terça-feira, 29 de novembro de 2011

ARTE EGEIA

Antes do aparecimento da arte na Grécia continental, várias civilizações antigas prosperaram no mar Egeu e seus arredores, sendo que a primeira delas foi a civilização das ilhas Cíclades, num arquipélago que fica no sudeste da Grécia continental. A partir de 3.000 a.C., uma onda de colonos da Ásia Menor começou a produzir uma variedade distinta de estatuetas usando o mármore da região. Muitas delas representam mulheres numa pose simples e ereta, com os braços cruzados em frente ao peito (à direita, em cima), embora também tenham sido encontradas algumas esculturas masculinas: os homens costumavam ser retratados com instrumentos musicais ou armas. A utilidade dessas estatuetas permanece um mistério. A maioria delas foi descoberta em sepulturas, mas não era nova quando foi colocada ali, por isso certamente tinha algum significado também para os vivos. As esculturas talvez tivessem enfeites pintados, mas esses enfeites se desgastaram com o tempo. As formas concisas e minimalistas das imagens serviram de inspiração para escultores modernos, assim como a estética da escultura tradicional africana influenciou a obra de artistas do início do século XX, como Pablo Picasso (1881-1973), Henri Matisse (1869-1954) e Alberto Giacometti (1901-1966).

  A maior das civilizações egeias surgiu em Creta em aproximadamente 3000 a. C. Os artistas minoicos se inspiraram no Egito, na Síria e na Anatólia, mas fundiram os vários estilos criando a própria arte, extremamente original. Eles se sobressaíram na fabricação de cerâmicas, jóias, afrescos e esculturas de tamanho reduzido. A cultura minoica se concentrava nos grandes palácios de Cnossos, Malia e Festos, que eram conjuntos de construções usados com objetivos comerciais, religiosos e cerimoniais, e não apenas residências. Eles continham armazéns para grãos e oficinas para artistas, além de espaço para grandes aglomerações. Os palácis eram extravagantemente decorados com afrescos. Em Cnossos, ainda existem fragmentos de pinturas retratando as espetaculares procissões e exibições de acrobacias, que exerciam um importante papel no ritual cretense das touradas. Os afrescos também mostram representações vividas da natureza, incluindo um gato caçando um pássaro, um macaco numa plantação de açafrão e um friso de golfinhos azuis. 
 A influência minoica se estendeu ao continente grego, onde teve um grande impacto sobre os micênicos, que properaram na região de 1600 a 1100 a. C. A civilização deve seu nome à antiga de Micenas, no nordeste do Peloponeso. A partir dessa cidade, os micênicos aos poucos estenderam seu domínio por todo o sul da Grécia e pelas ilhas próximas. Eles eram mais guerreiros que os minoicos; seus palácios eram fortificados e deixaram para trás muitas armas e artefatos de guerra. Os antigos gregos se inspiraram em Micenas ao criarem sua própria civilização. De acordo com a mitologia grega, a cidade foi fundada por Perseu e governada por Agamenon, que liderou as forças gregas na guerra contra Troia. Homero descreveu a cidade como rica em ouro na Iliada. 
A descrição de Homero parece ter algo de verdadeiro. Quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann (1822-1890) escavou um conjunto de sepulturas verticais (mausoléus que consistiam de um fosso profundo e estreito), em Micenas, em 1876, suas escavações produziram resultados impressionantes. Além de muitas jóias e armas enfeitadas com ouro e prata, ele descobriu uma coleção de máscaras mortuárias que eram feitas forjando-se o ouro em folhas finíssimas sobre um molde de madeira. Os detalhes eram mais tarde esculpidos em uma ferramenta afiada, e dois buracos próximos aos ouvidos eram usados para manter a máscara no lugar com fios sobre o rosto do falecido. Schliemann esperava relacionar essas máscaras à corte de Agamenon, e uma das máscaras folheadas a ouro foi chamada de Máscara de Agamenon (esta aí em cima). A máscara, contudo, foi feita 300 anos antes da época do herói grego e provavelmente cobria o rosto de um governante micênico. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NOMES MAIS USADOS NO BRASIL

