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domingo, 21 de abril de 2013

NORMAN ROCKWELL

A obra ao lado se chama THE DISCOVERY (A descoberta), de 1956. Nela Rockwell retrata a curiosidade infantil: o menino revira as roupas do pai e descobre quem é o verdadeiro Papai Noel. Esse olhar de espanto, essas bochechas coradas, fizeram a cabeça de Steven Spielberg, que mais tarde as transportou para Elliot, o personagem central do filme E. T. 
A obra ao lado se chama THE DISCOVERY (A descoberta), de 1956. Nela Rockwell retrata a curiosidade infantil: o menino revira as roupas do pai e descobre quem é o verdadeiro Papai Noel. Esse olhar de espanto, essas bochechas coradas, fizeram a cabeça de Steven Spielberg, que mais tarde as transportou para Elliot, o personagem central do filme E. T. 

Quando ainda era criança e ouvia as histórias que seu pai contava para ele dormir, Norman Rockwell ficava apenas imaginando como retrataria aquelas cenas, caso fosse um ilustrador. Com tanto exercício de imaginação, o pequeno Norman não poderia mesmo ter dúvida do que queria ser quando crescesse. Foi o maior ilustrador que a América jamais conheceu. Muito mais que resumir histórias fantásticas numa única cena, porém, ele se transformou no intérprete do sonho norte americano. 
Mãe e filho descascando batatas (1945)
Dedicou quase sete décadas de seus 84 anos a ilustrar as alegrias e tristezas da infância, a dor, o prazer, o banal, a esperança, o fundamental do dia-a-dia. Sua obra é tão representativa da cultura norte americana quanto o personagem Mickey, de Walt Disney. Para marcar o centenário de seu nascimento, em 1994, os admiradores mais famosos se reuniram e criaram o Museu Rockwell. 
Rockwell foi um privilegiado observador que acompanhou as mudanças tecnológicas e sociais de seu tempo. E não foram poucas. Começaram com a revolução provocada pela invasão do rádio, do telefone e da televisão nos lares americanos, registraram as apreensões com a guerra, passearam pelo desembarque do homem na Lua, testemunharam os solavancos da integração racial. As ilustrações de Rockwell encantaram emocionaram e fizeram a cabeça de gerações tão diferentes como Walt Disney e o cineasta Steven Spielberg.
Indo e voltando do passeio (1947)

O PINTOR DA EMOÇÃO
"A primeira vez que vi um trabalho de Rockwell eu era um escoteiro em Scottsdale, no Arizona", conta Spielberg. "Nossa tropa tinha um poster de Rockwell que celebrava os escoteiros. Eu o admirava fascinado todas as sextas-feiras, quando nos reuníamos. Tinha 12 anos e aquele escoteiro sempre me pareceu mais velho e nobre do que qualquer um de nossa tropa. Ele era a imagem que todos nós aspirávamos."
O original do Spirit Of America, o poster do escoteiro, faz parte hoje do acervo pessoal de Spielberg, e é apenas uma amostra de como a obra de Rockwell influenciou seu trabalho. 
Rockwell não apenas ilustrou como viveu o sonho americano. Foi pintor da família, da torta de maçã, dos símbolos nacionais e do orgulho de viver num país livre. Sua produção começou efetivamente em 1909, quando vendeu seus quatro primeiros cartões de Natal. Era então um adolescente de 15 anos e não pensou duas vezes quando decidiu abandonar o ginásio tradicional e se matricular na Art's Student League, a mais tradicional escola de artes de Nova York. 
O espírito da América
Os cartões de Natal deram o que falar e fornecerama Rockwell a "coragem" necessária para oferecer seus préstimos ao Saturday Evening Post, a revista semanal mais importante da época, leitura obrigatória nos Estados Unidos de costa-a-costa. Foram 47 anos de parceria ininterrupta, em que o Post e as imagens de Rockwell passaram a ser sinônimos uma da outra e, juntas, o próprio retrato dos EUA.
Four Freedoms
Nas décadas de 30 e 40 a popularidade de Rockwell atingiu o auge. Sua capacidade de captar a emoção nacional durante a Segunda Guerra, quando cada cidadão americano tinha um parente na frente de batalha, produziu as ilustrações dos Quatro Direitos Fundamentais do Cidadão, inspirados naquele célebre discurso que o então presidente Roosevelt fez no Congresso (liberdade de querer, liberdade sem medo, liberdade de fé, liberdade de expressão).
Rapidamente as Four Freedoms, transformaram-se em símbolos nacionais e correram o país inteiro. Por onde passavam provocavam filas intermináveis, e acabaram levantando mais de 130 milhões de dólares para o esforço de guerra. Os princípios de liberdade, imortalizados nas quatro telas, e a idéia de garanti-los a todos os povos do mundo, materializaram-se em 1948, com um documento aprovado pela ONU com o nome de Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
The Problem We All Live With (1967)

