domingo, 1 de janeiro de 2012

CARMINA BURANA

Conforme o canto Gregoriano foi evoluindo, foram surgindo inovações dentro da música rígida e religiosa da Idade Média. Dentre essas novas evoluções tivemos os "goliards". Conhecem-se com este nome os frades que, tendo abandonado os seus conventos, pediam esmola e vagabundeavam de uma região para outra. Durante a sua estadia nos conventos, tinham recebido uma dupla formação: musical e literária, e exploravam os seus conhecimentos por meio de uma série de canções, regra geral dedicadas ao vinho, à comida e ao amor. Os textos estavam cheios de brincadeiras dirigidas ao clero, à vida de convento e aos costumes religiosos. Dirigiram-se a uma classe social muito concreta e dizia-se deles, também chamados clerici vagante, que constituíam uma primeira evidência de contra-cultura ou de cultura "underground". Perdeu-se uma grande parte das canções dos "goliards", mas chegaram até nós testemunhos dessas obras desde o século XI. O primeiro que foi localizado foi o manuscrito de Munique, que procede da Abadiade Beuron, e que foi conhecido com o nome de Carmina Burana, datado do século XII. A atividade dos "goliards" estendeu-se até ao século XV. No século passado o compositor alemão Carl Off fez uma "re-criação" do mencionado manuscrito, utilizando alguns dos seus textos. A sua obra, que tem o mesmo título, Carmina Burana cantiones profanae, foi estreada em Frankfurt em 1973. Eu encontrei esta obra legendada na net. O canto clássico é algo bem difícil para o brasileiro assimilar e gostar pois além de precisar de um bom conhecimento de cultura clássica européia ainda possui algumas coisas que apenas o europeu é capaz de entender, como a alegria com a chegada da primavera depois de um inverno gelado. Para quem gosta, eu trago esta obra e também um aprofundamento em cultura clássica. Bom divertimento. 



Hécuba  é uma personagem da mitologia grega e romana, esposa de Príamo e mãe de 19 filhos. Alguns desses filhos se tornaram famosos como Heitor, Páris e Cassandra. Viu toda a sua prole ser morta e acabou se tornando escrava. Sedenta por vingança cegou o rei Polimestor e matou dois filhos do rei trácio. Foi apedrejada pelo povo e como mordia os que a atingiam os deuses a transformaram em uma cadela cujos uivos assombravam os transeuntes.
Flora era a deusa das flores, amada pelo deus dos ventos Zéfiro. 
Febo era um outro nome de Apolo. Alguns dizem que teria sido um deus anterior a Apolo que acabou por se confundir com ele ao longo do tempo. Apolo personificava o sol e a luz. "Deitado novamente no colo de Flora, Febo novamente sorri" significa apenas que raios de sol iluminam as flores. Ê povo complicado. 
Os prêmios do Cupido e de Vênus como todo mundo já deve saber é o amor. No entanto, o que tem Páris a ver com isso? Já ouviu falar do pomo da discórdia? Dizem que a própria deusa da discórdia entregou esse presente de grego para os deuses pedindo que fosse entregue à mais bela das deusas. Isso gerou um problema já que Juno, Vênus e Atena se consideravam, respectivamente, as donas do pomo. Decidiram então entregar o pomo a Páris e pedir que ele escolhesse a mais bela. Faça como Páris no caso é escolher o amor, ou seja, escolher Vênus como a mais bela conforme é relatado no mito. 
Décio Olha, não estou bem certa sobre esse Décio, mas talvez se refira a um imperador romano famoso por sua perseguição aos cristãos (cometeu atrocidades comparáveis à de Nero, aquele que botou fogo em Roma). Foi o primeiro imperador romano a morrer na mão de povos pagãos em guerra. 

Baco era o deus do vinho. Seu rituais eram verdadeiras orgias com muito sexo, comida e bebida. 
Brancaflor foi o nome usado por várias personagens femininas nos contos do Rei Arthur. Geralmente acaba se apresentando como a consorte de um dos cavaleiros da távora redonda, o Percival ou Perceval.
 Helena aqui citada seria a de Tróia cujo amor que insuflou em Páris foi responsável por toda a guerra de Tróia. Apesar das representações em pinturas clássicas, a mais bela das mulheres da era clássica seria etíope, e portanto, negra. 

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