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terça-feira, 5 de novembro de 2013
MALARIA - UMA ANIMAÇÃO BRASILEIRA
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
RICHARD F. OUTCAULT E O MENINO AMARELO
Exatamente no dia 5 de maio de 1895, um domingo, no jornal World, de Nova Iorque, surgiu o primeiro personagem fixo semanal, dando margem ao aparecimento das histórias em quadrinhos e, ao mesmo tempo, ao termo "jornalismo amarelo" (marrom no Brasil), para a imprensa sensacionalista, por causa do camisolão do Menino Amarelo.
Neste dia histórico, o artista Richard Fenton Outcault desenho dois painéis (charges), um em cor, outro em preto e branco, sob o título At the Circus in Hogan's Alley. Era um quadro a mais de crianças em favelas (becos). Desta feita, porém, no meio da petizada, havia um garoto de cabeça grande, orelhudo, de seis ou sete anos, com um camisolão sujo e, no quadro em cores, seu roupão era azul. Nas semanas seguintes, apareceu careca, num papel secundário, ou sequer surgia nos desenhos. A partir de 5 de janeiro de 1896, seu camisolão já é amarelo - dizem que a pedido do técnico de cores - e toma o primeiro plano. O próprio público começou a chamá-lo de The Yellow Kid, embora o autor jamais tivesse nomeado a figurinha. Por influência das charges políticas, seu camisolão tornou-se panfletário, portando frases e críticas do momento. Eram mensagens irreverentes, ligando com o outro painel desenhado. Sem balões.
O último desenho de Outcauld no World surgiu no dia 17 de maio de 1896, quando se transferiu - tal como em Cidadão Kane -, com toda a redação, para o jornal concorrente de Hearst, o Journal, de Nova Iorque. George B. Luks continou desenhando Hogan's Alley, mantendo o garoto amarelo no jornal de Pulitzer. Hearst, mais vivo, colocou o título do povão, The Yellow Kid, na sua tira e encorajou Outcault a usar desenhos progressivos na narrativa e a introduzir o balãozinho. Sintetizando o que os outros artistas já faziam no jornal colorido de Hearst, Outcault deu forma definitiva e continuada ao fenômeno que outros artistas fizeram no passado, propiciando assim nascimento à linguagem dos comics.
Mas o artista não estava satisfeito. Apesar de ganhar dinheiro, ele e a esposa se ressentiam dos ataques de grupos conservadores de "boas famílias", que criticavam a imprensa sensacionalista praticada por Hearst e Pulitzer, chamando-a de "jornalismo amarelo", exatamente por causa do camisolão do menino pobre dos guetos nova-iorquinos. O caso na Justiça entre os dois tycoons da imprensa, colocando em litígio os direitos do personagem, mais a decisão "salomônica" da Corte dando razão aos dois foram a gota d'água. Outcault deixou o Menino e afastou-se de Hearst, passando a trabalhar como free-lancer.
Tentou outras histórias, sem sucesso; O Menino Amarelo continuava, com outros artistas ou reprints. Uma das reedições dava a ideia do que viram a ser, no futuro, os gibis.
Outcault só conheceria o sucesso com Buster Brown/Chiquinho, que apesar de ter pior comportamento do que o Menino Amarelo, foi aceito por sua condição social melhor. As críticas eram por problemas sociais e não por motivos didáticos ou educacionais. Puro preconceito.
Desta feita, o autor se garantiu com os direitos autorais e, aliado ao filho, chegou a ter uma companhia em Chicago para explorar os negócios decorrentes.
No verão de 1928 ficou doente em sua casa e durante dez semanas teve complicações, até morrer no dia 25 de setembro do mesmo ano, com sessenta e cinco anos de idade.
Deixou para a posteridade um mundo infinito de outros personagens, amarelos, azuis, vermelhos (ou browns, marrons), negros, índios, pobres e ricos, meninos, garotos, astronautas, bichinhos, cachorros (como Tige) e mulheres, todos habitantes desse universo rico, imaginativo, colorido, infinito que é o habitat das histórias em quadrinhos da Terra e cercanias.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
ANGELO AGOSTINI
Angelo Agostini nasceu em Vercelli, no Piemonte, Itália, em 1843, e passou a infância e a adolescência em Paris, com uma avó francesa. Chegou a São Paulo em 1859, com a mãe, uma viúva, cantora lírica em turnê. Começou a trabalhar como desenhista na revista Diabo Roxo em 1864 e, em 1866, tornou-se colaborador da revista O Cabrião. Em 1867 fez suas primeiras histórias ilustradas, como As Cobranças.
