sexta-feira, 29 de julho de 2011

CAPTAIN AWESONE

Fui no Animamundi hoje e descobri, decepcionada, que as oficinas de animação foram retiradas. Para ajudar não peguei uma das melhores sessões. No entanto, este curtinha do Captain Awesone foi o que salvou a sessão. Não se preocupe com a musiquinha introdutória, você pode entender sem problemas a história. Bom divertimento...

domingo, 24 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE

Eu estava aqui pensando sobre o que falar dessa moça. Mas no final imagino que seria hipocrisia de minha parte descer-lhe a lenha. A mídia norte americana e por tabela, a colonizada mídia brasileira, sempre fez a festa em cima de popularidades auto destrutivas, visivelmente necessitadas de ajuda para gerir suas vidas. Parece existir um prazer mórbido em presenciar a derrocada de um herói na contemporaneidade. Desde Marilyn Monroe, passando por James Dean, Elvis Presley e recentemente, Michael Jackson. Neste quesito, no papel de alimento de mídia, Amy cumpriu seu papel com louvor. E nem adianta culpar a indústria fonografica por isso, já que somos nós quem comemos os pratos que são oferecidos. Provavelmente, a ideia do herói que ultrapassa os limites da vida ordinária humana também abrange elementos como uso indiscriminado de drogas, bebidas, autoflagelação, pedofilia, depressão, etc. Talvez o que as pessoas esperem ao acompanharem esse tipo de vida é uma reviravolta no final. Uma mudança na trajetória de vida dessa pessoa que a torne especial, como no caso, até o momento, de Angelina Jolie. Independente da pessoa, ou talvez pelo fato de se tratar desta pessoa, as músicas de Amy Winehouse possuem um encanto próprio de interpretação, como ocorria com Elis Regina aqui em nossa MPB. Então, deixando de lados os escândalos e todas as patacoadas da cantora, um pouco de sua arte...

AMY WINEHOUSE
LONDRES 14 DE SETEMBRO DE 1983
LONDRES 23 DE JULHO DE 2011

sábado, 23 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - ULTIMA PARTE

Ficou faltando falar dos discos que revolucionaram a história do rock internacional. Então vamos lá:

REVOLVER - THE BEATLES
Todos os discos da banda são importantes, mas Revolver, de 1966, revolucionou. Além do abuso de efeitos sonoros, criou sons mais pesados, como Taxman.


ELECTRIC LADYLAND - THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE
A experimentação feita nesse disco de 1968 é revolucionária até hoje. A impressão é de que não havia limites para Hendrix e sua guitarra incendiária.


TOMMY - THE WHO
A obra-prima do guitarrista Pete Townshend saiu em 1969, pouco antes da apresentação no Festival de Woodstock. Foi a primeira ópera-rock lançada. Em 1975, a obra virou filme.


KICK OUT THE JAMS - MC5
A banda barulhenta de Detroit gravou esse disco em 1969. As letras questionam a política, para desespero dos próprios na época. Ali nasceu o que depois seria chamado de punk.


BLACK SABBATH - BLACK SABBATH
Ozzy Osbourne e sua trupe criaram no album de estréia em 1970 um novo jeito de tocar. Com guitarra pesada e letras macabras, viraram referência para o que veio depois.


KILLERS - ALICE COOPER
Enquanto todos se preocupavam apenas com a música, Alice foi além e trouxe para o palco sangue falso e guilhotina, teatralizando o rock. Killers, de 1971, é marca disso.


THE RISE AND FALL OF ZIGGY STARDUST - DAVID BOWIE
De cara, ele já chocou ao aparecer como andrógeno e fez disso sua marca. O álbum, de 1972, foi referência para a música britânica dos anos de 1980. Ele era tipo o Ney Matogrosso dos gringos. Francamente, não sei qual dos dois apareceu primeiro. Bowie também era um bom ator. Teve uma atuação que merece ser vista em Furyo, em nome da honra.


DARKSIDE OF THE MOON - PINK FLOYD
O oitavo álbum da banda pode ser considerado o disco perfeito por ser um dos poucos a não ter uma única canção mediana. De 1973, traz Beathe e The Great Gig in the Sky.