1. Maria -13.356.9652
2. José – 7.781.5153
3. Antônio – 3.550.7524
4. João – 2.988.7445.
5. Francisco – 2.242.1466
6. Ana -1.996.3777
7. Luiz – 1.541.8958
8. Paulo- 1.416.7689
9. Carlos – 1.384.20110
10. Manoel -1.334.18211
11. Pedro – 995.25412
12. Francisca – 853.59013
13. Marcos – 823.73814
14. Raimundo – 821.24215
15. Sebastião- 798.62716
16. Antônia -672.40017
17. Marcelo – 628.13818
18. Jorge – 587.67019
19. Márcia- 557.34720
20. Geraldo – 530.05021
21. Adriana – 529.77822
22. Sandra – 497.97123
23. Luis – 492.20824
24. Fernando – 489.14225
25. Fabio – 481.79026
26. Roberto- 480.69527
27. Márcio- 471.90628
28. Edson – 467.80629
29. André – 465.48430
30. Sérgio – 462.39731
31. Josefa – 453.63632
32. Patrícia – 446.00133
33. Daniel – 439.82634
34. Rodrigo – 438.08335
35. Rafael – 432.35636
36. Joaquim – 431.59437
37. Vera – 430.68338.
38. Ricardo – 423.61639
39. Eduardo – 417.27740
40. Terezinha – 409.12041
41. Sônia – 403.70242.
42. Alexandre – 403.11443
43. Rita – 396.90144
44. Luciana – 390.50745
45. Cláudio – 390.10446
46. Rosa – 385.63447
47. Benedito – 378.68048
48. Leandro – 378.13649
49. Raimunda – 372.67250
50. Mário – 364.589

sábado, 26 de novembro de 2011

O TRIUNFO DE GALATEIA de RAFAEL


O famoso pintor renascentista é o autor dessa obra. Uma vez ele escreveu: "Para pintar a beleza, preciso ver mais mulheres belas... mas ao ser privado das belas mulheres, eu me contento com a ideia que me vem à mente". A ideia de beleza perfeita que Rafael tinha, inspirada em Platão, foi expressa nos traços de quase todas as mulheres que ele retratou. Em sua obra, ele modificou ligeiramente um antigo retrato de Santa Catarina de Alexandria para compor o rosto da ninfa dos mares, Galateia. 
Galateia foi amada pelo temível ciclope Polifemo, porém ela o rejeitou e iniciou uma fuga para encontrar seu verdadeiro amor: Ácis. É justamente nesse momento que ela é retratada por Rafael. Dizem que essa obra foi solicitada por Agostini Chigi, patrono de Rafael, que tinha esperanças de se casar com Margherita Gonzaga, filha do marquês de Mântua, mas cuja proposta estava sendo rejeitada. É provável que Chigi tenha escolhido esse tema influenciado por versões anteriores do mito, nas quais os galanteios do ciclope para Galateia terminam com um final feliz para ele. No quadro, Galateia ignora as flechas lançadas pelos cupidos em sua direção, olhando apenas para o cupido cujas flechas permanecem guardadas. Esse cupido representa o amor platônico e, ao olhar para ele, Galateia revela sua rejeição aos galanteios do ciclope e sua preferência por um amor mais espiritual do que físico. Os golfinhos que puxam a carruagem da ninfa também saíram da literatura. O poeta Angelo Poliziano assim descreveu em sua versão do mito: "Dois golfinhos puxam uma carruagem: nela está sentada Galateia, que controla as rédeas; enquanto nadam, os golfinhos tomam fôlego em uníssono".
Tem muita gente que confunde essa Galatéia com outra também famosa esculpida por Pigmalião e que ganhou vida por graça da deusa do amor. Mas a Galatéia aqui retratada era uma ninfa e uma das nereidas. Era apaixonada por um camponês que também era filho do deus Pã e de uma ninfa. Dizem que Polifemo flagrou os amantes juntos e num acesso de fúria esmagou Ácis com uma enorme rocha. Galatéia intercedeu junto à mãe deste e esta transformou o sangue de Ácis em um rio com o mesmo nome. Depois a ninfa se jogou ao mar e foi viver nas ondas que tocam as areias com suas espumas brancas sem jamais retornar à terra.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

BEING HUMAN

Being Human acompanha a história de três amigos que moram em uma mesma casa em um bairro tranquilo na Inglaterra. Até aí nenhuma surpresa. No entanto esses três amigos (dois homens e uma mulher) carregam tragédias pessoais bem distintas: um é um lobisomem, um é um vampiro e a mulher é um fantasma. Cada um às voltas com uma grande necessidade de adaptação para a realidade em que vivem e serem aceitos como normais pelos humanos. Além das dificuldades evidentes (sobreviver sem matar, conseguir um lugar para se transformar, conseguir que as outras pessoas consigam perceber sua existência) ainda encontramos grupos de vampiros, lobisomens e fantasmas vivendo nos arredores e trazendo mais e mais complicações para a vida dos três. Esta série está fazendo muito sucesso na europa, tanto que você também encontra a versão norte americana sendo gravada ( norte americano não assiste produção estrangeira, ele regrava $$$). Você pode baixar a série com legenda em português no endereço http://www.seriesfree.biz/2010/01/being-human/

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

WORKING!

