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domingo, 30 de agosto de 2015

A NOVA HISTÓRIA DO BRASIL

O cenário deve estar quente na sua memória. Nos tempos em que o país era uma colônia de Portugal, só havia por aqui engenhos de cana-de-açúcar, as "plantations", com centenas de escravos. Portugal passou séculos sugando as nossas riquezas. No século 16, o reino português já havia exterminado o pau-brasil, ganhando a madeira dos índios em troca de bugigangas: no século 18 ainda levou embora o ouro de Minas Gerais. Como todas as exportações brasileira eram controladas por Portugal, o país ficou limitado a ser uma colônia agrícola. E aí, lembrou-se dessa imagem? Pode esquecê-la. Essa história está virando, literalmente, coisa do passado. Daqui para a frente, vai conviver com esta aqui: no século 18, a economia brasileira é maior que a de Portugal. O país é repleto de rotas interestaduais de comércio de ferramentas, roupas e alimento, e ainda exporta, fora do controle do rei português, produtos para a Argentina e a costa africana. A descoberta do ouro ergue fortunas que ficam por aqui, tornando o Brasil capaz de ter investimentos para crescer mesmo em épocas de crise internacional. Os homens mais ricos (entre eles, negros e índios) constroem sua fortuna não como latifundiários, mas pelo comércio emprestando dinheiro a juros. A maioria dos brasileiros é formada por homens livres que mantém comércios ou pequenas fazendas. Esse novo passado tem sido descoberto por historiadores nos últimos anos. Dezenas de novos estudos apagam silhuetas tradicionais da história brasileira. E montam uma paisagem nova. Nas próximas páginas, conheça a nova história do Brasil.