A NIGHT AT THE OPERA - QUEEN
Em 1975, Queen se arriscou e foi feliz na proposta: peso e referências de ópera. Vocais magníficos, jamais escutados até então dão brilho a músicas como Behemian Rhapsody.


POWERSLAVE - IRON MAIDEN
A capa por si só já é um trabalho incrível. O álbum de 1984 traz melodias ricas e belos duetos de guitarra. A turnê teve parafernálias, com palco grandioso, sendo uma das mais extensas.


MASTER OF PUPPETS - METALLICA
Do heavy metal veio o thrash metal, e Master Of Puppets (1986) é um dos discos mais importantes do estilo. Letras inteligentes e músicas inteligentes. Destaque para Battery.


NEVERMIND - NIRVANA
E então surgiu o grunge. Barulhenta, a banda de Kurt Cobain desfilou músicas como Come As You Are e Smells Like Teen Spirit. É referência da década de 1990.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

SEIS MESES PARA FAZER UMA FOTO

Existem coisas bacanas para fazermos em nosso tempo livre. Projetos que podem mostrar um pouco de nosso olhar artístico ou simplesmente nos ajudar a lidar com o estresse do mundo capitalista. Mas, se você une isso à loucuras em um estúdio fotográfico, então você certamente terá algo parecido com o mostrado no vídeo abaixo. O pessoal do 2D Photography Inc. decidiu fazer uma foto. Mas para executar essa foto, eles acharam que a melhor forma seria construindo uma Máquina de Rube Goldberg. Para quem não sabe, Rube Goldberg foi um cartunista e inventor norte-americano que criou uma grande quantidade de máquinas que executavam uma tarefa simples, de forma extremamente complicada, geralmente com reações em cadeia. Como forma de homenagem, esse tipo de construção é batizada com seu nome.

A coisa aqui parece simples, mas são quatro minutos de reações e objetos voando, quicando e escorregando, através de um estúdio com o simples objetivo de fazer, ao final, um retrato de David Dvir - o idealizador do projeto. Segundo o texto publicado no blog da empresa, a coisa toda levou seis meses para ser construída e utilizou todo o tempo livre da equipe que aceitou fazer a máquina funcionar. Muito divertido, vale a pena conferir:

domingo, 17 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 5

Bom, continuando a retrospectiva do Rock, nos anos 90 surgiu em Seatle, Estados Unidos, o Grunge.Os principais representantes são:
Pearl Jam

Este clip Evolution tem a participação de uma personagem criada pelo Neil Gaiman, a Morte, irmã mais nova de Sonho.

Nirvana


O Grunge trás músicas que refletem as angústias e a busca pela liberdade. Não é uma turma muito preocupada com a fama.
A partir do fim da década de 90 o que tivemos foi o surgimento do rock alternativo com uma produção variada. Este rock alternativo que tenta inovar parece estar em conflito com a busca pela fama e pelo dinheiro que aparece como amarras criativas. Mesmo assim, dentro desta paisagem, algumas bandas se destacam como o Coldplay



Os Strokes

E Franz Ferdinand

Se não inovam, ao menos estas bandas conseguiram resgatar um poco da sonoridade dos grupos do passado que andava meio perdida.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

PERSEU LIBERTANDO ANDRÔMEDA

Cristas de ondas fantásticas e encrespadas ecoam o horror do monstro atacando Andrômeda, acorrentada a uma rocha. Correndo para resgatar seu verdadeiro amor, Perseu é representado primeiro voando ao encontro da cena, vindo da direita, e depois sobre as costas do monstro, prestes a matar a fera. Temas da mitologia clássica eram apreciados na Renascença, pois significavam que o proprietário conhecia os textos antigos, em voga na época. Esta obra faz parte de uma série que em outros tempos esteve no palácio da família Strozzi, em Florença. Piero di Cosimo (Italia 1461-1521) frequentemente representava seus temas de maneira bizarra, o que provocava rumores a respeito da excentricidade de seu próprio comportamento. Viveu como eremita durante muito tempo, e dizia-se que só comia ovos duros - história bastante inverossímil. Também trabalhava fazendo desenhos para máscaras, festivais e procissões.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

