quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

10 anos sem Cássia Eller



Em 29 de dezembro de 2001, ouvia-se o anúncio de morte da cantora Cássia Eller, vítima de um infarto do miocárdio após quatro paradas cardíacas. Há exatos 10 anos, interrompia-se a trajetória de uma das mais singulares intérpretes da música brasileira. A roqueira estava no auge de sua carreira após um ano de intensa produtividade.

Cássia era dotada de uma timidez desconcertante, quando conversava, e ao mesmo tempo, de uma rebeldia juvenil, quando subia aos palcos. Sua presença de palco era intensa e sua capacidade de se apropriar das músicas que cantava era indiscutível. Cássia compôs apenas três das muitas canções que interpretou. A artista cantava blues, rock, MPB e samba com a mesma maestria; sem criar diferenças ou barreiras entre um gênero musical e outro. Na verdade, em sua voz, tudo era simplesmente boa música.


Chamou a atenção da crítica e do público, em 1990, quando regravou a canção “Por Enquanto”, da banda Legião Urbana:



Durante sua carreira, presenteou os brasileiros com interpretações marcantes de artistas de vários gêneros e épocas, como Cazuza e Barão Vermelho, Caetano Veloso, Chico Buarque, Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles e até Nirvana.

O Brasil perdeu Cássia em um momento de grande visibilidade e intensa produção de sua carreira. Gravou nove álbuns, entre discos de estúdio e apresentações ao vivo. Naquele ano de 2001: tocou no Rock in Rio III em janeiro e gravou o especial “Acústico MTV”, que culminou em uma turnê de 95 shows em apenas sete meses. O CD “Acústico MTV” já superou a marca de um milhão de cópias vendidas.

Cássia nasceu pra fazer diferença, pra mudar um monte de coisas e, se não mudou tanto assim, é porque o mundo dá um passo pra frente e dez pra trás. Mas o passo que ela fez o mundo dar, nos fez vislumbrar muitas coisas fundamentais. Mas quem não quiser ficar pensando nessas coisas meio filosóficas, simplesmente ponha a voz-trovão pra tocar, e no melhor estilo Cássia Eller, apenas exista e sinta essa emoção inexplicável.


Nenhum comentário:

Postar um comentário