domingo, 9 de outubro de 2011

OS GATOS NA MITOLOGIA E NA IMAGINAÇÃO

O gato cativa a imaginação humana desde o antigo Egito, embora, como a floresta, seu significado tenha variado grandemente. Em zonas rurais, ele sempre foi um animal "trabalhador", caçador de ratos, o que deixou pouco espaço para o misticismo; mesmo assim, algo em sua natureza e aparência lhe deu um simbolismo que tem a ver com a noite e o mistério. Gatos pretos, hoje relacionados com o azar, já foram associados à feitiçaria. Muitas histórias infantis, como Alice no País das Maravilhas e O gato que se virava sozinho, têm gatos como personagens importantes. No antigo Egito, eles eram adorados: Bastet era uma deusa em forma de gato. Imagens felinas eram objeto de veneração, e gatos domésticos foram mumificados ao morrer para que, como as pessoas, pudessem passar para a outra vida.
Deusa gato Bastet, do antigo Egito

Terça-feira de Leonora Carrington, combina estranhas criaturas semelhantes a gatos em uma sequência de sonho.

Alice encontra o gato risonho no país das maravilhas

Nas artes contemporâneas os gatos tem sofrido alterações enquanto símbolo, por estarem sendo adaptados para o universo infantil. Gatos não são mais apenas símbolo de malefício, mas também de graça e agilidade. Desde o famoso Gato de Botas ressuscitado em Shrek
Até as versões de Tom e Jerry
e Garfield
e os Thundercats agora ressuscitados em uma parceria com o Japão em uma minissérie animada além de um filme que está prestes a estourar para a nova geração esse sucesso da década de 80
Aliás, entre os produtores japoneses existem inúmeros personagens mesclados a gatos. Mesmo o autor de A viagem de Chihiro fez um filme animado com uma personagem que ao salvar um gato acaba se transformando em um.


sábado, 8 de outubro de 2011

QUINO

Quino é o famoso cartunista argentino criador da sempre contestadora Mafalda, famosa por suas questões filosóficas a respeito do mundo. Talvez por estimular o pensamento crítico seja fácil de entender porque as televisões abertas brasileiras nunca se interessaram em passar o desenho animado, apesar dos quadrinhos continuarem sendo publicados em jornais e em graphic novels aqui no Brasil. É melhor não despertar nas crianças certas idéias.
Todo o universo de Mafalda é criado com base na observação das interações humanas, na forma como tratamos o mundo e como anda a dinâmica da sociedade. Apesar de ser uma visão de mundo criada na década de 60, muitas das idéias ainda permanecem atuais e muitos dos questionamentos continuam valendo.










sexta-feira, 7 de outubro de 2011

AEON FLUX

Eu quase não falo das animações norte americanas por que elas estão bem envelhecidas por conta da estrutura criada pela indústria televisiva e cinematográfica de ficar reapresentando as mesmas histórias a cada 10 ou 15 anos. 90% da produção que vemos hoje são releituras dos mesmos personagens que geralmente são imortais em sua história, especialmente os personagens em quadrinhos que estão eternamente presos em um mesmo momento em uma história que nunca tem um desfecho. AEON FLUX, criada por Peter Chung para um programa da MTV em 1991, não é uma exceção mas, ao menos, segue uma construção ligeiramente diferente. Você tem os personagens fixos, o governante tirano ou idealista, os oprimidos que se opõem a este tirano e uma série de personagens grotescos que aparecem no meio do conflito entre estas duas forças. Aeon Flux é uma agente monican que à vezes luta, às vezes ajuda este governante, num jogo meio dúbio de amor e ódio. As vezes é uma heroína, outras vezes uma terrorista. As vezes consegue levar suas missões com êxito, outras não. A série animada contava com histórias fechadas onde cada capítulo, apesar de estar situado no mesmo ambiente, não estava linearmente ligado à história anterior. Com estas histórias fechadas, os finais são sempre uma surpresa, e a forma de explorar a personagem que tem um traço feio para combinar com sua personalidade distorcida se torna mais ampla e imprecisa. Resumindo, para quem não gosta das fórmulas prontas nas estruturas de heróis, Aeon Flux é muito interessante por misturar pitadas de antropologia, com filosofia e psicologia, causando um impacto duradouro na mente do espectador buscando estimular pensamentos mais profundos a respeito da condição humana. Recentemente foi feita uma versão para cinema que se baseou em um dos capítulos da série animada que é bem interessante. A série pode ser toda baixada no http://www.meikai-animes.net/media/serie/media_1451

