quinta-feira, 30 de junho de 2011

MITOLOGIA - A TERCEIRA GERAÇÃO

Esta é a geração mais importante de Deuses cujas peripécias encantam o mundo até hoje. Tudo começou com Zeus, o pai dos Deuses. Zeus era filho de Réia e Cronos. Para salvá-lo do mesmo destino que o de seus irmãos, que eram devorados pelo pai assim que nasciam, Réia, com a ajuda de Gaia, entregou ao deus glutão uma pedra, preservando a vida de seu caçula. Quando ficou mais velho Zeus travou uma batalha contra o seu pai e seus aliados, os titãs. Esta guerra ficou conhecida como Titanomaquia. Durante esta guerra, com a ajuda de Métis, filha do titã Oceano, único que não se envolveu na guerra, Zeus entregou uma poção para o pai e este regurgitou cada um dos filhos que havia engolido: Poseidon, Hades, Hera, Deméter e Héstia. Com a ajuda dos irmãos Zeus finalmente derrotou Cronos. Esta é a parte mais complicada. Cronos era o deus do Tempo. Quando Zeus derrotou Cronos, ele próprio se tornou o tempo. Com isso ele se tornou o pai de TODOS os deuses, inclusive os que haviam nascido antes dele. Zeus era um deus fertilizador. Teve inúmeros filhos com imortais e mortais.

Quando Cronos foi destronado, Poseidon, Hades e Zeus dividiram seus reinos em três. Zeus ficou com o Olimpo, o céu e a terra. Hades com o mundo subterrâneo e Poseidon com os mares. Poseidon era um deus temperamental. Teve, como o irmão caçula, muitos casos fora do casamento. Chegou a se rebelar contar o irmão em uma guerra mas acabou derrotado. Como os gregos eram muito dependentes do mar em suas navegações, Poseidon se tornou um deus quase tão poderoso quanto Zeus.
Héstia era a deusa dos laços familiares. Foi a primeira filha de Cronos e Réia. Apesar de não contar com muitas histórias, Héstia era uma deusa muito respeitada, pois representava a estabilidade familiar. Sua chama sagrada brilhava continuamente em lares e templos. Solicitou e foi agraciada por Zeus o direito de permanecer virgem e viver eterna e placidamente em seu castelo.
Hera era irmã e também se tornou a esposa de Zeus. Uma tarefa inglória levando-se em conta os inúmeros casos extra conjugais do marido. Era a deusa do casamento. Por ciúmes, perseguia implacavelmente as amantes e os filhos dessas, sendo daí que saíram suas histórias mais memoráveis. Já que era comum aos deuses se unirem e se separarem, algo que pode ocorrer é o porque de Zeus nunca haver se separado de Hera. Existe uma lenda misteriosa que relataria que ela conheceria um segredo capaz de fazer o grande deus do Olimpo perder o seu trono.
Perto de seus irmãos, Hades é um deus até comportado. O deus da Morte teve poucas amantes. Apesar de ser conhecido por seu reino funesto também era muito reverenciado pois se acreditava que era ele quem controlava os tesouros que existiam sob a terra. Os gregos evitavam chamá-lo pelo nome, considerando o fato de mal augúrio. A história do casamento de Hades é o seu conto mais famoso. Deméter, sua irmã, a deusa da agricultura e das estações teve uma única filha chamada Perséfone. Dizem que Hades se apaixonou por ela a primeira vista e a raptou para o reino subterraneo. Deméter iniciou então uma peregrinação por todos os cantos da terra atrás de sua adorada filha. Enquanto isso, Hades se desdobrava em carinhos para sua cativa, desejando que ela se alimentasse de algo do mundo subterrâneo, pois assim ela ficaria para sempre ligada a ele. Perséfone, que não era de todo imune ao charme de Hades, acabou provando da semente de uma romã.
Deméter infligiu aos humanos, em seu desespero, um período de muito sofrimento e fome. O inverno finalmente chegava ao gregos. Por fim a fonte Aretusa informou a Deméter o paradeiro de sua filha. Indignada, Deméter solicitou a Zeus que obrigasse Hades a devolver-lhe a filha. Zeus diz a Deméter que ela poderá reaver a filha se esta não houver se alimentado de nada no mundo inferior. Como já sabemos, ela havia comido a tal da semente. Mas Deméter também era teimosa. Nenhum grão de colheita brotaria da terra se sua filha não fosse devolvida. O clamor dos mortais congelados chegou aos ouvidos de Zeus e este lavrou um trato entre Deméter e Hades. Por seis meses ela ficaria com a mãe e por seis meses com Hades. Assim quando Deméter está em companhia de sua adorada filha há abundancia (a primavera chega) e quando ela retorna ao submundo o inverno chega para os humanos.
Na próxima postagem vou falar um pouco dos filhos imortais de Zeus que acabaram formando o panteão olímpico dessa famosa geração.