No mesmo ano de 1867 mudou para o Rio de Janeiro, então capital do Império. No ano seguinte, começou a ilustrar as revistas locais Vida Fluminense e O Mosquito. No dia primeiro de janeiro de 1876 fundou a sua Revista Ilustrada, que dirigiu até 1888. Neste ano, após obter a cidadania brasileira, enamorou-se de uma aluna de desenho, Abigail. Engravidou-a. Ângelo era casado e tinha dois filhos. Um escândalo, à época. A fim de partir para a França, vendeu sua Revista Ilustrada. Em Paris, nasceu sua outra filha, Angelina.
No Rio, sua primeira historieta com personagem fixo surgiu na Vida Fluminense, no dia 30 de janeiro de 1869. O título era: As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte. Fez nove páginas duplas e depois deixou a revista.
No número 331 de sua Revista Ilustrada, Angelo Agostini iniciou As Aventuras de Zé Caipora, criando outro personagem seriado, inicialmente no dia 27 de janeiro de 1883, com o subtítulo "Zé é Convidado a Jantar na Casa da Baronesa de...", sempre em duas páginas, mas com muitas interrupções. Publicou até o capítulo 35, quando teve de partir para a Europa em 1888.
De volt, na revista Dom Quixote publica de novo as trinta e cinco páginas duplas, começando em 25 de janeiro de 1895. Quando termina a revista Dom Quixote, trabalha na editora O Malho. Esta editora lança, no dia 11 de outubro de 1905, a revista O Tico-Tico.
Ainda em O Malho, publica outra vez Zé Caipora até o número 75, no dia 15 de dezembro de 1906, quando suas histórias ilustradas desaparecem para sempre.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
WILHELM BUSCH
Tal como o suíço Töpffer e o francês Colomb, um dos precursores dos quadrinhos.
JUCA E CHICO ou MAX UND MORITZ no original (1865), de Wilhelm Busch. Foram seus personagens mais populares.
OS SOBRINHOS DO CAPITÃO, de Dirks, em 1897, são um resultado direto desta criação do poeta, pintor e cartunista alemão nascido em Wiednsahl aos 15 de abril de 1832 e falecido em Mechtshausen em 9 de janeiro de 1908.
No Brasili, foi traduzido por Olavo Bilac e editado pela Melhoramentos. Os dois garotos travessos e aprontadores foram criticados imediatamente pelos pedagogos, como viriam a ser criticadas todas as posteriores criações dos quadrinhos que mostravam crianças terríveis.
Mas as crianças-leitoras consagraram os personagens noir, amarelos, vermelhos, azuis, coloridos do mundo criativo dos comics.
O crítico de arte do jornal Le Figaro, no obituário do artista, escreveu: "Wilhelm Busch foi um dos maiores inventores da síntese cômica que já existiu... Muitos fazedores de desenhos 'simplificados' se inspiraram nele. Infelizmente, não copiaram sua profundidade de observação". Mas, melhor do que tudo, o desenho de Busch ilustra a opinião de Baudelaire de que a caricatura e o riso são "os signos satânicos do homem".
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
JUCA E CHICO
Max und Moritz no original (1865), de Wilhelm Busch. Tal como o suíço Töpfer e o francês Colomb, um dos precursores dos quadrinhos.
Os sobrinhos do Capitão, de Dirks, em 1897, são um resultado direto desta criação do poeta, pintor e cartunista alemão nascido em Wiedensahl aos 15 de abril de 1832 e falecido em Mechtshausen em 9 de janeiro de 1908.
No Brasil, foi traduzido por Olavo Bilac e editado pela Melhoramentos. Os dois garotos travessos e aprontadores foram criticados imediatamente pelos pedagogos, como viriam a ser criticadas todas as posteriores criações dos quadrinhos que mostravam crianças terríveis.
Mas as crianças-leitoras consagraram os personagens noir, amarelos, vermelhos, azuis, coloridos do mundo criativo dos comics.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
RUDOLPH TÖPFFER
Rudolph Töpffer (1799-1846) é um dos mais importantes ilustradores do mundo, tendo seu nome ligado aos de Hogarth, Doré, Busch e Cristophe, como um dos precursores da história de imagens, e tendo sido elogiado por Goethe. Em 1816, um rico armador inglês acompanhou o pintor suíço Wolfgang Adam Töpffer, o pai, na Inglaterra, onde encontoru e levou para a Suíça o gosto pelas gravuras. Com efeito, nos anos seguintes, publicou diversas pranchas em que se podiam ver camponeses e vilarejos numa cidadezinha qualquer, parados, observando uma loja de venda de estampas. Gérard Blanchard escreve que essa cena, à exceção de alguns detalhes folclóricos, poderia se passar em Londres, Paris ou Genebra. O escritor e artista suiço, de língua francesa, Rudolph Töpfer, o filho, tinha dezoito anos na ocasião e ficou vivamente maravilhado com as estampas inglesas, especialmente as de Willian Hogarth (1697 - 1764), entre elas Harlot's Progress.