GALATÉIA


Uma ninfa nua e sensual está languidamente sentada numa gruta exótica, fantasticamente decorada com uma profusão de anêmonas, corais e outros elementos da flora mineral. É observada por um estranho monstro de três olhos. Este quadro baseia-se numa história da mitologia grega, que fala do amor não correspondido do ciclope Polifemo pela nereida Galatéia. As miríades multicoloridas de flores aquáticas e a suavidade da execução conferem à pintura uma característica mágica e onírica. Gustave Moreau (França 1826-1898) estava associado ao movimento simbolista, cujos pintores se afastavam do naturalismo objetivo dos impressionistas. Preferiam buscar inspiração numa síntese imaginativa de fontes literárias e mitológicas. Como neste quadro, eles utilizavam a cor e a forma para conferir a suas obras um significado mais expressivo do que descritivo. Moreau também fez inúmeras aquarelas, altamente apreciadas por seus contemporâneos.

IMPLOSÃO


Por Alberto Mesquita Filho

quarta-feira, 13 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 4

No início da década de 1970, o Black Sabbath de Ozzy Osbourne inaugurou o Heavy Metal. Pois é, ele não apenas comia morcegos e é pai de dois adolescentes toscos e obesos. O rei das trevas fez história também.


O som pesado queria mostrar a insatisfação com os acontecimentos da época. Depois se destacaram Iron Maiden (para mim a melhor dessa época)



e o Judas Priest

Olha aí quem inventou o tal gritinho fino (rs).

Esta mesma década viu surgir o Punk Rock. Com canções rápidas e muita agressividade, queriam reclamar de governos e problemas sociais. O Sex Pistols, do problemático Sid Vicious. O cara parece um psicopata tendo convulsão quando canta. Desconfio que seja a ele que o Supla imita. Coitado.

Outros representantes dessa onda foram os Ramones


e o The Clash

AS TRÊS NINFAS


Originalmente concebida como uma representação clássica das Três Graças do mito, esta estátua de bronze tem grande solidez e peso em suas curvas suaves e arredondadas e seus movimentos reservados. Embora a concepção de Aristide Maillol (França 1861-1944) tenha mudado enquanto ele trabalhava nos moldes de gesso, e efeito de espelho dos três nus, dando a impressão de três vistas da mesma moça, também é típico da representação clássica das três Graças. Maillol não adotou as superfícies ásperas, as formas fluidas e a intensa energia de seu contemporâneo Auguste Rodin. Estava mais interessado na calma do que na dramaticidade, na serenidade atemporal do que nas expressões e emoções passageiras, buscando o eterno mais do que o momentâneo. Depois de passar vários anos desenhando tapeçarias, na segunda metade de sua vida concentrou-se quase exclusivamente em esculpir o nu feminino, revivendo as idéias clássicas da Grécia do século V a.C., em que as figuras eram fixas e monumentais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 3

Junto com a Psicodelia de Jimmi Hendrix e o Beat & Rock dos Beatles, a década de 60 também viu surgir o rock progressivo. As músicas eram superlongas (com mais de 10 minutos) e cercadas de improvisos e influência clássica. Pink Floyd foi o melhor exemplo.
Provavelmente uma das músicas deles que ainda permanece conhecida das novas gerações é o The Wall, mas esta já é uma obra bem mais recente da banda.
Outra banda que fez sucesso na época e que permanece na ativa até hoje é a Yes. Essa banda esteve no Brasil no primeiro Rock in Rio.

