quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

J. CARLOS

Vou falar hoje de um famoso ilustrador, chargista e designer gráfico brasileiro. Pode parecer estranho falar sobre isso hoje em dia, quando o mercado gráfico é quase que completamente dominado por influências estrangeiras, mas o Brasil já teve um período de florescência nas artes gráficas, já tendo inclusive tido um gibi nacional. Mas isso é outra história. 
José Carlos de Brito Cunha era um carioca nascido em 1884. Além de tudo o que eu já falei ele ainda fez esculturas, teatro de revista e letra de samba. É considerado um dos maiores representantes da Art Déco no design gráfico brasileiro. 
Fez a capa de muitas revistas, incluindo-se essa revista PARA TODOS onde é possível encontrar excelentes ilustrações que revelam todo o talento desse ilustrador. Tinha por referência as figuras típicas do Rio de Janeiro de sua época. 
Também se interessava muito em ilustrar a "melindrosa", a nova mulher moderna brasileira, elegante e urbana que iniciou sua jornada rumo à independência em sua época.
Calcula-se que tenha produzido algo em torno de 100 mil ilustrações. Nos anos 30 foi o primeiro brasileiro a desenhar o Mickey Mouse para a revista Tico Tico. Nem sabia ele que os "ingleses estavam chegando" e que aos poucos isso iria minar a produção nacional para abarcar a produção estrangeira.
Em 1941, seguindo a política de boa vizinhança que procurava espalhar a ideologia norte americana pelo mundo, Walt Disney visitou o Brasil e ficou tão impressionado com a arte de J. Carlos que o convidou para trabalhar em Hollywood.
O artista recusou mas enviou para Disney o desenho de um papagaio que mais tarde serviria de base para a criação do personagem Zé Carioca.
Estava discutindo nova capa do compositor João de Barro, o Braguinha, quando teve uma hemorragia cerebral e morreu dois dias depois em 1950.

Fez histórias em quadrinhos com a personagem chamada negrinha Lamparina que ainda era fortemente influenciada pelo longo período escravista do Brasil. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

DANTALIAN NO SHOKA

Faz tempo que não posto algo sobre animes. Esse Dantalian no Shoka eu ainda não assisti por completo então não sei se a história é interessante porém esse clipe de encerramento ficou bem legal para quem gosta desse visual meio estranho que lembra um pouco as criações de Tim Burton.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

BARAKA

Eu devo ter alguns circuitos soltos na memória porque estava tentando lembrar da Whitney Huston e acabei lembrando desse documentário Baraka, gravado em 92, mesmo ano do grande sucesso dela, O Guarda Costas. Bizarro não? Baraka é um documentário cheio de imagens exóticas retiradas do cotidiano do mundo. Não existem um enredo, muito menos uma linearidade. Assistir esse documentário é como mergulhar em um mundo sensorial. Eu tive a oportunidade de assistir isso no cinema. Talvez, por isso, o que me ficou mais gravado foi esse estranho ritual ou dança, não sei ao certo, onde os sons são produzidos por seus participantes. Foi algo realmente entranho de se absorver e lembro-me que Baraka foi um programa capaz de deixar os espectadores que compartilharam comigo aquela sala de cinema no mais profundo silêncio. Trago então a pequena passagem de que falei. 

E esta outra passagem inicial do documentário com os macacos japoneses se aquecendo nas fontes termais.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

GIUSEPPE ARCIMBOLDO

Além de usar com frequência frutas e legumes para criar seus retratos, Arcimboldo (Milão 1527-1593) também era conhecido por utilizar vasos, panelas e até ferramentas para criar suas imagens misteriosas. 

