segunda-feira, 5 de julho de 2010

A ARTE NA CIVILIZAÇÃO EGÉIA

A descoberta dos povos que habitavam as ilhas do mar Egeu antes do desenvolvimento da civilização grega é relativamente recente: ocorreu em 1870, quando o pesquisador alemão Heinrich Schliemann (1822-1890) encontrou vestígios de antigas cidades. Mais tarde, em 1900, o arqueólogo inglês Sir Arthur Evans (1851-1941) localizaria o que ainda restava do Palácio de Cnossos, na ilha de Creta. O conhecimento que temos dessa civilização, entretanto, é ainda pequeno.

Sabe-se, por exemplo, que por volta de 2500 a.C. a ilha já possuía cidades com construções de pedra e tijolo. Além disso, havia uma elaborada produção de jóias e outros objetos de metal. Os cretenses contavam com uma desenvolvida marinha mercante, o que lhes permitiu dominar o comércio no Mediterrâneo e entrar em contato com diferentes povos, como os mesopotâmicos e os egípcios. A prosperidade daí resultante traduziu-se em grande desenvolvimento urbanístico.

O que sabemos sobre essa civilização, também chamada minóica, resulta sobretudo do estudo e da cuidadosa observação de suas manifestações artísticas.

A ARTE CRETENSE

Com as descobertas arqueológicas de Creta, tornou-se claro que a cultura egéia teve origem nessa ilha, pois a arte desenvolvida em muitas regiões do mar Egeu e mesmo no continente era nitidamente influenciada pela arte cretense.
O estudo das ruínas do Palácio de Cnossos revelou que sua construção data do segundo milênio antes de Cristo (1700 a 1500 a.C.).
A planta arquitetônica desse palácio é bastante evoluída: em torno de um pátio central estão dispostas muitas salas, alguma delas agrupadas de forma que uma conduza à outra, segundo uma ordem bem planejada. A construção tinha pelo menos dois andares, mas é possível que originalmente tivesse até três ou quatro - detalhe muito importante, pois os construtores da época precisaram resolver problemas como posicionamento de escadas, iluminação e colunas de sustentação. Tudo isso revela uma arquitetura avançada para a época.

É na pintura, porém, que se revela com mais clareza o espírito dinâmico do povo cretense. Ela mostra menos rigidez e imobilidade que a pintura egípcia. Supõe-se, entretanto, que não só a mobilidade tenha sido alvo de preocupação do artista cretense, mas também o efeito causado pela combinação das cores, pois ele utilizava cores vivas e contrastantes: tons de vermelho, azul e branco, bem como marrom, amarelo e verde.


Na ourivesaria, os artistas cretenses também revelaram grande domínio técnico, como pode ser constatado nos Copos de Vafió. Essas peças, muito delicadas, foram encontradas na cidade de Vafió, daí o seu nome. Nelas estão representados, em baixo-relevo, touros e elementos da natureza.


Já no que se refere à escultura, somente pequenas peças dessa civilização foram encontradas, como a série denominada Deusas com as serpentes. Essas escultura, uma de várias versões do mesmo tema, é feita de marfim, com ouro nos mamilos, nas serpentes que a deusa empunha e nos detalhes de sua saia.

O domínio de Creta e a influência de sua cultura e sua arte sobre várias ilhas do mar Egeu perduraram até cerca de 1400 a.C., quando foi invadida e dominada pelos aqueus, que vieram do norte e haviam fundado a cidade de Micenas.

A ARTE MICÊNICA




Da arte que se desenvolveu na cidade de Micenas merece destaque a arquitetura, que apresentou traços próprios. Um exemplo é a Tumba dos Átridas. O nome dessa construção de pedra está ligado à família mais célebre entre os aqueus. Feita no interior de uma colina, ela exibe uma imponência severa. Um corredor conduz a uma sala circular coberta por uma grande cúpula de 14 metros de diâmetro e 13 metros de altura. A sala comunica-se com o compartimento retangular onde ficavam os restos mortais dos príncipes micênicos.

O aspecto mais interessante da construção é, sem dúvida, a cúpula, uma vez que, para sustentá-la, não foram usados arcos: as pedaras foram dispostas horizontalmente, ficando cada bloco um pouco desalinhado em relação ao anterior, de modo a provocar um afunilamento até o encontro total das fileiras concêntricas de pedra.

Na escultura micênica, destaca-se a Porta dos Leões, dois leões esculpidos acima da entrada principal da muralha que cercava Micenas.

A entrada monumental, feita com enormes blocos de pedra, sugere os valores principais da civilização micênica: a força e a agressividade.

Muitos pesquisadores acreditam terem sido os micênicos, ou aqueus, que fizeram a Guerra de Tróia, da qual temos conhecimento por meio dos poemas épicos Ilíada e Odisséia, atribuidos a Homero (c. século VIII a.C.). Para esses pesquisadores, os locais descritos nos poemas podem ser identificados com aqueles em que foi encontrado o maior número de vestígios da civilização micênica.

Também os objetos da ourivesaria micênica encontram paralelo nos objetos descritos nas obras homéricas. É o caso da expressiva máscara funerária de Agamenon.
Heinrich Schliemann, ao encontrar essa máscara, considerou-a como sendo de Agamenon, rei de Micenas, que teria participado da Guerra de Tróia.
A partir do século XII a.C., novos povos invadiram a região de Creta e Micenas: os dórios, os jônios e os eólios. Somente depois de muitos séculos, porém, esses povos iriam encontrar sua própria expressão artística, distinta das formas creto-micênicas.

A GUERRA DE TRÓIA: VERDADE OU LENDA?

Existem evidências arqueológicas de que Tróia de fato existiu, numa região onde hoje se localiza a Turquia. Entretanto, afora os poemas homéricos, não há comprovação de que a Guerra de Tróia tenha realmente ocorrido. Segundo se conta, ela teria sido travada por volta de 1200 a.C., entre gregos (ou aqueus, um dos povos que os originaram) e troianos, e teria durado dez anos. O poema Ilíada, atribuído a Homero, narra os acontecimentos dessa guerra, entre os quais o episódio que envolveu o famoso "cavalo de Tróia". Já a Odisséia conta as aventuras do herói Ulisses (ou Odisseu) em seu regresso da guerra.

11 comentários:

  1. isso é uma porcariaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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  2. qui bosta, bota uns dezenhus maize fáci pra noise intendi meió tá bão sô
    mi chama di u maise iteligenti di todu sidadi

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  3. pode deixar vou pedir para reescreverem a história :p

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  4. Eu achei muito bom porque só assim agente aprende mais sobre esta historia ja pra os outros que naum gostaram escrevam uma historia que todo mundo goste pq ja que vc's naum gostaram outras pessoas que se interessam gostaram .

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  5. Na verdade eu uso o blog para arquivar informações e videos que utilizo em aulas de arte então, se o conteúdo servir para mais alguém, o blog sai no lucro.

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  6. o ARTIGO NESTE BLOG É EXCELENTE! MUITO BOM MESMO. FIZ UM TRABALHO SÓ COM O QUE ACHEI AQUI. PARABÉNS PELO EXCELENTE CONTEÚDO!

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  7. Como eu disse antes, na verdade este blog é onde vou alojando material para aulas. Mas é muito bom saber que este pequeno acervo está ajudando outras pessoas também.

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  8. Eu queria algo que me explicasse melhor que meu livro,mas você colocou exatamente a mesma coisa que está escrito nele...'-'

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    1. Quais são as suas dúvidas Matheus? Talvez possamos trocar algumas figurinhas. Sou uma amante de História. ;)

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