sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VÍDEO DIGITAL

Faz pouco mais de uma década que o vídeo digital está disponível para os consumidores. O que faz uma câmera de vídeo ser digital? Para explicar de maneira simples, o vídeo digital (DV, digital vídeo, em inglês) é um processo de gravação de imagem que começa quando a luz passa pela lente da câmera e se foca em um sensor no formato de um chip no lugar onde antes ficava o filme. Esse chip, com milhões de elementos que detectam luz, ou pixels, recebe a imagem e converte os valores de luz e cor em dados digitais, que então são transferidos a cada 1/60 segundo (variável que depende da câmera) para o processador interno do aparelho. A câmera então comprime esse imenso fluxo de dados a um tamanho operável, que pode ser transferido para algum tipo de armazenamento, como fita mini-DV, DVD, memória flash ou para um pequeno disco rígido dentro da câmera. Os engenheiros conseguiram miniaturizar essas funções a ponto de elas caberem na palma da sua mão. Mais impressionante ainda é a atual capacidade de transferir essas gravações de vídeo e som estéreo diretamente para o seu computador, prontas para editar e arquivar. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ADELE

Cantoras gordinhas ou feinhas só fazem sucesso na europa. Rs. Adele, a cantora mais baixada na internet na última semana, para quem ainda não conhece.
ROLLING IN THE DEEP

CHASING PAVEMENTS

COULD SHOULDER

domingo, 13 de novembro de 2011

LEMINSKI



Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.
Vanguardista, com uma obra frequentemente associada ao movimento de contracultura, Leminski transitava por (e se inspirava em) diversas manifestações artísticas tendo feito letras de música e trabalhos inspirados em fotografias, por exemplo. Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou "prosa experimental", em edição particular. Além de poeta e prosista, Leminski era também tradutor (traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra Catatau, a qual foi traduzida na íntegra para o castelhano).

Na poesia de Paulo Leminski, por exemplo, a influência da MPB é tão clara que o poeta paranaense só poderia mesmo tê-la reconhecido escrevendo belas letras de música, como Verdura, gravada em 1981 por Caetano VelosoMúsico e letrista, Leminski fez parcerias com Caetano Veloso e o grupo A Cor do Som entre 1970 e 1989. Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Moraes MoreiraItamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo JardimRegina Silveira, Helena Kolody, Turiba, Ivo Rodrigues. A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada. Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos. 

Bora mergulhar na sua arte? ;-)


Mosaico de Paulo Leminski por Cida Carvalho


Música de Paulo Leminski e Itamar Assumpção


SITES SOBRE
Um blog bacana totalmente voltado para a obra do poeta curitibano: http://pauloleminskipoemas.blogspot.com/
Blog da Fundação Paulo Leminski: http://fundacaopauloleminski.blogspot.com
Leminski no Jornal de Poesia: http://www.revista.agulha.nom.br/pl.html
+ Leminski, agora num site especializado em literatura e arte:  http://www.tanto.com.br/Leminski.htm

sábado, 12 de novembro de 2011

BACO E ARIADNE

Inspirada na história dos dois amantes escrita por Ovídio e Catulo, esta obra-prima, uma das primeiras de Ticiano (Tiziano Vecellio), faz parte de uma série de pinturas criadas para Alfonso d'Este, duque de Ferrara. Ticiano foi o mais importante pintor da Renascença veneziana; depois da morte de seu mestre Giovanni Bellini, em 1516, ele dominou a arte veneziana durante os 60 anos seguintes e se tornou o artista mais famoso da Europa. Alfonso d'Este encomendou BACO E ARIADNE para seu palácio em Ferrara, no norte da Itália. Esta obra mostra o momento em que Baco, o deus do vinho, encontra Ariadne, filha do rei de Creta. Depois de ajudar seu namorado Teseu a escapar do labirinto do Minotauro, Ariadne foi abandonada na ilha de Naxos. É quando entra Baco, numa carruagem puxada por dois guepardos, com sua multicolorida multidão de seguidores bêbados. Baco é mostrado num semissalto enquanto seus olhos se fixam em sua futura noiva. Inicialmente assustada com o aparecimento de Baco, o rosto de Ariadne exibe uma mistura de medo e intersse quando seus olhos se encontram. Embora seu rosto esteja voltado para Baco, o corpo está afastado dele e o braço está estendido para o navio que parte e para o mante que a abandonara. Numa demonstração de cor, movimento e imaginação, Ticiano dá vida à pintura de um mode sem precedentes. Tem muita gente que confundi o deus nessa imagem  e acha que o Baco é o homem moreno envolvido por serpentes. Isso porque muitas vezes a televisão e o cinema retratam Baco ou Dionísio, seu outro nome, com a aparência de um homem moreno e de barba e muitas vezes chifres. Essa confusão começou a ser gerada quando o catolicismo foi expulsando os deuses antigos da mente dos fiéis. O culto de Baco era um dos cultos pagãos mais devassos com sexo, bebida e música por isso ele sofreu mais com a perseguição da igreja a ponto de sua imagem ir se mesclando um pouco com a do Diabo. Se você acha que nós brasileiros não temos nada a ver com esta cultura européia saiba que as festas de Baco chegaram às terras tupiniquins e foram bem populares em Pernambuco antes de finalmente a Igreja conseguir exterminar esse péssimo hábito. O homem que aqui aparece com as serpentes é uma referência à clássica LAOCOONTE E SEUS FILHOS, 