UMA HISTÓRIA MAIS TRANQUILA
Grande parte da história que os brasileiros conhecem hoje, aquela que ainda está na maioria dos livros didáticos, foi criada (ou virou consenso) entre 1960 e 1980. Era um tempo mais tenso do que hoje. A Guerra Fria dividia os países, os governantes e os intelectuais entre comunistas e capitalistas. Na América Latina, as ditaduras militares calavam jornalistas e professores, torturavam e matavam dissidentes. Se no governo dominavam os capitalistas, a direita, nas universidades predominavam as ideias e os métodos de Karl Marx, o pai do comunismo científico. Para se opor à ditadura, era estimulante ressaltar histórias de dependência internacional, em que classes sociais lutavam entre si e que tinham as grandes potências como as vilãs. "Era uma leitura do passado que nos preparava para a revolução", diz o historiador Marco Antonio Vila, da Universidade Federal de São Carlos.
Mas o tempo passou. As ditaduras caíram, assim como o Muro de Berlim e a União Soviética. Aos poucos, aos pesquisadores ficaram um pouco mais longe das ideologias e passaram a tirar conclusões sem tanto medo de aderir a um ou outro lado da política. "A geração anterior foi muito marcada pela luta ideológica, exacerbada durante os governos militares. Divergências eram logo transpostas para o campo político-ideológico, com prejuízo para o diálogo e a qualidade dos trabalhos", diz o historiador José Murilo de Carvalho, professor da UFRJ e um dos imortais da Academia Brasileira de Letras. "A nova geração de historiadores formou-se em ambiente menos tenso e polarizado, com maior liberdade de debate e um ambiente intelectual mais produtivo."
A visão clássica do Brasil colonial  nasceu com o intelectual paulista Caio Prado Júnior em 1933. No livro Evolução Política do Brasil, ele afirma que a sociedade brasileira era simples e desigual: "Nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros: mais tarde ouro e diamantes; depois, algodão, e em seguida café, para o mercado europeu.Nada mais que isso". Tudo girava em torno do latifundiário, que deixava só miséria por aqui. A teoria de Caio Prado fez um sucesso tremendo nas décadas seguintes.
Até que, nos anos 90, historiadores descobriram dados que não batiam com a teoria. Registros dos portos do Rio de Janeiro e de Salvador mostravam que, em épocas de crise econômica europeia, quando os preços do açúcar e do algodão desabavam pelo mundo, no Brasil eles mudavam pouco. Mesmo quando as exportações do Rio de Janeiro diminuíram, a compra de farinha e charque do Rio Grande do Sul aumentava.Esses dados sugerem que havia um bom mercado consumidor no Brasil. Além disso, o testamento dos homens mais endinheirados mostrava que a mais endinheirados mostrava que a maioria não fez fortuna exportando cana-de-açúcar, mas fabricando ferramentas ou emprestando dinheiro. Eles compravam fazendas só depois de ricos, para ganhar status de proprietários de terra e eventuais títulos de nobreza.
O maisrecente estudo com essa nova visão virou o livro História do Brasil com Empreendedores, de Jorge Caldeira, lançado em2009. Ele mostra mais um mito do Brasil colonial: a ideia de que só havia por aqui uma enorme massa de escravos e seus senhores. Em 1819, os escravos eram um quarto da população total, de 4,4 milhões de pessoas. E, entre os brasileiros livres,91% deles não tinham escravos. "Com essa população, o Brasil tinha uma economia maior que a de Portugal", diz Jorge Caldeira.
Os mitos do outro lado, os da direita, também estão com os dias contados. No caso da Guerra do Paraguai, glorificada pela caserna, hoje ninguém discute que os soldados negros foram entregues à própria sorte no campo de batalha, sendo os primeiros a morrer. Alguns, inclusive, foram à guerra como "substitutos", no lugar de senhores de escravos que preferiram não arriscar a vida pelo país. Tiradentes, mártir usado como peça de propaganda dos governos desde o início da República, teve sua participação na Inconfidência Mineira bem diminuída.Falando em República, hoje se reconhece que, logo depois que os militares a proclamaram, em 1889, o Brasil regrediu em diversos pontos. A censura à imprensa, por exemplo, foi um dos primeiros atos do proclamador em pessoa, o marechal Deodoro da Fonseca.
A história de qualquer país nasceu no berço do patriotismo. Na tentativa de construir um passado comum entre os habitantes e deixá-los orgulhosos do lugar onde viviam, surgiram relatos de grandes artistas e heróis, tradições milenares, mitos da fundação do país e datas nacionais. No Brasil, esse tipo de leitura da história surgiu principalmente com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), de 1838. O órgão teve uma importância gigantesca para o país.O próprio imperador dom Pedro II participava de suas reuniões, de onde saíram os primeiros grandes relatos da história brasileira, caso do Como se deve descrever a História do Brasil, do naturalista Carl von Martius, de 1840, e a História Geral do Brasil, escrito por Francisco Varnhagen em 1854. Por trás dessas obras, havia sempre uma moral edificante e uma tentativa de valorizar a pátria.
Esse modo de ver a história cria um vício: tudo passa a ser visto de forma parcial. Se alguém do seu país consegue mesmo um grande feito, tende a ganhar uma aura de herói. E ai de quem questionar seus feitos. A aura em torno de Santos Dumont no Brasil é um dos maiores exemplos disso. Aqui ele é o pai da aviação. E ponto final. No resto do mundo, engenheiros e historiadores consideram os irmãos americanos Orville e Wilbur Wright mais importantes para o pioneirismo das máquinas voadoras. E é fato. Não se trata apenas de esforço dos EUA em vender seus heróis. Ao contrário do que muita gente acredita no Brasil, os irmãos americanos voaram na presença de testemunhas antes de Santos Dumont apresentar o 14 Bis ao mundo. No dia 5 de outubro de 1905, fizeram um único voo de 39 minutos, percorrendo 38,9 quilômetros. Já o 14 Bis, em novembro de 1906, voou 220 metros de distância a uma altura máxima de 6 metros. E foi abandonado 5 meses depois, quando sofreu uma queda da lateral e teve uma das asas despedaçadas. Se as últimas linhas despertaram em você alguma emoção mais quente, tenha calma. Ao contrário da história do século 19, a atual não se preocupa em criar ícones de heroísmo nacional e descrever grandes feitos. Na verdade, uma parta dos intelectuais de hoje se dedica a investigar como grandes lendas da história ganharam forma - e esse trabalho tende a destruir mitos consagrados.
Um exemplo lapidar dessa tendência é o livro Aleijadinho e o Aeroplano , publicado pela historiadora Guiomar de Grammont, da Universidade Federal de Ouro Preto, em 2008. A obra mostra como a imagem do escultor mineiro Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, não veio de documentos históricos, mas da cabeça de um escritor.
A primeira biografia de Aleijadinho foi escrita pelo jurista e deputado mineiro Rodrigo Ferreira Bretas em 1858. Mesmo sem fontes e documentos para provar o que dizia, Bretas descreveu seu personagem com detalhes horripilantes. A partir dos 47 anos, o escultor teria sofrido de uma doença desconhecida, que o fizera perder os dedos, os dentes e curvar o corpo. Para poupar os passantes de topar com sua feiúra, o homem entocava-se em igrejas, separado do mundo com cortinas improvisadas. Para a historiadora, o mais provável é que a fonte de inspiração da biografia de Bretas sejam personagens literários populares no século 19, como Quasímodo, o corcunda de Notre Dame do livro do escritor francês Victor Hugo. Os dois são impressionantemente parecidos. Como Aleijadinho, Quasímodo era um belo-horrível: apesar de ter uma aparência desfigurada, era capaz de boas ações. A descrição de Victor Hugo caberia muito bem a Aleijadinho: "A careta era o próprio rosto, ou melhor, a pessoa toda era uma horrível careta: entre os dois ombros, uma corcunda enorme da qual o contra golpe se fazia sentir na parte frontal de seu corpo; um sistema de coxas e de pernas tão estranhamente tortas que se tocavam apenas por meio dos joelhos". O personagem de Bretas era tão fascinante que pegou. O biógrafo ganhou prêmios de dom Pedro II e virou sócio-correspondentes do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
No começo do século 20, os modernistas viram em Aleijadinho a expressão da cultura mestiça brasileira, já que o escultor era filho de um português com uma escrava. O problema é que isso é uma das poucas coisas que se sabe mesmo sobre Antônio Francisco Lisboa. Não só a biografia escrita sem base em documentos e décadas depois de sua morte não ajuda como também há outro empecilho: não dá para saber quais obras realmente são dele. Não havia o costume de assinar esculturas naquela época. Mas a lenda em torno de seu nome ficou tão forte que Aleijadinho virou uma grife. E o número de obras atribuídas a ele explodiu. Na década de 1960, eram 160 esculturas; hoje são mais de 400. Pesquisadores consideram isso um exagero. Mas, ao que parece, a verdade não importa tanto. A aura vale mais. Só que a nova historiografia pode acabar com isso.
Por 3 séculos, os homens mais poderosos na vila que deu origem a Niterói, no Rio de Janeiro, eram os Souzas. Em 1644, Portugal concedeu a um rapaz chamado Brás de Souza o cargo de capitão-mor daquela aldeia. A justificativa era que se tratava de um "descendente dos Souzas, que sempre exercitaram o dito cargo". O reino deu um argumento parecido 150 anos depois, quando outro Souza, Manoel, ganhou o cargo de capitão-mor. Segundo o órgão do reino português, o homem devia receber o posto porque tinha uma "ascendência nobre". O curioso é que aqueles senhores bem-nascidos não eram descendentes de nenhum português com sangue azul. O primeiro Souza daquela região se chamava Arariboia. Era o líder da tribo dos temiminós que, no século 16, se aliaram aos portugueses para expulsar os franceses e os índios tupinambás do Rio de Janeiro. Depois da vitória, os índios ganharam um nome português e se instalaram por ali. Menos de 100 anos depois, seus descendentes já não se viam como índios, eram os Souzas.
Até pouco tempo atrás, a história admitia só dois personagens indígenas: ou a vítima passiva ou o selvagem rebelde. Mas uma nova figura surgiu: o índio colonial, aquele que se mudou para as cidades e adotou um nome português. Isso aconteceu com os descendentes de Arariboia e com índios de todo o Brasil. Em Minas Gerais, despachos do governador mineiro mostram que muitos índios coropós, gavelhos e croás, que até pouco tempo eram considerados extintos , se mudaram para as cidades para tentar lucrar com a corrida do ouro do século 18. Em São Paulo, censos de 1798 a 1803 mostram centenas de índios com endereço, nome português e profissão - havia agricultores, carpinteiros, músicos...
Outra paisagem que está mudando é a que retrata os bandeirantes, os sertanistas que exploravam o interior do Brasil em busca de ouro e índios que levavam a São Paulo como escravos. Nos quadros clássicos, eles aparecem fortes, bem vestidos, submetendo os nativos à sua vontade. Imagens assim surgiram no século 19, 2 ou 3 séculos depois de os bandeirantes explorarem as florestas brasileiras. Escritores paulistas, na tentativa de criar um passado heróico para São Paulo, reverenciaram os bandeirantes e os descreveram à sua imagem e semelhança, sem influência indígena. "Era uma paisagem imaginada, já que não existem imagens deles anteriores a 1810", diz o escritor Jorge Caldeira. Hoje, acredita-se que a diferença entre índios e bandeirantes fosse bem menor.
Se os bandeirantes tinham alguma roupa, ela se desfazia depois de poucos meses no meio do mato. Por isso, andavam provavelmente nus e descalços. Filhos de portugueses com mulheres nativas, eram mestiços. Muitos cresceram nas aldeias vivendo com tios, primos e irmãos índios. A maioria tinha várias mulheres, dando de ombros à vigilância dos jesuítas, que proibiam a poligamia. "Para a cultura tupi-guarani, um aliado tinha que ser parte da família. Era uma exigência dos líderes indígenas que os europeus tivessem mulheres índias. Isso favoreceu o surgimento de uma população profundamente miscigenada", afirma Caldeira. Um bom exemplo de bandeirante-índio é Domingos Jorge Velho, que destruiu o Quilombo de Palmares em 1695. Filho de uma índia e de um português, ele cresceu entre aldeias. Ao chegar a Pernambuco para lutar contra Zumbi, teve problemas para se comunicar com as autoridades pernambucanas: ele não falava português, só tupi guarani.

