domingo, 7 de novembro de 2010

A CATEDRAL DA SÉ E O ESTILO GÓTICO


No dia 25 de janeiro de 1912, o Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, convocou políticos e pessoas importantes da cidade para informar uma grande decisão: a antiga Catedral da Sé seria demolida para dar lugar a uma nova Catedral. Era preciso atrair os novos migrantes que chegavam à capital. Apesar de algumas particularidades, o estilo escolhido para esta nova Catedral foi o gótico. O estilo gótico surgiu na França no século XII, colocando fim à escuridãoda época medieval. A Catedral Gótica simboliza a casa do povo, onde se realizariam não apenas os atos religiosos, mas também atividades de toda a comunidade. As igrejas se tornaram altas e imponentes. Suas torres pontiagudas se erguem como se fossem atingir as nuvens, induzindo os fiéis a olharem para o alto. A arquitetura segue embasada em um forte simbolismo teológico: as paredes como a base espiritual da igreja, suas pilastras simbolizam os santos e os grandes vitrais fazem a luz entrar em múltiplas cores para representar a presença divina.
Muito tempo se passou entre a decisão de Dom Duarte e a inauguração da Catedral em 25 de janeiro de 1954, um presente para São Paulo, que estava completando quatro séculos de fundação. A demora na construção foi causada principalmente pelas duas Grandes Guerras, que dificultaram muito a importação dos materiais necessários. Construída para ser o reflexo da fartura de nossos recursos naturais, a Catedral é decorada por animais de nossa fauna, como o sapo-boi, o tatu, o tucano, o lagarto e a garça, além da nossa rica flora espalhada em todos os capitéis. No arco de entrada é possível observar os três elementos responsáveis pelo crescimento econômico do País esculpidos em pedra: cacau, trigo e uva. A igreja conta também com dezenas de estátuas e baixos-relevos, feitos na Itália e trazidos para cá pouco antes de sua inauguração. Fabricado na Itália, o órgão da Catedral é considerado o maior da América do Sul. Possui cinco teclados manuais e cerca de 12 mil tubos com relevos entalhados à mão, seguindo o estilo gótico. O carrilhão localizado nas torres é composto por 61 sinos, 35 deles acionados eletronicamente, formando um dos mais imponentes carrilhões do Brasil.
Abaixo do altar-mor, está situada a cripta, uma capela subterrânea, inautrada em 1919, no mesmo estilo da Catedral. Ao redor de suas colunas e arestas, estão construídas as 30 câmaras mortuárias, destinadas a guardar os restos mortais dos arcebispos, além de duas personalidades históricas: Padre Feijó, regente do Império, e o Cacique Tibiriça, primeiro cidadão de Piratininga.

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