redescoberta em Roma em 1506. Laocoonte alertou os troianos em vão para que não aceitassem o cavalo de madeira de presente dos gregos. Posteriormente, foi estrangulado por serpentes marinhas enviadas pela deusa Minerva. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

111111 | 121212

O 111111 | 121212 é um projeto fotoliterário meu (Fabi M.) e de Glória Lopes. Começou hoje, 11/11/11 e "termina" em 12/12/12. Uma viagem, uma aventura. A idéia é discutir Luz e Sombra, um fenômeno fundamental tanto no universo fotográfico quanto no literário. Ao final dessa jornada esperamos ter em mãos um romance que está sendo escrito por Glória e ilustrado por mim. O livro "Andarilho das Trevas" é um diálogo entre fotografias e textos. Trata das angústias e medos diante do desconhecido e dos fantasmas interiores. A história narra as buscas de uma jovem por seu namorado desaparecido; nesse caminho ela terá que vencer seu medo do escuro e vai descobrir que a Luz, em muitos casos, pode cegar.

O blog é um recurso para experimentação e pesquisas dos conceitos envolvendo Luz e Sombra nos mais diversos setores do conhecimento humano: artes, fotografia, filosofia, psicologia e onde mais essa metáfora possa ser aplicada. As abordagens pesquisadas no blog servirão de apoio no processo criativo de elaboração do livro que será lançado em 12/12/12, coroando nossa aventura.

Dará tempo?

HENRI CARTIER-BRESSON

Veja o que o pai do fotojornalismo, Henri Cartier-Bresson fala sobre a fotografia em seu testo L'IMAGINAIRE D'APRÈS NATURE.
A fotografia não mudou desde sua origem, a não ser nos aspectos técnicos, que não são meu foco principal.
Fotografar parece ser uma atividade fácil; na verdade, é um processo variado e ambíguo no qual o único denominador comum entre seus praticantes é o instrumento usado. O que sai da máquina fotográfica não escapa das restrições econômicas em um mundo de desperdício, das tensões que ficam cada vez mais intensas e de consequências ecológicas insanas.
A foto "manufaturada" ou de espionagem não me interessa. E se eu fizer um julgamento, só pode ser no nível psicológico ou sociológico. Há quem tire fotos planejadas antecipadamente e aqueles que descobrem a imagem e tiram proveito dela. Pra mim, a câmera é um rascunho, um instrumento de intuição e espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, questiona e decide simultaneamente. Para "dar significado" ao mundo, a pessoa precisa se sentir envolvida com o que vê através do visor. Essa atitude requer concentração, disciplina mental, sensibilidade e senso de geometria. É pela economia nos meios que se alcança a simplicidade de expressão. Na hora de tirar uma foto, é preciso ter o maior respeito pelo assunto e por si próprio. Fotografar é prender a respiração quando tudo converge a ponto de flertar com a realidade. É nesse momento que dominar uma imagem vira um grande prazer físico e intelectual. 
Tirar fotos significa reconhecer - simultaneamente e numa fração de segundos - o fato em si e a rígida organização da percepção visual que dá significado a ele. É colocar a cabeça, os olhos e o coração na mesma linha de mira.
No meu entender, fotografar é um meio de compreensão que não pode ser separado de outros meios de expressão visual. É uma forma de gritar, de se libertar, não de provar ou afirmar sua originalidade. É um modo de vida. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NEIL GAIMAN