Mito 1 - A Sociedade Brasileira se dividia entre senhores e escravos
Fato - Havia mais pessoas livres do que se imagina. No século 18, 40% da população era de escravos. No começo de 19, 25%. E alguns senhores trabalhavam com os negros, já que tinham poucos escravos. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

DEFEITOS DE PERSONALIDADES HISTÓRICAS

Platão era agigantado. Júlio César era careca. Cícero era coxo. Sócrates tiha uma cabeça enorme. Aristóteles puxava de uma perna. Confuncio era muito feio. Nero era miope. Napoleão e Luis XIV (o rei Sol) eram baixinhos. Ivan, o terrível, tinha o queixo deformado em ponta. Ana Bolena tinha 6 dedos em uma das mãos e Diraeli uma testa descomunal. Carlos II da França era careca e seu filho, Luis, era gago. O almirante Nelson não tinha um braço e Camões, um olho. Tycho Brahe, o famoso astronomo, tinha o nariz cortado ao meio e o substituiu por outro, postiço, de ouro e prata. Beethoven era surdo, Bernard Shaw, excessivamente magro e Roosevelt mancava devido à poliomelite.

sábado, 9 de março de 2013

COMO PROCURAR UM TERAPEUTA

1. Assegure-se de que o profissional tem formação em psicologia ou em psiquiatria. Só o psiquiatra pode receitar remédios. 
2. Existem vários tipos de psicoterapia - de grupo, individual, de casal e de família - e diversas abordagens teóricas. As principais são a psicanálise (o paciente, no divã, fala livremente, e o terapeuta analisa o que ouve); o psicodrama (os pacientes interpretam seus problemas); e a gestalterapia (não há separação de corpo e mente no tratamento).
3. Descarte profissionais com quem você convive. A terapia trabalha com o mundo subjetivo. Frequentar o mesmo círculo pode prejudicar o trabalho.
4. Marque uma entrevista para que você e o terapeuta se conheçam. Na terapia é essencial que haja empatia. Entreviste vários terapeutas antes de se decidir.
5. Esclareça todas as dúvidas na entrevista: o número de sessões, como proceder em caso de falta e os honorários do profissional. 
6. Se o preço estiver acima de suas possibilidades, tente negociar ou procure instituições de especialização de terapeutas ou clínicas de psicologia de universidades. Nesses locais, o tratamento é bem mais barato. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

TIPOS DE ESCRITORES. QUAL É VOCÊ?