Esse anime é para quem gosta de comédias embasadas em diferentes personagens. Na história acompanhamos o dia a dia de trabalho de diversos tipos de pessoas em uma lanchonete chamada Wagnaria. Ali você pode encontrar uma gerente que é a lider de uma gangue, um lolicon, uma moça que sofre de androfobia (fobia de homens) e que tem um soco mortal, uma que carrega uma katana (espada longa) para onde quer que vá, uma garota com complexo de altura (tão baixa que parece ser do ensino fundamental), uma que fugiu de casa e quer ser adotada por uma nova família e por aí vai. O divertido é acompanhar a interação entre essas pessoas tão desajustadas e como vão aprofundando suas relações. Você pode baixar os dois anos da série com legendas em português no site http://www.hinata.xpg.com.br/paginas/index2.php?page=himura/working.html  

domingo, 20 de novembro de 2011

CHARLES CHAPLIN

Charles Spencer Chaplin, nascido em Londres em 1889, morreu na Suíça em 1977. Foi ator, diretor, produtor, comediante, dançarino, roteirista e músico. Também obviamente foi um dos atores mais famosos do cinema mudo. Seu personagem mais conhecido que aqui ficou conhecido como Carlitos (Charlot na Europa) era um andarilho sem eira nem beira com modos refinados e bom coração. 
Charles não veio de uma família muito feliz. Os pais eram artistas, sendo que se separaram quando Charles tinha apenas 3 anos de idade. Vivendo com sua mãe e seu meio irmão, Charles acompanhou a decadência mental de sua mãe que acabou sendo internada em um Asilo. Com o pai a relação não era muito melhor já que ele era um alcoólatra. Charles cresceu vivendo ora com um ora com outro até que aos doze anos o pai morreu de cirrose no figado. Junto com o irmão acabou encontrando no mundo artístico inglês a forma de sobreviver.  Foi no entanto nos EUA que ele conseguiu a fama trabalhando na Keystone Film Company. 
A primeira aparição aconteceu no filme KID AUTO RACES AT VENICE 
O personagem não demorou para cair no gosto do público. O fato de nos Estados Unidos da época estar ocorrendo uma torrente imigratória de todos os lugares do mundo apenas favoreceu o alcance dos filmes de Chaplin já que o cinema da época era mudo. 
Conforme foi ganhando fama, também foi ganhando maior autonomia em suas produções o que lhe garantiu a possibilidade de experimentar e criar pérolas do cinema mudo como THE KID
Charles resistiu o quanto pode à crescente influência de Hollywood frente aos pequenos estúdios. Também tentou resistir ao som o quanto pode, lançando vários filmes entre os quais se pode destacar o longa EM BUSCA DO OURO com a famosa cena dos pãezinhos
 LUZES DA CIDADE com um romance de Carlitos e uma florista cega
E o filme que até hoje é considerado o marco do fim do cinema mudo onde se ouve pela primeira e última vez a voz de Carlitos. Um detalhe é que a canção do simpático andarilho é feita em uma língua inventada. Uma última rebeldia antes de finalmente adentrar o mundo das palavras. 
TEMPOS MODERNOS
O fim de Carlitos não foi porém o fim da infinita inventividade de Chaplin. Com seu primeiro filme falado O GRANDE DITADOR Charles colocou o dedo na ferida do nazismo ridicularizando o temível Hitler em plena segunda guerra. 
LUZES DA RIBALTA foi seu penúltimo filme onde contracena com outra lenda norte americana, Buster Keaton. Nesta época estava acontecendo uma perseguição política atrás de "comunistas" nos EUA e Charles acabou entrando nesta lista negra. 
Como viajou para Londres para filmar esse filme, o governo aproveitou-se do fato para caçar seu visto, exilando-o.  Charles decidiu então não mais voltar aos EUA escrevendo:
 "(...) Desde o fim da última guerra mundial, eu tenho sido alvo de mentiras e propagandas por poderosos grupos reacionários que, por sua influência e com a ajuda da imprensa marrom, criaram um ambiente doentio no qual indivíduos de mente liberal possam ser apontados e perseguidos. Nestas condições, acho que é praticamente impossível continuar meu trabalho do ramo do cinema e, portanto, me desfiz de minha residência nos Estados Unidos".
Para quem se interessa, Chaplin chegou a escrever uma autobiografia. Também foi feito um filme sobre sua vida com Robert Downey Jr no papel principal em 1992, além de uma série inglesa que retrata a infância dos dois irmãos. 
Atualmente, existe uma exposição sobre a vida de Chaplin em São Paulo. Mas fique atento, ela só vai até o dia 27 desse mês.
CHAPLIN E A SUA IMAGEM
QUANDO abertura quarta (19), às 20h, para convidados. De terça a domingo, das 11h às 20h, até 27/11
ONDE Instituto Tomie Ohtake (av. Faria Lima, 201, tel. 0/xx/11/2245-1900)
QUANTO grátis

