sexta-feira, 15 de julho de 2011

PERSEU LIBERTANDO ANDRÔMEDA

Cristas de ondas fantásticas e encrespadas ecoam o horror do monstro atacando Andrômeda, acorrentada a uma rocha. Correndo para resgatar seu verdadeiro amor, Perseu é representado primeiro voando ao encontro da cena, vindo da direita, e depois sobre as costas do monstro, prestes a matar a fera. Temas da mitologia clássica eram apreciados na Renascença, pois significavam que o proprietário conhecia os textos antigos, em voga na época. Esta obra faz parte de uma série que em outros tempos esteve no palácio da família Strozzi, em Florença. Piero di Cosimo (Italia 1461-1521) frequentemente representava seus temas de maneira bizarra, o que provocava rumores a respeito da excentricidade de seu próprio comportamento. Viveu como eremita durante muito tempo, e dizia-se que só comia ovos duros - história bastante inverossímil. Também trabalhava fazendo desenhos para máscaras, festivais e procissões.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

GALATÉIA


Uma ninfa nua e sensual está languidamente sentada numa gruta exótica, fantasticamente decorada com uma profusão de anêmonas, corais e outros elementos da flora mineral. É observada por um estranho monstro de três olhos. Este quadro baseia-se numa história da mitologia grega, que fala do amor não correspondido do ciclope Polifemo pela nereida Galatéia. As miríades multicoloridas de flores aquáticas e a suavidade da execução conferem à pintura uma característica mágica e onírica. Gustave Moreau (França 1826-1898) estava associado ao movimento simbolista, cujos pintores se afastavam do naturalismo objetivo dos impressionistas. Preferiam buscar inspiração numa síntese imaginativa de fontes literárias e mitológicas. Como neste quadro, eles utilizavam a cor e a forma para conferir a suas obras um significado mais expressivo do que descritivo. Moreau também fez inúmeras aquarelas, altamente apreciadas por seus contemporâneos.

IMPLOSÃO


Por Alberto Mesquita Filho

quarta-feira, 13 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 4

No início da década de 1970, o Black Sabbath de Ozzy Osbourne inaugurou o Heavy Metal. Pois é, ele não apenas comia morcegos e é pai de dois adolescentes toscos e obesos. O rei das trevas fez história também.


O som pesado queria mostrar a insatisfação com os acontecimentos da época. Depois se destacaram Iron Maiden (para mim a melhor dessa época)



e o Judas Priest

Olha aí quem inventou o tal gritinho fino (rs).

Esta mesma década viu surgir o Punk Rock. Com canções rápidas e muita agressividade, queriam reclamar de governos e problemas sociais. O Sex Pistols, do problemático Sid Vicious. O cara parece um psicopata tendo convulsão quando canta. Desconfio que seja a ele que o Supla imita. Coitado.

Outros representantes dessa onda foram os Ramones


e o The Clash

AS TRÊS NINFAS


Originalmente concebida como uma representação clássica das Três Graças do mito, esta estátua de bronze tem grande solidez e peso em suas curvas suaves e arredondadas e seus movimentos reservados. Embora a concepção de Aristide Maillol (França 1861-1944) tenha mudado enquanto ele trabalhava nos moldes de gesso, e efeito de espelho dos três nus, dando a impressão de três vistas da mesma moça, também é típico da representação clássica das três Graças. Maillol não adotou as superfícies ásperas, as formas fluidas e a intensa energia de seu contemporâneo Auguste Rodin. Estava mais interessado na calma do que na dramaticidade, na serenidade atemporal do que nas expressões e emoções passageiras, buscando o eterno mais do que o momentâneo. Depois de passar vários anos desenhando tapeçarias, na segunda metade de sua vida concentrou-se quase exclusivamente em esculpir o nu feminino, revivendo as idéias clássicas da Grécia do século V a.C., em que as figuras eram fixas e monumentais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 3

Junto com a Psicodelia de Jimmi Hendrix e o Beat & Rock dos Beatles, a década de 60 também viu surgir o rock progressivo. As músicas eram superlongas (com mais de 10 minutos) e cercadas de improvisos e influência clássica. Pink Floyd foi o melhor exemplo.
Provavelmente uma das músicas deles que ainda permanece conhecida das novas gerações é o The Wall, mas esta já é uma obra bem mais recente da banda.
Outra banda que fez sucesso na época e que permanece na ativa até hoje é a Yes. Essa banda esteve no Brasil no primeiro Rock in Rio.