Texto tirado de "Escreva seu Livro" de Laura Bacellar
O ESCRITOR GUERREIRO
A postura guerreira é a do escritor que toma uma posição clara e honesta. É a da pessoa que mostra perfeita coerência entre palavras e atos, e comunica aos outros os limites de seu posicionamento. O escritor guerreiro é capaz de dizer um sonoro "não" ao que destoa de suas ideias. Traduzindo-se em escrita, o texto do guerreiro diz "é do verde que eu gosto". Quando você vai ao lançamento, o autor está vestido de verde. E se um grande fabricante de tecidos oferece uma bela quantia àquele autor para que pose de vermelho, a resposta é negativa. A vantagem do escritor guerreiro é que ele evita subir em muros, sendo fácil para o editor e os leitores em geral resolverem se gostam de seu texto ou não. Mesmo que não faça sucesso, o escritor guerreiro conquista o respeito de seus leitores pela sua coerência e autenticidade. E quando faz sucesso, este é duradouro, porque baseado em sua verdadeira essência e não em alguma moda passageira a que porventura tenha aderido. O escritor guerreiro evita falsidades e sabe se colocar.
O ESCRITOR CURADOR
A postura curadora é a de quem presta atenção com o coração. O escritor curador é aquele que fala de questões importantes para toda a sua comunidade, que afetam as pessoas e a si próprio na essência. É o escritor que ouve com carinho as histórias dos outros e conta as suas no momento apropriado, prestando atenção aos ritmos de sua audiência para obter o melhor efeito. É o contador de casos cativantes, que consegue ligar as suas experiências com as dos outros para construir textos que permanecem na memória e na imaginação dos leitores. É o escritor centrado no contar, e não em si mesmo como contador. Sua imensa vantagem é que fala de algo que faz diferença, e assim acalenta seus leitores. O escritor curador evita futilidades e sabe o que realmente toca os sentimentos.
O ESCRITOR VISIONÁRIO
A postura visionária é a de quem diz a verdade sem julgar. É a do escritor que é criativo e está aberto para a sua autenticidade, sem medo de ridículo ou de críticas. É a pessoa que oferece a sua contribuição particular para ajudar o mundo. O escritor visionário escreve porque isso combina com a sua missão de vida, com o que sente que veio fazer na Terra. Ele não escreve por fama ou fortuna, mas porque tem algo a dizer. E utiliza sempre as ferramentas de discernimento, intuição e percepção para procurar a verdade e transmiti-la. É o escritor dedicado à sua mensagem, mas sempre flexível para admitir seus erros e fazer ajustes. O que ele passa é mais importante do que sua imagem ou o que pensam sobre ele. O escritor visionário evita seguir caminhos pré-traçados e mostra aos outros suas descobertas. 
O ESCRITOR MESTRE
A postura do mestre é a de estar aberto ao que acontece, não preso aos resultados. O escritor mestre procura a sabedoria em locais conhecidos e estranhos, em fontes respeitadas e nem tanto. Ele é guiado pelo que precisa saber, não pelos cânones sociais ou acadêmicos ou profissionais. Dessa forma, é o escritor que admite que não sabe, que está confuso, que aguarda novos desdobramentos de um assunto antes de tomar uma posição e que não hesita em abandonar o que não serve. É o escritor que aceita as influências de outros mestres, dos grandes sábios, mas não se apega cegamente a nenhum deles. É o escritor que tenta ver o que os outros não viram e que recebe o novo com prazer e confiança. O escritor mestre evita o que não serve mais e está aberto para aprender com o novo. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A CIÊNCIA NO CINEMA: JORNADA NAS ESTRELAS


A teoria sobre o combustível na nave Enterprise, da série Jornada nas Estrelas, é perfeita. Ela seria movida graças à colisão de matéria (atomos com núcleos positivos e elétrons negativos) com antimatéria (núcleos negativos e elétrons positivos), o que, de fato, é a maneira mais eficiente de gerar energia. Mas há um detalhe que não se esclarece. Uma reação como essa emitira fótons de altíssima potência energética, difíceis de ser controlados, que poderiam se espalhar pela nave, colocando a tripulação em perigo. Outro fenômeno, o teletransporte, do qual a série abusa, também não se explica. Os átomos do organismo - cerca de 1 000 000 000 000 000 000 000 000 000 - teriam de ser convertidos em impulso elétricos (energia), que, depois, seriam reconvertidos em carne e osso. Mas o único meio de transformar a matéria em energia é a reação explosiva com a antimatéria, que não deixaria um só átomo inteiro para depois ser retransformado. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A CIÊNCIA NO CINEMA: SUPER HOMEM


O Super-homem arriscou demais em SUPERMAN IV: EM BUSCA DA PAZ (1987), ao levar a mocinha ao espaço. Se o filme fosse cientificamente correto, ela morreria de frio, pois não resistiria a temperaturas inóspitas, abaixo de -250 graus centígrados, ou sucumbiria diante da falta de oxigênio. Além disso, estaria exposta a radiações cósmicas nocivas. Outro passeio espacial absurdo foi empreendido pelo herói em SUPERMAN, O FILME (1978). Voando velozmente em torno da Terra, ele reverte sua rotação, fazendo o tempo voltar. Mesmo que isso fosse possível, não daria certo, pois não há qualquer relação entre a rotação da Terra e o passar do tempo. Ainda nesse filme, ao levantar uma enorme rocha, na tentativa de conter um terremoto, o Super-homem afronta a terceira lei de Newton, segundo a qual para cada força existe outra igual, em direção oposta. No caso, a força contrária exercida pela rocha deveria enterrar o herói no chão - não importa a sua superforça, as rochas abaixo dele é que não suportariam o peso levantado. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

