domingo, 2 de setembro de 2012

GATO PRETO

Gato preto dá azar? Essa é uma superstição que surgiu durante a Idade Média, período em que a Igreja Católica exercia forte influência na sociedade e tinha até criado um tribunal - a Inquisição - com a finalidade de perseguir e julgar hereges e bruxas. Naquela época, muitas pessoas acreditavam que os gatos, em função de seus hábitos noturnos, tinham parte com o demônio ou eram um disfarce usado por bruxas. Se ele fosse preto, pior ainda, pois essa cor era relacionada às trevas e ao mal. A neurose envolvendo os bichanos chegou a tal ponto que, no século 15, o papa Inocêncio VIII incluiu o felino na lista de perseguidos pela Inquisição. O tempo passou e a má fama dos gatos não se apagou. Atualmente, os mais supersticiosos sentem arrepios quando vêem um gato preto, principalmente se ele cruza o caminho deles, sinal de má sorte. O curioso é que em algumas culturas os gatos não têm fama de azarentos. Os antigos egípcios, por exemplo, consideravam os felinos amuletos de sorte e os reverenciavam como divindades. Hoje em dia, em alguns países, como no Japão e na Inglaterra, o gato preto é sinônimo de boa sorte. As interpretações relacionadas a esses bichanos são tão variadas que já renderam até um livro: Black Cats and Other Superstitions ("Gatos Pretos e Outras Superstições", inédito em português), de Shirley Blumenthal. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

SINOPSE:
Esta é a história de um estudante chamado Nicolas, que adorava olhar as estrelas e pensar na grandiosidade do universo. Ele é perseguido por seres de outro mundo que querem levá-lo do planeta Terra. O rapaz conhece uma linda mulher que veio de um lugar muito distante para revelar segredos que mudariam sua maneira de ver o mundo. Uma descoberta fantástica o remeterá a conhecer quem serão os “Filhos do Tempo”. Uma trama intrigante que nos fará ver o mundo por outro prisma. Segredos, paixão intensa, aventura e grandes revelações mudarão para sempre à vida, não apenas de Nicolas, mas de todos que viajarem com ele nesta odisseia. Quem ousará a tanto?

Resenha:
No início cheguei a tomar um susto, fui surpreendido por um relacionamento fulminante, com apelo amoroso. O casal não se conhecia e ficaram reclusos, pela chuva em um lugar e logo estavam juntos. Claro que, mais adiante, na leitura, tudo acaba se justificando, como parte de um segundo plano da história. (PG 32: A ideia de Zara era miscigenar o sangue de Nicolas com o seu, através da concepção de uma criança, que carregasse a força e o segredo das defesas de Nicolas em seu próprio sangue.)

Entre as linhas que o autor defende, claramente a família é um ponto forte, pois faz apelos à organização familiar. (PG 26: Mesmo no futuro, em nosso planeta, com todos os recursos tecnológicos e científicos, as virtudes, o carinho e as qualidades morais e espirituais aprendidas com os pais são muito valorizados.) É algo bom de se ver, pois sabemos que os jovens lerão o livro e saberão da importância da manutenção da família.

A obra é, também, um alerta a tudo o que acontece com o planeta. (PG 55: O prejuízo para a natureza causado pelo aquecimento global foi maior que as tentativas de neutralizá-lo. Embora o homem acordasse para o fato). Achei legal, pois é preciso que esta mensagem seja propagada pelo mundo, sob todas as formas.

Um dos pontos fortes, o surgimento de uma habilidade especial. Desta forma, o autor deu uma sacudida na história, e o melhor, saiu dos convencionais clichês. Foi um salto de qualidade, necessário ao sucesso de uma trama de ficção. (Nicolas olhou para o rapaz a sua frente, com um sentimento de raiva e logo sua arma passou a levitar e os outros dois homens começaram a se levantar do chão. Nicolas olhou para o terceiro elemento e ele também começou a subir, foram se elevando, assustados e gritando.). Surgiu no momento certo.

Preciso dizer, em alguns momentos tive a sensação de estar lendo um livro de psicologia, dada a profundidade e detalhes de alguns assuntos. (PG 59: Os livros da sua época chamam este distúrbio de agarofobia, ou medo de lugares abertos. Geralmente, ele acompanha as pessoas com crises de ansiedade.) Achei interessante, não pela história, mas como conhecimento adicional.

Agradeço ao autor, que me poupou. Afinal, ao ler, costumo criar as cenas mentalmente e ficou fácil deduzir que Nicolas possuía uma ligação diferente com o mundo “Vida”. (PG 92: Depois, subiram para o quarto, quando Lorena começou a beijá-lo e se amaram, fazendo Merko se esquecer do amigo e de tudo mais a sua volta.). Mas é claro que somente lendo para conhecer o contexto e o clima que envolveu a cena.

Opinião do resenhista: A partir de um determinado momento da história, tudo fica mais dinâmico e a obra prende, ainda mais, a atenção. É difícil deixar de ler, sempre queria saber o que iria acontecer. Dizem que enquanto uma pessoa fala, um ouvinte pensa cinco vezes mais rápido. Nem imaginam nesta leitura! É possível pensar em diversas formas de terminar, mas o autor foi muito feliz, em conseguir juntar todos os pontos.
De um modo geral a história tem uma trama, que o autor procura manter escondida, de forma a manter a curiosidade sobre a história. Mas quando revela os interesses envolvidos, ai é que curiosidade aflora, querendo saber como tudo poderia acabar. Penso que há a possibilidade de continuação, pois agora, o autor tem uma eternidade para explorar, entre a Terra de hoje e a Vida do futuro. Se querem saber porque tenho esta opinião, terão que ler o livro.

Quanto a capa:
A história torna-nos introspectivos e leva-nos a refletir sobre determinados assuntos. A capa retrata um determinado momento do livro e não há porque ser diferente. É uma ficção, mas poderia ser entendida como um romance, pois ele existe e permeia toda a história. Ao se ler o livro, entende-se melhor a capa, o que é um outro ponto positivo.

Resenha J.C.Hesse

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

FREDERICK CHURCH

Nesta vista empolgante de sua orla de fogo, um vulcão em atividade estende nuvens escuras de fumaça que cobrem o sol. O poder da natureza revela-se em toda a sua grandeza. Church (EUA 1826-1900) foi o único discípulo de Thomas Cole e tornou-se um dos maiores pintores americanos de paisagens. 
Concentrou-se na natureza em seu estado puro, sem a presença humana. Depois de explorar sua Nova Inglaterra natal, Church saiu em busca de paisagens dramáticas para pintar. 
Ao contrário do que era comum na época, Church não tinha desejo de viajar para a Europa; escolheu a América do Sul. O primeiro quadro mostrado aqui chamado CREPÚSCULO NO ERMO  é do vulcão Cotopaxi, no Equador.
Church registrava com espantosa habilidade maravilhas que via em suas viagens, mudando a textura da pintura, por exemplo, de acordo coma forma da natureza que estivesse descrevendo. Viajou pelo Ártico e pela América do Sul, pintando cenas vastas e panorâmicas. 
A grandiosidade épica e a dramaticidade sublime de sua obra sintetizam as ideias do Romantismo. 

FESTA DE 15 ANOS

 Mande fazer um poster de sua filha e coloque-o à entrada, para  que os amigos o assinem ao chegar. Sirva sanduíches variados: pães de forma...