O SONHO CONTESTADO
 As telas de Rockwell são comoventes, inesquecíveis e reveladoras. Como aquela de 1967, tempos da integração racial, em que uma menina negra se dirige à escola. A cena seria absolutamente corriqueira, se a menina não estivesse escoltada por policiais. A ilustração se completa com os restos de um tomate que quase acerta a garota e, ao fundo, um grafite com o intolerante ultimado - "Fora negro". 
Christmas Homecoming (1948)
Os EUA da fartura, da confiança cega no futuro e dominada pelos brancos, que Rockwell retratou, chegou aos anos 60 e 70 atingida pela fúria contestadora do movimento hippie, da revolução sexual e da contracultura, com a pretensão de passar a limpo a sociedade americana. E o pintor da família, das gerações maçã-com-mel, era "algo que precisava ser eliminado". Os críticos de Rockwell passaram a acusá-lo de pintar a América não como era, mas como gostaria que fosse. Que ironia! Rockwell pintou a alma, a aspiração americana. Morreu em 1978, aos 84 anos, na frente de uma tela sobre o cavalete, ainda por terminar, sem nunca ter perdido a confiança no espírito humano. "Pintei a América tal como vi e observei, para aqueles que talvez nunca notaram". 

O MUSEU ROCKWELL
Foi do próprio Spielberg que partiu a ideia de criar um museu para marcar o centenário de nascimento de Norman Rockwell (1884-1978).  Os 5,2 milhões de dólares necessários para o projeto vieram de contribuições particulares de admiradores, mas principalmente de Spilberg. O museu está instalado numa imensa propriedade em estilo vitoriano, na cidadezinha de Stockbridge, em Massachussets, na região de New England, onde Rockwell viveu seus últimos 25 anos. No museu estão reunidas quatrocentas pinturas originais. Não apenas a arte de Rockwell está retratada, mas principalmente a profissão de ilustrador. A emoção maior, porém, está reservada ao estúdio do artista, transportado para o interior do museu exatamente como era. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

J. CARLOS

Vou falar hoje de um famoso ilustrador, chargista e designer gráfico brasileiro. Pode parecer estranho falar sobre isso hoje em dia, quando o mercado gráfico é quase que completamente dominado por influências estrangeiras, mas o Brasil já teve um período de florescência nas artes gráficas, já tendo inclusive tido um gibi nacional. Mas isso é outra história. 
José Carlos de Brito Cunha era um carioca nascido em 1884. Além de tudo o que eu já falei ele ainda fez esculturas, teatro de revista e letra de samba. É considerado um dos maiores representantes da Art Déco no design gráfico brasileiro. 
Fez a capa de muitas revistas, incluindo-se essa revista PARA TODOS onde é possível encontrar excelentes ilustrações que revelam todo o talento desse ilustrador. Tinha por referência as figuras típicas do Rio de Janeiro de sua época. 
Também se interessava muito em ilustrar a "melindrosa", a nova mulher moderna brasileira, elegante e urbana que iniciou sua jornada rumo à independência em sua época.
Calcula-se que tenha produzido algo em torno de 100 mil ilustrações. Nos anos 30 foi o primeiro brasileiro a desenhar o Mickey Mouse para a revista Tico Tico. Nem sabia ele que os "ingleses estavam chegando" e que aos poucos isso iria minar a produção nacional para abarcar a produção estrangeira.
Em 1941, seguindo a política de boa vizinhança que procurava espalhar a ideologia norte americana pelo mundo, Walt Disney visitou o Brasil e ficou tão impressionado com a arte de J. Carlos que o convidou para trabalhar em Hollywood.
O artista recusou mas enviou para Disney o desenho de um papagaio que mais tarde serviria de base para a criação do personagem Zé Carioca.
Estava discutindo nova capa do compositor João de Barro, o Braguinha, quando teve uma hemorragia cerebral e morreu dois dias depois em 1950.