A CIÊNCIA NO CINEMA: JURASSIC PARK


A criação de dinossauros de proveta de Jurassic Park - Parque dos Dinossauros (1993) precisaria de monumental dose de sorte para se tornar realidade, mas parte de uma premissa correta. Teoricamente, insetos preservados em âmbar poderiam ter dentro dele restos de sangue de dinossauros, com parte do material genético, o DNA, conservado. Já se sabe que é possível pegar um pedacinho de DNA e aumentar sua quantidade replicando-o muitíssimas vezes. Isso tem sido feito para recuperar o mapa genético de animais e plantas extintos. O problema é que esse DNA vem muito incompleto. É como ter apenas uma parte do projeto de uma casa. Como adivinhar a arquitetura do resto? No filme, o quebra-cabeças é completado com material genético de outros bichos, como répteis e anfíbios de hoje. Mas nada, absolutamente, indica que isso funcione. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

ANJOS SEDUTORES

Pense num daqueles atores que as mulheres acham irresistíveis. Leonardo DiCaprio? Tom Cruise? Que tal James Dean, o eterno rebelde sem causa? Ou Alain Delon no início da carreira? Uma pesquisa científica apontou o segredo que torna esses rostos tão atraentes. Todos eles ostentam uma delicadeza tipicamente feminina, em contraste com os traços rudes dos grandes machões do cinema, como Charles Bronson ou Kirk Douglas. 
Dois grupos de estudantes - um deles na Escócia e outro no Japão - participaram da experiênca, coordenada pelo psicólogo escocês David Perrett, da Universidade de Saint Andrews, na Escócia. Os voluntários, homens e mulheres, tinham de apontar,entre os pares de rostos do sexo oposto exibidos numa tela de vídeo, quais despertavam mais atração. Esses rostos foram manipulados por computador, a fim de ressaltar as feições típicas de cada sexo. 
O resultado foi surpreendente. Os cientistas esperavam comprovar a teoria que atribui o poder de sedução masculino aos traços associados à virilidade, como o queixo anguloso, os lábios finos, as sobrancelhas grossas e o formato quadrado. Os rapazes se comportaram conforme o figurino - escolheram as mulheres de rosto ainda mais feminino do que a média. Mas as moças preferiram os rostos de homem alterados para realçar as características femininas - lábios grossos, queixo arredondado, sobrancelhas finas e formato alongado. 
TESTOSTERONA EM BAIXA
O espanto dos cientistas tem a ver com uma palavra: testosterona, o hormônio sexual masculino. Sabe-se que uma fisionomia viril é sinal de muita testosterona no corpo. Esse hormônio está diretamente associado à força física e à potência sexual - dois atributos vistos pelas mulheres, ao longo da evolução humana, como decisivos para a escolha do parceiro. Como, então, explicar a preferência das mulheres pelos rapazes com cara de anjo?
"Os traços femininos amenizam os sinais associados a comportamentos negativos, como a violência doméstica e a infidelidade conjugal", explicou Perrett, na revista inglesa Nature. Segundo ele, as mulheres atuais estão interessadas em um parceiro que se torne um bom pai - e é mais fácil imaginar que um homem de traços suaves se encaixe nesse figurino do que um outro com cara de machão. O papel do marido, afinal, mudou muito desde a Pré-História, quando se estabeleceram os padrões universais de beleza. Hoje em dia, é mais importante compartilhar as tarefas da casa do que ser capaz de abater um urso na entrada da caverna.

