sexta-feira, 20 de maio de 2011

ANSEL ADAMS


Ansel Adams hoje em dia é um dos ícones da fotografia moderna e obrigatoriamente, os amantes de fotografia acabam tendo de estudá-lo. Este norte americano (1902-1984) começou a fotografar como a grande maioria dos mortais: em viagens turísticas com a família aos 12 anos. A fotografia então era apenas um hobbie, uma ferramenta para ele registrar a paisagem do parque nacional de Yosemite, local costumeiro das viagens familiares. Seu talento inicial de destaque era a música, já que era um ótimo pianista. Quando entrou para um clube em 1919. Neste clube eram organizadas excurções períodicas para Serra Nevada. As fotos que Ansel bateu nessas viagens acabaram sendo publicadas em um periódico e depois resultando em uma exposição. Acabou tendo mais reconhecimento por suas obras fotográficas do que por seu talento musical, se tornando uma espécie de divulgador ecológico de Serra Nevada e Yosemite. A foto que marca este reconhecimento é "Monolith, a Face of Half Dome".


Mas foi ao conhecer e ser patrocinado por um rico mecenas chamado Albert M. Bender que Ansel Adams pode aos poucos se aprofundando na fotografia que acabou se tornando sua atividade principal. Inicialmente começou a se aprofundar nas técnicas de tratamento da imagem na câmera escura. Ao ajudar a fundar o grupo f/64 inicia-se de vez o processo de pesquisa e aprofundamento das técnicas de processo fotográfico. É claro, nessa época todo o processo era analógico, não tendo ainda ocorrido o advento da fotografia digital. Ansel Adams era um fotógrafo obcecado pela técnica acima de tudo. Quando falava, parecia mais um cientista do que um artista fotográfico. Toda essa preocupação com cada detalhe antes da captura acabou resultando em três livros, já disponíveis no Brasil, chamados A câmera, O negativo e A cópia. São livros caros. Uma dica é que no Sesc de Santo André existem os livros para empréstimo.


Hoje em dia ninguém discute a contribuição de Adams para a fotografia. Mas existem aqueles que acreditem que dentro de toda a sua técnica, aquela sensibilidade artística acabou sendo perdida. Existe sempre algo de artificial, pré-montado ou estilizado em suas imagens em P&B. Mas talvez a forma criativa de Adams fosse realmente esse preciosismo com a técnica, com a simetria, como equilíbrio.
































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