ABERTURA DA SÉRIE

CENAS DO FILME

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

NORMAN MCLAREN

Norman McLaren foi um animador escocês que teve quase todas suas obras patrocinadas pelo governo Canadense. Gostava de desenhar direto na película, tendo uma predileção pelo desenho de... galinhas (rs). Criava suas animações ao ritmo do Jazz, seu tipo de música predileto. O que trago aqui é aquela que é considerada sua obra prima, uma animação estilo Stop Motion que mostra a irracionalidade do homem, chamada Vizinhos, criada em 1952.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FADAS NO DIVÃ de Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso

Comecei finalmente a colocar em dia minha literatura atrasada e esbarrei nesse livro que faz meses que comprei e ainda não tinha tido tempo de ler. Trata-se de uma análise psicológica feita das histórias infantis. Trago aqui transcrito um trecho inicial. Para quem quer se aprofundar no tema Contos de Fadas, um livro muito interessante.

Certo dia, a mãe de uma menina mandou que ela levasse um pouco de pão e leite para sua avó. Quando caminhava pela floresta, um lobo aproximou-se e perguntou-lhe onde ia.
- Para a casa da vovó.
- Por qual caminho, o dos alfinetes ou o das agulhas?
- O das agulhas.
O lobo seguiu pelo caminho dos alfinetes e chegou primeiro à casa. Matou a avó, despejou seu sangue numa garrafa, cortou a carne em fatias e colocou numa travessa. Depois, vestiu sua roupa de dormir e deitou-se na cama, à espera.
Pa, pam.
- Entre, querida.
- Olá, vovó. Trouze um pouco de pão e leite.
- Sirva-se também, querida. Há carne e vinho na copa. A menina comeu o que foi oferecido, enquanto um gatinho dizia: "menina perdida! Comer a carne e beber o sangue da avó!"
Então, o lobo disse:
- Tire a roupa e deite-se comigo.
- Onde ponho meu avental?
- Jogue no fogo. Você não vai precisar mais dele.
Para cada peça de roupa (...) a menina fazia a mesma pergunta, e a cada vez o lobo respondia:
- Jogue no fogo...(etc.).
Quando a menina se deitou na cama, disse:
- Ah, vovó! Como você é peluda!
- É para me manter mais aquecida, querida.
- Ah, vovó! Que ombros largos você tem!
(etc., etc., nos moldes do diálogo conhecido, até o clássico desfecho):
- Ah, vovó! Que dentes grandes você tem!
É para comer melhor você, querida.
E ele a devorou.

Para nosso espanto, este conto recolhido na França, por Charles Perrault, da tradição oral camponesa do século XVII, termina bruscamente aqui. O corajoso caçador, que viria matar o lobo e resgatar com vida a pobre Chapeuzinho Vermelho e sua querida avó, não existe nesta versão. Não existe um final feliz, nem uma moral da história. O seu objetivo original, afirma Robert Darnton, não era o de prevenir as crianças a respeito dos perigos da desobediência aos pais (na versão moderna do conto, Chapeuzinho escolhe o caminho oposto ao recomendado por sua mãe), de modo a protegê-la do contato precoce com a sexualidade adulta. As narrativas populares européias, matrizes dos modernos contos infantis que, a partir das adaptações feitas no século XIX, passaram a integrar a rica mitologia universal, não apresentavam a riqueza simbólica que faz dos contos de fadas um depositário de significações inconscientes aberto à interpretação psicanalítica. Na verdade, eles nem eram destinados especificamente às crianças, nem parecem aliados a uma pedagogia iluminista. "Longe de ocultar sua mensagem com símbolos, os contadores de histórias do século XVIII, na França, retratavam um mundo de brutalidade nua e crua", escreve Robert Darnton.

