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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

111111 | 121212

O 111111 | 121212 é um projeto fotoliterário meu (Fabi M.) e de Glória Lopes. Começou hoje, 11/11/11 e "termina" em 12/12/12. Uma viagem, uma aventura. A idéia é discutir Luz e Sombra, um fenômeno fundamental tanto no universo fotográfico quanto no literário. Ao final dessa jornada esperamos ter em mãos um romance que está sendo escrito por Glória e ilustrado por mim. O livro "Andarilho das Trevas" é um diálogo entre fotografias e textos. Trata das angústias e medos diante do desconhecido e dos fantasmas interiores. A história narra as buscas de uma jovem por seu namorado desaparecido; nesse caminho ela terá que vencer seu medo do escuro e vai descobrir que a Luz, em muitos casos, pode cegar.

O blog é um recurso para experimentação e pesquisas dos conceitos envolvendo Luz e Sombra nos mais diversos setores do conhecimento humano: artes, fotografia, filosofia, psicologia e onde mais essa metáfora possa ser aplicada. As abordagens pesquisadas no blog servirão de apoio no processo criativo de elaboração do livro que será lançado em 12/12/12, coroando nossa aventura.

Dará tempo?

domingo, 9 de outubro de 2011

OS GATOS NA MITOLOGIA E NA IMAGINAÇÃO

O gato cativa a imaginação humana desde o antigo Egito, embora, como a floresta, seu significado tenha variado grandemente. Em zonas rurais, ele sempre foi um animal "trabalhador", caçador de ratos, o que deixou pouco espaço para o misticismo; mesmo assim, algo em sua natureza e aparência lhe deu um simbolismo que tem a ver com a noite e o mistério. Gatos pretos, hoje relacionados com o azar, já foram associados à feitiçaria. Muitas histórias infantis, como Alice no País das Maravilhas e O gato que se virava sozinho, têm gatos como personagens importantes. No antigo Egito, eles eram adorados: Bastet era uma deusa em forma de gato. Imagens felinas eram objeto de veneração, e gatos domésticos foram mumificados ao morrer para que, como as pessoas, pudessem passar para a outra vida.
Deusa gato Bastet, do antigo Egito

Terça-feira de Leonora Carrington, combina estranhas criaturas semelhantes a gatos em uma sequência de sonho.

Alice encontra o gato risonho no país das maravilhas

Nas artes contemporâneas os gatos tem sofrido alterações enquanto símbolo, por estarem sendo adaptados para o universo infantil. Gatos não são mais apenas símbolo de malefício, mas também de graça e agilidade. Desde o famoso Gato de Botas ressuscitado em Shrek
Até as versões de Tom e Jerry
e Garfield
e os Thundercats agora ressuscitados em uma parceria com o Japão em uma minissérie animada além de um filme que está prestes a estourar para a nova geração esse sucesso da década de 80
Aliás, entre os produtores japoneses existem inúmeros personagens mesclados a gatos. Mesmo o autor de A viagem de Chihiro fez um filme animado com uma personagem que ao salvar um gato acaba se transformando em um.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

MITO DA CAVERNA

A alegoria foi um recurso efetivado pelo filósofo Platão através do popular Mito da Caverna. Dentro das construções simbólicas, a alegoria tem um papel fundamental em toda construção artística, incluindo-se aí a fotografia. Por isso, nesta aula o tema abordado foi a alegoria através do Mito da Caverna. Como a faixa etária dos grupos varia entre 12 e 18 anos, para os que nunca tiveram um contato direto com o mito ele é apresentado inicialmente através de uma história em quadrinhos do Maurício de Souza.




O segundo passo é explicar o que seria a alegoria e qual a função dela na fotografia. Alguns trechos de Matrix onde a fotografia foi trabalhada como uma alegoria são mostradas para os jovens. Matrix é uma boa referência pois ele é uma releitura do Mito da Caverna então trás vários elementos visuais muito aproveitáveis.











Por último, antes de entrar no conteúdo de contraluz, é exibido um outro vídeo tirado da internet para fazer-mos uma discussão:



Compreender que a realidade é uma construção individual é fundamental para compreender a capacidade de manipulação ideológica que a fotografia trás. Uma foto pode servir sim para congelar um instante do tempo. Mas diferente do que se dizia logo no momento de sua criação, o chamado "lápis da natureza" não é imparcial. Ele carrega consigo valores que na sociedade contemporânea tem fins mercadológicos que exaltam algumas formas e abominam outras em função das lógicas de consumo. O impacto de uma imagem com algo valor simbólico pode ser ainda mais poderoso, especialmente, quando se pensa que 70% da percepção de realidade que processamos é visual. Este é o tipo de pensamento que se pretende com esta aula. Por estarmos falando do mundo das "sombras" de Platão, trabalhamos também o conceito técnico de luz, sombra e contraluz. A segunda parte desta aula é dedicada à um passeio até a praça da matriz onde o objetivo principal é a captura de imagens em contraluz.
EXERCÍCIO DE CONTRALUZ
Contraluz, como o próprio nome diz, significa para o fotógrafo se posicionar em frente ao objeto fotografado sendo que este estará tapando de alguma forma a fonte de luz principal do ambiente. Eu costumo orientar aos jovens que observer a sombra do objeto e se posicionarem, se possível, sobre ela. Importante: não se esqueça de desativar o flash da câmera para obter o resultado desejado! O que você irá ver abaixo são os melhores resultados obtidos neste tipo de exercício.



























FESTA DE 15 ANOS

 Mande fazer um poster de sua filha e coloque-o à entrada, para  que os amigos o assinem ao chegar. Sirva sanduíches variados: pães de forma...