sábado, 19 de novembro de 2011

WILL EISNER

 Detalhista em suas obras, cheio de preciosismo com seus roteiros, Will Eisner, nascido em Nova York em 1917, morreu em 2005 na Flórida e nunca deixou de retratar os aspectos mais humanos e sombrios de sua cidade de nascimento. Sua obra segue até hoje influenciando gerações  de quadrinistas. 
Filho de judeus imigrantes passou sua juventude em Nova York enfrentando uma época difícil para os Estados Unidos: a grande depressão de 1929 que jogou muitos norte americanos no desemprego. Quem está acompanhando as movimentações em Nova York agora em função dos desempregos e da crise global pode ter uma breve ideia de como se encontrava a cidade nesta época. Era comum o relato de empresários pulando de suas janelas ao constatar a bancarrota da empresa. 
Tendo criado todo um universo de personagens autônomos e famosos como Falcão Negro, acabou se tornando mais famoso por seu personagem Spirit, uma espécie de Batman, um pouco mais limitado, menos espalhafatoso (só usa uma máscara) e mais conectado com a realidade. Spirit é um detetive sem superpoderes que protege os habitantes da fictícia Central City. Antes de tudo, Spirit é apenas um humano cheio de falhas que tenta seguir com sua vida da melhor forma possível o que o torna muito mais próximo do que os tradicionais heróis invulneráveis dos quadrinhos norte americanos. 


 A forma de enquadramentos, efeitos de luz e sombra além de uma inovadora forma de construção narrativa bem próxima da linguagem utilizada no cinema foram as contribuições mais marcantes da arte de Eisner.



E como é que as histórias de Will Eisner são encaradas pelos espectadores brasileiros? Vejam só que curiosa essa reportagem veiculada na rede Globo a respeito das obras de Eisner.



Atualmente está havendo uma exposição com as obras de Will Eisner em São Paulo e esta exposição vai até o dia 18 de Dezembro. Se estiver por perto e se interessar pela área de quadrinhos, esta é uma exposição imperdível. Confira o endereço:

"O Espírito Vivo de Will Eisner" 
Onde: Centro Cultural São Paulo (Piso Flávio de Carvalho -  Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso. Junto à estação Vergueiro do Metrô).  
Quando: Em cartaz até 18 de dezembro (terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Mais informações: 0/xx/11 3397-4002
Entrada franca 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VÍDEO DIGITAL

Faz pouco mais de uma década que o vídeo digital está disponível para os consumidores. O que faz uma câmera de vídeo ser digital? Para explicar de maneira simples, o vídeo digital (DV, digital vídeo, em inglês) é um processo de gravação de imagem que começa quando a luz passa pela lente da câmera e se foca em um sensor no formato de um chip no lugar onde antes ficava o filme. Esse chip, com milhões de elementos que detectam luz, ou pixels, recebe a imagem e converte os valores de luz e cor em dados digitais, que então são transferidos a cada 1/60 segundo (variável que depende da câmera) para o processador interno do aparelho. A câmera então comprime esse imenso fluxo de dados a um tamanho operável, que pode ser transferido para algum tipo de armazenamento, como fita mini-DV, DVD, memória flash ou para um pequeno disco rígido dentro da câmera. Os engenheiros conseguiram miniaturizar essas funções a ponto de elas caberem na palma da sua mão. Mais impressionante ainda é a atual capacidade de transferir essas gravações de vídeo e som estéreo diretamente para o seu computador, prontas para editar e arquivar. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ADELE

Cantoras gordinhas ou feinhas só fazem sucesso na europa. Rs. Adele, a cantora mais baixada na internet na última semana, para quem ainda não conhece.
ROLLING IN THE DEEP

CHASING PAVEMENTS

COULD SHOULDER

domingo, 13 de novembro de 2011

LEMINSKI



Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.
Vanguardista, com uma obra frequentemente associada ao movimento de contracultura, Leminski transitava por (e se inspirava em) diversas manifestações artísticas tendo feito letras de música e trabalhos inspirados em fotografias, por exemplo. Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou "prosa experimental", em edição particular. Além de poeta e prosista, Leminski era também tradutor (traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra Catatau, a qual foi traduzida na íntegra para o castelhano).

