e ela certamente nunca imaginou que seria lembrada através dos séculos pelos poemas de Dante. Aos 30 anos, passou a tomar parte na intensa vida política de sua cidade, e em 1300, o poeta foi preso por forças invasoras, pela acusação falsa de corrupção, e exilado. Um decreto de 1302 o condenava a ser queimado vivo se voltasse e fosse preso novamente. Enquanto isso, casou-se com Gemma Donati, com quem teve 3 filhos (deu à menina o nome de Beatriz), mas logo enviuvou. A Comédia (o título "divina" foi acrescentado mais tarde, pelos cultores de sua obra) foi composta durante as andanças do exílio. (Em 1315, Florença promovera uma anistia geral, mas Dante se recusara a voltar por não ter sido declarada sua inocência das acusações que lhe haviam feito). O belo poema em três parte ("O Inferno", "O Purgatório" e "O Paraíso") foi concluído em 1321, pouco antes da morte de Dante em Ravena. Esta acabou se tornando a grande obra literária que vai da queda do Império Romano ao início da Renascença, dando à Idade Média um instante de glória final. Transcrevo embaixo o Canto 1 da obra para os que ficaram curiosos:






CANTO 1






No meio do caminho de nossa vida, me encontrei em uma selva escura, por me haver desviado do rumo certo. Bem penoso seria dizer quanto era selvagem, rude e espessa aquela selva, cuja recordação traz o medo de volta! Medo tão forte que quase supera o da morte! Para contar, no entanto, o bem que ali encontrei, falarei das outras coisas que vi. Como ali fui parar não sei dizer, tal o sono que me dominava quando abandonei o caminho certo. Depois, porém, que cheguei ao sopé de uma colina, onde terminava aquele vale que me enchera de medo o coração, olhei para o alto e vi a sua encosta já vestida com os raios do astro que nos conduz com segurança por todos os caminhos. Diminuiu, então, um pouco, o medo que enchera o lago do meu coração durante aquela noite angustiosa. E, como aquele que, ofegante, saindo do mar para ganhar a praia, se volta para as perigosas ondas e as contempla, assim o meu espírito, ainda fugitivo, se voltou para contemplar a passagem jamais atravessada por um ser vivo. Após descansar um pouco o corpo exausto, continuei a caminhar pela praia deserta, pisando com mais firmeza com o pé que estava mais embaixo.



E eis que no começo da ladeira surgiu, diante de mim, uma pantera*, ágil, rápida de movimentos e mosqueada. Não se afastava de minha vista, e sim de tal modo interceptava o meu caminho, que muitas vezes tive de voltar-me para retroceder. O dia despontava e o sol subia, rodeado pelas estrelas que com ele estavam quando o amor divino imprimiu a todas as coisas o primeiro movimento. Uma hora e uma estação tão aprazíveis deram-me motivo para ver um bom augúrio naquela fera de pele mosqueada. Não tanto, porém, que não me infundisse terror o aspecto de um leão* que, por sua vez, apareceu depois. Ele parecia investir contra mim, de cabeça erguida e tão faminto, que o próprio ar se agitava, temeroso. Ao leão seguiu-se a loba*, que, enfraquecida, queria saciar-se; loba que obrigou muita gente a viver miseravelmente. Tal angústia me causou o fogo que saía de seus olhos, que perdi a esperança de alcançar o cume. E assim como quem chora tendo a alma inteiramente perdida, assim, vindo ao meu encontro, me fez padecer aquela besta. Enquanto eu retrocedia rumo ao vale, se apresentou ante meus olhos alguém que, por seu silêncio, parecia mudo. E, ao ver-me naquele ermo, lhe gritei:



- Tem piedade de mim, quem quer que sejas, sombra ou homem como os demais!



