Uma deusa sensual, com pele de porcelana, contempla seu reflexo enquanto se prepara para o banho. Os suaves brancos, amarelos e tons de pele criam uma sensação de calma, enquanto seu corpo esguio é acentuado pela coluna jônica atrás dela e pela forma longa e estreita da tela. As pinceladas invisíveis são lisas e polidas como a superfície da água. Lord Frederic Leighton (Inglaterra 1830-1896) que estudou pintura na Europa, foi líder do Classicismo britânico, sendo seu estilo e sua escolha de temas profundamente influenciados pelas estátuas e pela mitologia da Antiguidade, em oposição direta ao Medievalismo e aos pré-rafaelitas. Teve sucesso imediato quando seu primeiro quadro foi adquirido pela rainha Vitória. Suas pinturas tornaram-se muito populares por meio das reproduções produzidas em massa, e ele também foi um excelente escultor. Mais tarde, Lord Leighton foi eleito presidente da Royal Academy de Londres.
Vamos traçar uma linha do tempo para facilitar um pouco. O cantor considerado o pai do estilo era o negro Chuck Berry. Negro, ele chocava e causava euforia ao dançar freneticamente enquanto tocava guitarra.
Mas para a população racista norte americana, ter um negro agitando as baladas de seus jovens era algo impensável. Por isso, a descoberta de Elvis, um branco com toda uma interpretação e voz próxima da cultura negra se tornou a mistura irresistível para o mercado musical da época. Elvis era o homem branco com a alma de negro, perfeitamente aceitável para o público da época.
O rock ganhou força a partir dos anos 1960, quando os ingleses começaram a botar para quebrar. Além dos Beatles, que merecem uma postagem especial, sendo tida até hoje como a banda mais popular do mundo
outro nome importante dessa geração que está na ativa até hoje é o Rolling Stones.
Na metade dos anos 1960, um negro norte americano abalou a supremacia britânica. Jimi Hendrix precisou de pouco tempo para virar o maior guitarrista da história e marcar suas invencionices. Morreu aos 27 anos, em 1970.
Todas as noites Leandro atravessava o mar para encontrar sua amante Hero, uma sacerdotisa de Afrodite. Ela o orientava carregando uma tocha acesa. Certa noite, durante uma tempestade, Leandro se afogou. A pesarosa Hero jogou-se de uma torre. Aqui, os dois amantes mortos são representados em seu trágico abraço derradeiro, já sem vida. Os tons de sua pele reluzente e sensual constrastam com um mar sombrio e as nuvens carregadas. Os cabelos e as vestes de Hero parecem imergir em sombras escuras. A imaginação de William Etty (Inglaterra 1787-1849) se inspirava numa obsessão pelo nu, que ele estudou e pintou ao longo de toda a sua carreira. Seus quadros muitas vezes evocam as poses sensuais e o colorido rico de Tiziano e Peter Paul Rubens. Etty frequentemente empregava a mitologia e a alegoria clássicas como meio de expressão. Suas obras eram particularmente admiradas por Eugène Delacroix e outros pintores do Romantismo.
Vou falar um pouco a respeito do Rock n'roll, um de meus estilos de música prediletos em homenagem ao dia do Rock que será no dia 13 de Julho. O rock sempre foi um movimento de jovens. Na década de de 60 e 70, considerada o auge do rock, existia a necessidade de transgredir, de se falar o que se pensava e ser ouvido. O caminho para isso era a música. Na época em questão, com a guerra do Vietnã e o autoritarismo, os limites da música e do corpo foram postos a prova. A história do Rock é tão longa e rica que fica difícil resumi-la. Sabe-se que as sementes do som que viraria o rock n'roll já existiam nas décadas de 1930 e 1940, nos Estados Unidos. No entanto, surgiu de fato nos anos 1950. É um caldeirão de estilos - country, jazz, blues, R&B e gospel - que resultaram numa sonoridade única. Tem grande diversidade de artistas e ramificações. As letras falam de mundos fantásticos, fome, guerra, preconceito, injustiça e até demônios. Aliás, muitos roqueiros são chamados de satânicos. Apesar das polêmicas, incluindo as drogas, é preciso concordar: sempre soube falar de amor como poucos. Os megashows nasceram com o rock, reunindo milhares de seguidores num único espaço. Influenciou e abriu as portas para o pop. No Brasil, chegou aos poucos. Tony Campello e a irma Celly (famosa com a canção Banho de Lua, Biquini de Bolinha Amarelinha, Lacinhos Cor de Rosa e Estúpido Cupido) foram alguns dos precursores. Esta era a música que entretinha a baladinha de seus avós (rs).
Mesmo tendo caido no esquecimento para as novas gerações as músicas de Celly estão aí até hoje sendo resgatadas pelos músicos atuais.
Logo depois veio a Jovem Guarda, da qual o eterno roqueiro Erasmo Carlos e Roberto Carlos faziam parte. Só assim pra eu falar de Roberto Carlos.
