sábado, 1 de novembro de 2014

NARCISO

O mito grego de Narciso começa quando uma mulher dá a luz ao menino que recebe esse nome e é lindíssimo. A mãe fica preocupada com a beleza sobre-humana do filho. Tal extremo poderia causar o pecado da arrogância - que é o de se achar acima de sua condição - e provocar o castigo dos deuses. Aconselhada por um Oráculo, então, a mãe de Narciso retira todos os espelhos da casa e protege o filho de ver a si mesmo. Assim ele cresce, ignorando sua imagem e a paixão da ninfa Eco. Um dia, quando ele se perde na floresta e começa a gritar por ajuda, ouve suas palavras repetidas por Eco, que fora condenada a reproduzir apenas as últimas sílabas pronunciadas por alguém. Narciso imagina que a voz é de um amigo e a segue. Quando vê Eco, a despreza e continua a caminhar até encontrar um lago para tomar água. É ali que se apaixona pelo próprio reflexo. A paixão torna-se prisão porque o jovem não consegue parar de se amar nem suporta se afastar do lago, que contém sua imagem. Ele morre de inanição e os deuses o transformam numa linda flor.
Segundo o analista junguiano Rodney Taboada, o mito grego de Narciso aborda tanto a questão da auto-estima quanto a do narcisismo. "Sem conhecer a si mesmo não há auto-estima, e Narciso não pode amar o outro, mas apenas a si próprio", conclui.

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