domingo, 26 de junho de 2011

HOUROU MUSUKO

Hourou Musuko é uma histórinha bem estranha para os padrões brasileiros. Conta a história de um menino que gosta de se vestir de mulher que se apaixona por uma menina que gosta de se vestir de homem. Outros personagens vão se juntando a trama numa visível jornada de busca de identidade. Para quem gosta de histórias delicadas e sensiveis é uma boa pedida. Você pode baixar esta série animada no http://www.animes.adv.br/anime/hourou-musuko

quarta-feira, 22 de junho de 2011

LASANHA DE PANQUECA

Ao invés de usar a massa da lasanha você pode utilizar a massa da panqueca para montar a lasanha. A massa é bem fácil de se fazer. Para em média 6 panquecas grandes você precisa bater no liquidificador 1 ovo, 1 xícara de farinha de trigo, 1 xícara de leite, uma pitada de sal, uma pitada de fermento em pó. Unte a frigideira com óleo e coloque ela no fogo. Com a frigideira aquecida, use uma concha daquela de pegar feijão, despeje a panqueca, gire a frigideira para que o líquido cubra todo o fundo, espere a parte de cima ficar seca e gire. Se não conseguir girar movimentando a frigideira, apenas use uma escumadeira para ajudar. Depois que a massa estiver pronta é só intercalar com o presunto, o queijo e o molho de tomate.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A DIVINA COMÉDIA


Eu já havia lido A DIVINA COMÉDIA há muito tempo e por conta de um trabalho atual, acabei tendo de revisitar a obra. Cheguei a conclusão que este é um livro melhor aproveitado na vida adulta. Tem um bocado de coisas que não havia compreendido antes e que se tornam claras agora. A grande obra de Dante Alighieri não necessita recomendações, já é consagrada na literatura clássica como uma obra imortal e obrigatória para os que apreciam a boa literatura. Dante tornou-se órfão de pai e a mãe o abandonou logo após ter nascido, em Florença, em 1265. Criado por parentes, imaginativo e místico, já aos 9 anos de idade se apaixonou pela musa de sua obra, uma mulher casada: Beatriz. Poucas vezes a viu, e ela certamente nunca imaginou que seria lembrada através dos séculos pelos poemas de Dante. Aos 30 anos, passou a tomar parte na intensa vida política de sua cidade, e em 1300, o poeta foi preso por forças invasoras, pela acusação falsa de corrupção, e exilado. Um decreto de 1302 o condenava a ser queimado vivo se voltasse e fosse preso novamente. Enquanto isso, casou-se com Gemma Donati, com quem teve 3 filhos (deu à menina o nome de Beatriz), mas logo enviuvou. A Comédia (o título "divina" foi acrescentado mais tarde, pelos cultores de sua obra) foi composta durante as andanças do exílio. (Em 1315, Florença promovera uma anistia geral, mas Dante se recusara a voltar por não ter sido declarada sua inocência das acusações que lhe haviam feito). O belo poema em três parte ("O Inferno", "O Purgatório" e "O Paraíso") foi concluído em 1321, pouco antes da morte de Dante em Ravena. Esta acabou se tornando a grande obra literária que vai da queda do Império Romano ao início da Renascença, dando à Idade Média um instante de glória final. Transcrevo embaixo o Canto 1 da obra para os que ficaram curiosos:






CANTO 1






No meio do caminho de nossa vida, me encontrei em uma selva escura, por me haver desviado do rumo certo. Bem penoso seria dizer quanto era selvagem, rude e espessa aquela selva, cuja recordação traz o medo de volta! Medo tão forte que quase supera o da morte! Para contar, no entanto, o bem que ali encontrei, falarei das outras coisas que vi. Como ali fui parar não sei dizer, tal o sono que me dominava quando abandonei o caminho certo. Depois, porém, que cheguei ao sopé de uma colina, onde terminava aquele vale que me enchera de medo o coração, olhei para o alto e vi a sua encosta já vestida com os raios do astro que nos conduz com segurança por todos os caminhos. Diminuiu, então, um pouco, o medo que enchera o lago do meu coração durante aquela noite angustiosa. E, como aquele que, ofegante, saindo do mar para ganhar a praia, se volta para as perigosas ondas e as contempla, assim o meu espírito, ainda fugitivo, se voltou para contemplar a passagem jamais atravessada por um ser vivo. Após descansar um pouco o corpo exausto, continuei a caminhar pela praia deserta, pisando com mais firmeza com o pé que estava mais embaixo.



E eis que no começo da ladeira surgiu, diante de mim, uma pantera*, ágil, rápida de movimentos e mosqueada. Não se afastava de minha vista, e sim de tal modo interceptava o meu caminho, que muitas vezes tive de voltar-me para retroceder. O dia despontava e o sol subia, rodeado pelas estrelas que com ele estavam quando o amor divino imprimiu a todas as coisas o primeiro movimento. Uma hora e uma estação tão aprazíveis deram-me motivo para ver um bom augúrio naquela fera de pele mosqueada. Não tanto, porém, que não me infundisse terror o aspecto de um leão* que, por sua vez, apareceu depois. Ele parecia investir contra mim, de cabeça erguida e tão faminto, que o próprio ar se agitava, temeroso. Ao leão seguiu-se a loba*, que, enfraquecida, queria saciar-se; loba que obrigou muita gente a viver miseravelmente. Tal angústia me causou o fogo que saía de seus olhos, que perdi a esperança de alcançar o cume. E assim como quem chora tendo a alma inteiramente perdida, assim, vindo ao meu encontro, me fez padecer aquela besta. Enquanto eu retrocedia rumo ao vale, se apresentou ante meus olhos alguém que, por seu silêncio, parecia mudo. E, ao ver-me naquele ermo, lhe gritei:



- Tem piedade de mim, quem quer que sejas, sombra ou homem como os demais!



- Homem já não sou - respondeu ele -, mas já fui, e meus pais foram lombardos, ambos tiveram Mântua por pátria. Nasci sob Júlio Cesar, embora um tanto tarde, e vi a Roma de Augusto, na época dos deuses falsos. Fui poeta, e cantei aquele nobre filho de Anquises* que veio de Tróia depois do incêndio da soberba Ílion. Por que, porém, tanto te afliges? Por que sobes ao tranqüilo monte, que é causa e princípio de todo gozo?



- Acaso és tu Virgílio? - repliquei inclinando-me. - Acaso és aquele manancial que derramava tão larga torrente de eloqüência? Ó honra e luz para os outros poetas, valham-me perante ti o prolongado estudo e o grande amor com que compulsei a tua obra. És o meu mestre, o meu autor preferido. És o único cujo estilo perfeito eu imitei. Olha esta fera diante da qual eu recuava; livra-me dela, ó consumado sábio, eis que, ao seu aspecto, o meu sangue se agita e bate com excessiva força no meu pulso.



- Convém seguires outra rota - ele me respondeu, vendo-me em pranto -, se queres fugir deste lugar selvagem, porque esta fera que te faz lamentares desse modo não deixa passar ninguém por seu caminho, mas se opõe, matando todos os que por ali se atrevem. O seu espírito é tão cruel e tão voraz, que, depois de devorar, sente mais fome do que antes. Muitos são os animais aos quais se junta, e serão muitos mais, até que venha o cão de caça* que a fará morrer com sofrimento. Este não se alimentará de terra ou podridão, e sim de sabedoria, de amor e de virtude, e a sua pátria estará entre Feltro e Feltro. Será a salvação da amada Itália, pela qual morreram a virgem Camila, Euríalo, Turno e Niso. Perseguirá a loba de cidade em cidade, até que tenha atirado ao Inferno, de onde outrora a inveja a retirou.