BANHO DE PSIQUE


Uma deusa sensual, com pele de porcelana, contempla seu reflexo enquanto se prepara para o banho. Os suaves brancos, amarelos e tons de pele criam uma sensação de calma, enquanto seu corpo esguio é acentuado pela coluna jônica atrás dela e pela forma longa e estreita da tela. As pinceladas invisíveis são lisas e polidas como a superfície da água. Lord Frederic Leighton (Inglaterra 1830-1896) que estudou pintura na Europa, foi líder do Classicismo britânico, sendo seu estilo e sua escolha de temas profundamente influenciados pelas estátuas e pela mitologia da Antiguidade, em oposição direta ao Medievalismo e aos pré-rafaelitas. Teve sucesso imediato quando seu primeiro quadro foi adquirido pela rainha Vitória. Suas pinturas tornaram-se muito populares por meio das reproduções produzidas em massa, e ele também foi um excelente escultor. Mais tarde, Lord Leighton foi eleito presidente da Royal Academy de Londres.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 2

Vamos traçar uma linha do tempo para facilitar um pouco. O cantor considerado o pai do estilo era o negro Chuck Berry. Negro, ele chocava e causava euforia ao dançar freneticamente enquanto tocava guitarra.
Mas para a população racista norte americana, ter um negro agitando as baladas de seus jovens era algo impensável. Por isso, a descoberta de Elvis, um branco com toda uma interpretação e voz próxima da cultura negra se tornou a mistura irresistível para o mercado musical da época. Elvis era o homem branco com a alma de negro, perfeitamente aceitável para o público da época.
O rock ganhou força a partir dos anos 1960, quando os ingleses começaram a botar para quebrar. Além dos Beatles, que merecem uma postagem especial, sendo tida até hoje como a banda mais popular do mundo
outro nome importante dessa geração que está na ativa até hoje é o Rolling Stones.
Na metade dos anos 1960, um negro norte americano abalou a supremacia britânica. Jimi Hendrix precisou de pouco tempo para virar o maior guitarrista da história e marcar suas invencionices. Morreu aos 27 anos, em 1970.


HERO E LEANDRO

Todas as noites Leandro atravessava o mar para encontrar sua amante Hero, uma sacerdotisa de Afrodite. Ela o orientava carregando uma tocha acesa. Certa noite, durante uma tempestade, Leandro se afogou. A pesarosa Hero jogou-se de uma torre. Aqui, os dois amantes mortos são representados em seu trágico abraço derradeiro, já sem vida. Os tons de sua pele reluzente e sensual constrastam com um mar sombrio e as nuvens carregadas. Os cabelos e as vestes de Hero parecem imergir em sombras escuras. A imaginação de William Etty (Inglaterra 1787-1849) se inspirava numa obsessão pelo nu, que ele estudou e pintou ao longo de toda a sua carreira. Seus quadros muitas vezes evocam as poses sensuais e o colorido rico de Tiziano e Peter Paul Rubens. Etty frequentemente empregava a mitologia e a alegoria clássicas como meio de expressão. Suas obras eram particularmente admiradas por Eugène Delacroix e outros pintores do Romantismo.