sábado, 1 de outubro de 2011

BREAKING BAD

Faz tempo que não falo de minisséries norte americanas então vou falar um pouco dessa. Imagine que você passou toda a sua vida levando uma vida digna, trabalhando, casando, tendo os filhos e superando todas as adversidades que a vida colocou em seu caminho com esforço e honestidade. Você foi capaz de comprar uma boa casa (que ainda esta hipotecada é lógico), se casou com uma boa pessoa (que se revela cheia de falhas é claro), teve um filho que por conta de um problema acabou apresentando dificuldades motoras e cognitivas. Sua grande chance de sucesso profissional passou e você se viu obrigado a pegar um trabalho mais sólido, que lhe desse salvaguarda para manter sua família. Para complementar o orçamento de casa, se viu obrigado a pegar um segundo emprego insignificante e até um pouco humilhante para manter as contas em dia. Tem um carro que anda, mas está longe de ser o ideal de consumo. Enfim, você leva uma vida normal e ordinária, mas se conforma com o seu quinhão de felicidade até que... descobre que está com um câncer terminal inoperável e que sua mulher, na beira da menopausa, decidiu engravidar de novo de um bebê que você provavelmente não verá nascer. O que você faz? Bem, esta é a introdução para Breaking Bad onde um professor de química acaba trabalhando para o cartel de drogas por uma questão de dinheiro. É preciso pensar no sustento da família. E afinal, o que tem ele a perder? Se você gosta desses personagens que vão mergulhando mais e mais nos aspectos mais sombrios da natureza humana, você com certeza vai gostar dessa minissérie que já está entrando no quarto ano nos EUA. Você pode baixar os capítulos no http://www.seriesfree.biz/2010/03/breaking-bad/

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

NATSUME YUUJINCHOU

Para quem gostou de XXX Holic, este anime tem um personagem que traz muitas semelhanças com Watanuki. Natsume também é um adolescente que tem o dom (ou a maldição, ele ainda não decidiu qual dos dois) de enxergar criaturas fantásticas. Como na maioria das vezes, apenas ele os vê, muitos o tratam como se fosse maluco. Jogado de um parente para o outro depois que perdeu os pais, acaba indo morar com uma parente distante de seu pai em uma pequena cidade onde sua avó, que também tinha as mesmas habilidades, viveu. Descobrindo aos poucos os laços que o unem com as pessoas e os yokais (criaturas fantásticas japonesas), acaba tendo a oportunidade de ter um novo recomeço.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CENAS INESQUECÍVEIS DO CINEMA

O ENIGMA DA PIRÂMIDE
Existem alguns filmes bons que fazem um pouco de sucesso e depois caem no esquecimento. Como eu sempre fui grande fã das peripécias de Sherlock Holmes gostei muito dessa versão que lembra muito o clima e estrutura usado para a construção dos filmes de Harry Potter. Nesta história acompanhamos a história da hipotética juventude de Holmes em uma trama cheia de efeitos especiais. Claro que se tratam de ótimos efeitos para o ano em que foi lançado, 1985. Aliás, isso lhe rendeu uma nomeação ao Oscar daquele ano.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

DIANA E ACTEÃO


Se você já ouviu o ditado "Estar na hora errada no lugar errado" com certeza, já conhece um pouco da vida de Acteão. O jovem príncipe tropeçou, durante uma caçada, na deusa Diana, a caçadora virgem e símbolo da castidade (identificada no quadro por sua crescente), que estava tomando banho com suas ninfas numa gruta remota da floresta. Indignada com Acteão por ele ter vislumbrado sua nudez divina, Diana o transformou em um veado e assim metamorfoseado ele acabou sendo morto por seus próprios cães de caça. Cores suntuosas, movimentos cativantes e uma composição harmoniosa marcam esta obra-prima de Tiziano (Italia 1488 -1576). A capacidade imaginativa de Tiziano chegou ao auge nas interpretações que ele fazia de lendas antigas e mitos clássicos durante os anos 1550, por instigação de Filipe II da Espanha, seu principal patrono. Tiziano foi o maior pintor veneziano. Em seus últimos anos, seu estilo se desenvolveu de maneira muito livre, quase antecipando a obra dos impressionistas quanto à maneira de lidar com as cores, com a luz e quanto à desenvoltura das formas.

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

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