- Ouve o que te digo: segue-me; serei teu guia e daqui te tirarei, para levar-te a um lugar eterno, onde ouvirás gemidos desesperados; verás os espíritos dos condenados que gritam pedindo uma segunda morte; depois verás os que, alegrem entre as chamas, esperam, quando chegar a sua vez, ocupar um lugar entre os bem-aventurados. Se até estes quiseres subir, acompanhar-te-á nessa viagem uma alma mais digna do que eu, quando eu partir. Eis que aquele que reina lá em cima não quer que eu conduza quem quer que seja à sua cidade, já que fui rebelde à sua lei. Em toda parte ele impera e tudo rege. Feliz aquele escolhido para entrar na cidade do seu reino!



E eu lhe disse:



- Poeta, eu te imploro, pelo Deus que não conheceste, que me livres deste mal e de outro ainda pior, e me conduzas aonde disseste, para que eu veja a porta de São Pedro e aqueles condenados, como dizes.



Ele se pôs a andar, então, e eu o segui.






* A pantera simboliza a luxúria. Representa também Florença, que expulso Dante.



* O leão é o símbolo da soberba.



* A loba simboliza a cobiça.



* Enéias era o filho de Anquises, personagem da Eneida de Virgílio.



* O cão de caça é o inimigo natural da loba.







segunda-feira, 20 de junho de 2011

ALFRED HITCHCOCK - Parte 1


Alfred Hitchcock, considerado o mestre do cinema de suspense, nasceu em Londres em 1899 e morreu em 1980. Filho de um feirante, Hitchcock galgou aos poucos sua posição de diretor, estreiando seu primeiro sucesso em 1926, com o Inquilino que foi baseado no personagem Jack, o estripador. Foi aqui que Sir Alfred iniciou seu hábito de aparecer em uma cena como um coadjuvante, uma de suas marcas registradas. Ao longo dos anos esta sua aparição repentina começou a gerar tanta ansiedade nos espectadores que para não comprometer o interesse pela trama, o diretor começou a surgir logo nos primeiros minutos.

Em 1929 fez o primeiro filme sonoro britânico que no Brasil recebeu o nome de Chantagem e Confissão. Inicialmente esse filme havia sido concebido para ser mudo.
Em 1934 fez O Homem que Sabia Demais que acabou sendo regravado com outros atores em 1956.

Esse filme influenciou gerações. Tem até uma música que recebeu o mesmo título do filme feita pelo Skank.
Em 1935 fez outro filme chamado Os 39 Degraus. Aqui ele usa pela primeira vez uma técnica chamada MacGuffin que é uma desculpa argumental que motiva os personagens a desenvolver uma história que não tem importância para a trama em si. É algo semelhante ao que a Agatha Christie faz em suas histórias para ir enganando o leitor de modo a manter o suspense sobre o suspeito até o final. Este também foi o primeiro filme onde se vê a fuga de um inocente.
Em 1938 ele lança A Dama Oculta que conta a história de uma intriga internacional.
Estes filmes chamaram a atenção de Hollywood para o diretor tanto que o produtor David O. Selznick chamou-o para trabalhar. Hitchcock mudou-se para os Estados Unidos em 1939 e tornou-se cidadão norte-americano em 1955. Seu primeiro filme americano foi Rebecca, que rendeu ao cineasta sua primeira indicação ao Oscar. Rebecca ganhou o Oscar de melhor filme, mas Hitchcock perdeu na disputa de diretor. Hitchcock era um grande fã dessa escritora inglesa, a Daphne du Maurier, e além de Rebecca, filmou outros dois livros dela.
Em 1940 (durante a segunda guerra) gravou Correspondente Estrangeiro que também foi indicado ao Oscar e não ganhou.
Em 1941 Hitchcock também produziu uma comédia chamada Um Casal do Barulho, o filme noir chamado A sombra de uma dúvida em 1943 e a ficção sobre leis chamada Agonia de amor em 1947 (seu primeiro filme colorido). Esse "A sombra de uma dúvida" foi tido por Hitchcock como um de seus favoritos e conta a história de uma garota que aos poucos vai desvendando o passado de um vilão que é o seu próprio tio.
Nesse interim de experimentações fora do gênero que o consagraou, Hitchcock fez em 1945 o filme Quando Fala o Coração (quem traduzia esses títulos deveria receber um tiro) com Ingrid Bergman e Gregory Peck. Recebeu indicação ao Oscar. O produtor David O. Selznick utilizou as suas experiências na psicanálise, e até levou aos estúdios sua terapeuta, para servir de consultora. Hitchcock fez algumas cenas baseadas no artista plástico Salvador Dalí para ilustrar certas cenas de confusão mental.

