quarta-feira, 4 de maio de 2011

HISTÓRIA DA FILMADORA

Toda vez que se fala em história todo mundo costuma torcer o nariz porque, infelizmente, normalmente na escola não se aprende a criar esse link entre passado e presente para se construir algo futuro. Saber de onde vem algo pode, no mínimo, ajudar a prevenir que erros sejam repetidos infinitamente e, quem sabe, pode gerar a oportunidade de se criar algo realmente novo a partir do velho.


Bom, já dei a minha bronca (rs) então vamos ao que interessa. Hoje em dia, a filmadora se tornou uma coisa minúscula, prática e bem intuitiva. Mas no começo, mais ou menos na década de 50, quando surgiu a primeira máquina que capturava em fita magnética as imagens de vídeo ao vivo criada pela Ampex Corporation. Até então as pessoas podiam contar com as pequenas filmadoras com filme de 16mm e 8mm.




A Ampex vendeu uma de sua primeiras câmeras de vídeo (VTR) por 50 000 dólares para a Central Broadcasting System - mais conhecida como rede de televisão ABC dos EUA - que exibiu programa Douglas Edwards and the News no dia 30 de novembro de 1956.

Esse foi o primeiro programa de TV a exibir imagens em videotape. Apesar de os aparelhos serem grandes, complexos e frágeis, esse foi um avanço incrível. Em vez de fazer TV ao vivo, os produtores poderiam gravar os programas para serem exibidos mais tarde. Os enormes rolos de fita magnética eram produzidos pela 3M Company e custavam pouco mais de 300 anos cada um.


Filmadora de 35mm



Levou 20 anos para a tecnologia dos tapes. Isso aconteceu em 1975 com a chegada de um tipo de videocassete chamado Betamax.



Hoje em dia ainda se esbarra em alguns seriados com esta idéia de que só os perdedores tinham um Beta. Isso aconteceu porque quando o Beta saiu todo mundo ficou muito entusiasmado com a idéia de gravar e assistir seus vídeos quando bem entendesse. Mas um ano depois surjiu um concorrente para o Beta com o VHS produzido pela JVC, muito mais compacto.



Por um tempo as duas marcas brigaram pelo mercado de consumo e por fim o VHS venceu, deixando os proprietários dos Beta com um trambolhão em casa. A Beta ainda lançou uma filmadora portátil em 1983 que andou deslocando o ombro de muito cineasta por aí pois era um trambolhão do tamanho de uma mala, mas 2 anos depois a Sony lançou uma filmadora com fita de vídeo de 8mm bem menor e mais intuitiva.


Super 8 (8mm)


Estas câmeras eram populares, fáceis de manusear mas tirando a função divertida de registrar os momentos de lazer da família tinha uma qualidade de imagem muito ruim.



Outra coisa que ocorria com as fitas magnéticas é que conforme se regravava uma fita (gravava por cima) a qualidade da imagem ia ficando cada vez pior. Sem falar que a fita desgastava com o tempo. Por isso, quando a tecnologia do vídeo digital chegou em 1996, ela inovou de várias formas. Primeiro, porque o arquivo digital não se deteriorava com o uso. Segundo porque você podia gravar várias e várias vezes sem ficar se preocupando com os custos do filme e também da revelação do mesmo. Restava ainda trabalhar com relação à qualidade de imagem, o que está sendo feito nos últimos anos a ponto de finalmente a imagem digital estar conseguindo chegar ao cinema. Então, quando você sacar o seu smart fone e sair gravando aquela cena inesquecível ou engraçada, saiba que essa é uma facilidade impossível de ser pensada há cerca de vinte anos atrás.

3 comentários:

  1. Saudações. Só uma pequena retificação. O sistema de vídeo tape profissional lançado em 1971 pela Sony era no formato U-Matic,foi o 1º a utilizar fita magnética dentro de um cartucho facilitando a operação e que substituiria as máquinas de carretel aberto. O padrão Betamax (1975) é derivado do profissional U-Matic e é mais compacto que o VHS. Técnicamente também é superior devido ao maior diâmetro do cilindro que abriga as cabeças rotativas. Não venceu principalmente pelo fato de a Sony quase não fornecer licença para outros fabricantes ultilizarem o formato coisa que a JVC não fez com o VHS. Depois a própria Sony se rendeu ao VHS que já estava bem aperfeiçoado.

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    1. A história do vídeo é mesmo fantástica para nós que vivenciamos essa coisa maravilhosa; eu trabalhei com VHS desde que surgiu aqui no Rio até findar com a última Camera Panasonic que foi a AG 456 (SVHS);
      Eu a vendi pra comprar a Sony VX1000 (miniDV) que substituiu o formato VHS/SVHS.
      Relembrado aqui os vários modelos de câmeras VHS, me deparei com esse depoimento e não me contive;
      Realmente o BETAMAX era mais compacto que o VHS e tinha mais qualidade.

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