- Homem já não sou - respondeu ele -, mas já fui, e meus pais foram lombardos, ambos tiveram Mântua por pátria. Nasci sob Júlio Cesar, embora um tanto tarde, e vi a Roma de Augusto, na época dos deuses falsos. Fui poeta, e cantei aquele nobre filho de Anquises* que veio de Tróia depois do incêndio da soberba Ílion. Por que, porém, tanto te afliges? Por que sobes ao tranqüilo monte, que é causa e princípio de todo gozo?



- Acaso és tu Virgílio? - repliquei inclinando-me. - Acaso és aquele manancial que derramava tão larga torrente de eloqüência? Ó honra e luz para os outros poetas, valham-me perante ti o prolongado estudo e o grande amor com que compulsei a tua obra. És o meu mestre, o meu autor preferido. És o único cujo estilo perfeito eu imitei. Olha esta fera diante da qual eu recuava; livra-me dela, ó consumado sábio, eis que, ao seu aspecto, o meu sangue se agita e bate com excessiva força no meu pulso.



- Convém seguires outra rota - ele me respondeu, vendo-me em pranto -, se queres fugir deste lugar selvagem, porque esta fera que te faz lamentares desse modo não deixa passar ninguém por seu caminho, mas se opõe, matando todos os que por ali se atrevem. O seu espírito é tão cruel e tão voraz, que, depois de devorar, sente mais fome do que antes. Muitos são os animais aos quais se junta, e serão muitos mais, até que venha o cão de caça* que a fará morrer com sofrimento. Este não se alimentará de terra ou podridão, e sim de sabedoria, de amor e de virtude, e a sua pátria estará entre Feltro e Feltro. Será a salvação da amada Itália, pela qual morreram a virgem Camila, Euríalo, Turno e Niso. Perseguirá a loba de cidade em cidade, até que tenha atirado ao Inferno, de onde outrora a inveja a retirou.



- Ouve o que te digo: segue-me; serei teu guia e daqui te tirarei, para levar-te a um lugar eterno, onde ouvirás gemidos desesperados; verás os espíritos dos condenados que gritam pedindo uma segunda morte; depois verás os que, alegrem entre as chamas, esperam, quando chegar a sua vez, ocupar um lugar entre os bem-aventurados. Se até estes quiseres subir, acompanhar-te-á nessa viagem uma alma mais digna do que eu, quando eu partir. Eis que aquele que reina lá em cima não quer que eu conduza quem quer que seja à sua cidade, já que fui rebelde à sua lei. Em toda parte ele impera e tudo rege. Feliz aquele escolhido para entrar na cidade do seu reino!



E eu lhe disse:



- Poeta, eu te imploro, pelo Deus que não conheceste, que me livres deste mal e de outro ainda pior, e me conduzas aonde disseste, para que eu veja a porta de São Pedro e aqueles condenados, como dizes.



Ele se pôs a andar, então, e eu o segui.






* A pantera simboliza a luxúria. Representa também Florença, que expulso Dante.



* O leão é o símbolo da soberba.



* A loba simboliza a cobiça.



* Enéias era o filho de Anquises, personagem da Eneida de Virgílio.



* O cão de caça é o inimigo natural da loba.







segunda-feira, 20 de junho de 2011

ALFRED HITCHCOCK - Parte 1


Alfred Hitchcock, considerado o mestre do cinema de suspense, nasceu em Londres em 1899 e morreu em 1980. Filho de um feirante, Hitchcock galgou aos poucos sua posição de diretor, estreiando seu primeiro sucesso em 1926, com o Inquilino que foi baseado no personagem Jack, o estripador. Foi aqui que Sir Alfred iniciou seu hábito de aparecer em uma cena como um coadjuvante, uma de suas marcas registradas. Ao longo dos anos esta sua aparição repentina começou a gerar tanta ansiedade nos espectadores que para não comprometer o interesse pela trama, o diretor começou a surgir logo nos primeiros minutos.

Em 1929 fez o primeiro filme sonoro britânico que no Brasil recebeu o nome de Chantagem e Confissão. Inicialmente esse filme havia sido concebido para ser mudo.
Em 1934 fez O Homem que Sabia Demais que acabou sendo regravado com outros atores em 1956.