domingo, 2 de dezembro de 2012

10 DICAS PARA MELHORAR SUAS IDEIAS

1) COMBINE ELEMENTOS: Numa guerra, a combinação do canhão, uma peça de artilharia, com o trator, um equipamento agrícola, gerou o tanque. Numa famosa capa da revista VEJA, em 1991, o artista plástico goiano Siron Franco usou grãos de feijão e cereais para montar o retrato do sociólogo Betinho, que na época estava iniciando sua campanha contra a fome. Ninguém imaginaria que os alimentos pudessem ser usados daquela forma. 
2) QUE TAL SUBSTITUIR? Por falta de material apropriado, um trabalhador pendurou uma lâmpada dentro de um balde de plástico vermelho para sinalizar uma obra numa estrada. A solução foi tão eficiente que, mais de vinte anos depois, pode ser vista em qualquer rodovia brasileira. Outro exemplo: um jato americano, na década de 50, passou pela pista de pouso de um porta-aviões e não conseguiu parar. No sufoco, o piloto soltou seu pára-quedas sem ejetar a cadeira e o artefato segurou o  avião. O método deu tão certo que foi adotado até pelos ônibus espaciais. 
3) EXAGEEEEEEEERE: O mais famoso sanduíche do mundo, o Big Mac, foi criado em 1967 pelo gerente de uma das lanchonete da rede McDonald's, nos Estados Unidos. Violando as regras da empresa, ele decidiu oferecer um sanduíche maior do que o normal. Deu no que deu. É o princípio do Jumbo 747 e dos petroleiros. Peça obrigatória no arsenal dos publicitários, o exagero foi também a estratégia do arquiteto Solano da Ros para conquistar a namorada em 1982. Ele espalhou pelas ruas de Curitiba treze outdoors com declarações de amor. A moça não resistiu. 
4) OU ENTÃO REDUZA: É um caminho mais usado do que o seu contrário, o exagero. Hoje em dia, todos os produtos eletrônicos tendem a ser cada vez menores - do telefone celular ao computador. Cada conquista no rumo da miniaturização implica criatividade. Simplificar foi também a solução encontrada por um participante de um concurso na Inglaterra. Ganharia o prêmio quem apresentasse o trabalho mais original, feito com retoques em fotos de Adolf Hitler. Surgiram todos os tipos de resultado: Hitler com solidéu judaico, na cama com Madonna, fumando maconha. Porém a peça premiada foi uma foto oficial do Hitler... sem bigode!
5) INVERTA A SEQUÊNCIA: Se houvesse um prêmio de 50.000 reais para quem vencesse os campeões mundiais de tênis e de xadrez, como você faria para ganhar? Um dica: jogue tênis com um campeão de xadrez e xadrez com o campeão de tênis. 
6) MUDE SEU PONTO DE VISTA: Vire o seu problema de cabeça para baixo, só para ver que bicho dá. Muita gente queria inventar o hidroavião, mas ninguém sabia como fazer. A maioria das tentativas girava em torno do conceito de um barco voador. Somente quando o engenheiro americano Ernest Stout bolou um avião capaz de decolar e pousar na água o problema foi solucionado. 
7) DESCUBRA NOVOS USOS: Às vezes as grandes ideias surgem quando você menos espera. E podem ser aplicadas de maneiras que você nunca imaginou. O pirex, vidro que pode ser levado ao forno, foi criado quando os antigos faróis das locomotivas, feitos para resistir ao calor, se tornaram desnecessários devido à chegada dos trens elétricos. 
8) INVERTA O RUMO: Seguir na direção contrária à da maioria às vezes dá bons resultados. Havia no Canadá um parque onde viviam ursos mansos. Apesar de uma placa na entrada pedir aos frequentadores para que não alimentassem os ursos, sempre aparecia alguém que dava comida aos animais. Muitos deles adoeciam e até morriam. A administração do parque decidiu colocar uma placa maior, mas os visitantes continuavam dando comida aos ursos. Foi quando alguém teve a ideia de inverter o recado, que ficou assim: Aviso aos ursos: este parque está infiltrado de meliantes que, fingindo ser seus amigos, envenenam vocês com pipocas, batatinhas e biscoitos. Fujam desses assassinos!" Dessa vez, funcionou. Um exemplo clássico é o do surgimento do aspirador. Seu inventor, Hubert Booth, cansou-se de tentar construir uma máquina que soprasse o pó de cima dos móveis e chegou á conclusão que poderia ser mais inteligente aspirá-lo. 
9) OUSE ADAPTAR: O inventor e diplomata americano Benjamin Frankilin (1706-1790) adaptou duas lentes normais em uma só e criou a lente bifocal. Algumas das adaptações mais geniais são as mais simples, como a de instalar uma borracha na extremidade dos lápis. Adaptação também pode ser sinônimo de oportunismo, no bom sentindo, como no episódio dos publicitários que aproveitaram a conquista da Lua pela espaçonave Apollo 11, em 1969, para um anúncio do Fusca: "É feio, mas leva você lá". Foi um sucesso. 
10) NÃO FAÇA NADA: Calma. Não se trata de se omitir nem de cruzar os braços por medo ou preguiça. A criatividade, às vezes, pode se resumir a aplicar o princípio do matemático do zero. O inventor americano Thomas Edison (1847-1931) só chegou à sua lâmpada quando resolveu colocar nada - ou seja, vácuo - dentro da retorta. Nos primeiros tempos do automóvel, os pneus eram vendidos, nas lojas, envoltos, como múmias, em papel. Durante décadas, procurou-se uma solução mais prática, até que, finalmente, um gênio resolveu o problema e decidiu que o pneu não precisava de embrulho.

Reportagem de Luciana Garbin

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FOTÓGRAFO CRIA FLORES E ANÊMONAS MARINHAS A PARTIR DE FOGOS DE ARTIFÍCIO


O fotógrafo canadense David Johnson criou imagens que lembram flores ou anêmonas marinhas a partir de fogos de artifício.
Ele inovou na técnica de fotografia de longa exposição ao mudar o foco das imagens durante o período de abertura do obturador da câmera.
Sua ideia foi testada em um festival de fogos de artifício durante um festival especial na cidade de Ottawa, no Canadá.
"Estou sempre ansioso para conseguir novos equipamentos, tentar técnicas fotográficas diferentes e levar minha câmera para tudo que é lugar", diz Johnson.







Fonte: BBC Brasil

domingo, 2 de setembro de 2012

GATO PRETO

Gato preto dá azar? Essa é uma superstição que surgiu durante a Idade Média, período em que a Igreja Católica exercia forte influência na sociedade e tinha até criado um tribunal - a Inquisição - com a finalidade de perseguir e julgar hereges e bruxas. Naquela época, muitas pessoas acreditavam que os gatos, em função de seus hábitos noturnos, tinham parte com o demônio ou eram um disfarce usado por bruxas. Se ele fosse preto, pior ainda, pois essa cor era relacionada às trevas e ao mal. A neurose envolvendo os bichanos chegou a tal ponto que, no século 15, o papa Inocêncio VIII incluiu o felino na lista de perseguidos pela Inquisição. O tempo passou e a má fama dos gatos não se apagou. Atualmente, os mais supersticiosos sentem arrepios quando vêem um gato preto, principalmente se ele cruza o caminho deles, sinal de má sorte. O curioso é que em algumas culturas os gatos não têm fama de azarentos. Os antigos egípcios, por exemplo, consideravam os felinos amuletos de sorte e os reverenciavam como divindades. Hoje em dia, em alguns países, como no Japão e na Inglaterra, o gato preto é sinônimo de boa sorte. As interpretações relacionadas a esses bichanos são tão variadas que já renderam até um livro: Black Cats and Other Superstitions ("Gatos Pretos e Outras Superstições", inédito em português), de Shirley Blumenthal. 