E Rudolph escreve: "No século passado, um homem de gênio, Hogarth, grande artista, mas sobretudo grande moralista, publica diversas séries de gravuras formando dramas completos..." Nota que, num discurso em que se vê a fisionomia e os gestos, esses importam mais do que o que é falado, e acrescenta: "Portanto, é próprio das estampas reunir, num alto nível, estas diversas condições de ação, de reduzir toda proposição em imagens de vida, de transformar todo raciocínio em espetáculo animado, distinto, luminoso; de reunir todos os elementos com uma eloquência simples, grosseira, mais apropriadamente maravilhosa à natureza e ao lazer dos espíritos brutos e sem cultura".
Rudolph pretendia ser pintor, como seu pai, mas seus problemas de visão assim não o permitiram. Depois de estudar em Paris, lecionou em diversas escolas em Genebra e era titular de retórica na Academia de Belas Letras. Töpffer, o filho, ficara famoso como escritor com trabalhos fascinantes como La Biblioteque de Mon Oncle, 1832, e Le Presbytère, 1839-46, ambos reminiscências de sua infância e juventude, e Voyages en Zigzag, 1845, uma descrição com suas próprias ilustrações, de viagens pela encostas das montanhas suíças. Seus contos, reunidos em 1841 numa antologia intitulada Nouvelles Genevoises, lhe trouxeram muitas críticas favoráveis e prestígio pessoal.
Sendo um literato de sucesso (em quem Xavier de Maistre via seu sucessor), dedicou-se a meia dúzia de histórias em imagens, posteriormente publicadas sob o título de Histoires en Estampes, em 1846-47. Esse trabalho foi feito nos intervalos de sua profissão de pedagogo, despretensiosamente. Mas lhe valeram os elogios de Goethe. O ilustre alemão escreveu, com efeito, que em Töpffer "... é preciso admirar os motivos múltiplos que sabe expor em poucas figuras... Ele humilha o inventor mais fértil em combinações e podemos felicitar seu talento nato, alegre e sempre disposto". Goethe amou um dos primeiros trabalhos, pequenos álbuns que ele lia de dez em dez páginas, "para não ter uma indigestão de idéias".
Töpffer, no seu Annonce de l'Histoire de M. Jabot, em 1837, afirmava ser seu livrinho de natureza mista. "Ele se compõe de uma série de desenhos autografados em traço. Cada um destes desenhos é acompanhado de uma ou duas linhas de texto. Os desenhos, sem este texto, teriam um significado obscuro, o texto, sem o desenho, nada significaria. O todo, junto, forma uma espécie de romance, um livro que, falando diretamente aos olhos, se exprime pela representação, não pela narrativa. Aqui, como um conceito fácil, os tratamentos de observação, o cômico, o espírito, residem mais no esboço propriamente dito, do que na idéia que o croqui desenvolve".
Ele explicava a gênese dos personagens como nascidos à sorte dos rabiscos, no papel, para quebrar o tédio, na confusão das linhas, descobrindo uma cabeça, um personagem. (Da mesma forma que Victor Hugo utilizava a sorte para tirar de seu escrito suas figuras fantásticas. Já Honoré de Balzac desenhava seus personagens, para depois descrevê-los literariamente). Ele vai mais longe, imaginando o nome, a idade, as preocupações, os pais, a família e... "toda uma epopéia saída bem menos de uma idéia preconcebida que deste tipo nascido de sua própria sorte". Todos os heróis de Töpffer estão à procura de algo aparentemente simples, mas que acaba provocando catástrofes: é o objeto amado por M. Vieuxbois (1827), o cometa do Dr. Festus (1829), a liberdade de caçar borboletas de M. Cryptogame (1830), o nascimento de M. Jabot (1831), um sistema educativo para crianças de M. Crépin (1837) ou um estado social para Albert (1844). Töpffer, com uma lógica demente, encadeia em desenhos as causas e os efeitos, o que dá ao seu trabalho um ritmo sôfrego, mecânico e impiedoso, que reduz os personagens a nada mais do que bonecos na vida cotidiana diante dos problemas comuns.