Em 1946 lança Interlúdio o primeiro filme produzido e dirigido por Hichcock.
Em 1948 usa a peça teatral de Patrick Hamilton para criar o seu Festim Diabólico. É um filme que é considerado como tendo um conteúdo homossexual.

Em 1949, Hitchcock lançou o filme Sob o Signo de Capricórnio, em uma co-producção com Sidney Berstein e estrelado por Ingrid Bergman. O filme fracassou, em parte pela publicidade negativa sobre o relacionamento extraconjugal que Ingrid Bergman estava tendo com o diretor italiano Roberto Rossellini.
Em 1951 veio Pacto Sinistro, baseado em um romance escrito por Patricia Highsmith que também escreveu o Talentoso Ripley. Nesse filme a filha de Hitchcock aparece em um pequeno papel. Mais tarde, em 1987, iria inspirar a comédia Jogue a Mamãe do Trem.

Em 1954, o filme Disque M Para Matar. Foi o primeiro filme em que Hitchcock trabalhou com Grace Kelly, baseado na peça escrita por Frederick Knotte, pela primeira vez, o diretor usou a técnica 3D.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PATO FU

Mesmo que essa banda sempre tenha sido como uma do gênero alternativo (realmente tem umas "músicas" muito doidas), o talento dela é reconhecido internacionalmente, sendo a primeira banda a figurar entre as 10 melhores fora dos EUA, eleita pela famosa revista TIME. Eu estou postando aqui as 2 que mais gosto e 2 do gênero doidivanas que vira e mexe aparecen nas criações experimentais da banda que existe desde a década de 90. Esta "Canção para você viver mais", se não me engano, foi feita em homenagem ao pai da cantora.





quinta-feira, 16 de junho de 2011

YONDEMASU YO AZAZEL-SAN

O mundo dos animes japoneses parecem estar passando por um período meio, digamos, "demoniaco" com o tanto de lançamento de animes tendo por base o tema. Esse anime de nome estranho é uma comédia de humor negro com as situações mais bizarras que não foge à nova moda. Nele, temos um detetive espiritual (nada a ver com o Yu Yu Hakusho) que é pior do que qualquer demonio que ele possa invocar. Ele tem uma estagiária muito atrapalhada que ajuda nos processos e aprende um pouco de magia negra nas horas vagas. Por uma magia posta no prédio, todos os demonios invocados se parecem com bichinhos de pelúcia. Mas não se deixem enganar. Eles são muito maus! Tá, eles são idiotas também. rs. Para quem quer se divertir um bom anime feito por um novato vencedor de um concurso para novas revelações no Japão. Você pode baixar a série que ainda está sendo publicada no http://narutoproject4.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

MITOLOGIA - A SEGUNDA GERAÇÃO

Os titãs formaram a segunda geração de deuses. Filhos de Urano e Gaia, eles povoaram a terra. Provavelmente os titãs mais famosos foram CRONOS, o tempo e RÉIA. O ódio que Gaia nutria por Urano finalmente culminou em uma vingança cujo plano foi posto em ação por CRONOS que capou o pai (é verdade, ele capou mesmo) tirando dele o seu poder de fertilidade e acabando assim com o seu mandato. Aparentemente para se ser lider entre os deuses basta ter filhos e mais filhos. CRONOS então assumiu o papel de lider dos deuses, que na época, eram compostos pelos Titãs. O deus do tempo herdou o péssimo hábito de seu pai e passou a devorar os próprios filhos. (Aparentemente esses deuses eram meio burrinhos ou tinham uma tendencia à repetição). REIA, a deusa da fertilidade, óbviamente, se rebelou contra essa atitude pouco saudável do marido e tramou contra ele, contando com a ajuda de sua mãe-sogra GAIA, ela de novo. Talvez daí tenha vindo a má fama das sogras...