Na poesia de Paulo Leminski, por exemplo, a influência da MPB é tão clara que o poeta paranaense só poderia mesmo tê-la reconhecido escrevendo belas letras de música, como Verdura, gravada em 1981 por Caetano VelosoMúsico e letrista, Leminski fez parcerias com Caetano Veloso e o grupo A Cor do Som entre 1970 e 1989. Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Moraes MoreiraItamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo JardimRegina Silveira, Helena Kolody, Turiba, Ivo Rodrigues. A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada. Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos. 

Bora mergulhar na sua arte? ;-)


Mosaico de Paulo Leminski por Cida Carvalho


Música de Paulo Leminski e Itamar Assumpção


SITES SOBRE
Um blog bacana totalmente voltado para a obra do poeta curitibano: http://pauloleminskipoemas.blogspot.com/
Blog da Fundação Paulo Leminski: http://fundacaopauloleminski.blogspot.com
Leminski no Jornal de Poesia: http://www.revista.agulha.nom.br/pl.html
+ Leminski, agora num site especializado em literatura e arte:  http://www.tanto.com.br/Leminski.htm

sábado, 12 de novembro de 2011

BACO E ARIADNE

Inspirada na história dos dois amantes escrita por Ovídio e Catulo, esta obra-prima, uma das primeiras de Ticiano (Tiziano Vecellio), faz parte de uma série de pinturas criadas para Alfonso d'Este, duque de Ferrara. Ticiano foi o mais importante pintor da Renascença veneziana; depois da morte de seu mestre Giovanni Bellini, em 1516, ele dominou a arte veneziana durante os 60 anos seguintes e se tornou o artista mais famoso da Europa. Alfonso d'Este encomendou BACO E ARIADNE para seu palácio em Ferrara, no norte da Itália. Esta obra mostra o momento em que Baco, o deus do vinho, encontra Ariadne, filha do rei de Creta. Depois de ajudar seu namorado Teseu a escapar do labirinto do Minotauro, Ariadne foi abandonada na ilha de Naxos. É quando entra Baco, numa carruagem puxada por dois guepardos, com sua multicolorida multidão de seguidores bêbados. Baco é mostrado num semissalto enquanto seus olhos se fixam em sua futura noiva. Inicialmente assustada com o aparecimento de Baco, o rosto de Ariadne exibe uma mistura de medo e intersse quando seus olhos se encontram. Embora seu rosto esteja voltado para Baco, o corpo está afastado dele e o braço está estendido para o navio que parte e para o mante que a abandonara. Numa demonstração de cor, movimento e imaginação, Ticiano dá vida à pintura de um mode sem precedentes. Tem muita gente que confundi o deus nessa imagem  e acha que o Baco é o homem moreno envolvido por serpentes. Isso porque muitas vezes a televisão e o cinema retratam Baco ou Dionísio, seu outro nome, com a aparência de um homem moreno e de barba e muitas vezes chifres. Essa confusão começou a ser gerada quando o catolicismo foi expulsando os deuses antigos da mente dos fiéis. O culto de Baco era um dos cultos pagãos mais devassos com sexo, bebida e música por isso ele sofreu mais com a perseguição da igreja a ponto de sua imagem ir se mesclando um pouco com a do Diabo. Se você acha que nós brasileiros não temos nada a ver com esta cultura européia saiba que as festas de Baco chegaram às terras tupiniquins e foram bem populares em Pernambuco antes de finalmente a Igreja conseguir exterminar esse péssimo hábito. O homem que aqui aparece com as serpentes é uma referência à clássica LAOCOONTE E SEUS FILHOS, 

redescoberta em Roma em 1506. Laocoonte alertou os troianos em vão para que não aceitassem o cavalo de madeira de presente dos gregos. Posteriormente, foi estrangulado por serpentes marinhas enviadas pela deusa Minerva. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