Em 1840, Töpffer publicou simultaneamente duas versões de seu Dr. Festus. Depois de ter realizado com grande sucesso um trabalho em imagens, deu uma versão literária, uma espécie de tradução. Ele procurou o seu equivalente literário do humor gráfico num processo que deve muito aos humoristas ingleses, em particular a Lawrence Sterne (1713-1768), e imita as digressões de Tristan Shandy. Ao lado do contista convencional de Voyages en Zigzag e através de Surprenantes Absurdités, revelou-se um humorista que se aventurou por caminhos em que Lewis Carrol (1832-1898) será o mestre incontestável.
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sábado, 19 de novembro de 2011
WILL EISNER
Detalhista em suas obras, cheio de preciosismo com seus roteiros, Will Eisner, nascido em Nova York em 1917, morreu em 2005 na Flórida e nunca deixou de retratar os aspectos mais humanos e sombrios de sua cidade de nascimento. Sua obra segue até hoje influenciando gerações de quadrinistas.
Filho de judeus imigrantes passou sua juventude em Nova York enfrentando uma época difícil para os Estados Unidos: a grande depressão de 1929 que jogou muitos norte americanos no desemprego. Quem está acompanhando as movimentações em Nova York agora em função dos desempregos e da crise global pode ter uma breve ideia de como se encontrava a cidade nesta época. Era comum o relato de empresários pulando de suas janelas ao constatar a bancarrota da empresa.
Tendo criado todo um universo de personagens autônomos e famosos como Falcão Negro, acabou se tornando mais famoso por seu personagem Spirit, uma espécie de Batman, um pouco mais limitado, menos espalhafatoso (só usa uma máscara) e mais conectado com a realidade. Spirit é um detetive sem superpoderes que protege os habitantes da fictícia Central City. Antes de tudo, Spirit é apenas um humano cheio de falhas que tenta seguir com sua vida da melhor forma possível o que o torna muito mais próximo do que os tradicionais heróis invulneráveis dos quadrinhos norte americanos.
A forma de enquadramentos, efeitos de luz e sombra além de uma inovadora forma de construção narrativa bem próxima da linguagem utilizada no cinema foram as contribuições mais marcantes da arte de Eisner.
E como é que as histórias de Will Eisner são encaradas pelos espectadores brasileiros? Vejam só que curiosa essa reportagem veiculada na rede Globo a respeito das obras de Eisner.
Atualmente está havendo uma exposição com as obras de Will Eisner em São Paulo e esta exposição vai até o dia 18 de Dezembro. Se estiver por perto e se interessar pela área de quadrinhos, esta é uma exposição imperdível. Confira o endereço:
"O Espírito Vivo de Will Eisner"
Onde: Centro Cultural São Paulo (Piso Flávio de Carvalho - Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso. Junto à estação Vergueiro do Metrô).
Quando: Em cartaz até 18 de dezembro (terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Mais informações: 0/xx/11 3397-4002
Entrada franca
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
NEIL GAIMAN
Nascido no ano de 1960 em Portchester, na Inglaterra, Neil Gaiman já escreveu muita coisa. A obra mais extensa são os dez volumes que compõem Sandman,
trabalho que ganhou prêmios importantes em países como Áustria, Brasil, Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Estados Unidos e tantos outros, que nem mesmo ele consegue lembrar.
Os romances incluem Neverwhere (que começou como seriado de TV e em breve será um grande filme - até porque ninguém nunca tem a intenção de fazer um "pequeno" filme) e Stardust (que ganhou o Mythopoeic Award como melhor romance fantástico de 1999 e pode ser encontrado em versões com ou sem ilustrações).
Vários de seus contos foram compilados no livro Smoke and Mirrors: Shor Stories and Illusions. Das histórias em quadrinhos mais curtas, a que lhe dá maior orgulho é Mr. Punch. Escreveu mais recentemente uma obra chamada American Gods.
Neil Gaiman tem exatamente três filhos, aproximadamente sete gatos e também uma casa que quer ser o castelo de Gormenghast quando crescer.
Em geral, está sempre precisando cortar o cabelo.
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sábado, 8 de outubro de 2011
QUINO
Quino é o famoso cartunista argentino criador da sempre contestadora Mafalda, famosa por suas questões filosóficas a respeito do mundo. Talvez por estimular o pensamento crítico seja fácil de entender porque as televisões abertas brasileiras nunca se interessaram em passar o desenho animado, apesar dos quadrinhos continuarem sendo publicados em jornais e em graphic novels aqui no Brasil. É melhor não despertar nas crianças certas idéias.
