terça-feira, 26 de junho de 2012

TRABALHAR, TRABALHAR por Gustavo Ranieri

Pode ser que em alguns momentos - talvez muitos - você ache que vem trabalhando bem mais do que deveria. Passa horas sonhando em curtir mais a vida pessoal e, quando menos espera, lá está o diabinho sussurrando no ouvido que descansar demais é o caminho para rotina ociosa. É exatamente sobre a busca por esse equilíbrio que vários filósofos se debruçaram. Na Roma antiga, como lembra Jesus Vázquez Torres, o trabalho era tratado apenas como negócio, enquanto o ócio era o tempo fundamental para a pessoa pensar, refletir e se relacionar. Portanto, nada de se culpar.
Agora, se você já calculou quantas horas extras serão necessárias para realizar um trabalho de forma mais rápida, ou somou a quantia de dinheiro necessária para viajar ou trocar de carro, pode ser que tais atitudes lembrem o que já dizia Karl Marx (1818-1883). "Quando se trabalha por motivos de reconhecimento e de posses, o trabalho se torna um vício, daí o termo workaholic. É algo que Marx chamou de alienação pura do trabalho", afirma Vázquez. 
Nesse ponto, a filosofia estimula a reflexão propondo o seguinte pensamento: de que forma nos dedicamos e para quê? "Quando o ter coisas se confunde com o ser pessoa, você deixa de ser um humano para se transformar em alguém completamente perdido de si mesmo", opina o especialista. 

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