111111 | 121212

O 111111 | 121212 é um projeto fotoliterário meu (Fabi M.) e de Glória Lopes. Começou hoje, 11/11/11 e "termina" em 12/12/12. Uma viagem, uma aventura. A idéia é discutir Luz e Sombra, um fenômeno fundamental tanto no universo fotográfico quanto no literário. Ao final dessa jornada esperamos ter em mãos um romance que está sendo escrito por Glória e ilustrado por mim. O livro "Andarilho das Trevas" é um diálogo entre fotografias e textos. Trata das angústias e medos diante do desconhecido e dos fantasmas interiores. A história narra as buscas de uma jovem por seu namorado desaparecido; nesse caminho ela terá que vencer seu medo do escuro e vai descobrir que a Luz, em muitos casos, pode cegar.

O blog é um recurso para experimentação e pesquisas dos conceitos envolvendo Luz e Sombra nos mais diversos setores do conhecimento humano: artes, fotografia, filosofia, psicologia e onde mais essa metáfora possa ser aplicada. As abordagens pesquisadas no blog servirão de apoio no processo criativo de elaboração do livro que será lançado em 12/12/12, coroando nossa aventura.

Dará tempo?

HENRI CARTIER-BRESSON

Veja o que o pai do fotojornalismo, Henri Cartier-Bresson fala sobre a fotografia em seu testo L'IMAGINAIRE D'APRÈS NATURE.
A fotografia não mudou desde sua origem, a não ser nos aspectos técnicos, que não são meu foco principal.
Fotografar parece ser uma atividade fácil; na verdade, é um processo variado e ambíguo no qual o único denominador comum entre seus praticantes é o instrumento usado. O que sai da máquina fotográfica não escapa das restrições econômicas em um mundo de desperdício, das tensões que ficam cada vez mais intensas e de consequências ecológicas insanas.
A foto "manufaturada" ou de espionagem não me interessa. E se eu fizer um julgamento, só pode ser no nível psicológico ou sociológico. Há quem tire fotos planejadas antecipadamente e aqueles que descobrem a imagem e tiram proveito dela. Pra mim, a câmera é um rascunho, um instrumento de intuição e espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, questiona e decide simultaneamente. Para "dar significado" ao mundo, a pessoa precisa se sentir envolvida com o que vê através do visor. Essa atitude requer concentração, disciplina mental, sensibilidade e senso de geometria. É pela economia nos meios que se alcança a simplicidade de expressão. Na hora de tirar uma foto, é preciso ter o maior respeito pelo assunto e por si próprio. Fotografar é prender a respiração quando tudo converge a ponto de flertar com a realidade. É nesse momento que dominar uma imagem vira um grande prazer físico e intelectual. 
Tirar fotos significa reconhecer - simultaneamente e numa fração de segundos - o fato em si e a rígida organização da percepção visual que dá significado a ele. É colocar a cabeça, os olhos e o coração na mesma linha de mira.
No meu entender, fotografar é um meio de compreensão que não pode ser separado de outros meios de expressão visual. É uma forma de gritar, de se libertar, não de provar ou afirmar sua originalidade. É um modo de vida. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NEIL GAIMAN

Nascido no ano de 1960 em Portchester, na Inglaterra, Neil Gaiman já escreveu muita coisa. A obra mais extensa são os dez volumes que compõem Sandman,

trabalho que ganhou prêmios importantes em países como Áustria, Brasil, Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Estados Unidos e tantos outros, que nem mesmo ele consegue lembrar. 
   Os romances incluem Neverwhere (que começou como seriado de TV e em breve será um grande filme - até porque ninguém nunca tem a intenção de fazer um "pequeno" filme) e Stardust (que ganhou o Mythopoeic Award como melhor romance fantástico de 1999 e pode ser encontrado em versões com ou sem ilustrações).

Vários de seus contos foram compilados no livro Smoke and Mirrors: Shor Stories and Illusions. Das histórias em quadrinhos mais curtas, a que lhe dá maior orgulho é Mr. Punch. Escreveu mais recentemente uma obra chamada American Gods. 
Neil Gaiman tem exatamente três filhos, aproximadamente sete gatos e também uma casa que quer ser o castelo de Gormenghast quando crescer. 
Em geral, está sempre precisando cortar o cabelo. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