 Suas obras importantes foram pintadas em Praga, onde foi contratado por uma série de imperadores Habsburgos. Além de pintar, Arcimboldo tinha outros encargos na corte, como por exemplo criar decorações para festas, adquirir obras de arte para a coleção do imperador e, por estranho que pareça, projetar e construir sistemas de distribuição de água. 
 Esse quadro acima chamado Verão assemelha-se muito ao sonho de um verdureiro. Ao se tomar uma certa distância, emergue uma cabeça humana, feita inteiramente de frutas e legumes de verão - podem-se ver pêras, pêssegos, cerejas e ameixas. 
 As pinturas de Arcimboldo eram consideradas um tanto malucas, embora tenham sido imitadas com certa frequência. Ele só se tornou popular quando os surrealistas o reconheceram como um colega artista, que gostava de trocadilhos visuais. 
Em 86 Peter Gabriel fez um videoclipe de muito sucesso na mídia que em algumas passagens lembra muito as obras de Arcimboldo utilizando técnica de Stop Motion. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

EXÉQUIAS E A ÂNFORA DA ÁTICA COM FIGURAS NEGRAS

Exéquias foi um pintor grego de ânforas, ou vasos, e ceramista que trabalhou em Atenas na Antiguidade. Ele usava principalmente a técnica de pintura negra, que floresceu entre 700 a.C. e 530 a.C. As obras de Exéquias são notáveis pela composição marcante, pela limpidez da técnica de desenho e pela caracterização econômica. Onze obras assinadas por Exéquias sobreviveram e cerca de 25 vasos lhe são atribuídos. Uma das obras mais famosas é esta ânfora que retrata Aquiles e Ájax, míticos guerreiros gregos da Guerra de Troia, envolvidos em um jogo de estratégia. Enquanto brincam para ver quem vai ganhar, eles também aguardam o resultado de outro "jogo" estratégico, de dimensões mais amplas - o desfecho da guerra. Exéquias foi um pintor inovador e não existem registros do jogo entre Ájax e Aquiles na literatura grega. O outro lado do vaso apresenta um retrato em família dos "gêmeos" Castor e Pólux e de seus pais, Leda e o rei Tíndaro. Leda era a mãe de Castor e Pólux, mas eles tinham pais diferentes. Zeus, que apareceu para Leda sob a forma de um cisne, era o pai de Pólux. Tindaro, marido de Leda, era o pai de Castor. Os garotos tinham uma irmã famosa, Helena de Tróia. Já foi sugerido que a cena nesta ânfora representa os gêmeos enquanto partiam para resgatar Helena das mãos do rei Teseu, seu primeiro sequestrador. Outras obras de Exéquias também retratam cenas da Guerra de Troia, como Aquiles matando Pentesileia, rainha das amazonas. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CANTOS GREGORIANOS

Originalmente o canto gregoriano só utilizava vozes e era praticado dentro dos mosteiros. Os instrumentos aos poucos foram sendo utilizados como acompanhantes das vozes que eram o ponto alto das músicas. Ainda se estuda muito a respeito destes cantos porque o canto gregoriano está na origem da nossa música, embora hoje em dia nos pareça muito remoto. Em segundo lugar, porque forma o corpus básico da música cristã no ocidente. E, finalmente, ainda que a sua exposição não contenha uma ordem de importância, porque conserva, à margem dos religiosos, toda a beleza que comoveu numerosas gerações do passado. Na década de 80 os cantos gregorianos chegaram à grande mídia e fizeram muito sucesso gerando clipes que ainda hoje arrebanham um grupo específico de amantes da música. 

RETURN TO INNOCENCE - ENIGMA

GREGORIAN - MY IMMORTAL

AMENO - ERA

DIVANO - ERA

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CHARLES DICKENS



Pois é, hoje fazem 200 anos que Dickens nasceu. Ganhou até homenagem na google (rs). Mas ele merece. Numa época onde não existia televisão, rádio ou internet, as novelas de Dickens eram esperadas avidamente por seus leitores demonstrando sua popularidade. Lembro-me de ter lido uma vez que mesmo nas embarcações que na época ainda tentavam abocanhar o Japão uma das coisas mais esperadas com os malotes do correio era o jornal que traria a continuação de um dos contos de Dickens. Ele nasceu numa família mais ou menos que aos poucos foi entrando em processo de falência graças às irresponsabilidades do pai. Acabou que a família toda foi viver na prisão por não ser capaz de pagar as contas e Dickens foi trabalhar numa fábrica para sustentá-los com apenas 13 anos. Antes disso porém, ele era um leitor voraz da vasta biblioteca da família que acabou indo parar na mão dos credores. A família dele só se salvou porque o pai recebeu uma herança que deu a oportunidade de um novo recomeço para a família Dickens. Charles acabou se tornando um jornalista. Com uma memória fotográfica, acabou colocando muito de sua vida em suas obras. Até hoje, Dickens é tido como o melhor escritor inglês da era Vitoriana. Suas obras mais famosas foram:

DAVID COPPERFIELD

OLIVER TWIST

UM CONTO DE NATAL
E um dos contos mais revisitados. Se você ainda não viu a história de um avarento que é visitado por três fantasmas não se preocupe. Sai ano, entra ano, estão sempre regravando. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O PINTOR DE MEIDIAS E SUAS VASILHAS


Esse vaso, chamado Hydria foi criado pelo pintor de Meidias (em atividade entre c. 420 a.C - 400 a.C) com uma técnica de pinturas desenvolvida na época chamada de pinturas vermelhas. Na pintura de cerâmica vermelha, as formas e os desenhos surgem como argila não esmaltada vermelha, contra um fundo preto esmaltado. As imagens são delineadas previamente e o fundo é pintado de preto, o que permite que os desenhos sejam preenchidos com tinta e não entalhados com um buril. O termo Hydria designa uma vasilha usada para carregar água. As pinturas dessa vasilha geralmente falavam a respeito da lenda de Faon. Ele teria sido um velho barqueiro que ganhava o pão de cada dia atravessando viajantes entre Quios e Leslos. Uma vez, Vênus, disfarçada como uma miserável velhinha, solicitou ao barqueiro que a atravessasse de graça. Com pena da senhora ele assim o fez. Reconhecendo seu bom coração, Vênus deu como presente um vaso cheio de maravilhoso perfume capaz de tornar Faon no mais belo e cobiçado dos homens. Faon foi amado então por todas as Lésbias sendo que entre elas, Safo, uma das mais belas, o amou com especial ardor. No entanto, Faon, cansado de tanto assédio decidiu se mudar para Sicília. Safo o seguiu e ao ser rejeitada novamente se precipitou do rochedo de Leucade. Toda região de Lesbos chorou a morte de Safo.
Safo, por Charles-August Mengin

A lenda de Safo e Faon, como todo mito, está ligado a alguns fatos reais que ainda estão sendo pesquisados por historiadores. Uma das coisas que pesquisam é que se o termo lésbias aplicados às moradoras da cidade estariam ligados ao homossexualismo feminino. O que se sabe é que Safo teria existido como poetiza versada no culto à Vênus e que era muto famosa sendo que entre os vestígios de seus poemas existem indícios de romances entre mulheres. Chegou a ser reconhecida como a décima musa. Alguns dizem que talvez a lenda de Faon tenha sido apenas uma reinterpretação da lenda de Narciso ou uma licença poética para um dos amores de Vênus porém, como tudo o que chegou até nós dessa época são fragmentos ainda não se conseguiu elucidar o fato. Não se sabe também que fim teria tido Faon. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O QUE É MINI-DV?

Quase todas as câmeras de vídeo disponíveis no mercado hoje em dia são digitais. Elas armazenam os dados ou imagens em fitas Mini-DV. O DV - padrão da indústria introduzido por volta de 1995 - é hoje adotado por mais de 60 empresas que produzem câmeras e acessórios de vídeo. A Mini-DV é uma fita de 6 milímetros coberta com metal evaporado que vem dentro de um invólucro de plástico pequeno e que armazena surpreendentes 11 gigabytes de dados, ou mais ou menos uma hora de vídeo. A resolução das imagens é aproximadamente a mesma obtida por Betacams digitais profissionais. A alta compressão dos dados de imagem na fita Mini-DV, no entanto não tem como ser similar em qualidade ao resultado de uma câmera de vídeo profissional de 40 000 dólares. Mas chega bem perto! O DV foi um dos principais fatores na enorme redução do tamanho das câmeras, em comparação com as antigas, do sistema VHS, que faziam os realizadores de vídeo se parecerem com uma equipe de notícias dos Flintstones. Recentemente, outros formatos evoluíram e merecem ser levados em consideração. Apenas lembre-se de que nem todos os formatos são DV. E esses novos formatos não fornecem nem armazenam a mesma qualidade de imagem. 

APLICATIVO ORIENTA SOBRE OS SINTOMAS DO CORONAVÍRUS

https://coronabr.com.br/