Haviam muitos titãs habitando a terra na época de CRONOS. Aliás, CRONOS era um dos titãs mais jovens. Os outros não aceitaram ajudar GAIA quando esta lhes pediu ajuda. Dentre esses titãs existiu um outro que ficou famoso até os nossos tempos: PROMETEU. Ele era sobrinho de CRONOS, filho do titã JAPETO, e foi o responsável em roubar o fogo dos céus e entregá-los aos homens. Aliás, foi o irmão de PROMETEU, o EPIMETEU (é sério, o nome é esse mesmo. Nem digo nada) quem criou o primeiro homem. Como castigo por roubar esse fogo dos céus, PROMETEU foi condenado a passar toda a eternidade acorrentado. Um enorme abutre devorava seu fígado todas as noites que se restaurava durante o dia para que o suplício tivesse reinício na noite seguinte. É daí que vem a frase: "Prometeu acorrentado."


REIA foi a mãe da terceira geração de deuses, os Olímpicos, os mais famosos e cujas histórias são recontadas até hoje em livros de históra e em animes toscos com cavaleiros de bronze, prata e ouro... mas isso vamos tratar mais tarde.


domingo, 12 de junho de 2011

MITOLOGIA - A PRIMEIRA GERAÇÃO

Quem gosta de estudar Mitologia sabe que encontrar uma ordem para os mitos é algo um pouco complicado. Para ajudar um pouco posto aqui uma árvore genealógica dos mitos.Vamos iniciar hoje com os deuses primordiais, os da primeira geração. Ligados às forças da natureza, são as entidades mais antigas.



No princípio era o CAOS. O CAOS aparece geralmente como uma força criadora do Universo, sendo a primeira entidade, mesmo que sem forma. O CAOS era como um caldeirão onde todas as potencialidades de existência fervilhavam sem forma.





O TÁRTARO era descrito como um vazio que existia abaixo de GAIA a terra de quem era irmão gêmeo. Também sem forma definida, acabou aos poucos personificando o mundo subterrâneo e por fim o Inferno. TÁRTARO teria se unido a GAIA e gerado vários dos monstros mitológicos.



GAIA, ou terra era a representação da Grande Mãe presente no mundo ideário de todos os povos. Gerada pelo CAOS, GAIA era detentora de uma força geradora tão grande que a tornava capaz de ter filhos expontâneamente. Assim, ela teve por filhos, entre outros vários, os MONSTROS, PONTO e URANO.
URANO, o céu, acabou se tornando o consorte de GAIA. Dizia-se que o céu se deitava sobre a terra todos os dias, mesmo que contra a vontade de GAIA. Como odiava seus inúmeros filhos que teve com GAIA, ele os encerrava no ventre da deusa e isso gerou um rescentimento em GAIA que mais tarde a fez tramar contra o consorte.



PONTO era a representação dos oceanos. Acabou sendo esquecido com o passar do tempo.
MEDUSA é um monstro que tem sua história contada em várias versões. Em uma delas ela seria um dos monstros gerados por GAIA e PONTO.

sábado, 11 de junho de 2011

DENPA ONNA TO SEISHUN OTOKO

Ultimamente eu ando meio sem tempo para ver as novidades de animação, filme ou jogos que brotam por aí, porém hoje tive um tempinho e acabei esbarrando neste anime novo, lançado agora em 2011. Ele conta a história de um rapaz que vai morar com a tia e com sua prima, uma adolescente tida por maluca por todos na cidade, que se embrulha em um futon (espécie de acolchoado) o dia inteiro e jura de pés juntos que é uma alien. O pior (para quem assiste isso é o melhor, rs) é que ao longo da história boa parte dos personagens vão se mostrando surtados. A tia vive tentando seduzir o sobrinho para compensar sua crise de meia idade, uma das novas amigas tem o hábito de fazer cosplay e sair passeando pelas ruas à noite e por aí vai. Para quem quer uma história divertida e imprevisível. A série animada ainda está sendo lançada e você pode baixar os episódios no http://www.animes.adv.br/

