domingo, 28 de agosto de 2011

O CINEMA ALEMÃO

O cinema na Alemanha já começou influenciando a história da sétima arte. Na primeira década do século 20, surge o expressionismo alemão, movimento que traduzia o panorama sombrio e pessimista que se vivia entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, com especial domínio técnico de fotografia e iluminação. Clássicos exemplos, e imperdíveis a cinéfilos, são:

O Gabinete do Dr. Caligari (1919), de Robert Wiene

Nosferatu (1922), de Friedrich Murnau (perdão pelo comercial tosco, não achei um sem ele)

Metrópolis (1926), de Fritz Lang

No período nazista prevaleceu o cinema panfletário da polêmica documentarista Leni Riefenstahl, a cineasta do III Reich, falecida em 2003, aos 101 anos. Você quer saber como os nazistas conseguiram manipular a opinião de todo um povo ocultando todas as atrocidades que estavam sendo cometidas por tanto tempo? Então tem que estudar essa figurinha. Todo o delírio de superioridade ariana, em especial, do povo alemão, está permeado em suas obras. Como eu sempre digo, na lógica da comunicação em massa não importa muito a história que você conta e sim o COMO você conta.


O pós guerra traz o Novo Cinema Alemão, menos enfocado em questões políticas do que em conflitos intimistas, relações humanas e espaço físico. Destacam-se nessa fase - em filmes de caráter autoral e nem sempre de fácil bilheteria:

Aguirre, a Cólera dos Deuses (1972), de Werner Herzog


O Desespero de Veronika Voss (1981), de Rainer Fassbinder


Paris, Texas (1984), de Wim Wenders


Após uma certa lacuna, o cinema alemão retorna no início do século 21 com dinamismo e intensidade, apresentando filmes criativos, ousados e sem medo de tocar em antigas feridas. Recentes sucessos foram:

Corra Lola, Corra (1999), de Tom Tikwer


Lugar nenhum na África (2001), de Caroline Link, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro.


Adeus Lênin (2003), de Wolfgang Becker

A Queda (2004), de Oliver Hirschbiegel
Perceba-se que, por conta de todas as abominações de Hitler que estendeu sobre o povo alemão um estigma, afinal, para aquele pais destruído, Hitler foi um herói até a história dizer o contrário, é algo muito dificil e delicado tocar nesta parte da história, pois o fantasma do nazismo ainda vaga pelo mundo assim todo o medo, asco e ódio que ele provoca. Por conta disso, tais filmes sendo feitos por um alemão são dignos de aplausos tanto pela coragem quanto pela captação de recursos para sua feitura.

A vida dos outros (2006) de Florian Henckel von Donnersmarck, também oscarizado.


E por fim A fita branca (2009), de Michael Heneke

Assistir a um filme alemão é uma daquelas coisas que você faz aos poucos, se dando um tempo para pensar e absorver o que foi visto, sem fórmulas prontas fáceis e rápidas como ocorre com o cinema norte americano. Para aqueles que desejam um pensamento mais profundo sobre a natureza humana.



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