sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ECOVILAS, UM NOVO JEITO DE MORAR por Carlos Solano

Eu vi e vivi o futuro da Terra! Deslumbramento, plenitude, gratidão... Não é fácil descrever meus sentimentos em Findhorn, uma comunidade ecológica - ou ecovila - situada entre os castelos e bosques da belíssima Escócia, onde passei quase um ano de minha vida. Findhorn é uma miniatura do mundo, ou melhor, do que o mundo será um dia. Do que será, sim, agora tenho certeza. Ali, pessoas de todos os continentes, credos e idades, pacífica e intensamente, abrem novas possibilidades de ser e de conviver. As idéias práticas e positivas dessa ecovila pioneira (www.findhorn.org) encontraram um campo fértil. Hoje, uma rede mundial de ecovilas, a GEN - Global Ecovillage Network (http://gen.ecovilage.org), demonstra que uma cultura de paz e abundância já é possível em algumas partes do mundo.
Trabalhando na cozinha, na horta ou até na construção, descobri em Findhorn que são os pequenos gestos do dia-a-dia que podem mudar o mundo: comprar um produto que seja a favor do meio ambiente (como objetos de metal e vidro reciclados), substituir a madeira pelo bambu, para evitar o corte das matas (www. bambubrasileiro.com), preferir tintas de baixa toxidade, que usam água como solvente, em vez de produtos químicos (há opções da Renner e da Sayerlack), escolher eletrodomésticos com o selo Procel, que indica o baixo consumo de energia.

MATERIAIS REAPROVEITADOS
Em Findhorn, após o trabalho, voltávamos para casa atravessando bosques de árvores imensas. Era difícil imaginar que tudo aquilo, um dia, foi um deserto gelado. Mas era maravilhoso constatar que toda aquela paisagem se transformou pelas mãos do homem. E que a cidade e a natureza podiam conviver pacificamente. Não me esqueço do aconchego e da beleza das casinhas redondas, reaproveitamento de tonéis de uísque descartados. Ou da poesia que irradiava dos telhados gramados, eficientes na conservação da temperatura interna, num local em que o inverno chega a 25º C negativos!
Sobre tudo isso, existem livros, cursos e exemplos inspiradores aqui no Brasil. O Ipec - Instituto de Permacultura (www.permacultura.org.br) possui publicação sobre o permacultura, palavra que significa planejamento de comunidades humanas sustentáveis, e oferecerá o curso Bioconstruindo, de 6 a 13 de julho, em Goiás. Os livros Pachama e Missão Terra (Ed. Melhoramentos) contêm propostas de jovens e crianças de todo o mundo para salvar o planeta. O Centro de Ecologia Integral estimula a cultura da paz (www.ecologiaintegral.cjb.net).
Não ignorar o caos planetário,  mas ser uma resposta a ele foi outra das lições de vida naquele lugar. Entendi quea criação de um mundo novo depende de todos nós, que cada um pode dar sua resposta à poluição e ao desperdício. Por exemplo, se você separar as caixinhas usadas de leite para a coleta seletiva do lixo, elas poderão ser reaproveitadas, transformando-se em placas bonitas e resistentes, em forma de telhaou divisória. Com imaginação, a placa vira biombo, mesa. Uma empresa que comercializa essa placa é a Reciplac (www.reciplac.com.br).
Já existem esgotos ajardinados. A Rhizotec Tecnologia Ambiental oferece um sistema que utiliza um belo jardim aquático para tratamento do esgoto, que se transforma em água limpa e não polui os rios. Existe também um sistema para a captação e o tratamento da água da chuva (www.rhizotec.com.br). O Idhea - Instituto da Habitação Ecológica oferece, para a construção, telhas de sobras de madeira (taubilha), blocos de areia descartada de fundições, para paredes (recibloco), chapa de tubos de pasta de dente reciclados para forros (www.idhea.com.br). Tudo muito resistente.
Como você deve ter percebido, uma ecovila não é apenas um lugar físico, é um estado de consciência, que podemos levar conosco para onde formos. Um dos lemas de Findhorn é que "o trabalho é o amor em ação". O amor pelo ambiente, por todas as manifestações da vida e pelas futuras gerações combina com pessoas plenas e mais felizes.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