domingo, 10 de julho de 2011

HISTÓRIA DO ROCK - PARTE 1

Vou falar um pouco a respeito do Rock n'roll, um de meus estilos de música prediletos em homenagem ao dia do Rock que será no dia 13 de Julho. O rock sempre foi um movimento de jovens. Na década de de 60 e 70, considerada o auge do rock, existia a necessidade de transgredir, de se falar o que se pensava e ser ouvido. O caminho para isso era a música. Na época em questão, com a guerra do Vietnã e o autoritarismo, os limites da música e do corpo foram postos a prova. A história do Rock é tão longa e rica que fica difícil resumi-la. Sabe-se que as sementes do som que viraria o rock n'roll já existiam nas décadas de 1930 e 1940, nos Estados Unidos. No entanto, surgiu de fato nos anos 1950. É um caldeirão de estilos - country, jazz, blues, R&B e gospel - que resultaram numa sonoridade única. Tem grande diversidade de artistas e ramificações. As letras falam de mundos fantásticos, fome, guerra, preconceito, injustiça e até demônios. Aliás, muitos roqueiros são chamados de satânicos. Apesar das polêmicas, incluindo as drogas, é preciso concordar: sempre soube falar de amor como poucos. Os megashows nasceram com o rock, reunindo milhares de seguidores num único espaço. Influenciou e abriu as portas para o pop. No Brasil, chegou aos poucos. Tony Campello e a irma Celly (famosa com a canção Banho de Lua, Biquini de Bolinha Amarelinha, Lacinhos Cor de Rosa e Estúpido Cupido) foram alguns dos precursores. Esta era a música que entretinha a baladinha de seus avós (rs).
Mesmo tendo caido no esquecimento para as novas gerações as músicas de Celly estão aí até hoje sendo resgatadas pelos músicos atuais.
Logo depois veio a Jovem Guarda, da qual o eterno roqueiro Erasmo Carlos e Roberto Carlos faziam parte. Só assim pra eu falar de Roberto Carlos.
Nos anos 60 surgiram os Mutantes com a tão polêmica Rita Lee.
Os anos 60 também nos trouxeram Raul Seixas.
Deixa eu parar por aqui que eu sou fã do Raul. Nessa década de 60, a MPB era a queridinha do público. Tanto que em 1967, rolou manifestação contra a invasão da guitarra elétrica. O estouro do rock brasileiro ocorreu na década de 80 (minha época, ehhhh!) com os Titãs
Uma curiosidade sobre esse o Pulso. A música estava no auge na época da copa do mundo e acabou rolando uma versão futebolística nas rádios. Infelizmente, não consegui achar uma cópia.
O Barão Vermelho
Paralamas do Sucesso
e Legião Urbana
Essa foi a história resumida do Rock no Brasil. Perceba que a grande crítica que se faz para as atuais bandas de Rock no Brasil é que elas seguem uma fórmula pronta, quase sem experimentação, para cair rapidamente no gosto público e aumentar seus rendimentos. Por isso é dito que ao menos até o momento, mesmo se tendo grupos e cantores que arrastam legiões para shows, não se tem um nome no Brasil que possa ser revisto em uma retrospectiva para a próxima década. São grupos que cairão no esquecimento como tantos outros que apareceram e desapareceram em nossa história. Na próxima parte irei falar sobre a História do Rock Norte Americano que é muito mais extensa.

VÊNUS ADORMECIDA

Vênus é, de longe, a deusa mais retratada nas artes plásticas. Neste quadro temos uma cidade enluarada onde Vênus dorme vigiada por um esqueleto e uma manequim de costureira. Ela está deitada com as pernas abertas, sonhando com a sedução da Morte. Talvez seja a combinação da jovem beleza feminina e da morte, do desejo e do horror, que torne este quadro tão perturbador. Era característico dos surrealistas como Paul Delvaux (Bélgica 1897-1994) representar imagens estranhas, frequentemente belas, inspiradas por sonhos e pelo inconsciente. Delvaux chegou tardiamente ao Surrealismo, tendo antes feito experiências com o Impressionismo e o Expressionismo. Era conhecido nos círculos artísticos em voga depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Surrealismo estava em seu apogeu. Delvaux visitou a Itália em 1939 e ficou profundamente impressionado com a arquitetura romana. É conhecido por suas imagens oníricas de jovens belas, com frequencia nuas, geralmente tendo como fundo construções meticulosamente retratadas.

sábado, 9 de julho de 2011

VÊNUS

Até Vênus já foi feia (rs). Neste quadro ela veste só uma rede de cabelo e colares primorosamente adornados. Está segurando recatadamente um véu e olhando sedutoramente para o espectador. Seu corpo é idealizado, talvez porque os artistas da época raramente utilizassem modelos vivos femininos. Mulheres nuas não eram representadas com freqüência, a não ser que aparecessem em cenas narrativas ou que fossem deusas da mitologia. Lucas Cranach (Alemanha 1472-1553) parece ter ignorado o espírito clássico da época, e por isso seus nus às vezes parecem quase primitivos. A escolha de um tema mitológico e não religioso para este quadro talvez tenha ocorrido porque o patrocinador fosse protestante. Sabemos pouco sobre Cranach além de que sua influência foi grande na Alemanha protestante. Ele parece ter surgido subitamente, e suas melhores obras foram produzidas no início de sua longa carreira. Em seguida, passou a levar a vida fácil de pintor da corte. É chamado Lucas, o Velho, por ter sido o primeiro de uma dinastia de artistas que deram continuidade a suas tradições e seu estilo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