Todo o universo de Mafalda é criado com base na observação das interações humanas, na forma como tratamos o mundo e como anda a dinâmica da sociedade. Apesar de ser uma visão de mundo criada na década de 60, muitas das idéias ainda permanecem atuais e muitos dos questionamentos continuam valendo.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
TINTIM
Disputando com Hercule Poirot, o detetive de Agatha Christe, Tintim (Tintin, no original) talvez seja o belga mais famoso do mundo - e pouco importa que seja apenas um personagem em quadrinhos. Seu criador, Georges Hemi (1907-1983), vulgo Hergé, é considerado um dos maiores cartunistas europeus - mesmo tendo sido acusado de simpatizante do nazismo. Nascido num subúrbio de Bruxelas, Hergé pesquisava cuidadosamente os países e suas culturas para criar suas histórias. Assim surgiu Tintim, repórter-viajante metido em aventuras por todos os cantos do planeta, ao lado do desajeitado capitão-do-mar Haddock, do genial e maluco professor Tournesol, dos detetives gêmeos Dupont e Dupond e, principalmente, do fiel cachorro Milu. Em 2007 foi celebrado o centenário de nascimento de seu criador.
Seguindo a onda de redescobrir grandes personagens dos quadrinhos, o cinema se prepara para lançar sua versão de Tintim em 2012.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
LOMBARDINO
quarta-feira, 25 de maio de 2011
SALVADOR SANZ




Encontrei este Graphic Novel numa estante do Sesc a achei muito boa a arte deste quadrinista argentino. Pesquisando um pouco foi possível ver que ele andou excursionando também pelo mundo da animação. Em 2005 foi o ganhador do COMICON em San Diego com esse Gorgonas (está em espanhol mas é perfeitamente compreensível).
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terça-feira, 15 de março de 2011
AS BRUMAS DE AVALON de MARION ZIMMER BRADLEY
Esta é uma sugestão para quem gosta das histórias do rei Artur e da Távola Redonda. É lógico, existem vários livros do gênero. Mas este é particularmente interessante pois narra a história a partir do ponto de vista de Morgana. Como, em uma análise mais detalhada, a lenda de Artur foi forjada quando o cristianismo foi suprimindo o mito pagão que tinha na figura feminina sua representação máxima, acaba sendo também uma história universal. A mais famosa feiticeira da literatura ocidental vem da saga do rei Artur, contada desde a Idade Média em obras como A Morte de Arthur, de Thomas Malory, e Parsifal, de Wolfram von Eschenbach. No livro, na Bretanha governada por Artur, prospera a religião patriarcal dos cristãos. Mas a misteriosa Avalon, onde Morgana, meia-irmã do rei, preside os ritos ancestrais, veneram-se a Deusa Mãe e a crença pré-cristã das feiticeiras e do saber oculto. Sua grande sacerdotisa é chamada Morgana das Fadas. A ilha de Avalon, porém, está se afastando do mundo real, envolta numa bruma que só as iniciadas podem cruzar. Morgana é a imagem da iniciada. Só à sua intuição ela é fiel e responde. Como maga, nos inspira o saber: o saber da natureza, da magia, dos mistérios. Sabedoria, fé e coragem são suas virtudes, e seu desafio é superar a arrogância, como ocorre com todos os que sabem. Muitas foram as adaptações das lendas arturianas para as novas mídias, mas essa também é uma daquelas histórias que aguarda uma adaptação à altura. Os livros de Marion deram origem a um filme em 2001 com Anjelica Huston no papel, mas parece que ainda não foi dessa vez.
Me lembro também de um gibi que saiu por aqui na década de 80/90 chamado CAMELOT 3000. É contado nas lendas de Camelot que Artur na verdade não teria morrido e sim estaria adormecido, esperando pelo momento em que os valores defendidos por CAMELOT se tornem necessários novamente. Este gibi parte do pressuposto que no ano 3000 a presença do rei lendário se faz necessária por obra da perfídia de Morgana (olha ela aí de novo). Além do atormentado e infeliz Artur tentando soprepujar todos os problemas em sua vida, ainda podemos contar com Merlim e todos os outros personagens das lendas arturianas reencarnados. O detalhe que causou furor na época é que Tristão e Isolda (os primos que não podiam se casar) reencarnam ambos... mulheres! É sacanagem ou alguém lá em cima realmente os odeia! Rs. Fica a história inteira com estas duas tensões romanticas: o triângulo Lancelot, Artur e Guinevere de um lado (será que eles vão trair o Artur de novo?) e Tristão e Isolda (será que ficam ou não ficam juntos?). Tristão é um cara tão zicado que no dia que está no altar para se casar com seu belo vestido de noiva Merlim aparece e devolve para ele todas as suas lembranças de sua vida passada. É ou não é perseguição? Pra quem gostou do argumento corra para a gibiteca ou o sebo mais próximo. Se alguém souber se já tem disponível na net dá um toque.
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