sábado, 4 de agosto de 2012

GERDA TARO

Gerda Taro é pioneira pouco lembrada da reportagem fotográfica de guerra
Gerda Taro foi uma pioneira do jornalismo fotográfico. Nascida em 1910, em Stuttgart, ela faleceu há 75 anos, em 26 de julho de 1937. A rede de cultura alemã Deutsche Welle entrevistou Irme Schaber, cuja biografia da repórter alemã será lançada em nova edição em 2013. Ela dedicou cinco anos às pesquisas para o livro, e em 2007 foi curadora da primeira retrospectiva da obra de Taro, no International Center of Photography (ICP), em Nova York.


Deutsche Welle: Gerda Taro continua sendo pouco conhecida na Alemanha. O que havia de especial a respeito dela?


Irme Schaber, biógrafa de Taro
Irme Schaber: Como repórter na Guerra Civil Espanhola [1936-1969], ela conseguiu algumas das imagens mais dramáticas e mais frequentemente reproduzidas desse conflito. Gerda Taro foi a primeira fotógrafa a fazer fotos em meio aos combates. Essa proximidade do fato estabeleceu parâmetros para o jornalismo fotográfico de guerra e lhe custou a vida. A primeira morte durante uma reportagem de guerra despertou atenção internacional. Como mulher e como fotógrafa, ela desbravou novas terras.


Taro só atuou durante um ano na Guerra Civil Espanhola como repórter fotográfica. Que influência tem o seu trabalho, ainda assim, na história da fotografia?


Nesse breve espaço de tempo, ela desenvolveu a moderna fotografia de guerra, como a conhecemos hoje, juntamente com seu parceiro Robert Capa e com David Seymour. Todos os três procuravam estar perto da ação, munidos das novas câmeras de 35mm, facilmente transportáveis. E tomaram partido, na condição de emigrantes judeus, contra o ditador espanhol Francisco Franco e seu aliado Hitler. Essa proximidade, o risco e o engajamento permitiram ao público de milhões da imprensa ilustrada participar da guerra e da revolução. Do ponto de vista midiático e armamentista, a Guerra Civil Espanhola foi um teste prático para a Segunda Guerra Mundial.


Durante muito tempo após sua morte, Taro era considerada apenas a companheira de Capa, não sua parceira profissional. Quando foi que isso mudou?


Isso só mudou em 1994, através do meu trabalho de pesquisa e dos relatos das testemunhas da época, que pude divulgar. Quando foi lançada minha biografia de Gerda Taro, a cena fotográfica internacional reagiu bem rápido e a posicionou ao lado de Robert Capa. Afinal, as fotos dela haviam sido publicadas com destaque, na época: no magazine norte-americano Life, em jornais ingleses e franceses, revistas holandesas e suíças, etc.. Desde 2007 – quando foi encontrada na Cidade do México a assim chamada "Mala Mexicana", contendo milhares de negativos de Capa, Taro e Seymour, até então dados por perdidos – desde então sabe-se que numerosas fotos originalmente atribuídas a Capa foram tiradas por ela. No curto período no front espanhol, Taro teve êxito absoluto. Hoje, ela seria considerada uma shooting star.


A visão que se tem de Robert Capa se alterou através da pesquisa sobre Gerda Taro?


Eu diria que a imagem de Robert Capa se tornou mais diferenciada. Ele foi "o" fotógrafo de guerra do século 20. Mas não estava sozinho. Os três profissionais Taro, Capa e "Chim" Seymour marcam o início da moderna fotografia de guerra. Todos os três morreram em serviço. Taro foi a primeira, em 1937, na Espanha; Capa em 1954, na Guerra da Indochina; Chim em 1956, na Guerra do Canal de Suez. A experiência de equipe levou Capa e Chim a formar um novo coletivo de fotógrafos, a agência Magnum, que até hoje conta com prestígio internacional. A tão divulgada imagem de Capa como herói solitário não tinha muito a ver com a realidade. Mas agora a história é quase mais excitante do que antes!


Gerda Taro só viveu 26 anos. O que a biografia dela teve de especial?


Ela nasceu em 1910 em Stuttgart como Gerda Pohorylle, filha de comerciantes judeus da Galícia [na Europa Central], por isso tinha passaporte polonês. Sua infância foi marcada pelos conflitos bélicos: a Primeira Guerra Mundial começou no dia de seu quarto aniversário; ao completar 8 anos, Stuttgart sofreu ataques aéreos. Ela gozou de uma educação nobre, incluindo pensionato para moças da alta sociedade na Suíça.
Em 1929, a família se mudou para Leipzig. Lá, o fortalecimento dos nacional-socialistas resultou numa fulminante politização. Ao contrário de Stuttgart, o círculo de amizades de Taro em Leipzig era francamente politizado e provinha da burguesia judaica assimilada. Logo na primavera de 1933 – pouco após a tomada do poder pelos nacional-socialistas – foi presa por distribuir panfletos. Com sua resistência, ela reagia à polarização no país e ao fato de ser estigmatizada como judia.
Emocionante em sua biografia é o entrelaçamento entre a história mundial e a pessoal, o processo recíproco entre acontecimento político e existência privada.


