domingo, 13 de março de 2011

ULISSES na ODISSÉIA e ILÍADA de HOMERO

Em grego Odisseu ou do latim Ulisses, o protótipo do rebelde é o herói da Guerra de Tróia imortalizado por Homero, maior poeta da Antiguidade. A maior arma - e o maior tormento - desse guerreiro foi a sua inteligência. Atena, deusa grega do juízo claro, era sua protetora. Foi Ulisses que imaginou o truque do Cavalo de Tróia (feito de madeira e ofertado aos troianos, dentro deles os gregos se esconderam para vencer a guerra). Quando Ulisses viu que a vitória tinha sido o resultado de sua idéia, e não do poder dos deuses, ficou arrogante. Ignorou os sinais para ser mais humilde e voltou para sua terra, a distante Ítaca. Dez anos de tempestades e obstáculos depois, Ulisses ainda não tinha chegado à casa e a mulher e o filho sofriam o assédio dos pretendentes ao trono, que o julgavam mortos. Ulisses é fascinante porque é complexo. Não é mau ou bom, mas humano. Seu orgulho é compreesível. Ele aprende, duramente, que há forças maiores que nós, que não toleram a arrogância. Por isso inspira e emociona a humanidade há 3 mil anos.
A história de Ulisses já foi muitas vezes representada pelo cinema ou para a televisão. Provavelmente, o filme que até agora contou com atores mais famosos como Isabella Rosselini e Irene Papas foi o Odisséia gravado em 1997, época em que a computação gráfica ainda não tinha causado aquela grande revolução nos efeitos visuais do cinema. Quem sabe agora, com as facilidades proporcionadas pela tecnologia, cheguemos a ver uma representação mais interessante dos deuses e monstros da mitologia já que, uma coisa é certa, a saga de Ulisses é uma daquelas histórias que sempre serão recontadas a todas as gerações.

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