BOOK


Se especializar em books é uma boa maneira de iniciar uma carreira como fotógrafo profissional pois é na prática que você irá refinando o uso de seu equipamento além de identificar formas e necessidades capazes de tornar o seu processo fotográfico uma assinatura. Como eu já disse, para se aprender a usar bem uma máquina, leia o manual e pratique. Não existe forma melhor. O que irei especificamente falar aqui é algumas dicas de como aproximar o seu trabalho daquilo que o mercado exige enquanto resultado e algumas dicas de como você pode obtê-lo. Sempre é bom observar o trabalho de outros que estão há mais tempo na área para se ter idéias, além de se visitar lojas de fotografia para estar sempre inteirado das novidades de mercado. Hoje em dia existe book para tudo: desde o cobiçado book de casamento, até o de bebês, modelos, 15 anos, cachorros, terceira idade, romântico e por aí vai. Na verdade o termo Book serve apenas para especificar uma série de fotos que tem um objetivo ou que seguem uma linha. Para a maioria das pessoas, serve para congelar no tempo um momento que consideram especial e que desejam guardar para a posteridade. Parece fácil bater um monte de fotos da formatura, mas a verdade é que a pessoa não quer apenas guardar a imagem impessoal do fato e sim a beleza subliminar que ela dá a aquele momento de vida e que dentro de suas memórias acaba tendo uma cor, uma forma e um sentido muitas vezes diferentes daquilo que você está vendo. Por isso é importante entender o quê o seu cliente está vendo. Por exemplo, numa foto de um bebê recém nascido, é fato que todos os bebês tem a mesma cara de joelho, mas para aquele pai disposto a registrar o primeiro book do bebê aquela é uma criança especial e você tem de tentar captá-la da forma como os pais o vêem, daí ser importante observar e conversar muito com o cliente para entender o que se passa interiormente na mente dessas pessoas para que elas não se frustem com o resultado final. Mesmo vivendo em tempos modernos os fotógrafos hoje em dia passam pela mesma situação que os retratistas de alguns séculos atrás que acabavam recriando as pessoas em sua pintura. Apenas a fotografia não pode ser tão elástica quanto a pintura pois mesmo com os programas gráficos a imagem tem obrigatoriamente de parecer natural e principalmente, verdadeira. 
Inicialmente procure já ter pré definida algumas locações para suas imagens externas e internas.
                   

A locação pode ser o estúdio, a casa de um amigo, um parque perto de sua casa ou qualquer outro lugar que você conheça bem, no qual você já esteja habituado com a luz, o ambiente, as cores e onde o seu cliente também possa se sentir à vontade. A locação tem a função de ajudar com a "atmosfera" que o seu cliente está procurando no book. Você pode fotografar um bebê em uma piscina de bolinhas artificiais ou em um parque dependendo daquilo que a mãe lhe der indícios de estar querendo, por isso é interessante ter sempre um bom conhecimento da cidade onde você está se instalando enquanto fotógrafo. No curso eu sempre dou como exercício a solicitação de 3 clientes imaginários e peço que vocês indiquem uma locação externa para se conseguir a atmosfera pretendida. Experimente fazer e veja se você consegue pensar em boas locações para estes casos. Vá até o local pensado e bata fotos, procure o melhor local, experimente. 
1) O primeiro cliente é um mãe grávida de 7 meses que você percebe ser uma pessoa romântica que gosta muito da natureza. Lembre-se que as mulheres que estão em estado interessante tem dificuldades em ficar muito tempo de pé, precisam estar próximas de locais com água, com banheiro e sofrem muito com o calor ou com o frio. 
2) O segundo cliente é uma modelo profissional que deseja participar de um catálogo de uma joalheria conhecida por suas modelos sofisticadas, sempre com roupas de grife, impecavelmente maquiadas e com aquela expressão dura. 
3) O terceiro cliente é um bebê de oito meses em cujos pais você percebe que o seu humor é diretamente influenciado pela alegria demonstrada pela criança. Bebês tem de ter o mesmo cuidado destinado às grávidas além de ser sempre necessário pensar em formas de distraí-lo e de deixá-lo sempre sobre as vistas da mãe ou do pai.
Definidas as locações ajude seu cliente a definir também os tipos de roupa. Você irá receber algumas dicas a seguir que podem ajudá-lo a escolher melhor, dentro do biotipo de seu modelo, mas você também tem de tomar cuidado com o esquema cromático (veja esta postagem) que será adotado naquele ambiente e também com a composição. 
Quando se trata de Book Profissional existe todo um Be a Bá que já está mais ou menos estabelecido no mercado e cabe a você decidir qual vai mais de encontro ao cliente e o que ele deseja. 

Se o que deseja é pura e simplesmente apresentar o modelo, o fundo neutro a destaca pois não tem mais nada brigando pela atenção do espectador. 