Nos anos 60 surgiram os Mutantes com a tão polêmica Rita Lee.
Os anos 60 também nos trouxeram Raul Seixas.
Deixa eu parar por aqui que eu sou fã do Raul. Nessa década de 60, a MPB era a queridinha do público. Tanto que em 1967, rolou manifestação contra a invasão da guitarra elétrica. O estouro do rock brasileiro ocorreu na década de 80 (minha época, ehhhh!) com os Titãs
Uma curiosidade sobre esse o Pulso. A música estava no auge na época da copa do mundo e acabou rolando uma versão futebolística nas rádios. Infelizmente, não consegui achar uma cópia.
O Barão Vermelho
Paralamas do Sucesso
e Legião Urbana
Essa foi a história resumida do Rock no Brasil. Perceba que a grande crítica que se faz para as atuais bandas de Rock no Brasil é que elas seguem uma fórmula pronta, quase sem experimentação, para cair rapidamente no gosto público e aumentar seus rendimentos. Por isso é dito que ao menos até o momento, mesmo se tendo grupos e cantores que arrastam legiões para shows, não se tem um nome no Brasil que possa ser revisto em uma retrospectiva para a próxima década. São grupos que cairão no esquecimento como tantos outros que apareceram e desapareceram em nossa história. Na próxima parte irei falar sobre a História do Rock Norte Americano que é muito mais extensa.
Vênus é, de longe, a deusa mais retratada nas artes plásticas. Neste quadro temos uma cidade enluarada onde Vênus dorme vigiada por um esqueleto e uma manequim de costureira. Ela está deitada com as pernas abertas, sonhando com a sedução da Morte. Talvez seja a combinação da jovem beleza feminina e da morte, do desejo e do horror, que torne este quadro tão perturbador. Era característico dos surrealistas como Paul Delvaux (Bélgica 1897-1994) representar imagens estranhas, frequentemente belas, inspiradas por sonhos e pelo inconsciente. Delvaux chegou tardiamente ao Surrealismo, tendo antes feito experiências com o Impressionismo e o Expressionismo. Era conhecido nos círculos artísticos em voga depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Surrealismo estava em seu apogeu. Delvaux visitou a Itália em 1939 e ficou profundamente impressionado com a arquitetura romana. É conhecido por suas imagens oníricas de jovens belas, com frequencia nuas, geralmente tendo como fundo construções meticulosamente retratadas.
Até Vênus já foi feia (rs). Neste quadro ela veste só uma rede de cabelo e colares primorosamente adornados. Está segurando recatadamente um véu e olhando sedutoramente para o espectador. Seu corpo é idealizado, talvez porque os artistas da época raramente utilizassem modelos vivos femininos. Mulheres nuas não eram representadas com freqüência, a não ser que aparecessem em cenas narrativas ou que fossem deusas da mitologia. Lucas Cranach (Alemanha 1472-1553) parece ter ignorado o espírito clássico da época, e por isso seus nus às vezes parecem quase primitivos. A escolha de um tema mitológico e não religioso para este quadro talvez tenha ocorrido porque o patrocinador fosse protestante. Sabemos pouco sobre Cranach além de que sua influência foi grande na Alemanha protestante. Ele parece ter surgido subitamente, e suas melhores obras foram produzidas no início de sua longa carreira. Em seguida, passou a levar a vida fácil de pintor da corte. É chamado Lucas, o Velho, por ter sido o primeiro de uma dinastia de artistas que deram continuidade a suas tradições e seu estilo.
Esta cena magnífica e espaçosa é um exemplo de pintura de paisagem clássica das mais primorosas. É um quadro cuidadosamente construído, utilizando equilíbrio de verticais e horizontais fores, enquanto áreas de luz e sombra contribuem para que o olhar do espectador se desloque através da cena e entre nela. A atmosfera delicada se desenvolve a partir de uma bem cuidada gama de verdes, azuis e marrons. As figuras representando uma cena da mitologia clássica, em que o pai de Psique faz um sacrifício para invocar a ajuda de Apolo para encontrar um marido para a filha, são quase acidentais no cenário. Lorraine Claude (França 1600 - Italia 1682) passou sua vida longa e criativa em Roma e seus arredores. Suas cenas pastorais e a poesia de sua visão foram fonte de grande inspiração para os pintores de paisagens ingleses dos séculos XVIII e XIX.
Responda rápido: qual a diferença entre uma pessoa normal e uma anormal? Parece uma resposta fácil. Então que tal outra, o que difere uma pessoa louca de uma pessoa sã? Não vou correr o risco de responder a perguntas tão espinhudas. Apenas vou colocar mais um pouco de lenha na fogueira. Você sabia que existem heróis de verdade, pessoas comuns, andando por aí vestidas de capa e querendo fazer justiça como se fossem super heróis? Acredite se quiser, as pessoas que estão logo abaixo não são apenas pessoas fantasiadas para o próximo carnaval. Todas elas levam, ou tentam levar, uma vida de "herói". Esse movimento que parece ser mais comum aos norte americanos (especialmente, segundo dizem os especialistas, o ocorrido no 11 de Setembro) é real para uma legião de pelo menos 300 pessoas cadastradas no site Super Herói Registry. Conheça alguns desses heróis...
