segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

E ARDE O OLHO...

Tudo bem. É brega. Se tornou ícone de tosquice depois do Big Brother. Mas a verdade é que para quem viveu a época, esse foi um evento memorável. Pela primeira vez, lá estavam todos os grandes nomes da música unidos por uma causa comum, salvar a África da miséria. E melhor, todos nós podiamos participar: bastava comprar um cd, lp ou fita cassete, não lembro mais o que era que uma parte seria revertida para aquelas crianças subnutridas que chocavam em ensaios fotográficos. Não vou discutir aqui o mérito desse grande golpe publicitário da indústria musical. Afinal, o continente africano continua mergulhado na miséria. Muitos dos cantores do grupo já viraram fumaça na memória ou passaram dessa para melhor (falando de Michael Jackson). E nós, os ingênuos da década de oitenta, tivemos uma oportunidade de sentir um gostinho de união global que hoje em dia é um sentimento patético para toda uma geração que cresceu no mundo da internet e das relações globalizadas. Das pessoas que fizeram parte desse grupo, algumas poucas se tornaram referencia musical por muitos anos. E desde então o agrupamento de astros por causas se tornou uma prática comum e sempre muito lucrativa.

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