PAISAGEM COM UM SACRIFÍCIO A APOLO

Esta cena magnífica e espaçosa é um exemplo de pintura de paisagem clássica das mais primorosas. É um quadro cuidadosamente construído, utilizando equilíbrio de verticais e horizontais fores, enquanto áreas de luz e sombra contribuem para que o olhar do espectador se desloque através da cena e entre nela. A atmosfera delicada se desenvolve a partir de uma bem cuidada gama de verdes, azuis e marrons. As figuras representando uma cena da mitologia clássica, em que o pai de Psique faz um sacrifício para invocar a ajuda de Apolo para encontrar um marido para a filha, são quase acidentais no cenário. Lorraine Claude (França 1600 - Italia 1682) passou sua vida longa e criativa em Roma e seus arredores. Suas cenas pastorais e a poesia de sua visão foram fonte de grande inspiração para os pintores de paisagens ingleses dos séculos XVIII e XIX.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CUIDADO, ESTA NÃO É UMA POSTAGEM SÉRIA...

Responda rápido: qual a diferença entre uma pessoa normal e uma anormal? Parece uma resposta fácil. Então que tal outra, o que difere uma pessoa louca de uma pessoa sã? Não vou correr o risco de responder a perguntas tão espinhudas. Apenas vou colocar mais um pouco de lenha na fogueira. Você sabia que existem heróis de verdade, pessoas comuns, andando por aí vestidas de capa e querendo fazer justiça como se fossem super heróis? Acredite se quiser, as pessoas que estão logo abaixo não são apenas pessoas fantasiadas para o próximo carnaval. Todas elas levam, ou tentam levar, uma vida de "herói". Esse movimento que parece ser mais comum aos norte americanos (especialmente, segundo dizem os especialistas, o ocorrido no 11 de Setembro) é real para uma legião de pelo menos 300 pessoas cadastradas no site Super Herói Registry. Conheça alguns desses heróis...
Entomo é um raro exemplo de super-herói europeu, este homem-inseto afirma ter treinamento especial e um poder de persuasão sobrenatural sobre os criminosos. Mas, como bom italiano, parece dedicar mais tempo a procurar amigas no MySpace.

O Olho, da Califórnia, usa invenções suas, como a bengala-câmera, para coletar provas de crimes e ajudar a polícia da cidadezinha de Mountain View. Suas patrulhas noturnas são realizadas com uma fiel escudeira: a esposa e super-heroína Lady Mistério.

Esse aí que ta mais com cara de Lex Luthor do que de Super Homem é o Super-Herói - super criativo (rs). Ex-profissional de luta livre, circula num Corvette Stingray 1975 zelando pela ordem na praia de Clearwater, Flórida - com o apoio da polícia local, que é sua fã. Junto com outros heróis locais, formou o supergrupo Time Justiça, dedicado a fazer caridade.
Patrulha os bares e baladas de Nova York, aconselhando mulheres que passaram da conta e que podem estar à mercê de rapazes mal-intencionados. Seu arqui-inimigo é Fantástico, que frequenta os mesmos lugares e auxilia os tais rapazes.
Superbarrio Gómez é o primo mais sério do Chapolim Colorado e usa sua imagem para organizar comícios, protestos e abaixo-assinados a favor da periferia e contra a corrupção. Atuando na Cidade do México, quando o Superbarrio original se aposentou, outro assumiu o seu lugar, mantendo a tradição.


No Brasil esse movimento não gerou até agora nenhum candidato. É justificado. Fico imaginando esses heróis subindo um morro por aqui à meia noite sem colete a prova de balas...

SALEIRO

Este belo saleiro compõe-se de duas figuras, Netuno e Ceres, que representam a água e a Terra. Suas pernas entrecruzadas simbolizam a combinação desses elementos que, juntos, produzem o sal. Benvenuto Cellini (Italia 1500-1571) foi um famoso ourives, escultor e gravador. Trabalhou para imperadores, reis, papas e príncipes; este objeto em particular foi feito para o rei Francisco I da França. O esplendor e a graça da obra de Cellini são um exemplo perfeito da escola maneirista. O objetivo desses artistas era atingir a emoção através do efeito estético. Isso levava-os a utilizar figuras alongadas e cores fortes, como se pode observar nas obras do final do século XVI. A vida tempestuosa de Cellini é descrita em sua autobiografia, que, entre outros episódios contundentes, narra sua prisão por roubar as jóias da coroa papal. Infelizmente, a maioria das obras pequenas de Cellini - medalhas, taças e adagas - foram fundidas. No entanto, muitas de suas obras-primas maiores sobreviveram.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CUPIDO E PSIQUE