Nascido no ano de 1960 em Portchester, na Inglaterra, Neil Gaiman já escreveu muita coisa. A obra mais extensa são os dez volumes que compõem Sandman,

trabalho que ganhou prêmios importantes em países como Áustria, Brasil, Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Estados Unidos e tantos outros, que nem mesmo ele consegue lembrar. 
   Os romances incluem Neverwhere (que começou como seriado de TV e em breve será um grande filme - até porque ninguém nunca tem a intenção de fazer um "pequeno" filme) e Stardust (que ganhou o Mythopoeic Award como melhor romance fantástico de 1999 e pode ser encontrado em versões com ou sem ilustrações).

Vários de seus contos foram compilados no livro Smoke and Mirrors: Shor Stories and Illusions. Das histórias em quadrinhos mais curtas, a que lhe dá maior orgulho é Mr. Punch. Escreveu mais recentemente uma obra chamada American Gods. 
Neil Gaiman tem exatamente três filhos, aproximadamente sete gatos e também uma casa que quer ser o castelo de Gormenghast quando crescer. 
Em geral, está sempre precisando cortar o cabelo. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

BOOK


Se especializar em books é uma boa maneira de iniciar uma carreira como fotógrafo profissional pois é na prática que você irá refinando o uso de seu equipamento além de identificar formas e necessidades capazes de tornar o seu processo fotográfico uma assinatura. Como eu já disse, para se aprender a usar bem uma máquina, leia o manual e pratique. Não existe forma melhor. O que irei especificamente falar aqui é algumas dicas de como aproximar o seu trabalho daquilo que o mercado exige enquanto resultado e algumas dicas de como você pode obtê-lo. Sempre é bom observar o trabalho de outros que estão há mais tempo na área para se ter idéias, além de se visitar lojas de fotografia para estar sempre inteirado das novidades de mercado. Hoje em dia existe book para tudo: desde o cobiçado book de casamento, até o de bebês, modelos, 15 anos, cachorros, terceira idade, romântico e por aí vai. Na verdade o termo Book serve apenas para especificar uma série de fotos que tem um objetivo ou que seguem uma linha. Para a maioria das pessoas, serve para congelar no tempo um momento que consideram especial e que desejam guardar para a posteridade. Parece fácil bater um monte de fotos da formatura, mas a verdade é que a pessoa não quer apenas guardar a imagem impessoal do fato e sim a beleza subliminar que ela dá a aquele momento de vida e que dentro de suas memórias acaba tendo uma cor, uma forma e um sentido muitas vezes diferentes daquilo que você está vendo. Por isso é importante entender o quê o seu cliente está vendo. Por exemplo, numa foto de um bebê recém nascido, é fato que todos os bebês tem a mesma cara de joelho, mas para aquele pai disposto a registrar o primeiro book do bebê aquela é uma criança especial e você tem de tentar captá-la da forma como os pais o vêem, daí ser importante observar e conversar muito com o cliente para entender o que se passa interiormente na mente dessas pessoas para que elas não se frustem com o resultado final. Mesmo vivendo em tempos modernos os fotógrafos hoje em dia passam pela mesma situação que os retratistas de alguns séculos atrás que acabavam recriando as pessoas em sua pintura. Apenas a fotografia não pode ser tão elástica quanto a pintura pois mesmo com os programas gráficos a imagem tem obrigatoriamente de parecer natural e principalmente, verdadeira. 
Inicialmente procure já ter pré definida algumas locações para suas imagens externas e internas.
                   