BANHO DE PSIQUE


Uma deusa sensual, com pele de porcelana, contempla seu reflexo enquanto se prepara para o banho. Os suaves brancos, amarelos e tons de pele criam uma sensação de calma, enquanto seu corpo esguio é acentuado pela coluna jônica atrás dela e pela forma longa e estreita da tela. As pinceladas invisíveis são lisas e polidas como a superfície da água. Lord Frederic Leighton (Inglaterra 1830-1896) que estudou pintura na Europa, foi líder do Classicismo britânico, sendo seu estilo e sua escolha de temas profundamente influenciados pelas estátuas e pela mitologia da Antiguidade, em oposição direta ao Medievalismo e aos pré-rafaelitas. Teve sucesso imediato quando seu primeiro quadro foi adquirido pela rainha Vitória. Suas pinturas tornaram-se muito populares por meio das reproduções produzidas em massa, e ele também foi um excelente escultor. Mais tarde, Lord Leighton foi eleito presidente da Royal Academy de Londres.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 2

Vamos traçar uma linha do tempo para facilitar um pouco. O cantor considerado o pai do estilo era o negro Chuck Berry. Negro, ele chocava e causava euforia ao dançar freneticamente enquanto tocava guitarra.
Mas para a população racista norte americana, ter um negro agitando as baladas de seus jovens era algo impensável. Por isso, a descoberta de Elvis, um branco com toda uma interpretação e voz próxima da cultura negra se tornou a mistura irresistível para o mercado musical da época. Elvis era o homem branco com a alma de negro, perfeitamente aceitável para o público da época.
O rock ganhou força a partir dos anos 1960, quando os ingleses começaram a botar para quebrar. Além dos Beatles, que merecem uma postagem especial, sendo tida até hoje como a banda mais popular do mundo
outro nome importante dessa geração que está na ativa até hoje é o Rolling Stones.
Na metade dos anos 1960, um negro norte americano abalou a supremacia britânica. Jimi Hendrix precisou de pouco tempo para virar o maior guitarrista da história e marcar suas invencionices. Morreu aos 27 anos, em 1970.


HERO E LEANDRO

Todas as noites Leandro atravessava o mar para encontrar sua amante Hero, uma sacerdotisa de Afrodite. Ela o orientava carregando uma tocha acesa. Certa noite, durante uma tempestade, Leandro se afogou. A pesarosa Hero jogou-se de uma torre. Aqui, os dois amantes mortos são representados em seu trágico abraço derradeiro, já sem vida. Os tons de sua pele reluzente e sensual constrastam com um mar sombrio e as nuvens carregadas. Os cabelos e as vestes de Hero parecem imergir em sombras escuras. A imaginação de William Etty (Inglaterra 1787-1849) se inspirava numa obsessão pelo nu, que ele estudou e pintou ao longo de toda a sua carreira. Seus quadros muitas vezes evocam as poses sensuais e o colorido rico de Tiziano e Peter Paul Rubens. Etty frequentemente empregava a mitologia e a alegoria clássicas como meio de expressão. Suas obras eram particularmente admiradas por Eugène Delacroix e outros pintores do Romantismo.