segunda-feira, 6 de junho de 2011

CHARACTER DESIGN

Hoje vamos começar a falar sobre a construção visual de personagens. Normalmente, toda animação começa a partir de um argumento ou história roteirizado. No entanto, nada o impede de criar primeiro um personagem para depois pensar na história. Walt Disney já era expert em desenhar camundongos antes de sequer pensar em um personagem chamado Mickey, porém, ao menos visualmente, a figura do Mickey já existia e sua personalidade foi sendo construida ao longo das animações. Por isso, vamos fazer um caminho inverso hoje, já que já iniciamos a construção de roteiros na primeira proposta. Vamos nos concentrar primeiramente no Character Design do personagem sem nos deter precisamente à história. Um personagem animado pode pertencer a diversas realidades. Diferente do que acontece no cinema ou na televisão, ele não precisa existir de fato visualmente. Ele pode ser uma criação compretamente aleatória, deformada e inverossímel. Ou pode ser apenas o mais banal dos humanos. Por mais criativo que você seja, invariavelmente, todo personagem passa por uma pessoa ou um conjunto de pessoas que você conheceu. Você junta um pouco de um tio com o de um amigo e voilá, surge um novo personagem. Uma das piores combinações é criar com base em outros personagens, já que você estará apenas reciclando. Se fizer isso, trate de colocar dentro dele estas caracteristicas que você percebe nas pessoas à sua volta. Seja um observador da natureza humana. Não se torne mais um criador de esteriótipos clonados contando sempre as mesmas histórias. Um bom exercício para se fazer é tentar recriar-se enquanto personagem. Este exercício acaba sendo mais fácil já que você já conhece o seu personagem a fundo.
Inicie fazendo um esboço de si mesmo. Geralmente, podemos pegar aquilo que mais odiamos em nós mesmos e colocar em uma caricatura para ter efeitos comicos. Ou exageramos em algumas características que consideramos marcantes para tornar este personagem visualmente mais interessante. Eleja algums das características que considera fundamentais. Por exemplo, nesta minha caricatura, os cabelos, o queixo duplo, sobrancelha grossa, nariz largo, olhos miudos e a gordurinha extra são os três elementos que considero fundamentais para não descaracterizar o personagem.


Agora vamos sair um pouco das formas humanas e brincar com outras formas de pensar um personagem. Iniciamos tentando refazê-lo como um integrante do reino NATURAL. No reino natural estão presentes os vegetais, a água, o fogo, o vento, a pedra, a terra. Mas não os animais. Estes vão ser tratados à parte. Quando você transporta um personagem de um elemento para outro você pode brincar e ignorar um ou dois dos traços que considerou fundamental a princípio. Mas não elimine a maioria dos traços para que ele não fique totalmente irreconhecível. Neste vegetal mantive a alusão aos cabelos enrolados com a penugem que sai do rosto, os olhos miudos, a sobrancelha grossa, o queixo duplo e o caule com uma leve protuberância para indicar a barriguinha (que depressão rs). O nariz foi tirado para dar mais ênfase ao lado vegetal e outros elementos foram acrescentados como: folhas, caule, raiz.
No reino das MÁQUINAS, você deve se ater normalmente a formas mais estilizadas e simétricas. Confesso que não sou uma grande fã do desenho mais técnico, por isso perdoem esta imagem tão pouco trabalhada. Em geral as figuras mecânicas tem de ter todo um cuidado com detalhes matemáticos, com encaixes verossímeis, com uma dinâmica de movimentação que seja capaz de indicar ao espectador uma lógica de movimentação. Para não descaracterizar, de novo, apesar das formas simples (retangulos, círculos e triângulos), foi mantida a alusão ao cabelo enrolado, ao queixo duplo e a forma arredondada da personagem inicial. O nariz foi adaptado para o formato de formas geométricas simples mas continuou a ocupar o mesmo espaço do original.
O OBJETO é aquele que trata de tudo aquilo que não se encaixa em nenhuma das demais categorias. No caso da vela derretendo, um pouco da "personalidade", mais alegre nas anteriores foi adaptada para a realidade do objeto. Isso ajuda a dar essa sensação de "derretendo" ao personagem e a compor a sensação de continuidade, mesmo para um objeto estagnado. Busque adaptar a personalidade do personagem à natureza do objeto. Isso ajuda na hora do espectador identificar e compreender as razões do personagem.
Bom, após essa visão do inferno (rs, fadinha, ninguém merece), chegamos nos seres de FANTASIA. Neste caso podemos usar qualquer criatura fictícia que tenha surgido em alguma lenda ou mito. Você vai perguntar, ah, posso fazer o Super Homem então? Na verdade não. Você percebe, o Super Homem é um personagem HUMANO com roupas que lhe são características. E ainda não estamos falando de roupas.
As formas ALIENÍGENAS são aquelas que dão mais margem para a imaginação já que ninguém, até hoje, viu a tal forma. É comum que os desenhistas vão buscar inspiração na natureza e experimentem fusões. HUMANO com NATURAL. ANIMAL com MÁQUINA e por aí vai. Em termos gerais, os personagens que dão mais liberdade para as formas são os ALIENÍGENAS.
O personagem ANIMAL é o último sobre o qual irei falar aqui. Normalmente, este tipo de personagem é muito eficaz com crianças e menos eficiente com adolescentes e adultos, apesar de ocorrerem suas excessões. Normalmente quando o ANIMAL é apresentado para adultos e adolescentes, é mais comum que ele seja apresentado como uma junção HUMANO+ANIMAL. Em regra, os animais se dividem em subespécies: RÉPTEIS, MAMÍFEROS, PEIXES, INSETOS e AVES e carregam consigo um pouco da característica animal à qual pertencem.