A locação pode ser o estúdio, a casa de um amigo, um parque perto de sua casa ou qualquer outro lugar que você conheça bem, no qual você já esteja habituado com a luz, o ambiente, as cores e onde o seu cliente também possa se sentir à vontade. A locação tem a função de ajudar com a "atmosfera" que o seu cliente está procurando no book. Você pode fotografar um bebê em uma piscina de bolinhas artificiais ou em um parque dependendo daquilo que a mãe lhe der indícios de estar querendo, por isso é interessante ter sempre um bom conhecimento da cidade onde você está se instalando enquanto fotógrafo. No curso eu sempre dou como exercício a solicitação de 3 clientes imaginários e peço que vocês indiquem uma locação externa para se conseguir a atmosfera pretendida. Experimente fazer e veja se você consegue pensar em boas locações para estes casos. Vá até o local pensado e bata fotos, procure o melhor local, experimente. 
1) O primeiro cliente é um mãe grávida de 7 meses que você percebe ser uma pessoa romântica que gosta muito da natureza. Lembre-se que as mulheres que estão em estado interessante tem dificuldades em ficar muito tempo de pé, precisam estar próximas de locais com água, com banheiro e sofrem muito com o calor ou com o frio. 
2) O segundo cliente é uma modelo profissional que deseja participar de um catálogo de uma joalheria conhecida por suas modelos sofisticadas, sempre com roupas de grife, impecavelmente maquiadas e com aquela expressão dura. 
3) O terceiro cliente é um bebê de oito meses em cujos pais você percebe que o seu humor é diretamente influenciado pela alegria demonstrada pela criança. Bebês tem de ter o mesmo cuidado destinado às grávidas além de ser sempre necessário pensar em formas de distraí-lo e de deixá-lo sempre sobre as vistas da mãe ou do pai.
Definidas as locações ajude seu cliente a definir também os tipos de roupa. Você irá receber algumas dicas a seguir que podem ajudá-lo a escolher melhor, dentro do biotipo de seu modelo, mas você também tem de tomar cuidado com o esquema cromático (veja esta postagem) que será adotado naquele ambiente e também com a composição. 
Quando se trata de Book Profissional existe todo um Be a Bá que já está mais ou menos estabelecido no mercado e cabe a você decidir qual vai mais de encontro ao cliente e o que ele deseja. 

Se o que deseja é pura e simplesmente apresentar o modelo, o fundo neutro a destaca pois não tem mais nada brigando pela atenção do espectador. 

Brinque com vários ângulos batendo muitas fotos de seus modelos. É dito que o modelo profissional tem de ser como um cabide que é capaz de comportar qualquer roupa. Bater uma foto desse gênero é como criar um personagem. No caso do modelo profissional, ele tem de criar este personagem a partir daquilo que o produto está pedindo. No caso dos mortais comuns, também existe esta idéia de se criar o personagem, mas este personagem nada mais é do que a forma como o cliente quer se ver. Esse "querer se ver" é o termo subjetivo que depende da sensibilidade de cada fotógrafo mas vivemos em uma sociedade massificada onde muitos dos códigos visuais ditados pelos grandes meios comerciais acabam sendo incorporados como um tipo de "padrão desejável". É uma questão de juntar o ideal e o real sem ferir nenhuma das partes envolvidas.

Você pode encontrar livros e mais livros de poses fotográficas por aí, além de várias dessas páginas estarem disponíveis na internet, basta digitar POSES no santo google. Se você ainda não se sente muito seguro para pensar em suas próprias poses, pode começar brincando com estas pré montadas. 
Mas existem sete poses fotográficas que são tidas como padrão pelo editorial de moda:

CLOSE-UP
Foto acima do busto onde a expressão sorridente é um requisito. Esta imagem tem o objetivo de mostrar os detalhes do rosto como a pele, o cabelo, a sobrancelha, o formato do nariz, os dentes... 

SIMPLES
É a foto descontraída de expressão serena, espontânea. Procure usar roupas coloridas que combinem com a personalidade da cliente. 
DISTORCIDA
Nestas imagens os modelos se inclinam para frente, para trás ou para os lados. Nesse tipo de foto é comum as modelos femininas usarem roupas de banho, lingerie ou roupas que deixem muita pele à mostra pois a distorção ressalta bem as formas curvas da mulher. Dentro destas poses procure incluir pelo menos uma onde o modelo use roupa de banho ou lingerie. Isso é meio obrigatório para o book profissional pois, no final, o que está sendo vendido é o corpo e ele tem de estar bem à mostra. 

GEOMÉTRICA
Esta é relativamente fácil. Basta se fazer um ângulo com alguma parte do corpo. 

EM MOVIMENTO
São aquelas imagens em que você tem a sensação de movimento, como no caso dos cabelos esvoaçantes, vestidos flutuantes e por aí vai. 

SEQUÊNCIA
Esse tipo de foto ficou famoso pela televisão e cinema pois geralmente é assim que o fotógrafo é retratado. É quando você vai pedindo várias poses para o modelo enquanto vai mudando constantemente seu posicionamento atrás dos melhores ângulos. 