domingo, 10 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 1

Vou falar um pouco a respeito do Rock n'roll, um de meus estilos de música prediletos em homenagem ao dia do Rock que será no dia 13 de Julho. O rock sempre foi um movimento de jovens. Na década de de 60 e 70, considerada o auge do rock, existia a necessidade de transgredir, de se falar o que se pensava e ser ouvido. O caminho para isso era a música. Na época em questão, com a guerra do Vietnã e o autoritarismo, os limites da música e do corpo foram postos a prova. A história do Rock é tão longa e rica que fica difícil resumi-la. Sabe-se que as sementes do som que viraria o rock n'roll já existiam nas décadas de 1930 e 1940, nos Estados Unidos. No entanto, surgiu de fato nos anos 1950. É um caldeirão de estilos - country, jazz, blues, R&B e gospel - que resultaram numa sonoridade única. Tem grande diversidade de artistas e ramificações. As letras falam de mundos fantásticos, fome, guerra, preconceito, injustiça e até demônios. Aliás, muitos roqueiros são chamados de satânicos. Apesar das polêmicas, incluindo as drogas, é preciso concordar: sempre soube falar de amor como poucos. Os megashows nasceram com o rock, reunindo milhares de seguidores num único espaço. Influenciou e abriu as portas para o pop. No Brasil, chegou aos poucos. Tony Campello e a irma Celly (famosa com a canção Banho de Lua, Biquini de Bolinha Amarelinha, Lacinhos Cor de Rosa e Estúpido Cupido) foram alguns dos precursores. Esta era a música que entretinha a baladinha de seus avós (rs).
Mesmo tendo caido no esquecimento para as novas gerações as músicas de Celly estão aí até hoje sendo resgatadas pelos músicos atuais.
Logo depois veio a Jovem Guarda, da qual o eterno roqueiro Erasmo Carlos e Roberto Carlos faziam parte. Só assim pra eu falar de Roberto Carlos.
Nos anos 60 surgiram os Mutantes com a tão polêmica Rita Lee.
Os anos 60 também nos trouxeram Raul Seixas.
Deixa eu parar por aqui que eu sou fã do Raul. Nessa década de 60, a MPB era a queridinha do público. Tanto que em 1967, rolou manifestação contra a invasão da guitarra elétrica. O estouro do rock brasileiro ocorreu na década de 80 (minha época, ehhhh!) com os Titãs
Uma curiosidade sobre esse o Pulso. A música estava no auge na época da copa do mundo e acabou rolando uma versão futebolística nas rádios. Infelizmente, não consegui achar uma cópia.
O Barão Vermelho
Paralamas do Sucesso
e Legião Urbana
Essa foi a história resumida do Rock no Brasil. Perceba que a grande crítica que se faz para as atuais bandas de Rock no Brasil é que elas seguem uma fórmula pronta, quase sem experimentação, para cair rapidamente no gosto público e aumentar seus rendimentos. Por isso é dito que ao menos até o momento, mesmo se tendo grupos e cantores que arrastam legiões para shows, não se tem um nome no Brasil que possa ser revisto em uma retrospectiva para a próxima década. São grupos que cairão no esquecimento como tantos outros que apareceram e desapareceram em nossa história. Na próxima parte irei falar sobre a História do Rock Norte Americano que é muito mais extensa.

VÊNUS ADORMECIDA

Vênus é, de longe, a deusa mais retratada nas artes plásticas. Neste quadro temos uma cidade enluarada onde Vênus dorme vigiada por um esqueleto e uma manequim de costureira. Ela está deitada com as pernas abertas, sonhando com a sedução da Morte. Talvez seja a combinação da jovem beleza feminina e da morte, do desejo e do horror, que torne este quadro tão perturbador. Era característico dos surrealistas como Paul Delvaux (Bélgica 1897-1994) representar imagens estranhas, frequentemente belas, inspiradas por sonhos e pelo inconsciente. Delvaux chegou tardiamente ao Surrealismo, tendo antes feito experiências com o Impressionismo e o Expressionismo. Era conhecido nos círculos artísticos em voga depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Surrealismo estava em seu apogeu. Delvaux visitou a Itália em 1939 e ficou profundamente impressionado com a arquitetura romana. É conhecido por suas imagens oníricas de jovens belas, com frequencia nuas, geralmente tendo como fundo construções meticulosamente retratadas.

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

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