Esse filme influenciou gerações. Tem até uma música que recebeu o mesmo título do filme feita pelo Skank.
Em 1935 fez outro filme chamado Os 39 Degraus. Aqui ele usa pela primeira vez uma técnica chamada MacGuffin que é uma desculpa argumental que motiva os personagens a desenvolver uma história que não tem importância para a trama em si. É algo semelhante ao que a Agatha Christie faz em suas histórias para ir enganando o leitor de modo a manter o suspense sobre o suspeito até o final. Este também foi o primeiro filme onde se vê a fuga de um inocente.
Em 1938 ele lança A Dama Oculta que conta a história de uma intriga internacional.
Estes filmes chamaram a atenção de Hollywood para o diretor tanto que o produtor David O. Selznick chamou-o para trabalhar. Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1955. Seu primeiro filme americano foi Rebecca, que rendeu ao cineasta sua primeira indicação ao Oscar. Rebecca ganhou o Oscar de melhor filme, mas Hitchcock perdeu na disputa de diretor. Hitchcock era um grande fã dessa escritora inglesa, a Daphne du Maurier, e além de Rebecca, filmou outros dois livros dela.
Em 1940 (durante a segunda guerra) gravou Correspondente Estrangeiro que também foi indicado ao Oscar e não ganhou.
Em 1941 Hitchcock também produziu uma comédia chamada Um Casal do Barulho, o filme noir chamado A sombra de uma dúvida em 1943 e a ficção sobre leis chamada Agonia de amor em 1947 (seu primeiro filme colorido). Esse "A sombra de uma dúvida" foi tido por Hitchcock como um de seus favoritos e conta a história de uma garota que aos poucos vai desvendando o passado de um vilão que é o seu próprio tio.
Nesse interim de experimentações fora do gênero que o consagraou, Hitchcock fez em 1945 o filme Quando Fala o Coração (quem traduzia esses títulos deveria receber um tiro) com Ingrid Bergman e Gregory Peck. Recebeu indicação ao Oscar. O produtor David O. Selznick utilizou as suas experiências na psicanálise, e até levou aos estúdios sua terapeuta, para servir de consultora. Hitchcock fez algumas cenas baseadas no artista plástico Salvador Dalí para ilustrar certas cenas de confusão mental.

Em 1946 lança Interlúdio o primeiro filme produzido e dirigido por Hichcock.
Em 1948 usa a peça teatral de Patrick Hamilton para criar o seu Festim Diabólico. É um filme que é considerado como tendo um conteúdo homossexual.

Em 1949, Hitchcock lançou o filme Sob o Signo de Capricórnio, em uma co-producção com Sidney Berstein e estrelado por Ingrid Bergman. O filme fracassou, em parte pela publicidade negativa sobre o relacionamento extraconjugal que Ingrid Bergman estava tendo com o diretor italiano Roberto Rossellini.
Em 1951 veio Pacto Sinistro, baseado em um romance escrito por Patricia Highsmith que também escreveu o Talentoso Ripley. Nesse filme a filha de Hitchcock aparece em um pequeno papel. Mais tarde, em 1987, iria inspirar a comédia Jogue a Mamãe do Trem.

Em 1954, o filme Disque M Para Matar. Foi o primeiro filme em que Hitchcock trabalhou com Grace Kelly, baseado na peça escrita por Frederick Knotte, pela primeira vez, o diretor usou a técnica 3D.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PATO FU

Mesmo que essa banda sempre tenha sido como uma do gênero alternativo (realmente tem umas "músicas" muito doidas), o talento dela é reconhecido internacionalmente, sendo a primeira banda a figurar entre as 10 melhores fora dos EUA, eleita pela famosa revista TIME. Eu estou postando aqui as 2 que mais gosto e 2 do gênero doidivanas que vira e mexe aparecen nas criações experimentais da banda que existe desde a década de 90. Esta "Canção para você viver mais", se não me engano, foi feita em homenagem ao pai da cantora.





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