
Mas foi ao conhecer e ser patrocinado por um rico mecenas chamado Albert M. Bender que Ansel Adams pode aos poucos se aprofundando na fotografia que acabou se tornando sua atividade principal. Inicialmente começou a se aprofundar nas técnicas de tratamento da imagem na câmera escura. Ao ajudar a fundar o grupo f/64 inicia-se de vez o processo de pesquisa e aprofundamento das técnicas de processo fotográfico. É claro, nessa época todo o processo era analógico, não tendo ainda ocorrido o advento da fotografia digital. Ansel Adams era um fotógrafo obcecado pela técnica acima de tudo. Quando falava, parecia mais um cientista do que um artista fotográfico. Toda essa preocupação com cada detalhe antes da captura acabou resultando em três livros, já disponíveis no Brasil, chamados A câmera, O negativo e A cópia. São livros caros. Uma dica é que no Sesc de Santo André existem os livros para empréstimo.
Hoje em dia ninguém discute a contribuição de Adams para a fotografia. Mas existem aqueles que acreditem que dentro de toda a sua técnica, aquela sensibilidade artística acabou sendo perdida. Existe sempre algo de artificial, pré-montado ou estilizado em suas imagens em P&B. Mas talvez a forma criativa de Adams fosse realmente esse preciosismo com a técnica, com a simetria, como equilíbrio.



Nenhum comentário:
Postar um comentário