SOFISTICADA
É aquela foto onde a expressão facial é séria, dura, com cabelos, maquiagem em alinhos e roupa de noite impecável em postura sofisticada. 

Levando-se em contas estas poses, sempre que for ajudar a escolher as roupas, procure ter uma roupa casual mais colorida; um maiô ou biquini ou, se for o caso, lingerie; uma roupa mais sofisticada e elegante (ternos, roupa de inverno, vestido de noite, etc); uma roupa para fazer uma produção que mostre mais o corpo deixando pernas, barriga e braços de fora (pense nessa como uma roupa de "balada"); uma que ajude a compor um look jovem e informal (se for o caso).

Além destas dicas, procure intercalar em suas poses fotos batidas em Plano Médio (o modelo aparece da cintura para cima) e Plano Geral (o modelo aparece inserido em um cenário). Esses dois enquadramentos tem a função de permitir uma avaliação de como o modelo e o fundo interagem criando uma atmosfera. Por isso são planos mais indicados para externa, apesar disso não ser uma regra. Aliás, regras é algo meio inexistente na arte. Sempre surge alguém que as subverte e as renova, então, em último caso, siga o seu instinto. 

Quando for fazer o Book procure orientar o seu cliente, caso ele esteja almejando o mundo profissional, a montar um básico com 15 fotos. Geralmente que avalia esse material não dispõe de tempo para ver um super mega álbum com 500 páginas. Oriente-o a escolher fotos dentro dos padrões já ditos para que ele consiga uma boa seleção que realmente mostre o seu corpo como produto. As medidas recomendadas são, geralmente, que as imagens em preto e branco tenham a medida de 18x24 e que as em cores 20x25. 

Uma última dica é a de sempre fazer um contrato de acordo com a situação para poder ter salvaguardas de poder utilizar as suas fotos.

sábado, 5 de novembro de 2011

OS MUTANTES


Os Mutantes surgiram em 1966 como um tipo de banda de rock alternativo que embarcou num movimento artístico que ficou conhecido como Tropicália. Dos integrantes desse grupo, provavelmente o nome que se tornou mais famoso foi o da Rita Lee que atuava como vocalista da banda.
Além do inovador uso de feedback, distorção e truques de estúdio de todos os tipos, os Mutantes também foram os pioneiros na mescla do rock and roll com elementos musicais e temáticos brasileiros.
Antes dos Mutantes o comum das bandas brasileiras era copiar o que existia lá fora. Com os mutantes, junto com a irreverência, também se abriu uma porta para uma inovação e busca por sons nativos. 
O nome Mutantes teria sido uma sugestão de Ronnie Von que estava, na época, lendo O Império dos Mutantes de Stefan Wul. Ronnie Von na época fazia muito sucesso e tinha um programa tendo atuado meio como "padrinho" da banda.  
Em 1967, Gil se apresentou com os Mutantes no famoso concurso da TV Record e acabaram ganhando o segundo lugar, apesar de não terem o conhecimento teórico que Gil dispunha e serem incapazes, por exemplo, de ler partituras. Ganharam o segundo lugar e com isso o grupo se aproximou mais do movimento tropicalista. 
Em 1968 lançaram o primeiro disco onde apresentaram um trabalho inovador porém onde se podia perceber a nítida influência dos Beatles. As músicas que se destacaram neste primeiro trabalho foram:
SENHOR F
PANIS ET CIRCENSES
TREM FANTASMA
Pegaram o sétimo lugar no III Festival Internacional da Canção da TV Globo com CAMINHANTE NOTURNO