Quando ela deixou a Alemanha?


Representação da morte de Gerda Taro
numa figurinha de chiclete dos EUA
No terceiro trimestre de 1933, ela foi para Paris. Lá, no exílio, conheceu o fotógrafo húngaro Endré Ernö Friedmann, e ambos se apaixonaram, logo estavam vivendo e trabalhando juntos. Gerta Pohorylle conseguiu emprego como agente fotográfica pois, ao contrário de Friedmann, falava inglês e francês fluentemente.
Foi ela que teve a ideia de adotarem esses nomes artísticos dignos de Hollywood, para se livrarem da imagem de refugiados. E assim nasceram Gerda Taro e Robert Capa. Mais ou menos simultaneamente, em fevereiro de 1936, ela conseguiu sua primeira credencial de imprensa. Poucos meses depois o casal de fotógrafos já estava noticiando diretamente da Guerra Civil Espanhola, em que tropas republicanas combatiam os soldados do fascista Franco.


Para sua biografia de Gerda Taro, você também falou com testemunhas da época. Baseada nisso, como a descreveria, como ser humano?


Interroguei muitos amigos, amigas e companheiros de trajeto. Isso foi decisivo para a biografia, pois de outro modo não teria sido possível reconstruir a história de vida de Gerda Taro. Os entrevistados a descreveram como divertida, alegre, aberta e cheia de humor. Ela tinha numerosos amigos, todos se divertiam muito, juntos. Além do mais, é descrita como uma jovem muito bonita, uma beleza casual, geralmente uma figura elegante.


Mais tarde, Robert Capa teve alguns relacionamentos, mas em geral de pouca duração. Na sua opinião, ele não superou a morte prematura de Gerda?


Robert Capa
Muitos conhecidos relataram isso. Gerda Taro foi seu grande amor, sua esposa. Após a morte dela, ele passou a considerá-la assunto privado, e nunca lhe dedicou um memorial público. Ele sofreu muito, e não queria ver o relacionamento particular exposto na mídia. Porém esta não foi a única razão por que as fotos de Taro caíram inicialmente no esquecimento. Parece-me mais importante que, logo após a Guerra Civil, começou a Segunda Guerra Mundial, a qual Capa fotografou e que suplantou tudo o mais, do ponto de vista da história da mídia.
Além disso, após a Segunda Guerra, o próprio Capa encarou dificuldades, quando nos Estados Unidos iniciou-se a caça aos comunistas liderada pelo senador Joe McCarthy. Todos os que apoiaram a Guerra Civil se tornaram alvos e durante um tempo ele esteve proibido de entrar nos EUA. Em meu livro demonstrei que, por isso, Capa instalou a posteriori uma divisão de tarefas: "Eu era o fotógrafo e Gerda, a comunista". O departamento norte-americano de investigações FBI abriu um dossiê sobre Taro ainda em 1949, 12 anos após ela ter morrido. Na época, Capa não era, em absoluto, o mito bem-sucedido, o tempo era de vicissitudes. Desse modo, Taro caiu em ostracismo. Mas também, sabidamente, pelo fato de o nome Capa proporcionar vendas mais vantajosas.

sábado, 28 de abril de 2012

INTERNET RETRÔ


Elas são um reflexo do nosso tempo. Mas e se não fossem? A Moma Propaganda desenvolveu anúncios das redes sociais e ferramentas digitais mais famosas – Facebook, Twitter, YouTube e Skype – caso elas tivessem estourado lá pelos anos 50.

As peças foram criadas para o MaxiMídia, maior evento de Comunicação e Marketing da América Latina, que acontece em outubro, em São Paulo. Confira as maiores invenções da Internet:








segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NOMES MAIS USADOS NO BRASIL

1. Maria -13.356.9652
2. José – 7.781.5153
3. Antônio – 3.550.7524
4. João – 2.988.7445.
5. Francisco – 2.242.1466
6. Ana -1.996.3777
7. Luiz – 1.541.8958
8. Paulo- 1.416.7689
9. Carlos – 1.384.20110
10. Manoel -1.334.18211
11. Pedro – 995.25412
12. Francisca – 853.59013
13. Marcos – 823.73814
14. Raimundo – 821.24215
15. Sebastião- 798.62716
16. Antônia -672.40017
17. Marcelo – 628.13818
18. Jorge – 587.67019
19. Márcia- 557.34720
20. Geraldo – 530.05021
21. Adriana – 529.77822
22. Sandra – 497.97123
23. Luis – 492.20824
24. Fernando – 489.14225
25. Fabio – 481.79026
26. Roberto- 480.69527
27. Márcio- 471.90628
28. Edson – 467.80629
29. André – 465.48430
30. Sérgio – 462.39731
31. Josefa – 453.63632
32. Patrícia – 446.00133
33. Daniel – 439.82634
34. Rodrigo – 438.08335
35. Rafael – 432.35636
36. Joaquim – 431.59437
37. Vera – 430.68338.
38. Ricardo – 423.61639
39. Eduardo – 417.27740
40. Terezinha – 409.12041
41. Sônia – 403.70242.
42. Alexandre – 403.11443
43. Rita – 396.90144
44. Luciana – 390.50745
45. Cláudio – 390.10446
46. Rosa – 385.63447
47. Benedito – 378.68048
48. Leandro – 378.13649
49. Raimunda – 372.67250
50. Mário – 364.589

FESTA DE 15 ANOS

 Mande fazer um poster de sua filha e coloque-o à entrada, para  que os amigos o assinem ao chegar. Sirva sanduíches variados: pães de forma...