Entomo é um raro exemplo de super-herói europeu, este homem-inseto afirma ter treinamento especial e um poder de persuasão sobrenatural sobre os criminosos. Mas, como bom italiano, parece dedicar mais tempo a procurar amigas no MySpace.
O Olho, da Califórnia, usa invenções suas, como a bengala-câmera, para coletar provas de crimes e ajudar a polícia da cidadezinha de Mountain View. Suas patrulhas noturnas são realizadas com uma fiel escudeira: a esposa e super-heroína Lady Mistério.
Esse aí que ta mais com cara de Lex Luthor do que de Super Homem é o Super-Herói - super criativo (rs). Ex-profissional de luta livre, circula num Corvette Stingray 1975 zelando pela ordem na praia de Clearwater, Flórida - com o apoio da polícia local, que é sua fã. Junto com outros heróis locais, formou o supergrupo Time Justiça, dedicado a fazer caridade.
Patrulha os bares e baladas de Nova York, aconselhando mulheres que passaram da conta e que podem estar à mercê de rapazes mal-intencionados. Seu arqui-inimigo é Fantástico, que frequenta os mesmos lugares e auxilia os tais rapazes. Superbarrio Gómez é o primo mais sério do Chapolim Colorado e usa sua imagem para organizar comícios, protestos e abaixo-assinados a favor da periferia e contra a corrupção. Atuando na Cidade do México, quando o Superbarrio original se aposentou, outro assumiu o seu lugar, mantendo a tradição.
No Brasil esse movimento não gerou até agora nenhum candidato. É justificado. Fico imaginando esses heróis subindo um morro por aqui à meia noite sem colete a prova de balas...
Este belo saleiro compõe-se de duas figuras, Netuno e Ceres, que representam a água e a Terra. Suas pernas entrecruzadas simbolizam a combinação desses elementos que, juntos, produzem o sal. Benvenuto Cellini (Italia 1500-1571) foi um famoso ourives, escultor e gravador. Trabalhou para imperadores, reis, papas e príncipes; este objeto em particular foi feito para o rei Francisco I da França. O esplendor e a graça da obra de Cellini são um exemplo perfeito da escola maneirista. O objetivo desses artistas era atingir a emoção através do efeito estético. Isso levava-os a utilizar figuras alongadas e cores fortes, como se pode observar nas obras do final do século XVI. A vida tempestuosa de Cellini é descrita em sua autobiografia, que, entre outros episódios contundentes, narra sua prisão por roubar as jóias da coroa papal. Infelizmente, a maioria das obras pequenas de Cellini - medalhas, taças e adagas - foram fundidas. No entanto, muitas de suas obras-primas maiores sobreviveram.
Com as asas não recolhidas, Cupido aterrisa para fazer reviver sua amada Psique com um terno abraço. O foco da escultura é criado por seus braços entrelaçados e seu olhar amoroso. Seus corpos suaves e membros delicados criam uma sensação de paixão jovem, em toda a sua inocente pureza; toda a cena inspira graça e leveza. A escultura de Antonio Canova (Italia 1757-1822) é um magnífico exemplo do ideal neoclássico de perfeição e forma e acabamento. No entanto, ele também era capaz de expressar o ardor que pulsa sob a pele fina de mármore dos amantes. Canova fez uma carreira de destaque em Veneza, sua terra natal, onde recebia encomendas para fazer monumentos públicos, túmulos e estátuas. Também estabeleceu uma escola para artistas jovens. Como emissário do papa, viajou através da Europa, solicitando a devolução de obras de arte pilhadas durante as guerras napoleônicas.
Vênus volta-se para beijar Cupido, que afaga seu seio. Um Pai Tempo, de barba, puxa uma cortina sobre a cena. O ciúme aperta a cabeça com as mãos, e uma figura mascarada observa a cena do alto. Uma menina, que é meio animal de pêlo e meio réptil, segura um favo de mel em uma das mãos e, na outra, a ponta em aguilhão de sua cauda. O quadro é obviamente uma alegoria, mas de quê? Ninguém sabe ao certo. A luz serena que banha esta cena bizarra e a suavidade da pintura são típicas do estilo do artista. A obra de Agnolo Bronzino (Italia 1503-1572) é um maravilhoso exemplo do Maneirismo, no modo como contorce as posturas naturais, exagera as expressões e enfatiza o movimento. Um bem-sucedido pintor de retratos em sua época, Bronzino com freqüência colocava seus modelos em poses estranhamente rígidas. As expressões um tanto frias e desligadas de seus modelos impelme o espectador a procurar atentamente por um vislumbre de emoção.