Com as asas não recolhidas, Cupido aterrisa para fazer reviver sua amada Psique com um terno abraço. O foco da escultura é criado por seus braços entrelaçados e seu olhar amoroso. Seus corpos suaves e membros delicados criam uma sensação de paixão jovem, em toda a sua inocente pureza; toda a cena inspira graça e leveza. A escultura de Antonio Canova (Italia 1757-1822) é um magnífico exemplo do ideal neoclássico de perfeição e forma e acabamento. No entanto, ele também era capaz de expressar o ardor que pulsa sob a pele fina de mármore dos amantes. Canova fez uma carreira de destaque em Veneza, sua terra natal, onde recebia encomendas para fazer monumentos públicos, túmulos e estátuas. Também estabeleceu uma escola para artistas jovens. Como emissário do papa, viajou através da Europa, solicitando a devolução de obras de arte pilhadas durante as guerras napoleônicas.

terça-feira, 5 de julho de 2011

UMA ALEGORIA DE VÊNUS E CUPIDO

Vênus volta-se para beijar Cupido, que afaga seu seio. Um Pai Tempo, de barba, puxa uma cortina sobre a cena. O ciúme aperta a cabeça com as mãos, e uma figura mascarada observa a cena do alto. Uma menina, que é meio animal de pêlo e meio réptil, segura um favo de mel em uma das mãos e, na outra, a ponta em aguilhão de sua cauda. O quadro é obviamente uma alegoria, mas de quê? Ninguém sabe ao certo. A luz serena que banha esta cena bizarra e a suavidade da pintura são típicas do estilo do artista. A obra de Agnolo Bronzino (Italia 1503-1572) é um maravilhoso exemplo do Maneirismo, no modo como contorce as posturas naturais, exagera as expressões e enfatiza o movimento. Um bem-sucedido pintor de retratos em sua época, Bronzino com freqüência colocava seus modelos em poses estranhamente rígidas. As expressões um tanto frias e desligadas de seus modelos impelme o espectador a procurar atentamente por um vislumbre de emoção.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

FAMILIA ADAMS

Esta postagem foi inspirada por Giovana que informou que a famosa obra do Escher também foi utilizada na abertura do desenho (essa eu nem sabia). Mas é verdade, taí a prova:

Na verdade tem um bom tempo que eu estou querendo postar algo sobre a Familia Adams, um de meus desenhos prediletos. Na verdade, quase todas as criações televisivas e cinematográficas que eu vi com a Familia Adams foram muito boas. A Família Adams é bem velhinha, nasceu de um cartoon criado em 1930 por Charles Adams. A graça dessa família bizarra é que, muitas vezes, dentro de todas as suas excentricidades, eles parecem muito mais confiáveis que os ditos "normais". Suas histórias fizeram muito sucesso e acabaram gerando a cult minisérie Familia Adams:

E logo depois a série Os Monstros

Os dois filmes que foram gravados mais recentemente com a Família Adams utilizaram muitos dos cartoons criados por Charles, como essa cena em que Mortícia tricota a roupinha do bebê Adams.




Este idéia do esquiador que deixa a sua marca dos dois lados da árvore, muito copiada ao longo dos anos, também foi uma criação de Charles Adams.

Outra cena aproveitada no filme, bem na abertura do Família Adams 2.

E por último uma das cenas que eu mais gostei da Família Adams 2. Não sabia que sorrir doia tanto.