AZUL ÍNDIGO

O índigo, ou anil, não é uma cor pura, mas a mistura do azul com a violeta (que, por sua vez, resulta da soma de azul e vermelho). "As cores dessa gama sempre simbolizaram poder, nobreza e autoridade".
Segundo as filosofias orientais, o índigo está relacionado ao sexto chacra, um dos sete centros energéticos espalhados pelo corpo. Chamado de frontal, ou terceiro olho, ele fica na testa, entre as sobrancelhas, e rege a intuição e a imaginação.
Em cromoterapia esse tom de azul tem efeito calmante e anestésico. Alivia dores de cabeça e ouvido, sinusite, reumatismo e nevralgia.
O índigo foi popularizado no final do século 19, quando surgiu o jeans, usado pelos mineradores de ouro na Califórnia. A calça feita de denim era tingida com o corante obtido da planta Indigofera anil, ou índigo, conhecida havia vários séculos pelos indianos e pelos nativos das Américas. Esse corante não era obtido diretamente da planta, mas por meio de um processo de fermentação. O resultado era o anil, que nossas avós usavam para branquear a roupa. Hoje, a indústria substituiu esse corante natural por equivalentes sintéticos.
Na moda, o índigo é eterno. Desde que o jeans surgiu, nunca mais foi esquecido. Em certos momentos o índigo invade as passarelas e toma conta das tendências de moda. Os grandes criadores desenvolvem coleções inteiras em jeans. Nessas horas, o mundo fica mais azul.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

KAERÓS

Na mitologia há um deus chamado Kaerós (não tão conhecido como Apolo e Vênus, deuses da beleza, ou Cronos, deus do tempo). É o deus do instante. Aquele que passa rápido, imperceptíve e deixa uma marca, uma lembrança, uma imagem, um som, um perfume ou uma sensação que ficarão marcados para o resto de sua existência. A figura de Kaerós é bem interessante. Ele é todo liso, sem nenhum cabelo, muito escorregadio, difícil de segurar. 

sábado, 18 de outubro de 2014

Origem do termo "Calcanhar de Aquiles"

A expressão foi criada para designar o ponto fraco de alguém. Segundo a lenda grega, Aquiles, filho do rei Peleu e da deusa Tétis, tornou-se invulnerável quando, ao nascer, foi banhado pela mãe nas águas do rio Estige. Apenas o calcanhar por onde Tétis o segurou não foi molhado e continuou vulnerável. "Algumas variantes dizem que Aquiles foi flechado no calcanhar por Páris, que conhecia seu segredo. Mas não há citações em Homero sobre a morte do herói", diz o mitólogo Henrique Murachco, da Universidade de São Paulo.
Outra versão considera o calcanhar de Aquiles como uma virtude. Segundo ela,Tétis tentava erradamente, livrar os filhos da condição de mortal jogando-os no fogo. Peleu salvou Aquiles das chamas queimado e sem o osso do calcanhar e incumbiu Quíron, centauro conhecedor da medicina, de colocar no filho o osso de Dâmiso, um gigante veloz. Aquiles, adquiriu a velocidade que lhe deu fama.
 

domingo, 12 de outubro de 2014

APRENDA A ARRUMAR O GUARDA ROUPA

  • Mude as roupas de gavetas e compartimentos conforme as estações do ano.
  • Reserve uma gaveta para roupa de banho e ginástica.
  • Pendure os acessórios (lenços, cintos, etc) nos cabides das peças que costuma usar com eles.
  • Pendure as calças e saias pela cintura para evitar que amassem.
  • Guarde brincos, anéis, colares, abotoaduras e pulseiras em caixinhas diferentes.
  • Disponha as roupas nessa ordem, começando da esquerda: vestidos, casacos, saias, calças, camisetas de manga longa e de manga curta. Ao pendurá-las assim, com as mais compridas juntas, você ganha espaço. Em seguida, mantendo a ordem acima, organize as peças por cores, das escuras para as claras.