sábado, 8 de setembro de 2012

PIETER CLAESZ

Uma caveira humana domina este estranho conjunto de objetos. Banhados em tons quentes, com um raio de sol lançando-se sobre eles, os objetos são pintados em sombras de marrom claro. O tema desta obra é a transitoriedade da vida terrena: a caveira representa a morte; o copo tombado simboliza a vida se escoando; o relógio lembra ao espectador que o tempo está sempre avançando. 
Eram frequentemente pintadas em tons quase monocromáticos, conferindo um sentido de harmonia mística aos objetos representados. O artista era famoso nos Países Baixos por naturezas-mortas como esta. Os pintores holandeses do século XVII deleitavam-se em representar objetos do dia-a-dia, frequentemente tratados com preciosas técnicas de ilusionismo. 
Tais quadros não tinham tom propriamente moralizante, mas frequentemente eram ricos em significados simbólicos, prontamente entendido na época. Hoje em dia, são mais admirados por seu virtuosismo. 

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