HERAKLES

Potência, força e energia tensamente concentradas parecem prestes a irromper da forma impressionante de Hércules. O escultor utilizou formas musculares e feições nítidas e expressivas para criar uma sensação de vitalidade. A tensão é clara no arco, que está sendo puxado para trás por uma mão imensa e forte. Mais um foco de tensão é criado pela perna do arqueiro, que, com seus tendões salientes, faz pressão contra um rochedo. Antoine Bourdelle (França 1861-1929) era aluno de Rodin. No entanto, em vez de seguiro estilo do mestre, Bourdelle estudou a escultura gótica e a da Grécia antiga. Inspirado pelas imagens da Antiguidade, o objetivo de Bourdelle era criar uma impressão de densidade e volume. Nisso, diferia bastante da escultura da época, em geral mais preocupada com formas graciosas. Tensa e heróica, esta escultura sintetiza a busca de Bourdelle pelo monumental em sua arte.

domingo, 3 de julho de 2011

PRIMAVERA

As túnicas diáfanas das Três Graças, as mãos elegantes da Vênus e o vestido florido da Flora contribuem para fazer deste quadro um dos mais belos da Renascença italiana. Ele reflete a primorosa habilidade de desenhista que era fundamental para a arte florentina da época, e as linhas graciosas de Sandro Botticelli (Itália1445-1510) criam uma atmosfera de sensibilidade, quase feminina. Botticelli iniciou sua formação com Fra Filippo Lippi e passou a circular nos meios intelectuais florescentes durante a "época áurea" de Florença. Muitas de suas pinturas envolvem significados filosóficos e alegóricos. Mais tarde, ele se colocou sob a influência de um padre carismático chamado Savonarola, e passou a abordar com menos frequência os temas mitológicos. Botticelli morreu na obscuridade. Foi redescoberto no século XIX, pelos pré-rafaelitas, que admiravam particularmente as linhas delicadas do artista renascentista.

sábado, 2 de julho de 2011

COMBATE DE CENTAUROS

Neste quadro há uma sugestão de horror, mais do que sua realidade explícita. Tendo como cenário uma paisagem do além-mundo, as figuras heróicas e enérgicas dos centauros dominam a tela com sua coreografia dramática. Grande parte da tensão dessa pintura deriva das posturas contorcidas e expressões arrebatadas dos centauros, representadas vagamente, em tonalidades intensas, transmitindo uma sensação de grande dramaticidade e emoção. Arnold Böcklin (Basiléia1827-Itália1901) viveu grande parte de sua carreira na Itália, o que lhe inspirou temas clássicos e mitológicos, que ele interpretou à maneira poética do Romantismo, influenciado por Delacroix e Théodore Géricault. Os cenários oníricos do artistas, os tons ameaçadores e as conotações persistentemente emocionais tornaram-no popular em sua época e, mais tarde, inspiraram as obras dos expressionistas alemães e dos simbolistas franceses. Suas pinturas alegóricas eram particularmente admiradas por seu forte impacto e sua provocação constante das emoções.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

JUNO RECEBE A CABEÇA DE ARGOS

O povo deve estar estranhando ver tanta mitologia junta. Ultimamente tenho trabalhado muito em um livro que usa como tema de fundo a mitologia grega, então estou acumulando muita informação sobre o assunto. Por isso, este mês pelo menos, se prepare para ter uma overdose mitológica.

Este quadro foi pintado por Jacopo Amigoni (1685-1752), um italiano que passou seus últimos dias na Espanha. Juno a esposa de Zeus, pediu a Argos, gigante de cem olhos, que vigiasse Io, que ela suspeitava com razão ser amante do marido. Argos foi morto por Mercúrio, a mando de Zeus. Em memória de Argos, Juno engastou os olhos dele na cauda de seu pavão. Este quadro mostra Juno recebendo a cabeça de Argos. O estilo suave e sensual, as cores claras e linhas graciosas são características do Rococó. Amigoni fez muito sucesso em seu tempo como pintor de retratos e cenas históricas. Como muitos artistas do Rococó, trabalhou em toda a Europa, particularmente na Inglaterra. Provavelmente foi ele que, retornando de Veneza após uma viagem proveitosa a Londres, persuadiu Canaletto a ir à Inglaterra em 1746. Na Inglaterra, pintou decorações para o Covent Garden e para o Moor Park. A partir de então, viveu confortavelmente, pintando retratos da família real e da nobreza.