Brinque com vários ângulos batendo muitas fotos de seus modelos. É dito que o modelo profissional tem de ser como um cabide que é capaz de comportar qualquer roupa. Bater uma foto desse gênero é como criar um personagem. No caso do modelo profissional, ele tem de criar este personagem a partir daquilo que o produto está pedindo. No caso dos mortais comuns, também existe esta idéia de se criar o personagem, mas este personagem nada mais é do que a forma como o cliente quer se ver. Esse "querer se ver" é o termo subjetivo que depende da sensibilidade de cada fotógrafo mas vivemos em uma sociedade massificada onde muitos dos códigos visuais ditados pelos grandes meios comerciais acabam sendo incorporados como um tipo de "padrão desejável". É uma questão de juntar o ideal e o real sem ferir nenhuma das partes envolvidas.

Você pode encontrar livros e mais livros de poses fotográficas por aí, além de várias dessas páginas estarem disponíveis na internet, basta digitar POSES no santo google. Se você ainda não se sente muito seguro para pensar em suas próprias poses, pode começar brincando com estas pré montadas. 
Mas existem sete poses fotográficas que são tidas como padrão pelo editorial de moda:

CLOSE-UP
Foto acima do busto onde a expressão sorridente é um requisito. Esta imagem tem o objetivo de mostrar os detalhes do rosto como a pele, o cabelo, a sobrancelha, o formato do nariz, os dentes... 

SIMPLES
É a foto descontraída de expressão serena, espontânea. Procure usar roupas coloridas que combinem com a personalidade da cliente. 
DISTORCIDA
Nestas imagens os modelos se inclinam para frente, para trás ou para os lados. Nesse tipo de foto é comum as modelos femininas usarem roupas de banho, lingerie ou roupas que deixem muita pele à mostra pois a distorção ressalta bem as formas curvas da mulher. Dentro destas poses procure incluir pelo menos uma onde o modelo use roupa de banho ou lingerie. Isso é meio obrigatório para o book profissional pois, no final, o que está sendo vendido é o corpo e ele tem de estar bem à mostra. 

GEOMÉTRICA
Esta é relativamente fácil. Basta se fazer um ângulo com alguma parte do corpo. 

EM MOVIMENTO
São aquelas imagens em que você tem a sensação de movimento, como no caso dos cabelos esvoaçantes, vestidos flutuantes e por aí vai. 

SEQUÊNCIA
Esse tipo de foto ficou famoso pela televisão e cinema pois geralmente é assim que o fotógrafo é retratado. É quando você vai pedindo várias poses para o modelo enquanto vai mudando constantemente seu posicionamento atrás dos melhores ângulos. 

SOFISTICADA
É aquela foto onde a expressão facial é séria, dura, com cabelos, maquiagem em alinhos e roupa de noite impecável em postura sofisticada. 

Levando-se em contas estas poses, sempre que for ajudar a escolher as roupas, procure ter uma roupa casual mais colorida; um maiô ou biquini ou, se for o caso, lingerie; uma roupa mais sofisticada e elegante (ternos, roupa de inverno, vestido de noite, etc); uma roupa para fazer uma produção que mostre mais o corpo deixando pernas, barriga e braços de fora (pense nessa como uma roupa de "balada"); uma que ajude a compor um look jovem e informal (se for o caso).

Além destas dicas, procure intercalar em suas poses fotos batidas em Plano Médio (o modelo aparece da cintura para cima) e Plano Geral (o modelo aparece inserido em um cenário). Esses dois enquadramentos tem a função de permitir uma avaliação de como o modelo e o fundo interagem criando uma atmosfera. Por isso são planos mais indicados para externa, apesar disso não ser uma regra. Aliás, regras é algo meio inexistente na arte. Sempre surge alguém que as subverte e as renova, então, em último caso, siga o seu instinto. 

Quando for fazer o Book procure orientar o seu cliente, caso ele esteja almejando o mundo profissional, a montar um básico com 15 fotos. Geralmente que avalia esse material não dispõe de tempo para ver um super mega álbum com 500 páginas. Oriente-o a escolher fotos dentro dos padrões já ditos para que ele consiga uma boa seleção que realmente mostre o seu corpo como produto. As medidas recomendadas são, geralmente, que as imagens em preto e branco tenham a medida de 18x24 e que as em cores 20x25. 

Uma última dica é a de sempre fazer um contrato de acordo com a situação para poder ter salvaguardas de poder utilizar as suas fotos.