Fez histórias em quadrinhos com a personagem chamada negrinha Lamparina que ainda era fortemente influenciada pelo longo período escravista do Brasil. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SE TORNANDO UM FREELANCER

Está pensando em se tornar um freelancer e trabalhar em casa fazendo criações visuais? Então dê uma lida no Guia do Ilustrador, disponível para download e tenha um bom começo. Juro que não estou ganhando dividendos pela promoção. Na verdade, nem o autor está. Você pode baixar gratuitamente o livro no site http://www.guiadoilustrador.com.br/Guia_do_Ilust.pdf
Boa leitura

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

GABRIEL RUSSO

Gabriel Queiroz, ou Russo, nasceu em Maringá, mas hoje reside em Barcelona, na Espanha, onde estuda Cinema.
Depois de se formar em Publicidade e Propaganda, percebeu que o curso tinha sido mais útil para fazer amigos e ir a festas: "Trabalhei por cinco anos em agências em São Paulo. Foi aí que comecei a usar softwares e aprendi o que sei hoje de direção de arte e design". 

 Agora, em outro país, ele está se aprofundando em direção cinematográfica e motion.
 SIMPSONS, esta foi uma ação publicitária fantasma - ou seja, que não aconteceu de verdade - que Gabriel criou em 2007 para incrementar seu portfólio publicitário. Com ela, ganhou um Ouro na categoria Outdoor do AdsOfTheWorld.com
 LA ISLA, "Desenvolvi esta peça durante horas de folga na agência em que trabalhava. A inspiração veio da música Theacher Don't Teach Me Nonsense, de Fela Kuti."


Se gostou a obra desse designer você pode ver mais trabalhos em seu site: www.gabrielrus.so

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A VOZ DO MEU INSTRUMENTO

Já que alguém tocou no meu ponto fraco na última postagem, lembrei de um clipe que eu gosto muito da Zélia Duncan. Sou muito suspeita pra falar de Zélia Duncan, acho que é a minha maior paixão, quase que um caso psiquiátrico. (rs)
Essa animação foi produzida pelo estúdio OCA com ilustrações de Maria Valentina para o show Projeto Guri Convida, que aconteceu no dia 13/12, no Auditório do Ibirapuera, em SP. Música: "A Voz do Meu Instrumento", com participação de Fernanda Takai.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lápis Vs Câmera

Ben Heine é um artista multidisciplinar belga. Ele é pintor, ilustrador, retratista, caricaturista e fotógrafo.
Você pode chamar de desenho vs. fotografia ou imaginação vs.
realidade, mas ele chama o seu projeto de lápis vs. câmera (pencil vs. camera).

De acordo com Heine, a fotografia e ilustração sempre andaram juntas em sua vida e a idéia do projeto é representar 1/4 da imagem com um desenho de traços simples, porém realista, dando uma continuidade diferente a cena original. Um trabalho muito bacana, confiram:

FESTA DE 15 ANOS

 Mande fazer um poster de sua filha e coloque-o à entrada, para  que os amigos o assinem ao chegar. Sirva sanduíches variados: pães de forma...