Na final desse festival, os Mutantes acabaram participando de uma música do Caetano, É PROIBIDO PROIBIR. Essa música foi recebida com vaias, ovos, tomates, pedaços de madeira e o público deu as costas para a apresentação. Sem parar de tocar os Mutantes viraram as costas para a platéia enquanto Caetano fazia um inflamado discurso que mal se fazia ouvir diante de tanto barulho dentro do auditório.  
Os Mutantes voltaram no mesmo festival no ano seguinte com 
DOM QUIXOTE
E 2001
Em 1969, uns dos anos mais negros para os perseguidos pela Ditadura (Caetano e Gil foram deportados nesse ano para a Inglaterra) Os Mutantes participara do IV Festival Internacional da Canção com 
ANDO MEIO DESLIGADO
Em 1972 lançaram aquele que seria o último disco da banda com a formação original já que depois disso Rita Lee se separou da banda. Na realidade ela se divorciou oficialmente de Arnaldo apesar de viver em uma comuna hippie onde não se tinha um parceiro fixo e a droga rolava solta. Ela mesma havia dito que o casamento foi só uma maneira de se livrar dos pais e a certidão foi rasgada ao vivo em um programa da Hebe Camargo. Este livro trouxe a música que é tida como o maior sucesso da banda 
A BALADA DO LOUCO
Com a saída de Rita Lee a banda se afundou nas drogas e acabou por perder um a um seus fundadores restando apenas Sérgio Dias e apesar de todas as tentativas a banda não voltou à sua formação original apesar de terem ocorrido apresentações especiais dos membros originais. Em 1978 em um show que não contava com mais de 200 pessoas em Ribeirão Preto Os Mutantes oficialmente chegavam ao fim. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ESQUEMA CROMÁTICO

Na Fotografia, assim como nas Artes Plásticas, a percepção da cor e suas combinações é uma das coisas que você precisa dominar se quiser ter mais autonomia de criação. Por isso vamos falar um pouco a respeito de cor e de alguns esquemas cromáticos. Como já foi dito, cor no sentido em que a conhecemos, com a nomenclatura de "coisa", não existe. O que conhecemos por cor é uma nomenclatura que criamos para as diversas radiações de luz. 
O olho humano é capaz de captar as cores dos aspecto visível: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta. A junção de todas estas cores resulta no branco. A ausência de todas estas cores são percebidas pelo cérebro como sendo a cor preta. 
Quando a luz branca entra em contato com um objeto, este objeto comumente absorve uma parte da radiação e joga a outra parte para fora. Esta parte que é jogada para fora nós compreendemos como a cor do objeto. 
A cor pode ser classificada por três elementos:
Matiz - A resposta para "Qual é a cor que vemos?" é a matiz. Nesse sentido não importa se é um verde musgo, um verde claro, um verde escuro ou se existem outras cores presentes. Se identificamos como sendo objeto VERDE, por exemplo, estamos informando a matiz. 
Brilho, valor e luminosidade - É o que nos faz informar se a cor é clara ou escura. 
Croma ou saturação - É o que determina o quão viva é a cor. Imagine que quanto menos viva for essa cor mais próxima do cinza ela se torna. 
Para se utilizar um esquema cromático você precisa conhecer o círculo cromático, como neste exemplo acima. Com ele podemos reutilizar alguns esquemas de cores que já estão sendo praticados desde as artes plásticas e que por isso, tem uma tendência maior a causar um impacto de interesse no espectador. 

ESQUEMA MONOCROMÁTICO
Nele você escolhe uma única Matiz variando no Brilho e na Saturação. O exemplo mais simples desse tipo de esquema na fotografia é a em preto e branco
  Mas você também pode eleger apenas uma matiz como a principal em sua imagem 
Outra forma de harmonizar as cores é através das cores análogas. Observe o círculo cromático. Vamos supor que você escolheu a cor vermelha como prioritária em sua imagem. Os outros elementos da fotografia deverão ser dentro da tonalidade violeta e laranja para que a imagem seja formada em um esquema de cores análogas. É lógico, conseguir esse tipo de combinação na fotografia é bem mais trabalhoso do que na pintura. 


No final, você pode tentar utilizar esses conhecimentos para construir suas imagens, dentro da possibilidade visual que esta imagem dispõe. Por exemplo, na foto abaixo não é possível eliminar o verde, mas perceba que o vermelho, o violeta e o laranja estão presentes nos outros elementos o que garante um certo equilíbrio cromático. 
Por último você também pode experimentar as cores complementares. Diferentes das análogas que ficam próximas no círculo cromático, nas cores complementares você irá pegar a cor exatamente contrária à escolhida para gerar um contraste. Por exemplo, para contrastar com o azul, o laranja. Para contrastar com o vermelho, o verde. E assim por diante. 

Pratique estes três esquemas de cor para melhorar sua percepção visual lembrando-se que as regras existem para ser quebradas, desde que você compreenda os resultados que está obtendo. 

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

https://coronabr.com.br/