É lógico, essa classificação aqui feita serve apenas como um ponto de partida já que não existe de fato uma regra para a imaginação humana. Eventualmente, você pode encontrar novas formas de manifestar o seu personagem. No entanto, para um exercício inicial, podemos começar por aqui.

sábado, 4 de junho de 2011

ELLIOTT ERWITT

Para quem estuda Fotografia, o nome da agência Magnum e seus ilustres fundadores são velhos conhecidos por sua importância na história. Hoje vamos falar a respeito de Elliott Erwitt, conhecido por suas fotos irônicas e absurdas que retratavam o cotidiano humano sempre com muito bom humor. Elliott nasceu em Paris em 1928 e passou a infância na Italia. Em 1938 foi levado pelos pais russos para os EUA. Naturalizou-se norte americano em 1947. Entrou na agência Magnum convidado por um de seus fundadores, Robert Capa (iremos ver mais a respeito dele numa próxima aula) em 1953. Em 1960 perdeu todas os negativos em um incêndio.


Califórnia, 1955

Por influência de Henri Cartier-Bresson, seu contemporâneo, Elliot tinha


uma preocupação com a harmonia das formas.




A presença de cães e outros animais é uma constante nas fotos de

Elliott.

Os animais se apresentam mais como observadores indiscretos
do comportamento banal dos seres humanos.




Foi fotógrafo da Casa Branca tendo registrado um período

memorável da história dos EUA, como essa foto que

mostra Jackeline Kennedy no funeral do presidente assassinado.


O humor de Elliott é aquele que busca por momentos indiscretos como

esse batido em um campo de nudismo.




Ele busca as dúvidas no meio das verdades estabelecidas, como nesta

foto que mostra bem o racisto existente na época nos EUA, onde

até o uso dos bebedouros era segregado.



Acredite ou não as patas da esquerda pertencem a um outro cão.



Viajou por todo mundo e chegou a visitar o Brasil em 1961.



O profano dentro daquilo que é solene é algo sempre trabalhado.





O nome real de Elliot era Elio Romano Ervitz, um judeu de origem russa.









Ele procurava a graça dentro do proibido.





Suas fotografias em série, herança de sua formação também como cineasta,

geraram várias imagens memoráveis. Marylin Monroe foi uma

das pessoas famosas capturada por suas lentes.






Colorado, EUA, 1955




Elliott entra para a história da fotografia como um dos poucos interessados em buscar o sorriso na fotografia.






“Quando uma foto é boa eu sou de acordo mas quando ela é muito boa, ela escapa à razão, é quase uma magia nada semelhante aquilo que o fotógrafo vê ou deseja conscientemente.
Quando a foto chega, ela vem facilmente como um presente, sem que se precise de análise. Como Napoleão dizia: - IREMOS, DEPOIS VEREMOS... ”.
Elliott Erwitt